Pular para o conteúdo
O Novelo MasterO Novelo Master
Menu

Fonte · Imprensa

PF reexamina perícias e aponta conexões de Vorcaro com fundos

Metrópoles (coluna Manoela Alcântara)publicada em 17/02/2026capturada em 03/09/2026Imprensa

Acesso

Registra que a Polícia Federal reexaminou perícias de investigações anteriores e identificou modus operandi comum e conexões com fundos no atual inquérito do caso Master. Detalha que os fundos São Domingos e Monte Carlo, geridos pela Sefer (antiga Foco DTVM), tiveram recursos direcionados a empresas do núcleo familiar de Vorcaro, sediadas em Nova Lima (MG) e administradas pelo pai e pela irmã: cerca de R$ 64 milhões à Milo Investimentos e mais de R$ 15 milhões à Mercatto Incorporações em menos de oito meses, além de Inter Participações, Prime Business Participações e SPE Cesto Incorporadora. Registra ainda três transferências diretas à conta pessoal de Vorcaro, somando cerca de R$ 2 milhões, em 2017. A coluna não registra manifestação de Vorcaro, do Master ou da Sefer.

Fonte secundária: sustenta, no máximo, evidências corroboradas (C) ou alegações (A), salvo quando reproduz documento primário lido pela equipe.

Verificação

Verificada em
03/09/2026
Por
orquestrador (captura local + leitura integral)
URL acessível
sim
Conteúdo confere com o resumo
sim

O que esta fonte sustenta

Evidências

  • AAlegaçãoSegundo a Polícia Federal, que reexaminou perícias de investigações anteriores, os fundos São Domingos e Monte Carlo — geridos pela Sefer, antiga Foco DTVM — tiveram recursos direcionados a empresas do núcleo familiar de Vorcaro, sediadas em Nova Lima (MG) e administradas pelo pai, Henrique Vorcaro, e pela irmã, Natália Vorcaro Zettel: cerca de R$ 64 milhões à Milo Investimentos e mais de R$ 15 milhões à Mercatto Incorporações em menos de oito meses, além de aportes a Inter Participações, Prime Business Participações e SPE Cesto Incorporadora. Há ainda registro de três transferências diretas à conta pessoal de Daniel Vorcaro, somando cerca de R$ 2 milhões, em 2017. A reportagem que trouxe esses dados não registra manifestação de Vorcaro, do Banco Master ou da Sefer.
  • AAlegaçãoExiste linha investigativa federal em Rondônia alcançando Daniel Vorcaro desde janeiro de 2019 — nove meses antes do aval do Banco Central à transferência de controle do Máxima. Segundo documento protocolado na CPI do Crime Organizado, houve Pedido de Busca e Apreensão Criminal nº 0001530-26.2019.4.01.4101, de 23/01/2019, na Subseção Judiciária de Ji-Paraná (RO), no âmbito de apuração sobre desvio de recursos de regimes próprios de previdência, e três inquéritos sucessivos contra Vorcaro. Apuração posterior da equipe confirmou o essencial por fontes independentes — Vorcaro foi de fato alvo da Operação Fundo Fake e teve mandado de prisão expedido, nunca cumprido, com o inquérito trancado pelo TRF-1 em 2023 — mas NÃO confirmou vários pontos específicos da peça da CPI, que é documento de parte protocolado por denunciante e não achado oficial. Em particular: (a) não se corroborou a alegação de repasses do Banco Máxima e do grupo Multipar à MAXX Consultoria em 2016, e cabe notar que o Máxima só passou ao controle de Vorcaro em outubro de 2019; (b) a alegada transferência de R$ 2 milhões da Milo Investimentos para Benjamim Botelho de Almeida em 31/10/2016 não foi corroborada, e a única fonte jornalística que trata do tema descreve o fluxo em sentido inverso — três transferências dos fundos à conta pessoal de Vorcaro, somando cerca de R$ 2 milhões, em 2017; (c) o recorte de R$ 7,7 milhões atribuído nominalmente a Vorcaro e Botelho no bloqueio não aparece em fonte independente; (d) a designação 'Fundo Fake 2' é nomenclatura da peça, não da Polícia Federal — o que existe oficialmente em Ji-Paraná é a Operação Caixa de Minas, sobre o RPPS do município, sem menção pública a Vorcaro, ao Máxima ou à Foco DTVM.
  • AAlegaçãoA frente rondoniense não foi absorvida como processo pela Operação Compliance Zero — a Fundo Fake corre na 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Rondônia, em primeiro grau, enquanto a Compliance Zero tramita no STF. Mas foi reaproveitada como prova: a Polícia Federal reexaminou as perícias das investigações anteriores e as usou para apontar modus operandi comum e conexões com fundos no atual inquérito do caso Master. Os laudos produzidos em Porto Velho em 2020 viraram insumo do inquérito do Supremo em 2026.

Documentos

Nenhum.

Atos públicos

Nenhum.

Relações derivadas

Nenhuma.