Organização · Instituição financeira
Foco DTVM
Também: Índigo Investimentos DTVM, Sefer Investimentos
Ir para a seção (12)
O que significam D, C, A e I?
- DDocumental direto
- Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
- CCorroborado
- Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
- AAlegação
- Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
- IInferência
- Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.
Detalhe em metodologia.
Resumo
Distribuidora de títulos e valores mobiliários fundada em 2003 por Benjamim Botelho de Almeida, que trocou de nome duas vezes: Foco DTVM, depois Índigo Investimentos DTVM e, por fim, Sefer Investimentos. Administrava o FII São Domingos, fundo abastecido por regimes próprios de previdência de servidores públicos que comprou por R$ 57 milhões um terreno em Jequitibá (MG) regularizado por R$ 2,5 milhões dois anos antes — operação que ajudou a lastrear a capacidade econômica apresentada por Vorcaro ao Banco Central. Em 05/07/2022, a CVM condenou a casa e dois administradores em multas que somam R$ 2,1 milhões por irregularidades na administração desse fundo. Geria também o fundo Monte Carlo, cujos recursos, como os do São Domingos, teriam sido direcionados a empresas ligadas à família Vorcaro, segundo a imprensa, e aparece em material da Operação Fundo Fake, de 2020. Foi alvo da 2ª fase da Operação Compliance Zero, em 14/01/2026, e teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 26/06/2026, por comprometimento econômico-financeiro e graves violações às normas legais. A estrutura já era investigada muito antes do caso Master: em 31/01/2013, a Polícia Federal instaurou a 'Operação Miquéias' sobre aplicações de regimes próprios de previdência em fundos administrados pela Foco e geridos pela A.A.M./Aquilla, com uso de 'pastinhas' que ofereciam percentual sobre o aporte a prefeitos e gestores. A PF identificou aportes suspeitos de RPPS em pelo menos 20 municípios e dez estados direcionados à casa. Já sob a razão social Sefer Investimentos, atuou como administradora fiduciária e intermediária líder da 3ª emissão de cotas do Brazil Realty FII (2018-2020), aceitando integralizações lastreadas em ativos sobreavaliados sem diligenciar a idoneidade dos laudos apresentados, e servindo de contraparte em negociações no mercado secundário que davam liquidez artificial às cotas — era controlada por Benjamim Botelho de Almeida, único acionista da FG Participações, que a controlava por meio da Foco Participações. Condenada pela CVM em 08/09/2026 a R$ 1,3 milhão de multa por essa operação; três de seus ex-diretores (Elisangela Capassi, David Abdala, Aluizio Moizinho) foram absolvidos.
Por que está no Novelo?
Administradora do fundo cuja compra de um terreno por R$ 57 milhões ajudou a lastrear a capacidade econômica apresentada por Vorcaro ao Banco Central, e nó recorrente em outras frentes do caso — inclusive, já como Sefer Investimentos, no caso do Brazil Realty FII, em que foi condenada pela CVM em 2026.
Posição do citado
Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.
- Esclarecimento· abr/2026
Por sua assessoria, a Sefer declarou que todas as operações 'observam rigorosamente a legislação do mercado de capitais' e são 'lícitas, regulares e pautadas por critérios técnicos', negando que as pessoas citadas em reportagens sejam cotistas dos fundos.
Fontes: Estadão (Luiz Vassallo, Jenne Andrade e Arthur Guimarães), via reprodução
Lacunas ainda não esclarecidas
O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.
- Há divergência sobre o porte da casa: a Folhapress, a partir de base do Banco Central, aponta R$ 12,9 bilhões sob administração em maio de 2026 e classificação S4 (pequeno porte); o Estadão atribui 102 fundos e mais de R$ 20 bilhões, dos quais cerca de R$ 9,6 bilhões ligados ao ecossistema Master.
- A cadeia de razões sociais Foco DTVM → Índigo Investimentos DTVM → Sefer Investimentos DTVM está confirmada documentalmente: o sistema oficial de consulta a processos sancionadores da CVM exibe a razão social atual das pessoas jurídicas, e o mesmo processo que nomeia 'Índigo Investimentos DTVM' no campo de objeto lista 'Sefer Investimentos DTVM' no campo de acusados.
Linha do tempo9
2013
· Evento· Ato de investigaçãoDDocumental diretoOperação Miquéias: PF já investigava a estrutura Foco/Aquilla desde 20132017
· Evento· TransaçãoAAlegaçãoTerreno de R$ 2,5 milhões é vendido por R$ 57 milhões a fundo abastecido por previdências de servidores2020
· Evento· Ato de investigaçãoAAlegaçãoOperação Fundo Fake: PF apura desvio de recursos de previdências municipais em fundos da Foco DTVMFoco DTVM, Benjamim Botelho de Almeida, Daniel Vorcaro, MAXX Consultoria de Investimentos
- · Evento· Ato regulatórioDDocumental diretoCVM aceita termo de compromisso de R$ 2,3 milhões em processo que acusava Daniel Vorcaro
Comissão de Valores Mobiliários, Daniel Vorcaro, Henrique Balduino Machado Moreira, Benjamim Botelho de Almeida, Foco DTVM
2022
· Evento· Ato regulatórioDDocumental diretoProcesso da CVM sobre desvio de previdências municipais é redistribuído e para: sem julgamento desde 2022Benjamim Botelho de Almeida, Gustavo Cleto Marsiglia, Foco DTVM
- · Evento· Ato regulatórioCCorroboradoCVM condena Botelho e a antiga Foco DTVM por irregularidades na administração do FII São Domingos
2026
· Evento· Ato públicoDDocumental diretoCPI do Crime Organizado aprova convocação que leva ao plano oficial a tese sobre Ortiz e o AquillaAlessandro Vieira, CPI do Crime Organizado, Oliver Ortiz de Zarate Martin, Benjamim Botelho de Almeida, Foco DTVM
- · Evento· Ato regulatórioCCorroboradoBanco Central liquida a Sefer Investimentos e bloqueia bens de Benjamim Botelho
Banco Central do Brasil, Foco DTVM, Benjamim Botelho de Almeida
- · Evento· Ato regulatórioDDocumental diretoCVM condena Vorcaro, pai, primo, Master e outros por fraude no Brazil Realty FII
Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, Banco Master, Benjamim Botelho de Almeida, Antonio Carlos Freixo Júnior e mais 4
Mais bem documentadas6
As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.
- CCorroboradoAluizio Honorio Moizinho Juniordiretor responsável destituído durante auditoria interna22/11/2019
- CCorroboradoBenjamim Botelho de Almeidaproprietário e controlador; diretor responsável (2009-2013)19/10/2009
- CCorroboradoDavid João Abdala Júniordiretor responsável pela administração fiduciária (2019)30/04/2019
- CCorroboradoElisangela Katia Capassidiretora responsável pela administração fiduciária (2018-2019)06/12/2018
- CCorroboradoMAXX Consultoria de Investimentosconsultoria que indicava os fundos da administradora aos RPPS2009
- AAlegaçãoAscendino Madureira Garciafuncionário até 2018
Relações por categoria6
Societário 1
Benjamim Botelho de Almeida· proprietário e controlador; diretor responsável (2009-2013)CCorroboradoVerificadodesde 19/10/2009
Por que estes nós estão conectados?
Registros da CVM o identificam como diretor responsável da Foco DTVM entre 19/10/2009 e 24/04/2013; decisão de Dias Toffoli de 06/01/2026 o descreve como proprietário e controlador da instituição, hoje Sefer Investimentos.
Fontes
- Parecer do Comitê de Termo de Compromisso — PAS CVM SEI 19957.008699/2019-01 (PAS 03/2016)Comissão de Valores Mobiliários · 23/02/2021Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- Fundo que comprou Banco Master para Vorcaro teria usado dinheiro de narcotraficante espanhol (com nota da defesa de Benjamim Botelho)ICL Notícias (Flávio VM Costa e Alice Maciel) · 09/03/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.- CCorroboradoRegistros oficiais fixam os cargos de Benjamim Botelho de Almeida: foi diretor responsável da Foco DTVM de 19/10/2009 a 24/04/2013 e diretor responsável da gestora A.A.M Ltda./AQ3 A.M. Ltda. — do Grupo Aquilla — de 08/07/2011 a 11/01/2016, conforme parecer do Comitê de Termo de Compromisso da CVM. Em decisão de 06/01/2026 no âmbito da Operação Compliance Zero, o ministro Dias Toffoli afirmou que 'Benjamim Botelho é proprietário e controlador da Foco DTVM (atualmente SEFER Investimentos), devendo as medidas recaírem sobre seu patrimônio e em todas as participações que envolvem a Sefer'.
Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Financeiro / comercial 1
MAXX Consultoria de Investimentos· consultoria que indicava os fundos da administradora aos RPPSCCorroboradoNão verificadodesde 2009
Por que estes nós estão conectados?
Segundo a Operação Fundo Fake, a MAXX indicava ao RolimPrevi fundos administrados pela Foco DTVM e, dias após o aporte, recebia de volta parte do dinheiro, no modelo de 'rebate'.
Eventos: Operação Fundo Fake: PF apura desvio de recursos de previdências municipais em fundos da Foco DTVM
Fontes
- Polícia Federal faz operação contra fraude em previdências municipaisAgência Brasil / EBC · 15/07/2020Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Nota à imprensa — Operação Fundo FakeRolimPrevi (Instituto de Previdência de Rolim de Moura/RO) · 02/08/2020Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.- CCorroboradoA Operação Fundo Fake foi deflagrada em 15/07/2020 com cerca de 200 policiais e 71 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de Porto Velho (RO), alcançando Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais. Segundo a PF: o prejuízo apurado em laudos periciais somente ao RolimPrevi foi de R$ 17,4 milhões; 65 outros institutos de previdência do país aplicaram em fundos administrados por uma das instituições investigadas; cerca de R$ 500 milhões de recursos de RPPS aportados nos fundos foram objeto de bloqueio judicial; e 18 CPFs e CNPJs tiveram cadastro suspenso para impedir atuação no mercado financeiro. O modelo apurado é o do 'rebate': a consultoria contratada indicava os fundos e, dias após o aporte, recebia de volta parte do dinheiro — em alguns casos mais de 20% do valor aplicado —, repassando parcela a gestores do instituto.
Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Profissional 4
Aluizio Honorio Moizinho Junior· diretor responsável destituído durante auditoria internaCCorroboradoVerificadodesde 22/11/2019
Por que estes nós estão conectados?
Aluízio Moizinho foi diretor responsável pela administração fiduciária da Sefer Investimentos, hoje Foco DTVM, por cerca de sete meses (22/11/2019 a 19/06/2020), destituído sem motivação informada enquanto conduzia auditoria interna. Foi absolvido pela CVM no caso Brazil Realty FII.
Fontes
- Leitura direta do relatório do PAS CVM 19957.007976/2020-94 (Brazil Realty FII)Verificação direta da equipe — CVM, relatório assinado pelo diretor relator João Accioly · 08/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- CVM multa Vorcaro em R$ 20 milhões por fraude em fundo imobiliárioAgência Brasil · 08/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
David João Abdala Júnior· diretor responsável pela administração fiduciária (2019)CCorroboradoVerificadodesde 30/04/2019
Por que estes nós estão conectados?
David Abdala foi diretor responsável pela administração fiduciária da Sefer Investimentos, hoje Foco DTVM, de 30/04/2019 a 22/11/2019. Foi absolvido pela CVM no caso Brazil Realty FII.
Fontes
- Leitura direta do relatório do PAS CVM 19957.007976/2020-94 (Brazil Realty FII)Verificação direta da equipe — CVM, relatório assinado pelo diretor relator João Accioly · 08/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- CVM multa Vorcaro em R$ 20 milhões por fraude em fundo imobiliárioAgência Brasil · 08/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Elisangela Katia Capassi· diretora responsável pela administração fiduciária (2018-2019)CCorroboradoVerificadodesde 06/12/2018
Por que estes nós estão conectados?
Elisângela Capassi foi diretora responsável pela administração fiduciária da Sefer Investimentos, hoje Foco DTVM, de 06/12/2018 a 30/04/2019. Em defesa ao processo sancionador da CVM, relatou ter encontrado a distribuidora em cenário operacional precário.
Fontes
- Leitura direta do relatório do PAS CVM 19957.007976/2020-94 (Brazil Realty FII)Verificação direta da equipe — CVM, relatório assinado pelo diretor relator João Accioly · 08/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- CVM multa Vorcaro em R$ 20 milhões por fraude em fundo imobiliárioAgência Brasil · 08/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Ascendino Madureira Garcia· funcionário até 2018AAlegaçãoNão verificado
Por que estes nós estão conectados?
Ascendino Madureira Garcia foi funcionário da Foco DTVM até 2018, sendo apontado como braço direito de Benjamim Botelho de Almeida nos desvios apurados na Operação Fundo Fake.
Fontes
- A reincidência do operador tático de Vorcaro na mira da PFO Antagonista · 04/02/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Negócios e transações0
Nenhuma transação documentada no corpus.
Documentos5
- Parecer do Comitê de Termo de Compromisso da CVM no PAS SEI 19957.008699/2019-01 (PAS 03/2016)Registro regulatório · 23/02/2021 · oficial
- Planilha 'Processos no Colegiado' da CVM, posição de 31/01/2026Registro regulatório · 31/01/2026 · oficial
- Requerimento nº 287/2026 – CPICRIME (convocação de Yan Felix Hirano), do senador Alessandro VieiraAto legislativo · 19/03/2026 · oficial
- Voto nº 1836/2020 do diretor relator Henrique Machado — PAS SEI 19957.009798/2019-01Registro regulatório · 01/12/2020 · oficial
- Relatório do PAS CVM 19957.007976/2020-94 (fraude no Brazil Realty FII)Registro regulatório · 08/09/2026 · oficial
Evidências18
Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.
- CCorroborado
Registros oficiais fixam os cargos de Benjamim Botelho de Almeida: foi diretor responsável da Foco DTVM de 19/10/2009 a 24/04/2013 e diretor responsável da gestora A.A.M Ltda./AQ3 A.M. Ltda. — do Grupo Aquilla — de 08/07/2011 a 11/01/2016, conforme parecer do Comitê de Termo de Compromisso da CVM. Em decisão de 06/01/2026 no âmbito da Operação Compliance Zero, o ministro Dias Toffoli afirmou que 'Benjamim Botelho é proprietário e controlador da Foco DTVM (atualmente SEFER Investimentos), devendo as medidas recaírem sobre seu patrimônio e em todas as participações que envolvem a Sefer'.
Benjamim Botelho é proprietário e controlador da Foco DTVM (atualmente SEFER Investimentos), devendo as medidas recaírem sobre seu patrimônio e em todas as participações que envolvem a Sefer.
- CCorroborado
A Operação Fundo Fake foi deflagrada em 15/07/2020 com cerca de 200 policiais e 71 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de Porto Velho (RO), alcançando Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais. Segundo a PF: o prejuízo apurado em laudos periciais somente ao RolimPrevi foi de R$ 17,4 milhões; 65 outros institutos de previdência do país aplicaram em fundos administrados por uma das instituições investigadas; cerca de R$ 500 milhões de recursos de RPPS aportados nos fundos foram objeto de bloqueio judicial; e 18 CPFs e CNPJs tiveram cadastro suspenso para impedir atuação no mercado financeiro. O modelo apurado é o do 'rebate': a consultoria contratada indicava os fundos e, dias após o aporte, recebia de volta parte do dinheiro — em alguns casos mais de 20% do valor aplicado —, repassando parcela a gestores do instituto.
- DDocumental direto
A estrutura Foco DTVM / A.A.M. Ltda. (Aquilla Asset Management) já era investigada pela Polícia Federal desde 31/01/2013, na chamada 'Operação Miquéias', a partir dos inquéritos IPL 194/2012-SR/DPF/DF e IPL 148/2013-SR/DPF/DF, sobre aplicações de diversos regimes próprios de previdência em fundos administrados pela Foco e geridos pela A.A.M. O parecer da CVM descreve o uso de 'pastinhas' — que percorriam o país oferecendo percentual sobre o aporte a prefeitos e gestores — e de 'lobistas'. Ou seja: a estrutura estava sob apuração federal sete anos antes da Operação Fundo Fake e quatro anos antes de Vorcaro contratar a compra do Banco Máxima.
- AAlegação
Um terreno em Jequitibá (MG), regularizado por R$ 2,5 milhões em 2015, foi vendido por R$ 57 milhões ao FII São Domingos — valorização de 2.180% em dois anos. A operação justificou receita operacional bruta de R$ 89 milhões da Viking Participações, empresa de Vorcaro, por sua vez usada para lastrear o aporte de R$ 50 milhões exigido pelo Banco Central na análise da transferência de controle do Máxima. O FII São Domingos era abastecido por regimes próprios de previdência de servidores públicos e teve prejuízo de R$ 109 milhões em 2017. Em 2022, a CVM multou a Foco DTVM e o diretor do fundo em mais de R$ 1 milhão por má gestão, incluindo operações que beneficiaram empresas da família Vorcaro.
Atribuída a: ICL Notícias, reproduzindo apuração do UOL, e decisão da CVM de 2022
- AAlegação
Existe linha investigativa federal em Rondônia alcançando Daniel Vorcaro desde janeiro de 2019 — nove meses antes do aval do Banco Central à transferência de controle do Máxima. Segundo documento protocolado na CPI do Crime Organizado, houve Pedido de Busca e Apreensão Criminal nº 0001530-26.2019.4.01.4101, de 23/01/2019, na Subseção Judiciária de Ji-Paraná (RO), no âmbito de apuração sobre desvio de recursos de regimes próprios de previdência, e três inquéritos sucessivos contra Vorcaro. Apuração posterior da equipe confirmou o essencial por fontes independentes — Vorcaro foi de fato alvo da Operação Fundo Fake e teve mandado de prisão expedido, nunca cumprido, com o inquérito trancado pelo TRF-1 em 2023 — mas NÃO confirmou vários pontos específicos da peça da CPI, que é documento de parte protocolado por denunciante e não achado oficial. Em particular: (a) não se corroborou a alegação de repasses do Banco Máxima e do grupo Multipar à MAXX Consultoria em 2016, e cabe notar que o Máxima só passou ao controle de Vorcaro em outubro de 2019; (b) a alegada transferência de R$ 2 milhões da Milo Investimentos para Benjamim Botelho de Almeida em 31/10/2016 não foi corroborada, e a única fonte jornalística que trata do tema descreve o fluxo em sentido inverso — três transferências dos fundos à conta pessoal de Vorcaro, somando cerca de R$ 2 milhões, em 2017; (c) o recorte de R$ 7,7 milhões atribuído nominalmente a Vorcaro e Botelho no bloqueio não aparece em fonte independente; (d) a designação 'Fundo Fake 2' é nomenclatura da peça, não da Polícia Federal — o que existe oficialmente em Ji-Paraná é a Operação Caixa de Minas, sobre o RPPS do município, sem menção pública a Vorcaro, ao Máxima ou à Foco DTVM.
Atribuída a: Documento de parte protocolado na CPI do Crime Organizado, com verificação posterior da equipe que confirmou parte e não corroborou outros pontos
- AAlegação
Daniel Vorcaro foi alvo da Operação Fundo Fake, investigado por suspeitas de envolvimento em esquema de desvio de recursos de fundos de previdência de municípios — e ainda assim recebeu, em outubro de 2019, autorização do Banco Central para se tornar controlador do Banco Máxima. Depois que a investigação chegou à Justiça Federal, em 2019, ele, Benjamim Botelho de Almeida e outros onze alvos foram objeto de mandados de prisão, cautelares que nunca foram cumpridas e cuja ordem judicial acabou anulada meses depois. O inquérito foi posteriormente trancado pelo TRF-1, em 2023. A defesa de Vorcaro sustenta que ele foi 'formalmente excluído da investigação' e que é 'falsa e difamatória qualquer tentativa de associar seu nome aos fatos apurados', porque à época dos fatos ainda não havia adquirido o controle do banco nem mantinha vínculo com a instituição. O argumento tem lastro cronológico parcial: os fatos denunciados são de dezembro de 2010 a abril de 2016, e Vorcaro só assumiu o controle do Máxima em outubro de 2019 — de modo que tratar o Banco Máxima como veículo dele em 2016 seria anacronismo. O que sobrevive ao teste temporal é a via familiar, não a bancária.
Atribuída a: Estadão Conteúdo e Times Brasil; a exclusão formal da investigação é afirmação da defesa, não confirmada em peça processual lida pela equipe
- DDocumental direto
Cinco anos antes do colapso do banco, Daniel Vorcaro figurou pessoalmente como acusado num processo administrativo sancionador da CVM e fechou termo de compromisso. A decisão do Colegiado de 01/12/2020, no PAS SEI 19957.009798/2019-01, sobre as emissões de debêntures da Centara e da Simsan, lista entre os proponentes 'DANIEL BUENO VORCARO, na qualidade de diretor da MÁXIMA S.A. CCTVM (intermediária líder), por infração ao item I c/c item II, letra c, da ICVM 8, e ao inciso I do artigo 11 da ICVM 476'. O total pago foi de R$ 2.325.000 — R$ 250 mil de Vorcaro, R$ 1 milhão da Máxima CCTVM, R$ 300 mil da Índigo (a antiga Foco DTVM), R$ 300 mil de Benjamim Botelho de Almeida, R$ 250 mil de Luiz Antonio Bull, R$ 100 mil da Simsan, R$ 100 mil de Zadra e R$ 25 mil de Saito. O montante captado nas emissões somou R$ 49.018.776,98, de modo que o acordo equivale a 4,743% do total, e a parcela de Vorcaro isoladamente a 0,51%. A aprovação foi unânime, com o diretor Alexandre Rangel declarando-se impedido — o mesmo Rangel viria a se declarar impedido depois em outros dois processos do grupo, por ter sido consultado anteriormente, como advogado, sobre fatos relacionados.
- DDocumental direto
O acordo foi aceito depois de o Comitê de Termo de Compromisso da CVM tê-lo rejeitado: o Comitê deliberou pela rejeição em 18/08/2020 e ratificou a rejeição em 15/09/2020. Em 03/11/2020 o diretor Henrique Machado pediu vista do processo, assumiu como diretor relator e votou pela aceitação em 01/12/2020, sendo acompanhado por unanimidade. RESSALVA ESSENCIAL, em favor da decisão: a proposta efetivamente aceita foi MAIOR do que a rejeitada — o Comitê havia recusado propostas que somavam R$ 1.575.000, e o Colegiado aceitou R$ 2.325.000, um acréscimo de 48%, com Índigo e Botelho subindo de R$ 250 mil para R$ 300 mil cada, Simsan de R$ 30 mil para R$ 100 mil e Zadra de R$ 20 mil para R$ 100 mil. Não se trata, portanto, de aceitar sem mais o que fora recusado.
- DDocumental direto
O voto do relator revela que a área técnica da CVM já descrevia, em 2020, o padrão que só viria a ser público em 2025. Em nota de rodapé, Machado registra a alegação da Superintendência de Registro de Valores Mobiliários de que as duas emissões de debêntures 'apresentam elementos que indicam que as operações foram estruturadas com o propósito de viabilizar a transferência de recursos financeiros do Banco M e da massa falida do Banco R para beneficiar os responsáveis ou familiares da ÍNDIGO e da Máxima CCTVM' — ou seja, desvio de recursos de uma massa falida em favor de familiares dos controladores. No §7º, o voto afirma que 'os elementos fáticos que permeiam o caso em exame poderiam ter efetivamente ensejado a não instauração do processo considerando a baixa expressividade da lesão ao bem jurídico tutelado'. E no §12 registra que os proponentes eram investigados por condutas semelhantes em processo aberto em 12 de novembro de 2020, concluindo que este 'não apresenta, neste momento, materialidade suficiente para obstar a aceitação das propostas' — processo que é justamente o PAS 19957.007976/2020-94, hoje pautado para julgamento por operação fraudulenta.
As operações foram estruturadas com o propósito de viabilizar a transferência de recursos financeiros do Banco M e da massa falida do Banco R para beneficiar os responsáveis ou familiares da ÍNDIGO e da Máxima CCTVM.
- DDocumental direto
O processo administrativo sancionador PAS CVM SEI 19957.008699/2019-01 (PAS 03/2016), em que Benjamim Botelho de Almeida e outros são acusados de operação fraudulenta caracterizada pelo oferecimento de vantagens financeiras ilícitas a prefeitos e gestores de regimes próprios de previdência, NÃO FOI JULGADO. Consta da planilha oficial 'Processos a Julgar (Por Relator)' da CVM, na posição de 31/01/2026, como Inquérito Administrativo pendente de julgamento, sob relatoria do diretor João Carlos de Andrade Uzêda Accioly, com início de relatoria em 24/05/2022. O rastro público das pautas do Colegiado mostra que o processo circulou entre relatores por sucessivos impedimentos até a redistribuição de 24/05/2022 — que é a última menção pública a ele em toda a base da CVM. O Relatório de Atividade Sancionadora do 1º trimestre de 2026 registra que 'de janeiro a março deste ano, não foram julgados processos pelo Colegiado da CVM'; dos 49 processos julgados em 2025, este não estava entre eles. Passaram-se mais de nove anos desde a instauração do inquérito, em 02/03/2016, e mais de quatro anos sem registro público de movimentação.
- CCorroborado
O sistema oficial de consulta a processos sancionadores da CVM esclarece o objeto e o alcance do PAS 19957.008699/2019-01, antes conhecidos apenas pelo parecer anonimizado. O objeto é a 'apuração de eventuais irregularidades na atuação da INVISTA INVESTIMENTOS INTELIGENTES, bem como na administração e gestão de fundos de investimentos que tinham entre seus cotistas Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS)'. São 29 acusados — 20 pessoas naturais e 9 jurídicas —, entre eles Benjamim Botelho de Almeida, Gustavo Cleto Marsiglia, Ricardo Ferreira Junqueira Ribeiro e a distribuidora hoje denominada Sefer Investimentos DTVM Ltda., além de gestoras como Áureo Administração de Recursos, Ático Administração de Recursos, Drachma Investimentos, Leme Investimentos, Reditus Investimentos e Totem Investimentos. Duas correções decorrem daí: a sigla 'I.I.I.' anonimizada no parecer designa a Invista Investimentos Inteligentes, e o sistema da CVM exibe a razão social atual das pessoas jurídicas — o que confirma documentalmente a cadeia Foco DTVM → Índigo Investimentos DTVM → Sefer Investimentos DTVM.
Apuração de eventuais irregularidades na atuação da INVISTA INVESTIMENTOS INTELIGENTES, bem como na administração e gestão de fundos de investimentos que tinham entre seus cotistas Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
- CCorroborado
Em 05/07/2022, a CVM julgou o PAS SEI 19957.002315/2021-53, sobre a administração fiduciária do FII São Domingos — o mesmo fundo que comprou por R$ 57 milhões o terreno de Jequitibá regularizado por R$ 2,5 milhões. Foram condenados a Índigo Investimentos DTVM (denominação então adotada pela antiga Foco DTVM), Benjamim Botelho de Almeida e Sérgio Paulino Ferreira, em multas que somam R$ 2,1 milhões. A Botelho couberam R$ 450 mil, distribuídos em quatro capitulações, entre elas a falta de monitoramento do imóvel San Benedetto. Ele foi absolvido da acusação relativa à cobrança de taxa de administração e teve reconhecida ilegitimidade passiva quanto à operação de permuta, por ter ocorrido após sua renúncia ao cargo.
- DDocumental direto
O Requerimento nº 287/2026 da CPI do Crime Organizado, do senador Alessandro Vieira, aprovado pelo colegiado em 31/03/2026, sustenta que 'documentos registrados na CVM em outubro de 2015 confirmam que Ortiz figurava como cotista de fundos administrados pela antiga Foco DTVM — atual Sefer Investimentos —, tanto em nome próprio quanto por meio de empresas a ele vinculadas, incluindo o Aquilla FII', e que 'este fundo investiu no Fundo São Domingos, veículo utilizado na aquisição do Banco Máxima em 2017'. Registra ainda que Yan Felix Hirano e Benjamim Botelho de Almeida figuram conjuntamente como sócios-administradores da ASOCLQ desde junho de 2012. O texto do próprio requerimento preserva o condicional. Hirano nunca chegou a depor: a CPI encerrou em 14/04/2026 com a rejeição do relatório final por 6 votos a 4. Os documentos da CVM invocados não foram publicados nem localizados pela equipe.
- AAlegação
Verificação da equipe sobre o alcance oficial da alegação: o relatório final da CPI do Crime Organizado, do relator Alessandro Vieira — 221 páginas, de 13/04/2026 —, não menciona Oliver Ortiz, o Grupo Aquilla, a Foco DTVM, a Sefer, Benjamim Botelho de Almeida ou Yan Felix Hirano, embora dedique amplo espaço ao Banco Master (44 menções) e a Daniel Vorcaro (64 menções). Ou seja: o mesmo senador que assinou o requerimento de convocação não levou o tema ao seu relatório — que, de todo modo, foi rejeitado em 14/04/2026. Nenhuma investigação da Polícia Federal, do Ministério Público, da CVM ou do Banco Central incorporou a alegação até a data desta atualização.
Atribuída a: Verificação da equipe editorial por busca textual no PDF oficial do relatório
- CCorroborado
Em 26/06/2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos DTVM Ltda. — a mesma pessoa jurídica que já se chamou Foco DTVM e Índigo Investimentos DTVM —, por 'comprometimento da situação econômico-financeira da distribuidora, sujeitando seus credores quirografários a risco anormal, bem como por graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição'. O ato tornou indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores, alcançando Benjamim Botelho de Almeida pessoalmente e as pessoas jurídicas Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda., Seferpar Participações e Investimentos S.A., Brazilpar Investments LLC e Lyon Investments LLC. Segundo a Folhapress, a partir de base do BC, a Sefer administrava R$ 12,9 bilhões em maio de 2026 e era classificada como instituição de pequeno porte (S4); o Estadão atribui à casa 102 fundos e mais de R$ 20 bilhões — divergência não reconciliada entre as fontes.
Comprometimento da situação econômico-financeira da distribuidora, sujeitando seus credores quirografários a risco anormal, bem como por graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição.
Hipóteses e alegações sob análise
- AAlegaçãoDisputadosegundo Fonte anônima do mercado financeiro, via ICL Notícias
Segundo fonte anônima do mercado financeiro ouvida pelo ICL Notícias, recursos oriundos de lavagem de dinheiro do narcotraficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin teriam chegado, por meio de fundos do Grupo Aquilla, à operação de compra do Banco Máxima em 2017.
O que os documentos não permitem afirmar: O núcleo causal da alegação — que dinheiro do tráfico teria financiado a compra — repousa em fonte anônima única, em citação direta, e o próprio veículo ressalva que não pôde confirmar os valores por causa do sigilo bancário. Nenhum documento foi publicado. Os registros da CVM de outubro de 2015, invocados tanto pela reportagem quanto pelo requerimento do Senado, não são públicos nem foram localizados pela equipe: são o gargalo de todo o caso. O relatório final da CPI do Crime Organizado, de 221 páginas, não menciona Ortiz, Aquilla, Foco/Sefer, Botelho ou Hirano — e foi rejeitado em 14/04/2026. Nenhuma investigação da PF, do MPF, da CVM ou do Banco Central incorporou a alegação até 04/09/2026; os atos oficiais existentes contra Botelho e a Sefer tratam de fraude financeira, não de narcotráfico. Registre-se ainda uma correção de cadeia de atribuição: a Agência Pública e o Brasil de Fato não apuraram esse ponto — apenas citam ou republicam o ICL Notícias. E uma ressalva metodológica: a defesa de Botelho contestou com datas específicas uma asserção verificável da reportagem (a de que ele seria visto semanalmente na Faria Lima), sem que o veículo tenha retificado ou sustentado o ponto. Nenhuma fonte, inclusive o ICL, afirma que Daniel Vorcaro conhecesse Ortiz ou soubesse da origem dos recursos. VERIFICAÇÃO POSTERIOR sobre o documento de outubro de 2015, que era o gargalo de toda a alegação: ele não pode ser obtido por via pública, e não por falha de apuração. O sistema público de divulgação de documentos de fundos só contém registros a partir de 01/06/2016; o formato regulatório dos documentos públicos de fundo imobiliário identifica cotistas por faixas percentuais anônimas, nunca por nome, e o art. 39 da Instrução CVM 472 não inclui relação de cotistas entre as informações periódicas obrigatórias; e o registro é coberto pelo sigilo do art. 1º, §1º, da Lei Complementar 105/2001, aplicável a distribuidoras de títulos e valores mobiliários. Registre-se ainda que o próprio Requerimento nº 287/2026, que invoca esses documentos, não indica número, protocolo ou referência deles — ao contrário do que faz para os outros dois fatos que alega, para os quais aponta os autos no TJRJ e registros da Receita Federal. Fechar a lacuna dependeria de requisição da própria CPI à CVM, de quebra de sigilo deferida, ou do acesso aos autos judiciais.
Revisão adversarial (03/09/2026): Testou-se a hipótese contrária em quatro frentes. Primeira: verificou-se a cadeia de atribuição e constatou-se que a alegação não vem da Agência Pública, como circulou, mas de fonte anônima única do ICL Notícias — a Pública apenas a cita. Segunda: extraiu-se o texto integral do relatório final da CPI do Crime Organizado e fez-se busca textual, sem nenhuma ocorrência de Ortiz, Aquilla, Foco/Sefer, Botelho ou Hirano, apesar de 44 menções ao Banco Master e 64 a Vorcaro. Terceira: buscaram-se atos de PF, MPF, CVM e Banco Central que tivessem encampado a tese, sem resultado — os que existem tratam de fraude financeira. Quarta: buscou-se contestação formal à reportagem (ação judicial, direito de resposta, retratação), sem resultado, o que preserva alguma credibilidade ao veículo. Restam de pé, com lastro próprio e independente, apenas as camadas periféricas: a condenação de Ortiz em 2013, o elo dele com fundos do Grupo Aquilla geridos por Botelho segundo decisão judicial, e o fato de a tese ter sido acolhida em requerimento aprovado por colegiado do Senado. O núcleo — dinheiro do tráfico financiando a compra do banco — permanece alegação de fonte anônima, sem documento público e sem acolhida investigativa. Mantida em disputa, com registro expresso de que nenhuma fonte liga Ortiz a Daniel Vorcaro pessoalmente. Resultado: disputed.
Os advogados de Benjamim Botelho de Almeida contestaram a reportagem, afirmando que ele deixou o Brasil em 2018 e que o texto 'omite informações importantes e reproduz informações falsas supostamente fornecidas por uma suposta fonte'.
Botelho afirma que, à época da operação, Ortiz não tinha registro criminal que o impedisse de participar de operação lícita no mercado de capitais e tinha conta no Itaú, banco que também teria aprovado a operação em seu compliance. O contrato dos terrenos é de abril de 2012 e a prisão de Ortiz ocorreu em junho de 2013.
- Sem resposta· 05/05/2026
O Banco Master foi procurado pelo ICL Notícias nas duas reportagens e não respondeu; a Sefer Investimentos e Oliver Ortiz também foram procurados e não responderam. Não foi localizada manifestação da defesa de Daniel Vorcaro sobre o tema.
Fontes: ICL Notícias (Flávio VM Costa e Alice Maciel), ICL Notícias (Flávio VM Costa e Alice Maciel)
Fontes34
16 fonte(s) primária(s) oficial(is).
- Como Daniel Vorcaro comprou o banco que viraria o MasterICL Notícias, reproduzindo apuração do UOL · 03/12/2025Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- CVM julga processo envolvendo supostas irregularidades na administração fiduciária do FII São DomingosComissão de Valores Mobiliários · 05/07/2022Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- Quem é o cérebro por trás da arquitetura de criação do Banco MasterEstadão (Luiz Vassallo, Jenne Andrade e Arthur Guimarães), via reprodução · 07/04/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- BC liquida Sefer Investimentos, ligada a investigação do MasterGazeta do Povo · 26/06/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Banco Central liquida a Sefer Investimentos, alvo da PF no caso Banco Master, e congela bens dos controladoresSeu Dinheiro · jun/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- PF reexamina perícias e aponta conexões de Vorcaro com fundosMetrópoles (coluna Manoela Alcantara) · 2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Parecer do Comitê de Termo de Compromisso — PAS CVM SEI 19957.008699/2019-01 (íntegra em PDF)Comissão de Valores Mobiliários · 23/02/2021Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- Polícia Federal faz operação contra fraude em previdências municipaisAgência Brasil / EBC · 15/07/2020Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Uma década depois, aplicações milionárias do Igeprev no Master são alvo de investigaçãoAF Notícias (Tocantins) · 13/02/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- PF reexamina perícias e aponta conexões de Vorcaro com fundosMetrópoles (coluna Manoela Alcântara) · 17/02/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Sistema de consulta a Processos Administrativos Sancionadores da CVMComissão de Valores Mobiliários · 04/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- Leitura direta do relatório do PAS CVM 19957.007976/2020-94 (Brazil Realty FII)Verificação direta da equipe — CVM, relatório assinado pelo diretor relator João Accioly · 08/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- CVM multa Vorcaro e Master em R$ 201,5 milhões por fraudePoder360 · 08/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- CVM multa Vorcaro em R$ 20 milhões por fraude em fundo imobiliárioAgência Brasil · 08/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- A reincidência do operador tático de Vorcaro na mira da PFO Antagonista · 04/02/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Histórico de atualização
- Criado
- 03/09/2026
- Atualizado
- 16/10/2026
- Revisão
- published
- Revisor
- orquestrador
O histórico completo de alterações deste registro está no Git do repositório e no registro de atualizações. Correções podem ser propostas por issue ou pull request.