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Retrato de Davi Alcolumbre
Senado Federal · Attribution · Wikimedia Commons

Pessoa · Político

Davi Alcolumbre

Senador (União-AP), presidente do Senado Federal

11 conexões13 eventos13 fontes oficiais31 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Senador pelo Amapá e presidente do Senado Federal. Consta entre os coautores da PEC 65/2023, matéria à qual foi apresentada a emenda sobre o FGC citada pela Polícia Federal. Aparece no novelo por uma via indireta e contestada: o então diretor-presidente da Amapá Previdência, Jocildo Silva Lemos, atribuiu-lhe publicamente, em duas ocasiões registradas em documentos oficiais da autarquia, o convite para assumir o cargo — o que o senador nega em termos categóricos. **Não é investigado, indiciado, acusado nem réu** em nenhuma apuração relativa ao Banco Master ou à Amprev, e a decisão judicial que autorizou a operação Zona Cinzenta não o menciona uma única vez. Separadamente, a revista Veja noticiou relato de proposta de delação — rejeitada pela PF — sobre suposto repasse de US$ 30 milhões, alegação que ele nega e que nenhum documento público corrobora. Em 24/09/2026, segundo a Bahia Notícias e o SBT News, a Veja publicou mensagens de 2025 com expressões de amizade entre ele e Vorcaro, que ele diz serem de teor pessoal.

Por que está no Novelo?

Preside o Senado e é coautor da PEC 65/2023, matéria à qual foi apresentada a emenda sobre o FGC citada pela Polícia Federal.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Nota públicapor Davi Alcolumbre· 24/09/2026

    Sobre as mensagens publicadas pela Veja: chamou a matéria de "injusto ataque" ao presidente do Congresso; supostas mensagens "de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma"; anunciou medidas judiciais.

    Fontes: Bahia Notícias, SBT News

  • Versão apresentadapor Davi Alcolumbre· 21/05/2026

    A leitura de requerimentos de CPMI é ato discricionário do presidente do Congresso; o tema não era prioritário na sessão.

    Fontes: Agência Senado

  • Negativapor Davi Alcolumbre· jan/2026

    Negou qualquer relação com a indicação de gestores da Amprev ou com a aquisição dos papéis do Master ('narrativa mentirosa e absolutamente irresponsável').

    Fontes: Metrópoles (coluna Andreza Matais), Gazeta do Povo

  • Negativapor Davi Alcolumbre· 12/06/2026

    Sobre o relato de US$ 30 milhões atribuído à proposta de delação de Vorcaro (Veja): 'absolutamente falsas'; jamais recebeu valores no Brasil ou no exterior; anunciou ações cíveis e criminais.

    Fontes: Congresso em Foco, Poder360

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • Antônio Rueda e ACM Neto, do partido de Alcolumbre (União Brasil), são acusados por Vorcaro, em proposta de delação revelada em 10/09/2026, de cobrar comissão de 10% sobre aportes de RPPS ao Master; a proposta cita institutos do Rio, Amapá e Amazonas de forma genérica, sem nomear Alcolumbre nem seu ex-tesoureiro Jocildo Lemos. O corpus não localizou fonte que relacione esse relato à posição de Alcolumbre sobre os pedidos de impeachment de Moraes; ao ser cobrado sobre o tema, ele reagiu citando o financiamento do Dark Horse por Vorcaro (lote 167). ANTECEDENTE (lote 179): representação individual ao STF de 09/03/2026 (e-Doc 82 da PET 15.556) pediu seu afastamento cautelar da presidência do Senado, por conflito de interesse, citando a perda de R$ 400 milhões do Amprev no Master; o corpus não localizou notícia de que o STF deu seguimento ao pedido.
  • Achado em 13/09/2026: Alberto Samuel Alcolumbre Tobelem — já registrado no corpus como presidente da Junta Comercial do Amapá, identificado pela imprensa (não por documento oficial) como seu irmão — integrou o Conselho Estadual de Previdência do Amapá em 2023-2024 e, a partir de 2025, o Conselho Fiscal da própria Amprev, órgão criado depois das três deliberações de julho de 2024 que aprovaram cerca de R$ 400 milhões em letras do Banco Master. A PF e o MP-AP apuram se o fundo foi formalmente alertado sobre riscos antes de aportar os recursos (ver ev-glaucio-bezerra-alerta-30-07-2024-fundo-com-irmao-de-alcolumbre e alberto-samuel-alcolumbre-tobelem.yaml). O corpus não localizou ata que o situe presente em qualquer deliberação específica sobre o Master, nem ato concreto da apuração contra ele. A assessoria do senador classificou como "falsa e irresponsável qualquer tentativa de vincular o presidente do Senado a essas nomeações ou decisões".
  • DESENVOLVIMENTO EM 03/09/2026 (achado em 13/09/2026): a própria PF, em relatório de inteligência que fundamenta a decisão de Moraes contra Mendonça, formula uma hipótese com os nomes de Mendonça, Rueda e Alcolumbre: que o próprio Mendonça poderia estar usando uma investigação sobre Rueda como "rota de acesso" para atingir Alcolumbre, descrito como "provável alvo estratégico" por seu controle da pauta do Senado "notadamente quanto ao processamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo" — e por ter sido, segundo o mesmo relatório, "grande empecilho" à indicação de Mendonça ao STF no governo Bolsonaro. A reportagem que reproduz o trecho frisa que a PF trabalha com hipótese de inteligência, não com fato comprovado; não há, até esta coleta, investigação aberta, cautelar ou oitiva contra Rueda ou Alcolumbre que qualquer autoridade atribua a esse motivo específico. NOVO (13/09/2026): o mesmo relatório liga esse suposto interesse de Mendonça a um motivo mais amplo — a chance de que uma "anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado" (8 de janeiro de 2023) viesse a ser "avalizada no Tribunal" com uma composição mais favorável. REFORÇO (15/09/2026): em defesa formal de 14/09/2026 (Ofício GMAM 13/2026, ver ev-moraes-acusa-mendonca-vazamento-motivacao-eleitoral), o próprio Moraes afirma diretamente que Mendonça tentou incluir Alcolumbre (ao lado dele) em colaboração premiada "por motivos pessoais e políticos" — primeira vez que um ministro do STF, em nome próprio, faz essa acusação especificamente sobre Alcolumbre, e não apenas a PF em hipótese de inteligência. Ainda assim, é alegação de parte interessada (o próprio investigado), sem prova documental própria anexada.
  • Achado em 13/09/2026: Alcolumbre e Rueda são, na verdade, RIVAIS pelo comando estratégico do União Brasil para 2026 — Alcolumbre busca estreitar laços com o governo Lula, Rueda defende (com ACM Neto) postura mais distante e crítica. A rivalidade não confirma nem afasta a hipótese da PF sobre Mendonça usar Rueda como via de acesso a Alcolumbre; registra apenas que os dois não formam bloco único dentro do próprio partido.
  • O corpus não registra se e quando o requerimento da CPMI do Master foi lido.
  • Achado em 13/09/2026: reportagens de fevereiro de 2026 (O Tempo, Jornal de Brasília) o identificam, ao lado de Ciro Nogueira, entre os presentes do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias (Londres, 24-26/04/2024), evento patrocinado pelo Banco Master que reuniu também ministros do STF, o procurador-geral da República e o diretor-geral da PF — a primeira ligação pessoal direta (não por parentes ou aliados) entre ele e um evento custeado pelo banco. Sem indicação de presença na degustação de Macallan mais restrita, do dia seguinte, custeada por Vorcaro.
  • Achado em 13/09/2026: em 02/09/2026, véspera da decisão de Moraes contra Mendonça (que o cita nominalmente como alvo de suposto direcionamento), Alcolumbre recebeu Moraes por cerca de três horas em sua residência no Lago Sul; horas depois, saiu em defesa pública dele. Nenhuma fonte relata o conteúdo da conversa nem estabelece que a decisão tenha sido combinada ali.
  • Achado em 13/09/2026: em 24/08/2026, o senador Eduardo Girão acusou publicamente Alcolumbre de bloquear a CPI do Master por "conflito de interesses", citando nominalmente o irmão dele no conselho fiscal da Amprev e seu ex-tesoureiro de campanha à frente da autarquia, e afirmando ter reunido 53 assinaturas. A assessoria de Alcolumbre disse apenas que não comentaria o assunto, sem contestar os fatos citados. Não reconciliado com o episódio de 21/05/2026, em que Alcolumbre justificou por critério regimental a não leitura de requerimento de CPMI.
  • O senador não é investigado na operação Zona Cinzenta, segundo a CNN; o corpus não contém documento que corrobore o relato da Veja.
  • Não há documento oficial que registre indicação, ofício ou correspondência dele relativa à nomeação de Jocildo Lemos — a atribuição repousa exclusivamente na declaração do nomeado.
  • Em ofício de 11/09/2026 a Fachin, Alexandre de Moraes o cita nominalmente, ao lado de si mesmo, como alvo de "direcionamento" de investigação por André Mendonça "por motivos pessoais e políticos" — acusação de uma parte contra outra em disputa institucional aberta, sem manifestação dele localizada até esta coleta, e sem relação estabelecida com o relato sobre Rueda e ACM Neto na proposta de delação.
  • A negativa da assessoria cobre 'nomeações e decisões administrativas'; o corpus não localizou manifestação dele sobre a relação pessoal com Jocildo Lemos nem sobre o vínculo de campanha.

Linha do tempo13

  1. 2024

    · Evento· Evento socialCCorroborado
    Fórum de Londres patrocinado pelo Master reúne autoridades; degustação custeada por Vorcaro

    Daniel Vorcaro, Andrei Rodrigues, Banco Master, Fábio Faria, Davi Alcolumbre, Ciro Nogueira e mais 2

  2. · Evento· DeclaraçãoDDocumental direto
    Em premiação, Jocildo Lemos atribui publicamente o convite para a Amprev a Davi Alcolumbre

    Jocildo Lemos, Davi Alcolumbre, Clécio Luís, Amapá Previdência

  3. 2026

    · Evento· Ato públicoDDocumental direto
    Requerimento de CPMI do Banco Master é protocolado no Congresso

    Carlos Jordy, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre

  4. · Evento· DeclaraçãoDDocumental direto
    Alcolumbre afirma que a leitura do requerimento da CPMI do Master é ato discricionário

    Davi Alcolumbre, Senado Federal

  5. · Evento· Decisão judicialAAlegação
    Fachin rejeita arguição de suspeição de Nunes Marques no MS sobre a CPI do Master

    Edson Fachin, Nunes Marques, Alessandro Vieira, Plínio Valério, Supremo Tribunal Federal, Davi Alcolumbre

  6. · Evento· PublicaçãoCCorroborado
    Veja publica que proposta de delação de Vorcaro cita US$ 30 milhões a Alcolumbre

    Daniel Vorcaro, Davi Alcolumbre, Augusto Lima, Polícia Federal

  7. · Evento· DeclaraçãoAAlegação
    Girão acusa Alcolumbre de bloquear CPI do Master por conflito de interesses com a Amprev

    Eduardo Girão, Davi Alcolumbre, Alberto Samuel Alcolumbre Tobelem, Jocildo Lemos, Senado Federal

  8. · Evento· DeclaraçãoAAlegação
    Alcolumbre invoca o financiamento do Dark Horse ao ser cobrado pelo impeachment de Moraes

    Davi Alcolumbre, Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro

  9. · Evento· Reunião / encontroAAlegação
    Moraes e Alcolumbre se reúnem por três horas na véspera da ofensiva contra Mendonça

    Alexandre de Moraes, Davi Alcolumbre

  10. · Evento· Decisão judicialAAlegação
    Moraes aponta 'assimetria' e pede providências de Fachin contra Mendonça

    Alexandre de Moraes, André Mendonça, Edson Fachin, Polícia Federal

  11. · Evento· Decisão judicialAAlegação
    Moraes formaliza por ofício a acusação contra Mendonça e pede julgamento conjunto das PETs 16.704 e 16.662

    Alexandre de Moraes, André Mendonça, Davi Alcolumbre, Edson Fachin

  12. · Evento· Decisão judicialDDocumental direto
    Zanin indefere a liminar no MS 41.085, que pedia a instalação da CPI do Master no Senado

    Cristiano Zanin, Alessandro Vieira, Davi Alcolumbre, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal

  13. · Evento· PublicaçãoAAlegação
    Veja publica mensagens entre Vorcaro e Davi Alcolumbre, segundo Bahia Notícias e SBT News

    Daniel Vorcaro, Davi Alcolumbre

Mais bem documentadas11

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

  • DDocumental diretoAlessandro Vieiraimpetrante do MS 41.085 contra o Presidente do Senado (CPI do Master)15/09/2026
  • DDocumental diretoSenado Federalsenador
  • CCorroboradoAlberto Samuel Alcolumbre Tobelemirmão, segundo a imprensa e nota do gabinete
  • CCorroboradoBanco Masterpresente no fórum de Londres patrocinado pelo banco24/04/2024
  • CCorroboradoJocildo Lemosex-tesoureiro de campanha (2022); indicado à Amprev com apoio do senador, segundo a imprensa2022
  • AAlegaçãoAlexandre de Moraesacusado de proteger Moraes de pedidos de impeachment no Senadoset/2026
  • AAlegaçãoAndré Mendonçaacusado de direcionar investigação contra Alcolumbre, tendo Rueda como via03/09/2026
  • AAlegaçãoAntônio Ruedarivais pelo comando estratégico do União Brasil
  • AAlegaçãoDaniel Vorcarorelato de US$ 30 milhões em proposta de delação (Veja); negado; proposta rejeitada pela PF
  • AAlegaçãoDaniel Vorcaromensagens de 2025 noticiadas pela Veja (segundo Bahia Notícias e SBT News)fev/2025
  • AAlegaçãoEduardo Girãoacusou de bloquear a CPI do Master por conflito de interesses24/08/2026

Relações por categoria11

Institucional 2

Alessandro Vieira· impetrante do MS 41.085 contra o Presidente do Senado (CPI do Master)DDocumental diretoVerificadodesde 15/09/2026
InstitucionalInstitucionalconfiança 80%

Por que estes nós estão conectados?

Em 15/09/2026 o senador Alessandro Vieira impetrou no STF o Mandado de Segurança 41.085 contra o Presidente do Senado Federal, cargo ocupado por Davi Alcolumbre, para obter a instalação de CPI sobre o caso Master; o relator, Cristiano Zanin, indeferiu a liminar em 22/09/2026, e o impetrante interpôs agravo regimental em 29/09. Relação processual entre impetrante e autoridade impetrada; não descreve conduta pessoal de nenhum dos dois.

Eventos: Zanin indefere a liminar no MS 41.085, que pedia a instalação da CPI do Master no Senado

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoNo Mandado de Segurança 41.085, impetrado por Alessandro Vieira contra o Presidente do Senado Federal e protocolado em 15/09/2026, o relator Cristiano Zanin indeferiu a liminar em 22/09/2026, por decisão monocrática; em 25/09 houve pedido de reconsideração, em 28/09 foram assinados ofícios ao Presidente do Senado e à AGU, em 29/09 foi interposto agravo regimental e, em 14/10/2026, os autos foram com vista à PGR.

Posição dos envolvidos

Senado Federal· senadorDDocumental diretoVerificado
InstitucionalInstitucionalconfiança 95%

Por que estes nós estão conectados?

Exerce mandato de senador e é coautor da PEC 65/2023, conforme o registro oficial do Senado.

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoA página oficial da PEC 65/2023 no Senado lista Ciro Nogueira, Davi Alcolumbre, Plínio Valério e Flávio Bolsonaro entre os coautores, indica autuação em 27/11/2023, 26 emendas e relatoria de Plínio Valério.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Político 3

Jocildo Lemos· ex-tesoureiro de campanha (2022); indicado à Amprev com apoio do senador, segundo a imprensaCCorroboradoDisputadodesde 2022
PolíticoPolíticoconfiança 70%

Por que estes nós estão conectados?

Poder360, CNN, Metrópoles e Gazeta do Povo afirmam que Lemos foi tesoureiro da campanha de Alcolumbre em 2022 e chegou à presidência da Amprev por indicação ou com apoio do senador. Alcolumbre nega qualquer relação com as nomeações ou decisões do fundo; não é investigado. Registro distinto e anterior: Jocildo Lemos atribuiu publicamente ao senador o convite para presidir a Amprev, em duas manifestações documentadas em atos oficiais da autarquia (02/05/2024 e 17/09/2025). Alcolumbre nega. A decisão judicial da operação Zona Cinzenta não menciona o senador uma única vez.

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoJocildo Lemos foi tesoureiro da campanha de Davi Alcolumbre em 2022 e foi indicado ao cargo na Amprev com apoio do senador.
  • CCorroboradoDavi Alcolumbre, por sua assessoria, negou qualquer relação com a indicação de gestores da Amprev ou com a aquisição dos papéis do Master ('narrativa mentirosa e absolutamente irresponsável').
  • DDocumental diretoEm pronunciamento reproduzido pelo site oficial da Amapá Previdência em 02/05/2024, dois meses antes das deliberações sobre o Banco Master, Jocildo Lemos agradeceu ao governador Clécio Luís 'que fez a nomeação' e ao senador Davi Alcolumbre 'que me convidou para ser o presidente da Amapá Previdência'.
  • DDocumental diretoA decisão que autorizou a operação Zona Cinzenta não menciona Davi Alcolumbre nenhuma vez. Busca textual integral nas 14 páginas retorna zero ocorrências para 'Alcolumbre', 'senador', 'indicado', 'tesoureiro' e 'campanha'. A peça que embasou a operação é estritamente técnica quanto às condutas dos três investigados e não formula hipótese política.

Posição dos envolvidos

Alexandre de Moraes· acusado de proteger Moraes de pedidos de impeachment no SenadoAAlegaçãoDisputadodesde set/2026
PolíticoPolíticoconfiança 40%

Por que estes nós estão conectados?

Flávio Bolsonaro acusa publicamente Alcolumbre de bloquear o andamento de pedidos de impeachment contra Moraes por amizade pessoal, em vez de deixá-los tramitar. Alcolumbre não negou nem confirmou a caracterização de 'proteção': em vez de responder diretamente, contra-atacou citando o financiamento do Dark Horse por Daniel Vorcaro — o mesmo banqueiro cujas mensagens com Moraes estão no centro da crise institucional apurada pelo corpus. Achado em 13/09/2026: em 02/09/2026, na véspera da decisão de Moraes contra Mendonça, os dois se reuniram reservadamente por cerca de três horas na residência de Alcolumbre; horas depois, Alcolumbre saiu em defesa pública de Moraes. Nenhuma fonte relata o conteúdo da conversa nem estabelece que a decisão tenha sido combinada ali — a equipe registra apenas a sequência temporal.

Eventos: Alcolumbre invoca o financiamento do Dark Horse ao ser cobrado pelo impeachment de Moraes, Moraes e Alcolumbre se reúnem por três horas na véspera da ofensiva contra Mendonça

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoFlávio Bolsonaro acusou publicamente Alcolumbre de 'proteger um amigo' (Alexandre de Moraes) 'ao invés de proteger a instituição', e de estar, como Moraes, preocupado com 'autoproteção'.
  • AAlegaçãoAo ser cobrado, em 02/09/2026, sobre o impeachment de Moraes, Alcolumbre respondeu em plenário citando que 'pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme', numa fala interpretada pela imprensa como referência velada ao financiamento do Dark Horse por Daniel Vorcaro e como contra-ataque a quem pressiona pelo impeachment.
  • AAlegaçãoAlexandre de Moraes e Davi Alcolumbre se reuniram reservadamente por cerca de três horas na residência do senador, no Lago Sul, em 02/09/2026, véspera da decisão de Moraes de 03/09/2026 contra Mendonça (que cita Alcolumbre nominalmente como um dos alvos do suposto direcionamento). Horas depois do encontro, Alcolumbre saiu em defesa pública de Moraes.

Posição dos envolvidos

  • Versão apresentadapor Davi Alcolumbre· 02/09/2026

    Não respondeu diretamente à acusação de proteger Moraes; reagiu citando o financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro, sem confirmar nem negar a caracterização de 'proteção'.

    Fontes: Direito News

Antônio Rueda· rivais pelo comando estratégico do União BrasilAAlegaçãoNão verificado
PolíticoPolíticoconfiança 60%

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Rueda (presidente nacional do União Brasil) e Alcolumbre (presidente do Senado, também do partido) disputam publicamente os rumos da sigla para 2026: Alcolumbre busca estreitar laços com o governo Lula, enquanto Rueda, ao lado de ACM Neto, defende postura mais distante e crítica à gestão petista. Pontos de atrito incluem a indicação de Pedro Lucas Fernandes ao Ministério das Comunicações e a pauta de anistia aos réus de 8 de Janeiro. Contexto relevante para a hipótese, já registrada em ambos os verbetes, de que a PF suspeitaria de Mendonça usar uma investigação sobre Rueda como via de acesso a Alcolumbre — a rivalidade interna não confirma nem afasta essa hipótese, apenas mostra que os dois não formam bloco único dentro do próprio partido.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Profissional 1

Banco Master· presente no fórum de Londres patrocinado pelo bancoCCorroboradoNão verificadodesde 24/04/2024
ProfissionalEvento compartilhadoconfiança 50%

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Davi Alcolumbre é identificado pela imprensa entre os presentes do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias (Londres, 24-26/04/2024), evento patrocinado pelo Banco Master. Sem indicação de que tenha participado da degustação de Macallan custeada por Vorcaro em 25/04, evento distinto e mais restrito.

Eventos: Fórum de Londres patrocinado pelo Master reúne autoridades; degustação custeada por Vorcaro

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoReportagens de fevereiro de 2026 (O Tempo, Jornal de Brasília) identificam os senadores Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Ciro Nogueira (PP-PI) entre os presentes/debatedores do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias (Londres, 24-26/04/2024), evento patrocinado pelo Banco Master que reuniu também os ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, o ex-ministro Ricardo Lewandowski, o diretor-geral da PF Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o então advogado-geral da União Jorge Messias, o ex-presidente Michel Temer e Fábio Faria (então do BTG Pactual). É a primeira ligação pessoal direta — não apenas por parentes ou aliados — entre Alcolumbre e um evento custeado pelo Banco Master localizada pela equipe.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Pessoal / social 2

Alberto Samuel Alcolumbre Tobelem· irmão, segundo a imprensa e nota do gabineteCCorroboradoNão verificado
Pessoal / socialFamiliarconfiança 65%

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Reportagens de fevereiro de 2026 (Gazeta do Povo, O Tempo) identificam Alberto Samuel Alcolumbre Tobelem como irmão do senador Davi Alcolumbre. Apuração de 14/09/2026 localizou reforço anterior e independente dessa cobertura: em março de 2022, por ocasião de apreensão policial de dinheiro pertencente a Alberto Samuel, o próprio gabinete do senador, em nota à imprensa, referiu-se a ele como "o irmão" (ver ev-gabinete-davi-alcolumbre-confirma-irmao-em-nota-2022). A equipe ainda não confirmou o parentesco em documento cartorial (certidão, registro civil, ficha TSE) — tentativa de cruzamento pela ficha de candidato de Davi Alcolumbre no TSE não localizou registro de Alberto Samuel como candidato ou doador.

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoEm março de 2022, por ocasião da apreensão policial de cerca de R$ 500 mil pertencentes a Alberto Samuel Alcolumbre Tobelem em São Paulo, o próprio gabinete/assessoria do senador Davi Alcolumbre, provocado pela imprensa, confirmou institucionalmente o parentesco, referindo-se a Alberto Samuel como "o irmão" do senador — manifestação contemporânea ao fato e independente da cobertura de 2026 sobre o Banco Master/Amprev.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Daniel Vorcaro· mensagens de 2025 noticiadas pela Veja (segundo Bahia Notícias e SBT News)AAlegaçãoNão verificadodesde fev/2025
Pessoal / socialComunicaçãoconfiança 35%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a Bahia Notícias e o SBT News (25/09/2026), a Veja publicou mensagens que teriam sido extraídas pela PF do celular de Vorcaro, com expressões de amizade entre ele e Alcolumbre, de 01/02/2025 e do fim de março de 2025. A Veja não foi aberta pela equipe; nas fontes lidas, as mensagens não tratam de fundos de previdência, da Amprev nem de nomeações. Alcolumbre diz que são mensagens de teor pessoal que não indicam ilegalidade. Relação distinta da alegação de US$ 30 milhões (rel-daniel-vorcaro-davi-alcolumbre-allegation).

Eventos: Veja publica mensagens entre Vorcaro e Davi Alcolumbre, segundo Bahia Notícias e SBT News

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo a Bahia Notícias e o SBT News (25/09/2026), a revista Veja publicou, em matéria de capa da edição que chegou às bancas em 25/09/2026, mensagens que teriam sido extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro, com expressões de amizade entre ele e Davi Alcolumbre, uma de 01/02/2025 e outra do fim de março de 2025.
  • AAlegaçãoEm nota enviada por sua assessoria na noite de 24/09/2026, Davi Alcolumbre chamou a matéria da Veja de "injusto ataque" ao presidente do Congresso, disse tratar-se de supostas mensagens "de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma" e anunciou medidas judiciais; segundo o SBT News (25/09), a defesa de Vorcaro criticou a divulgação "seletiva e fragmentada" de supostas conversas privadas.

Posição dos envolvidos

  • Nota públicapor Davi Alcolumbre· 24/09/2026

    Chamou a matéria de "injusto ataque"; supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, sem ilegalidade; anunciou medidas judiciais.

    Fontes: Bahia Notícias, SBT News

  • Nota públicapor Daniel Vorcaro· 25/09/2026

    A defesa critica a divulgação "seletiva e fragmentada" de supostas conversas privadas.

    Fontes: SBT News

Alegação investigativa 3

André Mendonça· acusado de direcionar investigação contra Alcolumbre, tendo Rueda como viaAAlegaçãoDisputadodesde 03/09/2026
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 30%via Antônio Rueda

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Alexandre de Moraes, em decisão de 03/09/2026 e ofício formal de 11/09/2026, acusa André Mendonça de "direcionamento de determinados alvos para investigação" — nominalmente o próprio Moraes e o senador Davi Alcolumbre — "por motivos pessoais e políticos". Relatório de inteligência da PF citado na mesma decisão descreve Alcolumbre como "provável alvo estratégico" por seu controle da pauta de impeachment de ministros do STF, e levanta a hipótese de que Mendonça veria em Antônio Rueda uma "rota de acesso" a ele, relacionando a suspeita à resistência histórica de Alcolumbre à indicação de Mendonça ao STF em 2021. O mesmo relatório liga o suposto interesse de Mendonça a um motivo mais amplo: a chance de que uma "anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado" viesse a ser "avalizada no Tribunal" com uma composição mais favorável. É acusação de uma parte contra outra em disputa institucional aberta; nenhuma investigação, cautelar ou oitiva concreta contra Rueda ou Alcolumbre é atribuída a esse motivo por qualquer autoridade.

Eventos: Moraes aponta 'assimetria' e pede providências de Fachin contra Mendonça, Moraes formaliza por ofício a acusação contra Mendonça e pede julgamento conjunto das PETs 16.704 e 16.662

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoO relatório de inteligência da PF que fundamenta a decisão de Moraes de 03/09/2026 contra Mendonça dedica uma seção a "Alcolumbre como 'alvo estratégico'": descreve o presidente do Senado como "provável alvo estratégico, considerada sua força política, o favoritismo para manter-se na presidência do Senado Federal e o consequente controle da pauta daquela Casa, notadamente quanto ao processamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal". O documento levanta a hipótese de que Mendonça poderia ver no presidente do União Brasil, Antônio Rueda, uma "rota de acesso" a Alcolumbre, e relaciona a suspeita à "resistência de Alcolumbre à indicação de Mendonça ao STF durante o governo de Jair Bolsonaro", descrevendo-o como "grande empecilho" àquela indicação. NOVO (13/09/2026): o mesmo relatório liga esse suposto interesse a um motivo mais amplo — considera "provável" que os movimentos de Mendonça integrem estratégia para "ampliar seu poder no Supremo Tribunal Federal" "considerando o aumento das chances de que uma anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado acabe sendo avalizada no Tribunal".
  • AAlegaçãoEm ofício de 11/09/2026 dirigido a Fachin, Alexandre de Moraes atribui a André Mendonça, na relatoria das PETs 15.041 e 15.556: (1) "usurpação da direção das investigações das autoridades policiais, inclusive com determinação de medidas administrativas que afastaram a observância da cadeia de custódia"; (2) "condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada"; (3) "direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal". Pede julgamento conjunto das PETs 16.704 e 16.662 "para evitar risco concreto de decisões contraditórias".

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Daniel Vorcaro· relato de US$ 30 milhões em proposta de delação (Veja); negado; proposta rejeitada pela PFAAlegaçãoDisputado
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 20%via Augusto Lima

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a Veja, proposta de delação de Vorcaro relataria pagamento de US$ 30 milhões a Alcolumbre em conta no exterior, intermediado por Augusto Lima, por apoio a demanda do Master. A PF rejeitou a proposta por falta de provas inéditas; Alcolumbre nega e anunciou ações judiciais. Nenhum documento público corrobora o relato.

Eventos: Veja publica que proposta de delação de Vorcaro cita US$ 30 milhões a Alcolumbre

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo a Veja, proposta de delação de Vorcaro relataria pagamento de US$ 30 milhões a Davi Alcolumbre em conta no exterior, conduzido por Augusto Lima, por apoio a demanda do Master.
  • CCorroboradoAlcolumbre classificou as alegações como 'absolutamente falsas', disse jamais ter recebido valores 'no Brasil ou no exterior' e anunciou medidas judiciais.
  • CCorroboradoAs duas propostas de delação de Vorcaro foram rejeitadas pela PF (a segunda em 11/06/2026), por não trazerem provas inéditas; a PGR ainda analisava a proposta.

Posição dos envolvidos

  • Negativapor Davi Alcolumbre· 12/06/2026

    'Absolutamente falsas'; jamais recebeu valores no Brasil ou no exterior; medidas judiciais cíveis e criminais.

    Fontes: Congresso em Foco

Eduardo Girão· acusou de bloquear a CPI do Master por conflito de interessesAAlegaçãoDisputadodesde 24/08/2026
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 40%

Por que estes nós estão conectados?

Em 24/08/2026, o senador Eduardo Girão acusou Davi Alcolumbre de bloquear a CPI do Banco Master por conflito de interesses, citando o irmão dele (Alberto Alcolumbre, conselheiro fiscal da Amprev) e seu ex-tesoureiro de campanha (Jocildo Lemos, ex-presidente da Amprev). A assessoria de Alcolumbre disse que não comentaria o assunto.

Eventos: Girão acusa Alcolumbre de bloquear CPI do Master por conflito de interesses com a Amprev

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoEm 24/08/2026, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) declarou que Davi Alcolumbre barra a instalação da CPI do Banco Master no Senado por "conflito de interesses", afirmando ter reunido 53 assinaturas para o requerimento. Citou nominalmente Alberto Alcolumbre (conselheiro fiscal da Amprev, irmão do presidente do Senado) e Jocildo Silva Lemos (ex-presidente da Amprev, tesoureiro de campanha de Alcolumbre) como os vínculos que fundamentam a acusação.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos10

Evidências31

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • CCorroborado

    Em março de 2022, por ocasião da apreensão policial de cerca de R$ 500 mil pertencentes a Alberto Samuel Alcolumbre Tobelem em São Paulo, o próprio gabinete/assessoria do senador Davi Alcolumbre, provocado pela imprensa, confirmou institucionalmente o parentesco, referindo-se a Alberto Samuel como "o irmão" do senador — manifestação contemporânea ao fato e independente da cobertura de 2026 sobre o Banco Master/Amprev.

    O senador estava no Amapá, soube do caso pela imprensa, e o dinheiro seria relativo à atividade profissional do irmão.

    Atribuída a: Davi Alcolumbre

    fontefonte

  • DDocumental direto

    No Mandado de Segurança 41.085, impetrado por Alessandro Vieira contra o Presidente do Senado Federal e protocolado em 15/09/2026, o relator Cristiano Zanin indeferiu a liminar em 22/09/2026, por decisão monocrática; em 25/09 houve pedido de reconsideração, em 28/09 foram assinados ofícios ao Presidente do Senado e à AGU, em 29/09 foi interposto agravo regimental e, em 14/10/2026, os autos foram com vista à PGR.

    documentofonte

  • AAlegação

    O relatório de inteligência da PF que fundamenta a decisão de Moraes de 03/09/2026 contra Mendonça dedica uma seção a "Alcolumbre como 'alvo estratégico'": descreve o presidente do Senado como "provável alvo estratégico, considerada sua força política, o favoritismo para manter-se na presidência do Senado Federal e o consequente controle da pauta daquela Casa, notadamente quanto ao processamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal". O documento levanta a hipótese de que Mendonça poderia ver no presidente do União Brasil, Antônio Rueda, uma "rota de acesso" a Alcolumbre, e relaciona a suspeita à "resistência de Alcolumbre à indicação de Mendonça ao STF durante o governo de Jair Bolsonaro", descrevendo-o como "grande empecilho" àquela indicação. NOVO (13/09/2026): o mesmo relatório liga esse suposto interesse a um motivo mais amplo — considera "provável" que os movimentos de Mendonça integrem estratégia para "ampliar seu poder no Supremo Tribunal Federal" "considerando o aumento das chances de que uma anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado acabe sendo avalizada no Tribunal".

    provável alvo estratégico [...] rota de acesso [...] grande empecilho [...] anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado

    Atribuída a: Relatório de inteligência da Polícia Federal, citado na decisão de Alexandre de Moraes de 03/09/2026

    fontefonte

  • AAlegação

    Em ofício de 11/09/2026 dirigido a Fachin, Alexandre de Moraes atribui a André Mendonça, na relatoria das PETs 15.041 e 15.556: (1) "usurpação da direção das investigações das autoridades policiais, inclusive com determinação de medidas administrativas que afastaram a observância da cadeia de custódia"; (2) "condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada"; (3) "direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal". Pede julgamento conjunto das PETs 16.704 e 16.662 "para evitar risco concreto de decisões contraditórias".

    direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos

    Atribuída a: Alexandre de Moraes, em ofício de 11/09/2026 à Presidência do STF

    documentofonte

  • AAlegação

    Segundo a Veja, proposta de delação de Vorcaro relataria pagamento de US$ 30 milhões a Davi Alcolumbre em conta no exterior, conduzido por Augusto Lima, por apoio a demanda do Master.

    Atribuída a: Proposta de delação de Daniel Vorcaro, segundo a revista Veja

    fontefonte

  • CCorroborado

    Alcolumbre classificou as alegações como 'absolutamente falsas', disse jamais ter recebido valores 'no Brasil ou no exterior' e anunciou medidas judiciais.

    fontefonte

  • CCorroborado

    As duas propostas de delação de Vorcaro foram rejeitadas pela PF (a segunda em 11/06/2026), por não trazerem provas inéditas; a PGR ainda analisava a proposta.

    fontefonte

  • AAlegação

    Segundo a Bahia Notícias e o SBT News (25/09/2026), a revista Veja publicou, em matéria de capa da edição que chegou às bancas em 25/09/2026, mensagens que teriam sido extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro, com expressões de amizade entre ele e Davi Alcolumbre, uma de 01/02/2025 e outra do fim de março de 2025.

    Atribuída a: Veja, segundo Bahia Notícias e SBT News

    fontefonte

  • AAlegação

    Em nota enviada por sua assessoria na noite de 24/09/2026, Davi Alcolumbre chamou a matéria da Veja de "injusto ataque" ao presidente do Congresso, disse tratar-se de supostas mensagens "de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma" e anunciou medidas judiciais; segundo o SBT News (25/09), a defesa de Vorcaro criticou a divulgação "seletiva e fragmentada" de supostas conversas privadas.

    Atribuída a: Davi Alcolumbre

    fontefonte

  • AAlegação

    Flávio Bolsonaro acusou publicamente Alcolumbre de 'proteger um amigo' (Alexandre de Moraes) 'ao invés de proteger a instituição', e de estar, como Moraes, preocupado com 'autoproteção'.

    Atribuída a: Flávio Bolsonaro, em ato de campanha em São Carlos (SP)

    fontefonte

  • AAlegação

    Ao ser cobrado, em 02/09/2026, sobre o impeachment de Moraes, Alcolumbre respondeu em plenário citando que 'pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme', numa fala interpretada pela imprensa como referência velada ao financiamento do Dark Horse por Daniel Vorcaro e como contra-ataque a quem pressiona pelo impeachment.

    Atribuída a: Davi Alcolumbre, em sessão do plenário do Senado

    fonte

  • AAlegação

    Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre se reuniram reservadamente por cerca de três horas na residência do senador, no Lago Sul, em 02/09/2026, véspera da decisão de Moraes de 03/09/2026 contra Mendonça (que cita Alcolumbre nominalmente como um dos alvos do suposto direcionamento). Horas depois do encontro, Alcolumbre saiu em defesa pública de Moraes.

    o encontro reservado ocorreu na residência do parlamentar

    Atribuída a: Imprensa, sem identificação de fonte primária para o conteúdo da reunião

    fontefonte

  • CCorroborado

    Reportagens de fevereiro de 2026 (O Tempo, Jornal de Brasília) identificam os senadores Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Ciro Nogueira (PP-PI) entre os presentes/debatedores do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias (Londres, 24-26/04/2024), evento patrocinado pelo Banco Master que reuniu também os ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, o ex-ministro Ricardo Lewandowski, o diretor-geral da PF Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o então advogado-geral da União Jorge Messias, o ex-presidente Michel Temer e Fábio Faria (então do BTG Pactual). É a primeira ligação pessoal direta — não apenas por parentes ou aliados — entre Alcolumbre e um evento custeado pelo Banco Master localizada pela equipe.

    Atribuída a: O Tempo e Jornal de Brasília, fevereiro de 2026

    fontefonte

  • DDocumental direto

    A página oficial da PEC 65/2023 no Senado lista Ciro Nogueira, Davi Alcolumbre, Plínio Valério e Flávio Bolsonaro entre os coautores, indica autuação em 27/11/2023, 26 emendas e relatoria de Plínio Valério.

    documentofonte

  • AAlegação

    Em 24/08/2026, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) declarou que Davi Alcolumbre barra a instalação da CPI do Banco Master no Senado por "conflito de interesses", afirmando ter reunido 53 assinaturas para o requerimento. Citou nominalmente Alberto Alcolumbre (conselheiro fiscal da Amprev, irmão do presidente do Senado) e Jocildo Silva Lemos (ex-presidente da Amprev, tesoureiro de campanha de Alcolumbre) como os vínculos que fundamentam a acusação.

    conflito de interesses

    Atribuída a: Senador Eduardo Girão, em declaração à imprensa

    fonte

Hipóteses e alegações sob análise

  • DDocumental diretoDisputadosegundo Jocildo Silva Lemos, o próprio nomeado

    Davi Alcolumbre convidou Jocildo Silva Lemos para presidir a Amapá Previdência, cargo cuja nomeação formal coube ao governador Clécio Luís.

    O que os documentos não permitem afirmar: A afirmação é do próprio beneficiário da nomeação, feita duas vezes em registro oficial da autarquia — em 02/05/2024 e em 17/09/2025 —, e não de fonte anônima ou de peça acusatória. Mas 'convite' não é ato jurídico: a Lei estadual 0915/2005 atribui a escolha exclusivamente ao governador, e nenhum documento oficial registra participação do senador no processo. Alcolumbre nega em termos categóricos. A decisão judicial que autorizou a operação Zona Cinzenta não o menciona uma única vez, e ele não é investigado, indiciado, acusado nem réu em nenhuma apuração relativa ao caso.

    Revisão adversarial (04/09/2026): Buscou-se documento oficial que registrasse indicação, ofício ou correspondência do senador relativa à nomeação: nenhum localizado. Buscou-se, no inteiro teor da decisão judicial da operação, qualquer menção a ele: zero ocorrências. O que subsiste é a declaração do nomeado, documentada e repetida, contra a negativa do senador — sem terceiro elemento que decida entre as duas versões. Resultado: disputed.

    • Negativapor Davi Alcolumbre· jan/2026

      É falsa e irresponsável qualquer tentativa de vincular o presidente do Senado a essas nomeações ou decisões; o senador não possui qualquer participação, influência ou atribuição em nomeações, decisões administrativas ou escolhas de investimento da Amapá Previdência.

      Fontes: Gazeta do Povo, Metrópoles (coluna Andreza Matais)

  • AAlegaçãoDisputadosegundo Proposta de delação de Daniel Vorcaro, segundo a revista Veja

    Daniel Vorcaro teria pago US$ 30 milhões a Davi Alcolumbre em conta no exterior, por apoio a demanda do Banco Master, segundo proposta de delação relatada pela Veja.

    O que os documentos não permitem afirmar: A proposta de delação não foi lida pela equipe nem homologada; a PF a rejeitou por ausência de provas inéditas. Não há documento público que corrobore o pagamento. Relato de colaborador não é prova.

    Revisão adversarial (03/09/2026): Buscou-se qualquer documento público (Coaf, decisão judicial, PGR) que sustentasse o relato: nenhum localizado; a própria reportagem ressalva a necessidade de provas. Registrada como alegação em disputa, sem inferência de veracidade. Resultado: disputed.

    • Negativapor Davi Alcolumbre· 12/06/2026

      'Absolutamente falsas'; jamais recebeu valores no Brasil ou no exterior; medidas judiciais cíveis e criminais.

      Fontes: Congresso em Foco

Fontes46

13 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
16/10/2026
Revisão
published
Revisor
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