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Evento · Ato de investigação

Investigadores apuram se Tanure é sócio oculto do Master; Ligga aplicou parte do caixa em títulos do banco

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Descrição

Documentos internos mostram que a Ligga Telecom, controlada por fundo de Nelson Tanure, direcionou entre R$ 353 milhões (dez/2022) e R$ 388,6 milhões (set/2025) de seu caixa a CCBs do Banco Master, decisão que não passou pelo Conselho de Administração. Um sócio minoritário notificou extrajudicialmente a empresa em 29/01/2026, alegando desvio de cerca de R$ 400 milhões de recursos de debêntures incentivadas para o Master. Paralelamente, PF, Banco Central e MPF apuram — sem confirmação judicial — se Tanure seria 'sócio oculto' do banco, hipótese que remonta a depoimento de Vladimir Timerman à CPI em 19/03/2026. Tanure nega qualquer vínculo societário; a Ligga afirma não ter, atualmente, aplicação financeira no Master.

Participantes5

Evidências4

  • AAlegação

    Documentos internos da Ligga Telecom, citados pela Gazeta do Povo, mostram que a partir de outubro de 2022 a empresa direcionou parte de seu caixa livre a um fundo de liquidez reduzida; em dezembro de 2022 a diretoria deliberou pela contratação de Certificados de Cédula Bancária (CCBs) do Banco Master, decisão que não passou pelo Conselho de Administração. Em dezembro de 2022 o caixa livre da Ligga havia caído a cerca de R$ 5,9 milhões enquanto as aplicações financeiras somavam cerca de R$ 353 milhões; em setembro de 2025 essas aplicações já somavam R$ 388,6 milhões, com rendimentos. Em dezembro de 2025 a agência Moody's rebaixou o rating da Ligga de BBB.br para BB-.br, citando 'opacidade de informação' e 'risco elevado de refinanciamento'.

    Atribuída a: Gazeta do Povo

  • AAlegação

    Em 29/01/2026, o sócio minoritário Agnaldo Bastos Lopes (4,13% da Ligga via SR22 Adm. de Bens, recebido em 2022 na venda da Nova Fibra Telecom à Ligga) enviou notificação extrajudicial alegando que mais de R$ 1 bilhão captado via debêntures incentivadas — que por lei deveria financiar infraestrutura — não teve essa destinação, e que cerca de R$ 400 milhões teriam sido desviados para o Banco Master, enquanto a companhia enfrentava inadimplência com fornecedores. A notificação também questiona a falta de transparência na venda da Ligga à Brasil TecPar; pedidos de informação da minoria estavam pendentes desde 05/12/2025.

    Atribuída a: Gazeta do Povo

  • AAlegação

    Investigadores da PF, do Banco Central e do MPF levantam a hipótese — sob apuração, ainda sem confirmação judicial — de que Nelson Tanure seria 'sócio oculto' do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas, com injeção de cerca de R$ 2,5 bilhões no banco desde 2020. A reportagem cita um grupo de seis nomes apontados nessa linha investigativa: Daniel Vorcaro, Augusto Lima, Fabiano Zettel, João Carlos Mansur, Nelson Tanure e Maurício Quadrado. A origem da linha remonta a um inquérito aberto pelo MPF em 2024, motivado por depoimento de Vladimir Timerman (Esh Capital) à CPI em 19/03/2026, no qual disse que Vorcaro seria 'apenas a face pública' do Master.

    Atribuída a: ICL Notícias

  • AAlegação

    Por meio do advogado Pablo Naves Testoni, Nelson Tanure negou categoricamente qualquer vínculo societário com o Banco Master, afirmando relação 'estritamente comercial, como cliente'; disse 'jamais ter enfrentado qualquer processo criminal' e nunca ter realizado operação que convertesse dívida em participação societária no Master, direta ou indiretamente. Anunciou que apresentaria documentos sobre a origem lícita de seus negócios e buscaria reverter judicialmente o bloqueio de bens determinado por Dias Toffoli.

    Atribuída a: Times Brasil, citando nota da defesa de Nelson Tanure

Documentos0

Nenhum documento ligado.

Fontes4

Posição dos envolvidos

  • Negativapor Nelson Tanure· jan/2026

    Nelson Tanure negou categoricamente qualquer vínculo societário com o Master, classificando a relação como 'estritamente comercial, como cliente'.

    Fontes: Times Brasil

  • Negativa· 29/01/2026

    A Ligga afirmou não possuir, atualmente, qualquer aplicação financeira no Banco Master, direta ou indiretamente.

    Fontes: Gazeta do Povo

Antes e depois

Eventos, atos públicos e transações do corpus até 90 dias antes e depois desta data.

Proximidade temporal não implica causalidade. Esta seção lista apenas o que o corpus registra perto da data, para que o leitor investigue por conta própria.

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Depois

até 90 dias depois