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Pessoa · Empresário

João Carlos Mansur

Fundador da Reag Investimentos; acionista do BRB

3 conexões5 eventos4 fontes oficiais13 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Fundou a Reag Investimentos em 2012 e a comandou até 2025, quando vendeu o controle a executivos internos. Segundo documento do BRB ao BC (23/04/2025) noticiado pelo Metrópoles e pela CNN, adquiriu em 04/04/2025 ações do BRB por R$ 193,3 milhões por meio do fundo Celeno, administrado pelo Banco Master, passando a deter 4,5% da estatal. Foi alvo da operação Carbono Oculto. Sua defesa não respondeu à CNN. Em 02/09/2026, assinou com a PGR a primeira delação da Operação Compliance Zero — 17 temas, multa de R$ 40 milhões —, prometendo revelar o paradeiro de R$ 20 bilhões em ativos atribuídos a Vorcaro. Audiência de voluntariedade ocorreu em 03/09/2026; a homologação, pelo relator André Mendonça, seguia pendente até a data desta atualização. Em 29/09/2026 foi condenado pela CVM, com Rodolfo Turelli, à multa individual de R$ 170 mil por não elaborar as demonstrações financeiras de 2024 e os ITR do 1º e 2º trimestres de 2025 da REAG Capital Holding S.A., da qual era diretor presidente, segundo o voto da diretora Marina Copola; é infração formal de dever de informação, decisão de primeira instância administrativa e recorrível.

Por que está no Novelo?

Comprou ações do BRB por meio de fundo administrado pelo Banco Master, segundo documento do próprio BRB noticiado pela imprensa. Firmou a primeira delação premiada da Operação Compliance Zero.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Sem respostapor João Carlos Mansur· 05/02/2026

    A defesa de João Carlos Mansur não respondeu à CNN Brasil até a publicação.

    Fontes: CNN Brasil

  • Versão apresentadapor João Carlos Mansur· 02/02/2026

    Nos autos do PAS 19957.011231/2025-34, apresentou defesa conjunta com Rodolfo Turelli e, em 02/02/2026, proposta de termo de compromisso, rejeitada pelo Colegiado da CVM em 26/05/2026; o voto não reproduz o teor das razões de defesa.

    Fontes: Comissão de Valores Mobiliários

  • Posição não localizadapor João Carlos Mansur· 16/10/2026

    Nenhuma nota pública ou manifestação sobre a condenação da CVM localizada em buscas na web de 16/10/2026 pelo nome com o número do processo; a nota da CVM de 02/10 não traz posição dos acusados.

    Fontes: Comissão de Valores Mobiliários

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • Não apurado se recorreu ao CRSFN da condenação de 29/09/2026 pela CVM. A relação societária entre a REAG Capital Holding S.A., cuja diretoria ele presidia segundo o voto, e a Reag Investimentos não foi estabelecida pelo Novelo; a identidade com o fundador da Reag foi aceita pelo cargo (diretor presidente) e pelo nome.
  • O documento do BRB ao BC não foi lido pela equipe.
  • O corpus não registra a situação atual da participação de Mansur no BRB após a auditoria independente.
  • Os 17 temas/anexos da colaboração não foram discriminados individualmente por nenhum veículo consultado — provavelmente sob sigilo até a homologação. Trechos vazados sobre um fundo em Cayman (Jaguar Multimarket Fund) e sobre a mecânica da operação Tirreno-BRB não foram confirmados pela equipe em documento primário nem em fonte com acesso verificável.
  • Segundo sua proposta de delação (26/08/2026), Jaques Wagner recebeu ingressos para show da Taylor Swift (R$ 63,3 mil) e ACM Neto é cotista do fundo Seattle 95 (R$ 7,92 milhões aplicados, ganho de R$ 4,01 milhões) — ambos negam ou minimizam as alegações, conforme registrado nos respectivos perfis.
  • Alega que o Jaguar Multimarket Fund (Cayman), que recebeu R$ 494 milhões do Master e tem Benjamim Botelho como beneficiário formal, teria Vorcaro como 'verdadeiro dono' — alegação própria, sem corroboração documental independente localizada.
  • Detalha o paradeiro do patrimônio de R$ 20 bilhões atribuído a Vorcaro: imóveis, fundos (incluindo o Astralo, já conhecido no corpus), direitos creditórios e ativos em nome de terceiros — com ressalva de que não é necessariamente líquido disponível.
  • Até 09/09/2026, a homologação da delação pelo relator André Mendonça segue pendente.

Linha do tempo6

Mais bem documentadas3

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

  • DDocumental diretoComissão de Valores Mobiliáriosmulta de R$ 170 mil (PAS 19957.011231/2025-34), em primeira instância administrativa29/09/2026
  • AAlegaçãoBRBacionista (4,5%) via fundo administrado pelo Master04/04/2025
  • AAlegaçãoReag Investimentosfundador (2012) e controlador até 20252012

Relações por categoria3

Institucional 1

Comissão de Valores Mobiliários· multa de R$ 170 mil (PAS 19957.011231/2025-34), em primeira instância administrativaDDocumental diretoVerificadodesde 29/09/2026
InstitucionalInstitucionalconfiança 90%

Por que estes nós estão conectados?

A CVM condenou João Carlos Mansur, diretor presidente da REAG Capital Holding S.A., à multa individual de R$ 170 mil por não elaborar as demonstrações financeiras de 2024 e os ITR do 1º e 2º trimestres de 2025. Infração formal de dever de informação; decisão recorrível, com efeito suspensivo, ao CRSFN; o voto e a nota não relacionam a condenação ao Banco Master.

Eventos: CVM condena o diretor presidente e o diretor financeiro da REAG Capital Holding a multa de R$ 170 mil cada por não elaborarem demonstrações financeiras e ITR

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoEm sessão de 29/09/2026, o Colegiado da CVM decidiu, por unanimidade e acompanhando o voto da diretora Marina Copola, condenar João Carlos Mansur e Rodolfo Turelli, diretor presidente e diretor financeiro da REAG Capital Holding S.A., à multa individual de R$ 170.000,00, pela não elaboração das demonstrações financeiras de 2024 (art. 176, caput, da Lei 6.404/1976) e dos ITR do 1º e 2º trimestres de 2025 (art. 31, II, da Resolução CVM 80), com possibilidade de recurso, com efeito suspensivo, ao CRSFN.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Societário 2

BRB· acionista (4,5%) via fundo administrado pelo MasterAAlegaçãoNão verificadodesde 04/04/2025
SocietárioSocietárioconfiança 60%via Banco Master

Por que estes nós estão conectados?

Segundo comunicação do BRB ao BC noticiada pela CNN, Mansur comprou ações do BRB em 04/04/2025 por R$ 193,3 milhões por meio do fundo Celeno, administrado pelo Master, e detém 4,5% da estatal.

Eventos: João Carlos Mansur compra ações do BRB por meio do fundo Celeno, administrado pelo Master

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoDocumento do BRB ao BC (23/04/2025) relata que em 04/04/2025 João Carlos Mansur adquiriu, por meio do fundo Celeno administrado pelo Master, 20.320.952 recibos de ações preferenciais e 1.817.063 ações ordinárias do BRB por R$ 193.264.870,97.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Reag Investimentos· fundador (2012) e controlador até 2025AAlegaçãoNão verificadodesde 2012
SocietárioSocietárioconfiança 80%até set/2025

Por que estes nós estão conectados?

Mansur fundou a Reag em 2012 e a comandou até vender o controle a executivos internos em setembro de 2025, segundo a CNN.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoJoão Carlos Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012 e a comandou até 2025, quando vendeu o controle a executivos internos.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações1

  • 04/04/2025Compra de ações do BRB por João Carlos Mansur via fundo CelenoAquisiçãoAAlegaçãoNão verificado

    João Carlos Mansur → BRB · R$ 193.264.871

    R$ 193.264.870,97 pagos por recibos de ações preferenciais e ações ordinárias, por meio de fundo administrado pelo Master, segundo comunicação do BRB ao BC.

Documentos7

Evidências13

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • DDocumental direto

    Em sessão de 29/09/2026, o Colegiado da CVM decidiu, por unanimidade e acompanhando o voto da diretora Marina Copola, condenar João Carlos Mansur e Rodolfo Turelli, diretor presidente e diretor financeiro da REAG Capital Holding S.A., à multa individual de R$ 170.000,00, pela não elaboração das demonstrações financeiras de 2024 (art. 176, caput, da Lei 6.404/1976) e dos ITR do 1º e 2º trimestres de 2025 (art. 31, II, da Resolução CVM 80), com possibilidade de recurso, com efeito suspensivo, ao CRSFN.

    pela condenação de João Carlos Mansur e Rodolfo Turelli

    documentodocumentofontefonte

  • AAlegação

    Documento do BRB ao BC (23/04/2025) relata que em 04/04/2025 João Carlos Mansur adquiriu, por meio do fundo Celeno administrado pelo Master, 20.320.952 recibos de ações preferenciais e 1.817.063 ações ordinárias do BRB por R$ 193.264.870,97.

    Atribuída a: CNN Brasil (documento revelado pelo Metrópoles)

    documentofonte

  • AAlegação

    João Carlos Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012 e a comandou até 2025, quando vendeu o controle a executivos internos.

    Atribuída a: CNN Brasil

    fonte

  • AAlegação

    Documentos internos da Ligga Telecom, citados pela Gazeta do Povo, mostram que a partir de outubro de 2022 a empresa direcionou parte de seu caixa livre a um fundo de liquidez reduzida; em dezembro de 2022 a diretoria deliberou pela contratação de Certificados de Cédula Bancária (CCBs) do Banco Master, decisão que não passou pelo Conselho de Administração. Em dezembro de 2022 o caixa livre da Ligga havia caído a cerca de R$ 5,9 milhões enquanto as aplicações financeiras somavam cerca de R$ 353 milhões; em setembro de 2025 essas aplicações já somavam R$ 388,6 milhões, com rendimentos. Em dezembro de 2025 a agência Moody's rebaixou o rating da Ligga de BBB.br para BB-.br, citando 'opacidade de informação' e 'risco elevado de refinanciamento'.

    Atribuída a: Gazeta do Povo

    fonte

  • AAlegação

    Em 29/01/2026, o sócio minoritário Agnaldo Bastos Lopes (4,13% da Ligga via SR22 Adm. de Bens, recebido em 2022 na venda da Nova Fibra Telecom à Ligga) enviou notificação extrajudicial alegando que mais de R$ 1 bilhão captado via debêntures incentivadas — que por lei deveria financiar infraestrutura — não teve essa destinação, e que cerca de R$ 400 milhões teriam sido desviados para o Banco Master, enquanto a companhia enfrentava inadimplência com fornecedores. A notificação também questiona a falta de transparência na venda da Ligga à Brasil TecPar; pedidos de informação da minoria estavam pendentes desde 05/12/2025.

    Atribuída a: Gazeta do Povo

    fonte

  • AAlegação

    Investigadores da PF, do Banco Central e do MPF levantam a hipótese — sob apuração, ainda sem confirmação judicial — de que Nelson Tanure seria 'sócio oculto' do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas, com injeção de cerca de R$ 2,5 bilhões no banco desde 2020. A reportagem cita um grupo de seis nomes apontados nessa linha investigativa: Daniel Vorcaro, Augusto Lima, Fabiano Zettel, João Carlos Mansur, Nelson Tanure e Maurício Quadrado. A origem da linha remonta a um inquérito aberto pelo MPF em 2024, motivado por depoimento de Vladimir Timerman (Esh Capital) à CPI em 19/03/2026, no qual disse que Vorcaro seria 'apenas a face pública' do Master.

    Atribuída a: ICL Notícias

    fonte

  • AAlegação

    Por meio do advogado Pablo Naves Testoni, Nelson Tanure negou categoricamente qualquer vínculo societário com o Banco Master, afirmando relação 'estritamente comercial, como cliente'; disse 'jamais ter enfrentado qualquer processo criminal' e nunca ter realizado operação que convertesse dívida em participação societária no Master, direta ou indiretamente. Anunciou que apresentaria documentos sobre a origem lícita de seus negócios e buscaria reverter judicialmente o bloqueio de bens determinado por Dias Toffoli.

    Atribuída a: Times Brasil, citando nota da defesa de Nelson Tanure

    fonte

  • DDocumental direto

    Em 19/06/2026, na PET 16.230, André Mendonça decretou a constrição patrimonial de 27 alvos, com teto de R$ 5.955.250 — soma dos eixos Poème Horto e BN Financeira — para Jaques Wagner, Augusto Lima, Guilherme e Eduardo Sodré Martins e outros 12 alvos, de R$ 3,5 milhões para três alvos do eixo BN Financeira e de R$ 2.455.250 para oito alvos do eixo Poème Horto.

    DETERMINAR a constrição patrimonial, até o limite individual abaixo indicado

    documentofonte

  • DDocumental direto

    Segundo a decisão de 19/06/2026 na PET 16.230, a PF aponta Jaques Wagner como suposto beneficiário central das vantagens investigadas: uso gratuito de aeronaves ligadas a Augusto Lima ou ao Master, ingressos de show no exterior de R$ 63.339 comprados pela REAG, a aquisição do apartamento 1.702 do Poème Horto por estruturas interpostas e pagamentos à BN Financeira, ligada ao núcleo familiar do senador.

    suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas

    Atribuída a: Polícia Federal

    documentofonte

  • DDocumental direto

    Segundo suas manifestações de 03/07 e 05/08/2026 na PET 16.230, a Procuradoria-Geral da República opinou em sentido contrário à medida assecuratória pedida pela PF, e por isso deixou de contra-arrazoar os agravos dos alvos e opinou pelo levantamento de bloqueios; a constrição foi decretada pelo relator mesmo assim.

    manifestou-se em sentido contrário à medida assecuratória que motivou o bloqueio questionado

    Atribuída a: Procuradoria-Geral da República

    documentofonte

  • CCorroborado

    Em 02/09/2026, a PGR assinou o acordo de colaboração premiada com João Carlos Mansur, fundador da Reag — a primeira delação da Operação Compliance Zero. A proposta contempla ao menos 17 temas e prevê multa de R$ 40 milhões. O material foi enviado a André Mendonça, relator do caso no STF, que deve marcar audiência de voluntariedade antes de decidir pela homologação; a audiência ocorreu em 03/09/2026, conduzida por juiz auxiliar do gabinete de Mendonça. Não há decisão de homologação até a data desta atualização.

    fontefonte

  • AAlegação

    Segundo apuração de Lauro Jardim (O Globo), Mansur afirmou ter condições de revelar onde Vorcaro mantém R$ 20 bilhões escondidos no Brasil — não apenas dinheiro, mas direitos creditórios, imóveis e outros ativos, camuflados em nome de terceiros e alocados em fundos de investimento, segundo a proposta de delação.

    Atribuída a: O Globo (coluna Lauro Jardim), com base na proposta de delação de Mansur

    fonte

  • AAlegação

    Segundo um dos anexos da delação de Mansur, o Master enviou R$ 494 milhões ao fundo Jaguar Multimarket Fund Ltd (Cayman Islands), formalmente em nome de Benjamin Botelho, mas cujo controlador real seria Daniel Vorcaro, segundo Mansur — alegação de colaborador premiado, não fato comprovado, e de confirmação cruzada limitada.

    Atribuída a: Bahia Notícias, com base em um dos anexos da delação de Mansur — dado não confirmado por fonte de maior porte

    fonte

Fontes19

4 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
16/10/2026
Revisão
published
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