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CPI do Crime Organizado termina sem relatório final aprovado
Agência Senadopublicada em 14/04/2026capturada em 03/09/2026Fonte oficial
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Em 14/04/2026 a CPI do Crime Organizado rejeitou por 6 a 4 o relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pedia o indiciamento por crimes de responsabilidade dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do PGR Paulo Gonet; a CPI, instalada em novembro de 2025, terminou sem texto final.
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O que esta fonte sustenta
Evidências
- CCorroboradoCorreção a registro anterior do corpus, em ponto sensível. Gabriel Galípolo NÃO negou ter tratado do Banco Master com ministros do STF: ele confirmou reuniões com Alexandre de Moraes e recusou-se a dizer se o Master foi discutido, invocando dever fiduciário de sigilo — 'eu tenho acesso ao sigilo dos ministros a partir da conversa com eles e com os familiares. E aí eu tenho o dever fiduciário por zelar por esse sigilo'. O relator da CPI registrou expressamente em ata que o presidente do Banco Central 'não afirmou que não tratou de Banco Master', acrescentando que 'a simples negativa do fato questionado não configuraria rompimento das regras de sigilo bancário, mas o depoente não o fez'. Recusar-se a responder não é negar, e o corpus passa a registrar a distinção.
- DDocumental diretoResultado de verificação sobre o presidente da República, dito de forma direta. A equipe leu integralmente dois documentos primários. No relatório da Polícia Federal IPJ-A nº 3298613/2026, de 218 páginas, sobre o celular de Daniel Vorcaro, Lula NÃO aparece — a seção de análise dos citados nas notas cobre apenas dois nomes, Paulo Gonet e Andrei Passos, e não há ocorrência do presidente em nenhuma página. No relatório final da CPI do Crime Organizado, de 221 páginas, os indiciamentos propostos são quatro e apenas quatro — Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Paulo Gonet —, e Lula aparece uma única vez, indiretamente, na passagem sobre a Pollaris, como destinatário da reunião a que Mantega levou Vorcaro. Ele não é investigado, não é indiciado, não é alvo, não consta das minutas de delação e não é interlocutor de nenhuma mensagem apreendida. Na única mensagem em que seu nome é citado, de 17/07/2024, Vorcaro diz a um diretor do banco 'manda pro Lula e pra base aliada', e o interlocutor responde que enviaria a intermediários — de modo que nem o material lhe foi enviado, nem ele participa do diálogo. A própria PF consigna que 'a simples menção a autoridades em conversas privadas não significa envolvimento em irregularidades'. O que existe é a audiência de 04/12/2024, que ele próprio confirmou e descreveu. Ressalva de escopo: trata-se de um relatório, focado no eixo do STF, e não da totalidade da investigação.
- CCorroboradoA Pollaris Consultoria, empresa de Guido Mantega, recebeu R$ 14 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025, segundo registros da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado e confirmados no relatório final da comissão, que descreve a consultoria como tendo 'atuado na aproximação de Vorcaro com o governo federal, chegando a levá-lo a uma reunião com o presidente da República no Palácio do Planalto'. O mesmo relatório ressalva expressamente que 'cada um desses pagamentos, vistos de forma isolada, não configuram a priori nenhuma prática ilícita' — salvaguarda que deve acompanhar sempre o dado. A empresa foi aberta em 30/04/2024 em São Paulo e transferida em 03/09/2024 para Barueri, onde o ISS de consultoria é de 2% contra 5% na capital. Mantega não é indiciado no relatório da CPI, não consta do relatório da PF lido pela equipe e não foi localizado como alvo de operação, busca ou indiciamento. A CPI aprovou convite — não convocação — a ele em 25/02/2026, sem registro de depoimento. Ressalva de proveniência: o 'relatório final' citado é o do relator Alessandro Vieira (MDB-SE), rejeitado por 6 votos a 4 pela própria CPI em 14/04/2026 — não uma conclusão oficial da comissão, ainda que os dados da Receita Federal nele anexados sejam formais e válidos.
- AAlegaçãoVerificação da equipe sobre o alcance oficial da alegação: o relatório final da CPI do Crime Organizado, do relator Alessandro Vieira — 221 páginas, de 13/04/2026 —, não menciona Oliver Ortiz, o Grupo Aquilla, a Foco DTVM, a Sefer, Benjamim Botelho de Almeida ou Yan Felix Hirano, embora dedique amplo espaço ao Banco Master (44 menções) e a Daniel Vorcaro (64 menções). Ou seja: o mesmo senador que assinou o requerimento de convocação não levou o tema ao seu relatório — que, de todo modo, foi rejeitado em 14/04/2026. Nenhuma investigação da Polícia Federal, do Ministério Público, da CVM ou do Banco Central incorporou a alegação até a data desta atualização.
- DDocumental diretoO Requerimento nº 287/2026 da CPI do Crime Organizado, do senador Alessandro Vieira, aprovado pelo colegiado em 31/03/2026, sustenta que 'documentos registrados na CVM em outubro de 2015 confirmam que Ortiz figurava como cotista de fundos administrados pela antiga Foco DTVM — atual Sefer Investimentos —, tanto em nome próprio quanto por meio de empresas a ele vinculadas, incluindo o Aquilla FII', e que 'este fundo investiu no Fundo São Domingos, veículo utilizado na aquisição do Banco Máxima em 2017'. Registra ainda que Yan Felix Hirano e Benjamim Botelho de Almeida figuram conjuntamente como sócios-administradores da ASOCLQ desde junho de 2012. O texto do próprio requerimento preserva o condicional. Hirano nunca chegou a depor: a CPI encerrou em 14/04/2026 com a rejeição do relatório final por 6 votos a 4. Os documentos da CVM invocados não foram publicados nem localizados pela equipe.
- DDocumental diretoEm 14/04/2026 a CPI do Crime Organizado rejeitou por 6 a 4 o relatório de Alessandro Vieira que pedia o indiciamento por crimes de responsabilidade de Toffoli, Moraes, Gilmar Mendes e Gonet.
Documentos
Nenhum.
Eventos
Atos públicos
Nenhum.
Pessoas e organizações
Relações derivadas
- Alessandro Vieira · senador · Senado Federal DDocumental direto
- CPI do Crime Organizado · comissão do Senado · Senado Federal DDocumental direto
- Guido Mantega · proprietário · Pollaris Consultoria CCorroborado
- Oliver Ortiz de Zarate Martin · apontado como cotista de fundos do grupo · Grupo Aquilla AAlegação
- Pollaris Consultoria · consultoria contratada; R$ 14 milhões entre 2024 e 2025 · Banco Master CCorroborado