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Organização · Órgão público

CPI do Crime Organizado

4 conexões7 eventos12 fontes oficiais15 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado, instalada em novembro de 2025 com prazo de 120 dias. Convidou os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli para falar sobre o caso Master (25/02/2026) e convocou Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel como testemunhas para 04/03/2026 — depoimento cancelado pela prisão de Vorcaro no mesmo dia; André Mendonça tornou facultativo o comparecimento dele, decisão que a CPI contestou sem desfecho localizado. Recebeu da Receita Federal registros de pagamentos do Banco Master a escritórios e empresas ligados a políticos, segundo o Poder360. Em 14/04/2026, encerrou os trabalhos sem relatório aprovado: o texto do relator Alessandro Vieira, que propunha o indiciamento por crime de responsabilidade de Toffoli, Moraes, Gilmar Mendes e Paulo Gonet por não se declararem suspeitos no caso Master, foi rejeitado por 6 votos a 4. O presidente Davi Alcolumbre não concedeu prorrogação, citando o ano eleitoral. Não há registro de que Moraes ou Toffoli tenham efetivamente comparecido ao convite.

Por que está no Novelo?

Recebeu os registros fiscais sobre pagamentos do Banco Master citados pela imprensa.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Posição não localizada

    Nenhuma manifestação pública específica localizada no corpus até a data da última atualização.

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

Nenhuma lacuna registrada pela equipe editorial.

Linha do tempo7

  1. 2026

    · Evento· Ato públicoDDocumental direto
    CPI do Crime Organizado convoca Vorcaro e convida Toffoli e Moraes

    CPI do Crime Organizado, Daniel Vorcaro, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes

  2. · Evento· Decisão judicialAAlegação
    CPI recorre ao STF contra decisão que tornou facultativo o depoimento de Vorcaro

    CPI do Crime Organizado, Senado Federal, Daniel Vorcaro, André Mendonça

  3. · Evento· Decisão judicialDDocumental direto
    STF torna facultativo o depoimento de Belline Santana à CPI do Crime Organizado

    André Mendonça, Supremo Tribunal Federal, Belline Santana, CPI do Crime Organizado, Senado Federal, Humberto Costa e mais 1

  4. · Evento· Ato públicoDDocumental direto
    CPI do Crime Organizado aprova convocação que leva ao plano oficial a tese sobre Ortiz e o Aquilla

    Alessandro Vieira, CPI do Crime Organizado, Oliver Ortiz de Zarate Martin, Benjamim Botelho de Almeida, Foco DTVM

  5. · Evento· DeclaraçãoDDocumental direto
    Galípolo depõe à CPI do Crime Organizado e confirma reunião no Planalto

    Gabriel Galípolo, CPI do Crime Organizado, Banco Central do Brasil, Alessandro Vieira

  6. · Evento· PublicaçãoAAlegação
    Registros da Receita sobre pagamentos do Banco Master chegam à CPI do Crime Organizado

    CPI do Crime Organizado, Banco Master, Michel Temer, Antônio Rueda, Guido Mantega, Henrique Meirelles

  7. · Evento· Ato públicoDDocumental direto
    CPI do Crime Organizado rejeita relatório que pedia indiciamento de ministros do STF e do PGR

    CPI do Crime Organizado, Senado Federal, Alessandro Vieira, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e mais 1

Mais bem documentadas4

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

  • DDocumental diretoPaulo Humberto Barbosadispensado do comparecimento obrigatório à comissão
  • DDocumental diretoRoberto Campos Netofaltou três vezes, convocação convertida em convite por decisão no INQ 5.02602/03/2026
  • DDocumental diretoSenado Federalcomissão do Senado
  • CCorroboradoDaniel Vorcaroconvocado como testemunha, depoimento cancelado por prisão25/02/2026

Relações por categoria4

Institucional 4

Paulo Humberto Barbosa· dispensado do comparecimento obrigatório à comissãoDDocumental diretoNão verificado
InstitucionalInstitucionalconfiança 80%

Por que estes nós estão conectados?

Paulo Humberto Barbosa, investigado no Inquérito 5.026/DF, teve a obrigatoriedade de comparecimento à CPI do Crime Organizado afastada por decisão do STF, em tratamento estendido a outros investigados do mesmo inquérito.

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Roberto Campos Neto· faltou três vezes, convocação convertida em convite por decisão no INQ 5.026DDocumental diretoVerificadodesde 02/03/2026
InstitucionalInstitucionalconfiança 90%

Por que estes nós estão conectados?

Roberto Campos Neto faltou três vezes a convocações da CPI para depor sobre a aprovação do Máxima em 2019, blindado não por habeas corpus (como noticiou a imprensa), mas por decisão de Mendonça de 02/03/2026, em petição no INQ 5.026, que converteu sua convocação em convite facultativo por desvio de finalidade da CPI; ofereceu apenas resposta por escrito.

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • CCorroboradoRoberto Campos Neto faltou três vezes a convocações da CPI do Crime Organizado para depor especificamente sobre os critérios de idoneidade na aprovação do Máxima em 2019, protegido por habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça (STF), que o desobrigou de comparecer pessoalmente; ofereceu apenas resposta por escrito, considerada insuficiente por membros da comissão. Na sessão de 08/04/2026, pensada para tratar do tema, quem compareceu em seu lugar foi o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, que declarou: 'O entendimento da área técnica é que ele [Vorcaro] apresentou uma outra origem de recurso e que, a partir daí, estava atendido o que antes tinha sido rejeitado' — e afirmou que auditorias internas do BC não atribuem culpa pessoal a Campos Neto pela liquidação. Não há, até a data desta atualização, declaração pública do próprio Campos Neto sobre a aprovação de outubro de 2019.
  • DDocumental diretoEm 02/03/2026, em petição no INQ 5.026, o ministro André Mendonça converteu a convocação obrigatória de Roberto Campos Neto pela CPI do Crime Organizado em convite facultativo, acolhendo a tese de "desvio de finalidade": a CPI foi instalada para investigar facções criminosas e milícias, e a convocação dele se baseava no colapso do Banco Master, tema estranho ao objeto da comissão. Mendonça aplicou "os exatos termos realizados em relação ao atual presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo" — ou seja, o mesmo tratamento facultativo já dado a Galípolo. O instrumento processual real é esta decisão em petição do INQ 5.026, não um habeas corpus, como a imprensa noticiou.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Senado Federal· comissão do SenadoDDocumental diretoVerificado
InstitucionalInstitucionalconfiança 95%

Por que estes nós estão conectados?

CPI instalada no Senado em novembro de 2025; terminou em 14/04/2026 sem relatório final.

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoEm 14/04/2026 a CPI do Crime Organizado rejeitou por 6 a 4 o relatório de Alessandro Vieira que pedia o indiciamento por crimes de responsabilidade de Toffoli, Moraes, Gilmar Mendes e Gonet.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Daniel Vorcaro· convocado como testemunha, depoimento cancelado por prisãoCCorroboradoVerificadodesde 25/02/2026
InstitucionalInstitucionalconfiança 90%

Por que estes nós estão conectados?

Vorcaro foi convocado como testemunha à CPI do Crime Organizado para 04/03/2026; o depoimento foi cancelado no mesmo dia por sua prisão preventiva. André Mendonça tornou facultativo seu comparecimento, tratando-o como investigado — decisão contestada pela CPI em recurso ao STF sem desfecho localizado. Não há registro de que tenha depoido à comissão antes de seu encerramento.

Eventos: CPI recorre ao STF contra decisão que tornou facultativo o depoimento de Vorcaro

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • AAlegaçãoO depoimento de Vorcaro marcado para 04/03/2026 foi cancelado no mesmo dia, em razão da prisão preventiva decretada horas antes pelo ministro André Mendonça, por suposto risco de obstrução das investigações.
  • DDocumental diretoAndré Mendonça decidiu, em 03/03/2026, que o comparecimento de Vorcaro à CPI do Crime Organizado seria facultativo, tratando-o como investigado — e não testemunha, condição em que fora convocado. A CPI contestou a decisão e recorreu, em 10/03/2026, à Segunda Turma do STF, sustentando que Vorcaro havia sido convocado como testemunha. Não foi localizada decisão colegiada final sobre o recurso, nem registro de novo depoimento de Vorcaro à comissão antes do encerramento dos trabalhos em 14/04/2026.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos11

Evidências15

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • DDocumental direto

    Em 14/04/2026 a CPI do Crime Organizado rejeitou por 6 a 4 o relatório de Alessandro Vieira que pedia o indiciamento por crimes de responsabilidade de Toffoli, Moraes, Gilmar Mendes e Gonet.

    documentofonte

  • AAlegação

    O depoimento de Vorcaro marcado para 04/03/2026 foi cancelado no mesmo dia, em razão da prisão preventiva decretada horas antes pelo ministro André Mendonça, por suposto risco de obstrução das investigações.

    Atribuída a: Agência Senado

    fonte

  • DDocumental direto

    André Mendonça decidiu, em 03/03/2026, que o comparecimento de Vorcaro à CPI do Crime Organizado seria facultativo, tratando-o como investigado — e não testemunha, condição em que fora convocado. A CPI contestou a decisão e recorreu, em 10/03/2026, à Segunda Turma do STF, sustentando que Vorcaro havia sido convocado como testemunha. Não foi localizada decisão colegiada final sobre o recurso, nem registro de novo depoimento de Vorcaro à comissão antes do encerramento dos trabalhos em 14/04/2026.

    documentofontefonte

  • CCorroborado

    Roberto Campos Neto faltou três vezes a convocações da CPI do Crime Organizado para depor especificamente sobre os critérios de idoneidade na aprovação do Máxima em 2019, protegido por habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça (STF), que o desobrigou de comparecer pessoalmente; ofereceu apenas resposta por escrito, considerada insuficiente por membros da comissão. Na sessão de 08/04/2026, pensada para tratar do tema, quem compareceu em seu lugar foi o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, que declarou: 'O entendimento da área técnica é que ele [Vorcaro] apresentou uma outra origem de recurso e que, a partir daí, estava atendido o que antes tinha sido rejeitado' — e afirmou que auditorias internas do BC não atribuem culpa pessoal a Campos Neto pela liquidação. Não há, até a data desta atualização, declaração pública do próprio Campos Neto sobre a aprovação de outubro de 2019.

    O entendimento da área técnica é que ele apresentou uma outra origem de recurso e que, a partir daí, estava atendido o que antes tinha sido rejeitado.

    fontefonte

  • DDocumental direto

    Em 02/03/2026, em petição no INQ 5.026, o ministro André Mendonça converteu a convocação obrigatória de Roberto Campos Neto pela CPI do Crime Organizado em convite facultativo, acolhendo a tese de "desvio de finalidade": a CPI foi instalada para investigar facções criminosas e milícias, e a convocação dele se baseava no colapso do Banco Master, tema estranho ao objeto da comissão. Mendonça aplicou "os exatos termos realizados em relação ao atual presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo" — ou seja, o mesmo tratamento facultativo já dado a Galípolo. O instrumento processual real é esta decisão em petição do INQ 5.026, não um habeas corpus, como a imprensa noticiou.

    acolho parcialmente o pedido, para convolar o requerimento de convocação em convite

    documentofonte

  • DDocumental direto

    Em 25/02/2026 a CPI do Crime Organizado convocou Daniel Vorcaro e aprovou convites aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e à esposa do segundo.

    documentofonte

  • AAlegação

    Em 25/02/2026 a CPI do Crime Organizado aprovou a convocação de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel para depoimento em 04/03/2026, na condição de testemunhas.

    Atribuída a: Agência Senado

    fonte

  • DDocumental direto

    O ministro André Mendonça desobrigou Belline Santana de comparecer à CPI do Crime Organizado em 24 de março de 2026 e tornou a convocação facultativa, assegurando o direito ao silêncio em caso de comparecimento.

    documentofonte

  • CCorroborado

    Paulo Sérgio Neves de Souza foi diretor de fiscalização do Banco Central entre 2019 e 2023 e Belline Santana chefiou o Departamento de Supervisão Bancária entre 2019 e 2024; ambos são servidores de carreira da autarquia.

    fontefonte

  • DDocumental direto

    O Requerimento nº 287/2026 da CPI do Crime Organizado, do senador Alessandro Vieira, aprovado pelo colegiado em 31/03/2026, sustenta que 'documentos registrados na CVM em outubro de 2015 confirmam que Ortiz figurava como cotista de fundos administrados pela antiga Foco DTVM — atual Sefer Investimentos —, tanto em nome próprio quanto por meio de empresas a ele vinculadas, incluindo o Aquilla FII', e que 'este fundo investiu no Fundo São Domingos, veículo utilizado na aquisição do Banco Máxima em 2017'. Registra ainda que Yan Felix Hirano e Benjamim Botelho de Almeida figuram conjuntamente como sócios-administradores da ASOCLQ desde junho de 2012. O texto do próprio requerimento preserva o condicional. Hirano nunca chegou a depor: a CPI encerrou em 14/04/2026 com a rejeição do relatório final por 6 votos a 4. Os documentos da CVM invocados não foram publicados nem localizados pela equipe.

    documentofontefonte

  • AAlegação

    Verificação da equipe sobre o alcance oficial da alegação: o relatório final da CPI do Crime Organizado, do relator Alessandro Vieira — 221 páginas, de 13/04/2026 —, não menciona Oliver Ortiz, o Grupo Aquilla, a Foco DTVM, a Sefer, Benjamim Botelho de Almeida ou Yan Felix Hirano, embora dedique amplo espaço ao Banco Master (44 menções) e a Daniel Vorcaro (64 menções). Ou seja: o mesmo senador que assinou o requerimento de convocação não levou o tema ao seu relatório — que, de todo modo, foi rejeitado em 14/04/2026. Nenhuma investigação da Polícia Federal, do Ministério Público, da CVM ou do Banco Central incorporou a alegação até a data desta atualização.

    Atribuída a: Verificação da equipe editorial por busca textual no PDF oficial do relatório

    fonte

  • DDocumental direto

    Em depoimento à CPI do Crime Organizado (08/04/2026), Gabriel Galípolo confirmou ter participado da reunião de dezembro de 2024 no Planalto com Lula, Vorcaro e ministros, e afirmou que sua atuação se limitou a encaminhar o caso à análise técnica do BC.

    Galípolo confirmou que se reuniu no Palácio do Planalto em dezembro de 2024 com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-controlador do Master, Daniel Vorcaro, e alguns ministros.

    documentofonte

  • DDocumental direto

    Galípolo afirmou à CPI não ter tratado do caso Master com ministros do STF; disse que se reuniu com ministros sobre a Lei Magnitsky e negou seis conversas telefônicas com Moraes ('todas reuniões foram presenciais').

    documentofonte

  • AAlegação

    Segundo o Poder360, registros da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado listam pagamentos do Banco Master (2022-2025) a escritórios e empresas ligados a Temer (R$ 10 mi), Rueda (R$ 6,4 mi), Mantega (R$ 14 mi), Meirelles (R$ 18,5 mi), Lewandowski, ACM Neto, Perillo e Wajngarten.

    Atribuída a: Poder360, com base em registros da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado

    fonte

  • AAlegação

    Henrique Meirelles afirmou ter mantido contrato de consultoria macroeconômica com o Banco Master, em caráter opinativo, entre março de 2024 e julho de 2025.

    Atribuída a: Henrique Meirelles

    fonte

Fontes15

12 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
03/09/2026
Revisão
published
Revisor
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