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Evento · Ato de investigação

Operação Fundo Fake: PF apura desvio de recursos de previdências municipais em fundos da Foco DTVM

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Descrição

A Polícia Federal deflagrou a Operação Fundo Fake com cerca de 200 policiais e 71 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de Porto Velho (RO), em cinco estados. Apurou desvio de recursos de regimes próprios de previdência aplicados em fundos administrados pela Foco DTVM, no modelo do 'rebate': a consultoria contratada indicava os fundos e, dias após o aporte, recebia de volta parte do dinheiro — às vezes mais de 20% —, repassando parcela a gestores do instituto. Prejuízo apurado somente ao RolimPrevi: R$ 17,4 milhões; outros 65 institutos aplicaram em fundos da mesma administradora; cerca de R$ 500 milhões foram objeto de bloqueio judicial. Daniel Vorcaro e Benjamim Botelho de Almeida estiveram entre os treze alvos de mandados de prisão expedidos na frente, nunca cumpridos e depois anulados.

Participantes4

Evidências3

  • AAlegação

    Existe linha investigativa federal em Rondônia alcançando Daniel Vorcaro desde janeiro de 2019 — nove meses antes do aval do Banco Central à transferência de controle do Máxima. Segundo documento protocolado na CPI do Crime Organizado, houve Pedido de Busca e Apreensão Criminal nº 0001530-26.2019.4.01.4101, de 23/01/2019, na Subseção Judiciária de Ji-Paraná (RO), no âmbito de apuração sobre desvio de recursos de regimes próprios de previdência, e três inquéritos sucessivos contra Vorcaro. Apuração posterior da equipe confirmou o essencial por fontes independentes — Vorcaro foi de fato alvo da Operação Fundo Fake e teve mandado de prisão expedido, nunca cumprido, com o inquérito trancado pelo TRF-1 em 2023 — mas NÃO confirmou vários pontos específicos da peça da CPI, que é documento de parte protocolado por denunciante e não achado oficial. Em particular: (a) não se corroborou a alegação de repasses do Banco Máxima e do grupo Multipar à MAXX Consultoria em 2016, e cabe notar que o Máxima só passou ao controle de Vorcaro em outubro de 2019; (b) a alegada transferência de R$ 2 milhões da Milo Investimentos para Benjamim Botelho de Almeida em 31/10/2016 não foi corroborada, e a única fonte jornalística que trata do tema descreve o fluxo em sentido inverso — três transferências dos fundos à conta pessoal de Vorcaro, somando cerca de R$ 2 milhões, em 2017; (c) o recorte de R$ 7,7 milhões atribuído nominalmente a Vorcaro e Botelho no bloqueio não aparece em fonte independente; (d) a designação 'Fundo Fake 2' é nomenclatura da peça, não da Polícia Federal — o que existe oficialmente em Ji-Paraná é a Operação Caixa de Minas, sobre o RPPS do município, sem menção pública a Vorcaro, ao Máxima ou à Foco DTVM.

    Atribuída a: Documento de parte protocolado na CPI do Crime Organizado, com verificação posterior da equipe que confirmou parte e não corroborou outros pontos

  • CCorroborado

    A Operação Fundo Fake foi deflagrada em 15/07/2020 com cerca de 200 policiais e 71 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de Porto Velho (RO), alcançando Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais. Segundo a PF: o prejuízo apurado em laudos periciais somente ao RolimPrevi foi de R$ 17,4 milhões; 65 outros institutos de previdência do país aplicaram em fundos administrados por uma das instituições investigadas; cerca de R$ 500 milhões de recursos de RPPS aportados nos fundos foram objeto de bloqueio judicial; e 18 CPFs e CNPJs tiveram cadastro suspenso para impedir atuação no mercado financeiro. O modelo apurado é o do 'rebate': a consultoria contratada indicava os fundos e, dias após o aporte, recebia de volta parte do dinheiro — em alguns casos mais de 20% do valor aplicado —, repassando parcela a gestores do instituto.

  • AAlegação

    Daniel Vorcaro foi alvo da Operação Fundo Fake, investigado por suspeitas de envolvimento em esquema de desvio de recursos de fundos de previdência de municípios — e ainda assim recebeu, em outubro de 2019, autorização do Banco Central para se tornar controlador do Banco Máxima. Depois que a investigação chegou à Justiça Federal, em 2019, ele, Benjamim Botelho de Almeida e outros onze alvos foram objeto de mandados de prisão, cautelares que nunca foram cumpridas e cuja ordem judicial acabou anulada meses depois. O inquérito foi posteriormente trancado pelo TRF-1, em 2023. A defesa de Vorcaro sustenta que ele foi 'formalmente excluído da investigação' e que é 'falsa e difamatória qualquer tentativa de associar seu nome aos fatos apurados', porque à época dos fatos ainda não havia adquirido o controle do banco nem mantinha vínculo com a instituição. O argumento tem lastro cronológico parcial: os fatos denunciados são de dezembro de 2010 a abril de 2016, e Vorcaro só assumiu o controle do Máxima em outubro de 2019 — de modo que tratar o Banco Máxima como veículo dele em 2016 seria anacronismo. O que sobrevive ao teste temporal é a via familiar, não a bancária.

    Atribuída a: Estadão Conteúdo e Times Brasil; a exclusão formal da investigação é afirmação da defesa, não confirmada em peça processual lida pela equipe

Documentos0

Nenhum documento ligado.

Fontes6

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Antes e depois

Eventos, atos públicos e transações do corpus até 90 dias antes e depois desta data.

Proximidade temporal não implica causalidade. Esta seção lista apenas o que o corpus registra perto da data, para que o leitor investigue por conta própria.

Antes

Nada registrado no corpus nesta janela.

Depois

Nada registrado no corpus nesta janela.