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Retrato de Roberto Campos Neto
Pedro França/Agência Senado · Attribution · Wikimedia Commons

Pessoa · Servidor / agente público

Roberto Campos Neto

Presidente do Banco Central (2019-2024)

2 conexões2 eventos4 fontes oficiais6 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Presidia o Banco Central quando a autarquia aprovou, em outubro de 2019, a transferência do controle do Banco Máxima a Daniel Vorcaro, oito meses depois de a diretoria anterior ter indeferido o mesmo pedido. Na CPI do Crime Organizado, o senador Fabiano Contarato citou reportagem do Estado de S. Paulo segundo a qual ele teria atuado por duas vezes para evitar uma intervenção no banco; a pergunta foi dirigida ao atual presidente do BC, e a equipe editorial não localizou manifestação sua sobre o ponto. Faltou três vezes a convocações da CPI para depor sobre a aprovação do Máxima; em 02/03/2026, o STF converteu sua convocação em convite facultativo — não por habeas corpus, como noticiou a imprensa, mas por decisão em petição do INQ 5.026 que acolheu a tese de desvio de finalidade da CPI, aplicando a ele o mesmo tratamento já dado a Gabriel Galípolo.

Por que está no Novelo?

Presidia o Banco Central no período em que a autoridade monetária autorizou a aquisição do controle do banco e ao longo dos anos de supervisão que antecederam a liquidação.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Posição não localizada

    Nenhuma manifestação pública específica localizada no corpus até a data da última atualização.

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • Manifestação própria sobre a autorização de 2019 e sobre a supervisão do banco não localizada.

Linha do tempo2

Mais bem documentadas2

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

Relações por categoria2

Institucional 2

CPI do Crime Organizado· faltou três vezes, convocação convertida em convite por decisão no INQ 5.026DDocumental diretoVerificadodesde 02/03/2026
InstitucionalInstitucionalconfiança 90%

Por que estes nós estão conectados?

Roberto Campos Neto faltou três vezes a convocações da CPI para depor sobre a aprovação do Máxima em 2019, blindado não por habeas corpus (como noticiou a imprensa), mas por decisão de Mendonça de 02/03/2026, em petição no INQ 5.026, que converteu sua convocação em convite facultativo por desvio de finalidade da CPI; ofereceu apenas resposta por escrito.

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • CCorroboradoRoberto Campos Neto faltou três vezes a convocações da CPI do Crime Organizado para depor especificamente sobre os critérios de idoneidade na aprovação do Máxima em 2019, protegido por habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça (STF), que o desobrigou de comparecer pessoalmente; ofereceu apenas resposta por escrito, considerada insuficiente por membros da comissão. Na sessão de 08/04/2026, pensada para tratar do tema, quem compareceu em seu lugar foi o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, que declarou: 'O entendimento da área técnica é que ele [Vorcaro] apresentou uma outra origem de recurso e que, a partir daí, estava atendido o que antes tinha sido rejeitado' — e afirmou que auditorias internas do BC não atribuem culpa pessoal a Campos Neto pela liquidação. Não há, até a data desta atualização, declaração pública do próprio Campos Neto sobre a aprovação de outubro de 2019.
  • DDocumental diretoEm 02/03/2026, em petição no INQ 5.026, o ministro André Mendonça converteu a convocação obrigatória de Roberto Campos Neto pela CPI do Crime Organizado em convite facultativo, acolhendo a tese de "desvio de finalidade": a CPI foi instalada para investigar facções criminosas e milícias, e a convocação dele se baseava no colapso do Banco Master, tema estranho ao objeto da comissão. Mendonça aplicou "os exatos termos realizados em relação ao atual presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo" — ou seja, o mesmo tratamento facultativo já dado a Galípolo. O instrumento processual real é esta decisão em petição do INQ 5.026, não um habeas corpus, como a imprensa noticiou.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Banco Central do Brasil· presidente do Banco CentralCCorroboradoVerificadodesde 28/02/2019
InstitucionalInstitucionalconfiança 90%até 31/12/2024

Por que estes nós estão conectados?

Presidiu o Banco Central de 2019 a 2024, período em que a autarquia autorizou a transferência de controle do Banco Máxima e supervisionou o crescimento do conglomerado.

Eventos: Banco Central aprova a transferência de controle do Banco Máxima

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoEm 14 de outubro de 2019 o Banco Central aprovou a transferência do controle do Banco Máxima, em voto relatado por João Manoel Pinho de Mello, já na presidência de Roberto Campos Neto.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos1

Evidências6

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • CCorroborado

    Em 14 de outubro de 2019 o Banco Central aprovou a transferência do controle do Banco Máxima, em voto relatado por João Manoel Pinho de Mello, já na presidência de Roberto Campos Neto.

    A origem dos recursos foi regularmente demonstrada por todos os novos acionistas

    fontefontefontefontefonte

  • CCorroborado

    Roberto Campos Neto faltou três vezes a convocações da CPI do Crime Organizado para depor especificamente sobre os critérios de idoneidade na aprovação do Máxima em 2019, protegido por habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça (STF), que o desobrigou de comparecer pessoalmente; ofereceu apenas resposta por escrito, considerada insuficiente por membros da comissão. Na sessão de 08/04/2026, pensada para tratar do tema, quem compareceu em seu lugar foi o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, que declarou: 'O entendimento da área técnica é que ele [Vorcaro] apresentou uma outra origem de recurso e que, a partir daí, estava atendido o que antes tinha sido rejeitado' — e afirmou que auditorias internas do BC não atribuem culpa pessoal a Campos Neto pela liquidação. Não há, até a data desta atualização, declaração pública do próprio Campos Neto sobre a aprovação de outubro de 2019.

    O entendimento da área técnica é que ele apresentou uma outra origem de recurso e que, a partir daí, estava atendido o que antes tinha sido rejeitado.

    fontefonte

  • DDocumental direto

    Em 02/03/2026, em petição no INQ 5.026, o ministro André Mendonça converteu a convocação obrigatória de Roberto Campos Neto pela CPI do Crime Organizado em convite facultativo, acolhendo a tese de "desvio de finalidade": a CPI foi instalada para investigar facções criminosas e milícias, e a convocação dele se baseava no colapso do Banco Master, tema estranho ao objeto da comissão. Mendonça aplicou "os exatos termos realizados em relação ao atual presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo" — ou seja, o mesmo tratamento facultativo já dado a Galípolo. O instrumento processual real é esta decisão em petição do INQ 5.026, não um habeas corpus, como a imprensa noticiou.

    acolho parcialmente o pedido, para convolar o requerimento de convocação em convite

    documentofonte

  • AAlegação

    Segundo fontes ouvidas pelo Valor Econômico, a reputação do pretendente dominou a reunião de diretoria de fevereiro de 2019, embora o item tenha sido dispensado por economia processual, porque o critério então adotado exigia denúncia do Ministério Público aceita pela Justiça.

    Atribuída a: Fontes ouvidas pelo Valor Econômico e ex-integrante da diretoria colegiada do Banco Central

    fonte

  • CCorroborado

    O extrato oficial do voto 218/2019-BCB (14/10/2019) registra apenas a aprovação unânime, o relator (João Manoel Pinho de Mello) e os novos controladores (Daniel Vorcaro, Armando Miguel Gallo Neto e Felipe Wallace Simonsen), sem nomear os demais votantes. A lista completa dos oito diretores foi reconstruída pelo Poder360 a partir de nomeações públicas cruzadas: Roberto Campos Neto (presidente), João Manoel Pinho de Mello (relator, Organização do Sistema Financeiro), Bruno Serra Fernandes (Política Monetária), Fernanda Nechio (Assuntos Internacionais), Maurício Moura (Relacionamento Institucional e Cidadania), Carolina de Assis Barros (Administração), Paulo Sérgio Neves de Souza (Fiscalização) e Otávio Ribeiro Damaso (Regulação). Quatro deles — Moura, Barros, Paulo Sérgio e Damaso — já integravam a diretoria em fevereiro de 2019, quando a mesma operação fora rejeitada: 'mudaram de voto', segundo o Poder360. Não havia Diretor de Política Econômica nomeado em nenhuma das duas votações. A lista nominal completa dos oito votantes de fevereiro de 2019 não foi localizada em fonte pública.

    Quatro dos 8 integrantes da diretoria se mantiveram de fevereiro a outubro de 2019.

    fontefonte

  • AAlegação

    Na CAE do Senado, em 19/05/2026, senadores questionaram a contradição entre as gestões Goldfajn, Campos Neto e Galípolo na aprovação do Máxima. Jaques Wagner declarou: 'A governança não mudou... Ilan proíbe, depois se autoriza e se mantém por quatro anos, e Vossa Excelência em pouco tempo... liquida o banco'.

    A governança não mudou... Ilan proíbe, depois se autoriza e se mantém por quatro anos, e Vossa Excelência em pouco tempo... liquida o banco.

    Atribuída a: Agência Senado

    fonte

Fontes10

4 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
04/09/2026
Revisão
published
Revisor
orquestrador

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