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Pessoa · Político

Antônio Rueda

Antônio de Rueda

Presidente nacional do União Brasil; advogado

6 conexões6 eventos2 fontes oficiais18 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Presidente do União Brasil, filho de médica e engenheiro espanhol, formado em direito tributário; aproximou-se de Luciano Bivar em 1998, fundou o escritório Rueda & Rueda com a irmã em 2008 (hoje administra mais de 250 mil processos), assumiu a presidência interina do PSL em 2018 e articulou, em 2021, a fusão com o DEM que criou o União Brasil — hoje a maior bancada do Congresso —, aliando-se então ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira. Rompeu com Bivar em agosto de 2023, crise durante a qual imóveis dele e de sua irmã no litoral de Pernambuco foram incendiados, caso apurado pelo STF (sem relação estabelecida com o caso Master). Disputa publicamente, com o presidente do Senado e correligionário Davi Alcolumbre, os rumos do partido para 2026 — Alcolumbre busca estreitar laços com o governo Lula, Rueda defende, com ACM Neto, postura mais distante e crítica. Segundo registros da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado, conforme o Poder360, dois escritórios ligados a Rueda receberam R$ 6,4 milhões do Banco Master desde 2023. Sua assessoria não confirmou as informações, disse que os dados foram 'vazados de forma ilícita' e que os serviços são legais e regularmente contratados. Em 10/09/2026, o UOL publicou que a mesma proposta atribui a ele, com ACM Neto, a intermediação dos mesmos aportes institucionais mediante comissão de 10%, com pagamentos possivelmente somando R$ 3 milhões mensais via o escritório Rueda & Rueda Advogados. Rueda negou irregularidades. Em frente distinta, a PF apura desde 17/09/2025, na Operação Carbono Oculto, se ele seria dono oculto de jatos executivos e de fundos de investimento (Bariloche e Viena) que a operação associa à atuação do PCC no setor de combustíveis — um piloto da empresa que operava as aeronaves o identificou como financiador por trás do crescimento da frota; Rueda nega e fala em acusação política. Até setembro de 2026, sem oitiva, indiciamento, denúncia ou arquivamento em nenhuma das duas frentes. No 1º turno de 04/10/2026 foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro (União Brasil), por quociente partidário, com 155.836 votos (1,76% dos válidos), segundo a totalização do TSE. Em 16/10/2026, o UOL publicou mensagens extraídas pela PF do celular de Vorcaro que, segundo o veículo, registram contatos dele com Vorcaro e com a diretoria comercial do Master sobre a captação de institutos de previdência e favores oferecidos a ele; o próprio UOL ressalva que as mensagens não mostram pagamento de comissão a ele, e Rueda diz que a relação com o banco era eminentemente profissional.

  • Presidente nacional · União Brasil
  • Eleito deputado federal (União Brasil-RJ) em 04/10/2026, por quociente partidário · Câmara dos Deputados

Por que está no Novelo?

Escritórios ligados a ele constam, segundo registros fiscais enviados a CPI e divulgados pela imprensa, entre os destinatários de pagamentos do Banco Master; sua posição está registrada.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Negativapor Antônio Rueda· 16/10/2026

    Ao UOL, sobre as mensagens: relação com o Master "eminentemente profissional"; serviços advocatícios prestados com emissão de notas fiscais e recolhimento de impostos; nega ter participado da viagem de novembro de 2023 (diz que estava em São Paulo) e das negociações do Amapá; lamenta "o uso político de trechos isolados de informações que deveriam estar sob sigilo" e diz que "adotará as medidas cabíveis".

    Fontes: UOL (coluna de Fabio Serapião)

  • Esclarecimentopor Antônio Rueda

    Assessoria ao Poder360: não confirma as informações; dados 'vazados de forma ilícita'; serviços legais, regularmente contratados e em conformidade fiscal.

    Fontes: Poder360

  • Esclarecimentopor Antônio Rueda· 18/03/2026

    Admitiu que o escritório Rueda e Rueda advogou para o Master (pareceres, reuniões, mais de 1.000 audiências), atividade que considera legítima, após ter dito dois dias antes não ter relação com Vorcaro além de contatos sociais.

    Fontes: Metrópoles

  • Negativapor Antônio Rueda· 18/09/2025

    Sobre a suspeita de ser dono oculto de jatos e fundos ligados à Carbono Oculto: "ilações irresponsáveis sem fundamento", com motivação política; disse ainda que seu nome "foi suscitado em um contexto absolutamente infundado" e que tomaria "todas as medidas cabíveis para proteger sua reputação".

    Fontes: ISTOÉ, Metrópoles

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • Achado em 13/09/2026: um relatório de inteligência da PF, citado por Alexandre de Moraes contra Mendonça (decisão de 03/09/2026), levanta a hipótese de que Mendonça poderia ver em Rueda uma "rota de acesso" ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tratado no mesmo documento como "provável alvo estratégico". É hipótese de inteligência formulada pela própria PF sobre a conduta de Mendonça, não uma imputação a Rueda; não há investigação, cautelar ou oitiva contra ele que qualquer autoridade vincule a esse motivo.
  • Achado em 13/09/2026: a frente Carbono Oculto (jatos e fundos ocultos) é INTEIRAMENTE DISTINTA da frente Master (comissão de 10% sobre RPPS) — apuradas por autoridades diferentes (PF/MP-SP vs. PF/PGR no caso Master), sem relação documental estabelecida entre elas além da coincidência da mesma pessoa. A única ponte estrutural encontrada é que a Trustee DTVM (de Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro) também apareceu na Carbono Oculto, mas em fundos distintos (Zeus FIDC, Gran Capital FIDC-NP, FIDC DB Crédito Global) dos citados para Rueda (Bariloche, Viena) — nenhum elo direto encontrado entre as duas pontas.
  • Os registros da Receita não foram lidos pela equipe; os valores são os reportados pelo Poder360.
  • A nova acusação de comissão de 10% é distinta dos R$ 6,4 milhões já documentados por registros fiscais enviados à CPI (2022-2025): aquele valor é pagamento a escritório por serviços; este é comissão alegada sobre captação de terceiros, sem comprovação de repasse efetivo.
  • Duas camadas distintas (16/10/2026): (1) a comissão de 10% é alegação da terceira proposta de colaboração de Vorcaro (classe A, disputada; rejeitada pela PF e pela PGR, segundo o UOL); (2) as mensagens publicadas pelo UOL em 16/10/2026 descrevem contatos, a oferta de jatos e hospedagem e a contratação do escritório em quatro ações (R$ 15,4 milhões), sem mostrar pagamento de comissão a ele, segundo o próprio veículo. A "comissão Amapá" registrada pela tesouraria do Master em 01/08/2024 é, nas mensagens, da consultoria de terceiros.
  • Segundo o UOL (16/10/2026), a PF pediu busca e apreensão em endereços ligados a ele e a ACM Neto com base nas mensagens, e a operação não chegou a ser autorizada pelo STF; o Novelo não localizou a decisão, a data nem o relator. Não confundir com a decisão sobre busca contra ACM Neto na Operação Overclean, outro caso.
  • Pedido de 12/07/2024 para que Vorcaro apagasse mensagens (UOL): o conteúdo das mensagens apagadas e o fuso horário não são informados; a ata do comitê da Amprev registra a reunião daquele dia entre 10h49 e 11h13 e não o menciona (seq-12-07-2024-mensagem-de-rueda-e-aprovacao-de-r-200-mi-no-amapa).

Linha do tempo6

Mais bem documentadas6

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

  • AAlegaçãoAndré Mendonçaacusado de direcionar investigação contra Alcolumbre, tendo Rueda como via03/09/2026
  • AAlegaçãoBanco Masterpagamentos a escritórios ligados (R$ 6,4 mi, segundo registros fiscais via imprensa)2023
  • AAlegaçãoDaniel Vorcaromensagens e contatos (2023-2024), segundo o UOLnov/2023
  • AAlegaçãoDaniel Vorcaroacusa de receber comissão de 10%10/09/2026
  • AAlegaçãoDavi Alcolumbrerivais pelo comando estratégico do União Brasil
  • AAlegaçãoUnião Brasilpresidente nacional

Relações por categoria6

Financeiro / comercial 1

Banco Master· pagamentos a escritórios ligados (R$ 6,4 mi, segundo registros fiscais via imprensa)AAlegaçãoNão verificadodesde 2023
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 50%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo o Poder360, registros da Receita enviados à CPI indicam R$ 6,4 milhões pagos pelo Banco Master, desde 2023, a dois escritórios ligados a Rueda, em contratos de prestação de serviços. Rueda não confirma e afirma que os serviços são legais. A equipe não leu os registros.

Eventos: Registros da Receita sobre pagamentos do Banco Master chegam à CPI do Crime Organizado

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo o Poder360, registros da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado listam pagamentos do Banco Master (2022-2025) a escritórios e empresas ligados a Temer (R$ 10 mi), Rueda (R$ 6,4 mi), Mantega (R$ 14 mi), Meirelles (R$ 18,5 mi), Lewandowski, ACM Neto, Perillo e Wajngarten.

Posição dos envolvidos

Político 2

Davi Alcolumbre· rivais pelo comando estratégico do União BrasilAAlegaçãoNão verificado
PolíticoPolíticoconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Rueda (presidente nacional do União Brasil) e Alcolumbre (presidente do Senado, também do partido) disputam publicamente os rumos da sigla para 2026: Alcolumbre busca estreitar laços com o governo Lula, enquanto Rueda, ao lado de ACM Neto, defende postura mais distante e crítica à gestão petista. Pontos de atrito incluem a indicação de Pedro Lucas Fernandes ao Ministério das Comunicações e a pauta de anistia aos réus de 8 de Janeiro. Contexto relevante para a hipótese, já registrada em ambos os verbetes, de que a PF suspeitaria de Mendonça usar uma investigação sobre Rueda como via de acesso a Alcolumbre — a rivalidade interna não confirma nem afasta essa hipótese, apenas mostra que os dois não formam bloco único dentro do próprio partido.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

União Brasil· presidente nacionalAAlegaçãoNão verificado
PolíticoPolíticoconfiança 90%

Por que estes nós estão conectados?

Preside o União Brasil, conforme o Poder360.

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo o Poder360, registros da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado listam pagamentos do Banco Master (2022-2025) a escritórios e empresas ligados a Temer (R$ 10 mi), Rueda (R$ 6,4 mi), Mantega (R$ 14 mi), Meirelles (R$ 18,5 mi), Lewandowski, ACM Neto, Perillo e Wajngarten.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Pessoal / social 1

Daniel Vorcaro· mensagens e contatos (2023-2024), segundo o UOLAAlegaçãoDisputadodesde nov/2023
Pessoal / socialComunicaçãoconfiança 40%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo o UOL (16/10/2026), mensagens extraídas pela PF do celular de Vorcaro registram contatos entre os dois desde novembro de 2023 em torno da captação de institutos estaduais de previdência pelo Master, a oferta de jatos e de hospedagem em hotel em São Paulo a Rueda, a apresentação a Vorcaro da contratação do escritório Rueda & Rueda em quatro ações (R$ 15,4 milhões), um pedido de Rueda, em 12/07/2024, para que Vorcaro apagasse mensagens, e encontros com ACM Neto em 2024. O UOL ressalva que as mensagens não mostram pagamento de comissão diretamente a Rueda. Uma só apuração, sem Pet, relatório ou decisão conhecidos. Rueda diz que a relação com o Master era eminentemente profissional e nega a viagem de novembro de 2023 e as negociações do Amapá.

Eventos: UOL publica mensagens de Vorcaro sobre a captação de fundos estaduais de previdência que citam Rueda e ACM Neto, Rueda pede a Vorcaro que apague mensagens, segundo o UOL

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo o UOL (16/10/2026), mensagens extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro, citadas de novembro de 2023 a julho de 2025, registram contatos de Antônio Rueda e de ACM Neto com Vorcaro e com o diretor comercial do Master, Fernando Mascarenhas, em torno da captação de recursos de institutos de previdência de servidores; o próprio UOL ressalva que as mensagens não mostram pagamento de comissão diretamente aos dois dirigentes do União Brasil.
  • AAlegaçãoSegundo o UOL (16/10/2026), às 11h45 de 12/07/2024 Antônio Rueda, que havia apagado dez mensagens seguidas na conversa, escreveu a Daniel Vorcaro pedindo que ele apagasse mensagens.
  • AAlegaçãoSegundo o UOL (16/10/2026), cerca de uma hora depois da mensagem de Rueda das 11h45 de 12/07/2024, o diretor comercial do Master, Fernando Mascarenhas, escreveu a Vorcaro que o Amapá aprovara R$ 200 milhões "agora".
  • AAlegaçãoSegundo o UOL (16/10/2026), em 12/07/2024 Fernando Mascarenhas enviou a Vorcaro uma lista das maiores captações em andamento, em milhões de reais: Amapá 400, Rio de Janeiro 350, Amazonas 250, Campos dos Goytacazes 160, Maricá 500, Belo Horizonte 100 e Alagoas 200.
  • AAlegaçãoSegundo o UOL (16/10/2026), em julho de 2024 o tesoureiro do Master, Alberto Felix, perguntou a Vorcaro sobre a comissão da "consultoria do Ricardo/Raphael" pela operação do Amapá, de R$ 8,9 milhões; no dia seguinte Vorcaro autorizou uma nota de R$ 8 milhões; e em 01/08/2024 a tesouraria registrou o pagamento de R$ 11 milhões como "comissão Amapá". O UOL atribui a consultoria a Ricardo Siqueira Rodrigues.
  • AAlegaçãoSegundo o UOL (16/10/2026), Daniel Vorcaro pôs seus jatos executivos à disposição de Antônio Rueda em dezembro de 2023 e, em março de 2024, providenciou-lhe hospedagem em hotel em São Paulo.
  • AAlegaçãoSegundo o UOL (16/10/2026), em agosto de 2024 o jurídico do Master apresentou a Vorcaro a contratação do escritório Rueda & Rueda Advogados em quatro ações, no total de R$ 15,4 milhões.
  • AAlegaçãoSegundo o UOL (16/10/2026), ACM Neto e Antônio Rueda passaram um fim de semana com Daniel Vorcaro em Trancoso (BA) em setembro de 2024, e em outubro de 2024 ACM Neto pediu a Vorcaro uma conversa "eu, você e Rueda", que ocorreu em São Paulo.
  • AAlegaçãoEm nota ao UOL (16/10/2026), Antônio Rueda afirmou que sua relação com o Master era "eminentemente profissional" e que os serviços advocatícios foram prestados com emissão de notas fiscais e recolhimento de impostos; lamentou "o uso político de trechos isolados de informações que deveriam estar sob sigilo", que, segundo a nota, "foram retirados de contexto com o propósito de criar suspeitas infundadas e atingir sua reputação"; disse que "adotará as medidas cabíveis"; negou ter participado da viagem de novembro de 2023 (disse que estava em São Paulo) e das negociações do Amapá.

Posição dos envolvidos

  • Negativapor Antônio Rueda· 16/10/2026

    Relação com o Master "eminentemente profissional"; serviços advocatícios com notas fiscais e impostos; nega ter participado da viagem de novembro de 2023 (diz que estava em São Paulo) e das negociações do Amapá; lamenta o uso político de trechos isolados de informações que deveriam estar sob sigilo.

    Fontes: UOL (coluna de Fabio Serapião)

Alegação investigativa 2

André Mendonça· acusado de direcionar investigação contra Alcolumbre, tendo Rueda como viaAAlegaçãoDisputadodesde 03/09/2026
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 30%via Antônio Rueda

Por que estes nós estão conectados?

Alexandre de Moraes, em decisão de 03/09/2026 e ofício formal de 11/09/2026, acusa André Mendonça de "direcionamento de determinados alvos para investigação" — nominalmente o próprio Moraes e o senador Davi Alcolumbre — "por motivos pessoais e políticos". Relatório de inteligência da PF citado na mesma decisão descreve Alcolumbre como "provável alvo estratégico" por seu controle da pauta de impeachment de ministros do STF, e levanta a hipótese de que Mendonça veria em Antônio Rueda uma "rota de acesso" a ele, relacionando a suspeita à resistência histórica de Alcolumbre à indicação de Mendonça ao STF em 2021. O mesmo relatório liga o suposto interesse de Mendonça a um motivo mais amplo: a chance de que uma "anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado" viesse a ser "avalizada no Tribunal" com uma composição mais favorável. É acusação de uma parte contra outra em disputa institucional aberta; nenhuma investigação, cautelar ou oitiva concreta contra Rueda ou Alcolumbre é atribuída a esse motivo por qualquer autoridade.

Eventos: Moraes aponta 'assimetria' e pede providências de Fachin contra Mendonça, Moraes formaliza por ofício a acusação contra Mendonça e pede julgamento conjunto das PETs 16.704 e 16.662

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoO relatório de inteligência da PF que fundamenta a decisão de Moraes de 03/09/2026 contra Mendonça dedica uma seção a "Alcolumbre como 'alvo estratégico'": descreve o presidente do Senado como "provável alvo estratégico, considerada sua força política, o favoritismo para manter-se na presidência do Senado Federal e o consequente controle da pauta daquela Casa, notadamente quanto ao processamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal". O documento levanta a hipótese de que Mendonça poderia ver no presidente do União Brasil, Antônio Rueda, uma "rota de acesso" a Alcolumbre, e relaciona a suspeita à "resistência de Alcolumbre à indicação de Mendonça ao STF durante o governo de Jair Bolsonaro", descrevendo-o como "grande empecilho" àquela indicação. NOVO (13/09/2026): o mesmo relatório liga esse suposto interesse a um motivo mais amplo — considera "provável" que os movimentos de Mendonça integrem estratégia para "ampliar seu poder no Supremo Tribunal Federal" "considerando o aumento das chances de que uma anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado acabe sendo avalizada no Tribunal".
  • AAlegaçãoEm ofício de 11/09/2026 dirigido a Fachin, Alexandre de Moraes atribui a André Mendonça, na relatoria das PETs 15.041 e 15.556: (1) "usurpação da direção das investigações das autoridades policiais, inclusive com determinação de medidas administrativas que afastaram a observância da cadeia de custódia"; (2) "condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada"; (3) "direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal". Pede julgamento conjunto das PETs 16.704 e 16.662 "para evitar risco concreto de decisões contraditórias".

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Daniel Vorcaro· acusa de receber comissão de 10%AAlegaçãoDisputadodesde 10/09/2026
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 50%

Por que estes nós estão conectados?

Na terceira proposta de colaboração premiada, revelada em 10/09/2026, Vorcaro atribui a Rueda a intermediação da entrada de recursos de institutos de previdência e da Cedae no Master em troca de comissão de 10%, paga em espécie e por contratos com o escritório Rueda & Rueda Advogados, somando possivelmente R$ 3 milhões mensais junto com os repasses a ACM Neto. Rueda negou irregularidades. Em 16/10/2026, o UOL publicou mensagens extraídas pela PF do celular de Vorcaro sobre a captação de institutos de previdência e ressalvou que elas não mostram pagamento de comissão diretamente a Rueda; a comissão de 10% segue como alegação da proposta de colaboração, e as mensagens não a confirmam (ver rel-daniel-vorcaro-antonio-rueda-communication).

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoEm terceira proposta de colaboração premiada, Daniel Vorcaro afirma que ACM Neto e Antônio Rueda intermediaram a entrada de recursos de institutos de previdência do Rio de Janeiro, do Amapá e do Amazonas, e da Cedae, no Banco Master, em troca de comissão de 10% do valor aplicado ou 1% ao ano enquanto o dinheiro permanecesse investido, o que, sobre os cerca de R$ 2 bilhões captados por essa via, geraria obrigação estimada em R$ 200 milhões.
  • AAlegaçãoACM Neto classificou como falsas as insinuações da proposta de colaboração de Vorcaro sobre a comissão de 10%, e Antônio Rueda negou irregularidades.
  • AAlegaçãoSegundo o UOL (16/10/2026), mensagens extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro, citadas de novembro de 2023 a julho de 2025, registram contatos de Antônio Rueda e de ACM Neto com Vorcaro e com o diretor comercial do Master, Fernando Mascarenhas, em torno da captação de recursos de institutos de previdência de servidores; o próprio UOL ressalva que as mensagens não mostram pagamento de comissão diretamente aos dois dirigentes do União Brasil.
  • AAlegaçãoEm nota ao UOL (16/10/2026), Antônio Rueda afirmou que sua relação com o Master era "eminentemente profissional" e que os serviços advocatícios foram prestados com emissão de notas fiscais e recolhimento de impostos; lamentou "o uso político de trechos isolados de informações que deveriam estar sob sigilo", que, segundo a nota, "foram retirados de contexto com o propósito de criar suspeitas infundadas e atingir sua reputação"; disse que "adotará as medidas cabíveis"; negou ter participado da viagem de novembro de 2023 (disse que estava em São Paulo) e das negociações do Amapá.

Posição dos envolvidos

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos3

Evidências18

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • AAlegação

    O relatório de inteligência da PF que fundamenta a decisão de Moraes de 03/09/2026 contra Mendonça dedica uma seção a "Alcolumbre como 'alvo estratégico'": descreve o presidente do Senado como "provável alvo estratégico, considerada sua força política, o favoritismo para manter-se na presidência do Senado Federal e o consequente controle da pauta daquela Casa, notadamente quanto ao processamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal". O documento levanta a hipótese de que Mendonça poderia ver no presidente do União Brasil, Antônio Rueda, uma "rota de acesso" a Alcolumbre, e relaciona a suspeita à "resistência de Alcolumbre à indicação de Mendonça ao STF durante o governo de Jair Bolsonaro", descrevendo-o como "grande empecilho" àquela indicação. NOVO (13/09/2026): o mesmo relatório liga esse suposto interesse a um motivo mais amplo — considera "provável" que os movimentos de Mendonça integrem estratégia para "ampliar seu poder no Supremo Tribunal Federal" "considerando o aumento das chances de que uma anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado acabe sendo avalizada no Tribunal".

    provável alvo estratégico [...] rota de acesso [...] grande empecilho [...] anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado

    Atribuída a: Relatório de inteligência da Polícia Federal, citado na decisão de Alexandre de Moraes de 03/09/2026

    fontefonte

  • AAlegação

    Em ofício de 11/09/2026 dirigido a Fachin, Alexandre de Moraes atribui a André Mendonça, na relatoria das PETs 15.041 e 15.556: (1) "usurpação da direção das investigações das autoridades policiais, inclusive com determinação de medidas administrativas que afastaram a observância da cadeia de custódia"; (2) "condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada"; (3) "direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal". Pede julgamento conjunto das PETs 16.704 e 16.662 "para evitar risco concreto de decisões contraditórias".

    direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos

    Atribuída a: Alexandre de Moraes, em ofício de 11/09/2026 à Presidência do STF

    documentofonte

  • AAlegação

    Segundo o Poder360, registros da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado listam pagamentos do Banco Master (2022-2025) a escritórios e empresas ligados a Temer (R$ 10 mi), Rueda (R$ 6,4 mi), Mantega (R$ 14 mi), Meirelles (R$ 18,5 mi), Lewandowski, ACM Neto, Perillo e Wajngarten.

    Atribuída a: Poder360, com base em registros da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado

    fonte

  • AAlegação

    Segundo o UOL (16/10/2026), mensagens extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro, citadas de novembro de 2023 a julho de 2025, registram contatos de Antônio Rueda e de ACM Neto com Vorcaro e com o diretor comercial do Master, Fernando Mascarenhas, em torno da captação de recursos de institutos de previdência de servidores; o próprio UOL ressalva que as mensagens não mostram pagamento de comissão diretamente aos dois dirigentes do União Brasil.

    As mensagens, porém, não mostram pagamento de comissão diretamente aos dois dirigentes do União Brasil.

    Atribuída a: UOL (Fabio Serapião, Natália Portinari e Cézar Feitoza)

    fonte

  • AAlegação

    Segundo o UOL (16/10/2026), às 11h45 de 12/07/2024 Antônio Rueda, que havia apagado dez mensagens seguidas na conversa, escreveu a Daniel Vorcaro pedindo que ele apagasse mensagens.

    Atribuída a: UOL (Fabio Serapião, Natália Portinari e Cézar Feitoza)

    fonte

  • AAlegação

    Segundo o UOL (16/10/2026), cerca de uma hora depois da mensagem de Rueda das 11h45 de 12/07/2024, o diretor comercial do Master, Fernando Mascarenhas, escreveu a Vorcaro que o Amapá aprovara R$ 200 milhões "agora".

    Atribuída a: UOL (Fabio Serapião, Natália Portinari e Cézar Feitoza)

    fonte

  • AAlegação

    Segundo o UOL (16/10/2026), em 12/07/2024 Fernando Mascarenhas enviou a Vorcaro uma lista das maiores captações em andamento, em milhões de reais: Amapá 400, Rio de Janeiro 350, Amazonas 250, Campos dos Goytacazes 160, Maricá 500, Belo Horizonte 100 e Alagoas 200.

    Atribuída a: UOL (Fabio Serapião, Natália Portinari e Cézar Feitoza)

    fonte

  • AAlegação

    Segundo o UOL (16/10/2026), em julho de 2024 o tesoureiro do Master, Alberto Felix, perguntou a Vorcaro sobre a comissão da "consultoria do Ricardo/Raphael" pela operação do Amapá, de R$ 8,9 milhões; no dia seguinte Vorcaro autorizou uma nota de R$ 8 milhões; e em 01/08/2024 a tesouraria registrou o pagamento de R$ 11 milhões como "comissão Amapá". O UOL atribui a consultoria a Ricardo Siqueira Rodrigues.

    Atribuída a: UOL (Fabio Serapião, Natália Portinari e Cézar Feitoza)

    fonte

  • AAlegação

    Segundo o UOL (16/10/2026), Daniel Vorcaro pôs seus jatos executivos à disposição de Antônio Rueda em dezembro de 2023 e, em março de 2024, providenciou-lhe hospedagem em hotel em São Paulo.

    Atribuída a: UOL (Fabio Serapião, Natália Portinari e Cézar Feitoza)

    fonte

  • AAlegação

    Segundo o UOL (16/10/2026), em agosto de 2024 o jurídico do Master apresentou a Vorcaro a contratação do escritório Rueda & Rueda Advogados em quatro ações, no total de R$ 15,4 milhões.

    Atribuída a: UOL (Fabio Serapião, Natália Portinari e Cézar Feitoza)

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    Segundo o UOL (16/10/2026), ACM Neto e Antônio Rueda passaram um fim de semana com Daniel Vorcaro em Trancoso (BA) em setembro de 2024, e em outubro de 2024 ACM Neto pediu a Vorcaro uma conversa "eu, você e Rueda", que ocorreu em São Paulo.

    Atribuída a: UOL (Fabio Serapião, Natália Portinari e Cézar Feitoza)

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    Em nota ao UOL (16/10/2026), Antônio Rueda afirmou que sua relação com o Master era "eminentemente profissional" e que os serviços advocatícios foram prestados com emissão de notas fiscais e recolhimento de impostos; lamentou "o uso político de trechos isolados de informações que deveriam estar sob sigilo", que, segundo a nota, "foram retirados de contexto com o propósito de criar suspeitas infundadas e atingir sua reputação"; disse que "adotará as medidas cabíveis"; negou ter participado da viagem de novembro de 2023 (disse que estava em São Paulo) e das negociações do Amapá.

    Atribuída a: Antônio Rueda

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    Em terceira proposta de colaboração premiada, Daniel Vorcaro afirma que ACM Neto e Antônio Rueda intermediaram a entrada de recursos de institutos de previdência do Rio de Janeiro, do Amapá e do Amazonas, e da Cedae, no Banco Master, em troca de comissão de 10% do valor aplicado ou 1% ao ano enquanto o dinheiro permanecesse investido, o que, sobre os cerca de R$ 2 bilhões captados por essa via, geraria obrigação estimada em R$ 200 milhões.

    Atribuída a: Daniel Vorcaro, em proposta de colaboração premiada ainda não aceita pelas autoridades

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    ACM Neto classificou como falsas as insinuações da proposta de colaboração de Vorcaro sobre a comissão de 10%, e Antônio Rueda negou irregularidades.

    Atribuída a: ACM Neto e Antônio Rueda, segundo o Jornal Grande Bahia

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    A PF investiga, na Operação Carbono Oculto, se Antônio Rueda é dono oculto de jatos executivos formalmente registrados em nome de terceiros e de fundos de investimento — o Fundo Bariloche e o Fundo Viena (gestora Genial), classificados por reportagem como "fundos caixa-preta". O piloto Mauro Caputti Mattosinho declarou à PF que Rueda seria dono oculto de 4 dos 10 jatos operados pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP): "Havia um clima de 'boom' de crescimento na empresa. E isso foi justificado como sendo um grupo muito forte, encabeçado pelo Rueda, que vinha com muito dinheiro que precisava gastar". As mesmas aeronaves teriam sido usadas por Roberto Augusto Leme da Silva ("Beto Louco") e Mohamad Hussein Mourad ("Primo"), foragidos apontados como líderes do esquema de combustíveis do PCC apurado pela Carbono Oculto — o piloto diz tê-los transportado cerca de 30 vezes.

    um grupo muito forte, encabeçado pelo Rueda, que vinha com muito dinheiro que precisava gastar

    Atribuída a: Mauro Caputti Mattosinho, piloto, em depoimento à Polícia Federal citado pela imprensa

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Criado
03/09/2026
Atualizado
16/10/2026
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