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Retrato de Nelson Tanure
Marco Antonio Lima Santos · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Pessoa · Empresário

Nelson Tanure

Empresário

6 conexões4 eventos15 fontes oficiais15 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Empresário, formado em Administração pela UFBA, com passagem pela Universidade de Paris I. Investidor especializado em ativos em dificuldade financeira (distressed assets): compra participações em empresas endividadas para reestruturá-las. Ele já se descreveu, em podcast, como tendo investido em mais de 200 empresas ao longo da carreira, entre elas Jornal do Brasil, Oi, Light, Gafisa, TIM Brasil e a Copel Telecom/Ligga, adquirida em 2020. Em 14/01/2026 o STF (relator Dias Toffoli) deferiu busca pessoal em Tanure na investigação sobre o Banco Master, abordado por agentes da PF no Aeroporto do Galeão. Investigadores apuram — sem confirmação judicial — a hipótese de que seria 'sócio oculto' do Master; ele nega qualquer vínculo societário. Uma ação distinta, sobre negociação de ações da Gafisa, foi remetida ao STF por conexão com o caso, também sob relatoria de Toffoli. Reportagem posterior (Metrópoles, coluna Grande Angular) aponta participação indireta de Tanure na holding da Banvox — gestora do mesmo ecossistema, liquidada pelo BC em 03/09/2026 — via debêntures conversíveis no fundo Estocolmo, com termos contratuais sigilosos. Tanure mantém a negativa de qualquer vínculo societário com o Master ou suas gestoras. A leitura integral da decisão de 06/01/2026 precisa a natureza da imputação: a expressão 'sócio oculto' está dentro da transcrição da manifestação do procurador-geral, que reporta o que a autoridade policial afirmou, e o relator consigna que sua cognição, nessa fase, é necessariamente limitada. RETROCESSO NA LINHA DO TEMPO (lote 229): a hipótese já constava, quase oito meses antes, da IPJ nº 90/2025 da Polícia Federal de São Paulo — anexa a um inquérito sobre o Master aberto em maio de 2025, formalmente distinto da Compliance Zero — que o descreve como "sócio oculto do Banco Master, com influência decisiva sobre fundos, securitizadoras e estruturas societárias". Mesma natureza de atribuição: alegação da autoridade policial, não fato apurado. No caso Master ele é investigado, alvo de busca pessoal e de bloqueio de bens — não preso, não indiciado, não denunciado. É réu em ação penal distinta, sobre uso de informação privilegiada na aquisição da Upcon pela Gafisa, cuja conexão com o caso Master o próprio relator rejeitou em 27/01/2026.

Por que está no Novelo?

Foi alvo de busca pessoal deferida pelo STF em fase da investigação sobre o Banco Master.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Negativapor Nelson Tanure· jan/2026

    Negou categoricamente qualquer vínculo societário com o Master, classificando a relação como 'estritamente comercial, como cliente'; disse jamais ter enfrentado processo criminal.

    Fontes: Times Brasil

  • Negativapor Nelson Tanure· 16/01/2026

    Em pronunciamento no LinkedIn: 'NÃO fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio' — relação 'estritamente comercial, sempre na condição de cliente ou aplicador'.

    Fontes: Seu Dinheiro

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • Testada na base da CVM, não há cotista de regime próprio de previdência nos veículos identificados como dele; o corpus não localizou nenhum caminho documental entre o dinheiro previdenciário público e ativos seus.
  • No núcleo do caso Master (distinto do processo Gafisa/Upcon, onde já é réu), a PF concluiu em agosto de 2026 o inquérito-mãe e preparou seu indiciamento, remetido ao MPF/PGR — sem denúncia formal oferecida até 05/09/2026.
  • Checagem de 08/09/2026: não está preso (apenas alvo de busca e bloqueio de bens); sem denúncia do MPF/PGR até esta data. Reportagem de 04/09/2026 indica que bancos fecharam linhas de crédito para ele após 'sequência de reveses' — mesma fonte confirma que eventual indiciamento 'não representa condenação'.
  • Reconciliados os valores de aporte no Master: R$ 2,5 bilhões e 'ao menos R$ 1,6 bilhão' medem o mesmo fenômeno (apurações de datas/metodologias distintas, a segunda mais específica e posterior); R$ 1,112 bilhão é o fluxo inverso (Master emprestando a empresas dele), não deve ser somado aos outros dois — ver evidência correlata.
  • As debêntures da Banvox Holding não são conversíveis em ações, mas desde dezembro de 2022 alguns títulos passaram a poder pagar cupons com ações da Banvox (Bloomberg Línea) — a defesa dele nega qualquer conversão mesmo em cenário de inadimplência.
  • Confirmado, por registro da Receita Federal, que a Banvox Holding Financeira (emissora das debêntures) tem como diretores Maurício Quadrado e Artur Martins de Figueiredo — o QSA de sociedade anônima fechada não registra o quadro acionário completo, de modo que eventual participação dele via debêntures (instrumento de dívida) não apareceria nesse registro.
  • Confirmado, por checagem em 09/09/2026: o indiciamento no núcleo Master, anunciado como 'preparado' pela PF em agosto de 2026, ainda não se consumou; ele não consta entre os condenados da CVM no caso Brazil Realty FII (08/09/2026); e não há menção a ele nos anexos conhecidos da delação de João Carlos Mansur — com a ressalva lateral, mencionada de passagem pela imprensa, de que a Reag (empresa de Mansur) já prestou serviços a empresas dele no passado, relação comercial anterior não atribuída ao conteúdo da colaboração.
  • Leitura direta de 17 comunicações do processo Gafisa/Upcon (via DJEN/CNJ) confirma capitulação penal por uso de informação privilegiada, denúncia recebida em 28/01/2026, negativa de ANPP a ele (concedido ao corréu Gilberto Benevides, que recusou), e audiências de instrução marcadas para 20/10/2026 e 18/11/2026.
  • Detalhamento da pressão bancária sobre seu patrimônio (04/09/2026): UBS antecipou 'collar finance' de R$ 2 bilhões (garantido por ações da Prio); XP antecipou R$ 520 milhões em debêntures (Emae/Ambipar, com perda da Emae); BTG Pactual, Prisma, Farallon e Santander executaram cerca de R$ 1,5 bilhão (financiamento da Copel Telecom/Ligga), assumindo participações em Light e Alliança Saúde — sem atualização localizada após essa data.

Linha do tempo4

Mais bem documentadas6

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

  • DDocumental diretoGafisaacionista relevante e conselheiro desde abril de 2019abr/2019
  • AAlegaçãoBanvox DTVMparticipação indireta alegada, via debêntures conversíveis (fundo Estocolmo)
  • AAlegaçãoDaniel Vorcarohipótese investigativa de 'sócio oculto', negada2024
  • AAlegaçãoGilberto Benevidescorréus; MPF alega coordenação para inflar o capital da Upcon
  • AAlegaçãoLigga Telecomcontrolador (via fundo)
  • AAlegaçãoLormont Participaçõesbeneficiário final, segundo a autoridade policial

Relações por categoria6

Societário 2

Gafisa· acionista relevante e conselheiro desde abril de 2019DDocumental diretoVerificadodesde abr/2019
SocietárioSocietárioconfiança 90%

Por que estes nós estão conectados?

Nelson Tanure tornou-se acionista relevante e conselheiro da Gafisa a partir de abril de 2019, posição que antecede a aquisição da Upcon que deu origem à ação penal por uso de informação privilegiada em que ele é réu desde 28/01/2026.

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoDistinção que o corpus precisa manter travada: no caso do Banco Master, Nelson Tanure é investigado, foi alvo de busca pessoal e de bloqueio de bens, e não está preso, indiciado nem denunciado. Ele é réu, porém, em ação penal distinta, sobre uso de informação privilegiada na aquisição da Upcon pela Gafisa — processo que chegou a subir ao Supremo e que o relator devolveu à primeira instância em 27/01/2026, rejeitando expressamente a conexão com o caso Master. Correção de data: a decisão que autorizou a busca pessoal foi assinada em 13/01/2026, para cumprimento em 14/01.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Ligga Telecom· controlador (via fundo)AAlegaçãoNão verificado
SocietárioSocietárioconfiança 70%

Por que estes nós estão conectados?

A Ligga Telecom é controlada pelo Bordeaux Fundo de Investimento, de Nelson Tanure, que a arrematou na privatização da Copel Telecom em 2020. A empresa aplicou parte relevante de seu caixa em CCBs do Banco Master entre 2022 e 2025, decisão que não passou pelo Conselho de Administração.

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoA Ligga Telecom é controlada por fundo de Nelson Tanure.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Financeiro / comercial 1

Banvox DTVM· participação indireta alegada, via debêntures conversíveis (fundo Estocolmo)AAlegaçãoDisputado
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 40%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo apuração jornalística usada pela PF para sustentar a hipótese de que Tanure seria 'sócio oculto' do Master, ele teria participação indireta na holding da Banvox via debêntures conversíveis no fundo Estocolmo. Tanure nega qualquer vínculo.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo apuração jornalística, Nelson Tanure teria participação indireta na holding da Banvox por meio de debêntures conversíveis no fundo Estocolmo — administrado pela Trustee e gerido pela MAM Asset —, com termos contratuais sigilosos. Esse dado é apontado como um dos elementos usados pela PF para sustentar a hipótese, ainda sob apuração e sem confirmação judicial, de que Tanure seria 'sócio oculto' do Master. Tanure nega qualquer vínculo societário com o Master ou suas gestoras.

Posição dos envolvidos

  • Negativapor Nelson Tanure· jan/2026

    Nelson Tanure nega qualquer vínculo societário com a Banvox ou com o Master.

    Fontes: Times Brasil

Alegação investigativa 3

Daniel Vorcaro· hipótese investigativa de 'sócio oculto', negadaAAlegaçãoDisputadodesde 2024
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 30%

Por que estes nós estão conectados?

A hipótese de participação societária oculta é da Polícia Federal, encampada pelo Ministério Público Federal e transcrita — não afirmada — pelo relator na decisão de 06/01/2026, que registra cognição limitada nessa fase. Tanure nega qualquer vínculo societário e sustenta ter sido apenas cliente. Não há decisão judicial que reconheça a participação, e a equipe testou sem sucesso, na base da CVM, a existência de caminho entre recursos de regimes próprios e veículos ligados a ele.

Eventos: Investigadores apuram se Tanure é sócio oculto do Master; Ligga aplicou parte do caixa em títulos do banco

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoInvestigadores da PF, do Banco Central e do MPF levantam a hipótese — sob apuração, ainda sem confirmação judicial — de que Nelson Tanure seria 'sócio oculto' do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas, com injeção de cerca de R$ 2,5 bilhões no banco desde 2020. A reportagem cita um grupo de seis nomes apontados nessa linha investigativa: Daniel Vorcaro, Augusto Lima, Fabiano Zettel, João Carlos Mansur, Nelson Tanure e Maurício Quadrado. A origem da linha remonta a um inquérito aberto pelo MPF em 2024, motivado por depoimento de Vladimir Timerman (Esh Capital) à CPI em 19/03/2026, no qual disse que Vorcaro seria 'apenas a face pública' do Master.
  • DDocumental diretoA expressão 'sócio oculto' aplicada a Nelson Tanure não é afirmação do relator. Na decisão de 06/01/2026, ela aparece dentro de trecho transcrito entre aspas da manifestação do procurador-geral da República, que por sua vez reporta o que 'a autoridade policial salientou'. A cadeia é: a Polícia Federal afirma, o Ministério Público Federal encampa, o relator transcreve. Toffoli registra em nome próprio que 'a cognição do relator, nessa fase, é necessariamente limitada' e defere as medidas 'nos exatos limites em que formulados'.
  • DDocumental diretoTestada diretamente na base primária da CVM a hipótese de que recursos de regimes próprios de previdência teriam chegado a veículos ligados a Nelson Tanure: a resposta é negativa. Os informes mensais do FIDC Maranta — fundo citado na decisão judicial — registram zero cotistas de regimes próprios em todos os meses de 2023 e 2024; seus únicos cotistas são dois outros fundos, na classe subordinada. Os informes trimestrais do Bordeaux FIP e do Fonte de Saúde FIP, entre 2021 e 2023, também registram zero cotistas de regimes próprios e zero entidades de previdência complementar. Os fundos administrados pela Sefer, no núcleo da operação, igualmente registram zero.

Posição dos envolvidos

  • Negativa· jan/2026

    Tanure negou qualquer vínculo societário com o Master.

    Fontes: Times Brasil

Gilberto Benevides· corréus; MPF alega coordenação para inflar o capital da UpconAAlegaçãoNão verificado
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a denúncia do MPF, Tanure e Benevides teriam coordenado aporte superior a R$ 100 milhões no capital social da Upcon dias antes do laudo que definiria quantas ações da Gafisa seriam entregues em pagamento, com o excedente recebido por Benevides repassado a Tanure com desconto. A defesa de Tanure nega irregularidade. O MPF negou acordo de não persecução penal a Tanure e o ofereceu a Benevides.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo a denúncia do MPF, relatada pela imprensa, Tanure e Benevides teriam coordenado aporte superior a R$ 100 milhões no capital social da Upcon dias antes do laudo de avaliação que definiria a quantidade de ações da Gafisa entregues em pagamento pela aquisição, elevando o capital de R$ 10 milhões para R$ 160,8 milhões — com o excedente de ações recebido por Benevides repassado a Tanure com desconto. O MPF alega uso de offshores e do fundo Singular Plus para ocultar a real participação de Tanure, com Benevides tomando empréstimo formal da corretora Planner. Uma segunda reportagem cita valores distintos (aporte de R$ 150 milhões, inflação de ~1.400%) não reconciliados com os primeiros — possível diferença de momento ou métrica da operação, não esclarecida por nenhuma fonte.
  • AAlegaçãoA defesa de Nelson Tanure, no caso Upcon, sustenta que a CVM nunca apontou irregularidades na operação e que a Polícia Federal, ao também investigar os mesmos fatos, não encontrou evidências de crime; argumenta que a aquisição foi amplamente discutida no âmbito da Gafisa, com fatos relevantes publicados antes e depois do fechamento do negócio, aprovado pela maioria dos acionistas.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Lormont Participações· beneficiário final, segundo a autoridade policialAAlegaçãoDisputado
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 30%

Por que estes nós estão conectados?

A autoridade policial aponta Nelson Tanure como beneficiário final da Lormont Participações, em trecho transcrito na decisão de 06/01/2026 da PET 15.198 como parte da hipótese de que ele seria sócio oculto do Banco Master. Tanure nega qualquer vínculo societário com o banco; não há decisão que reconheça a hipótese.

Eventos: Toffoli defere sequestro bilionário e buscas na investigação do Master; Tanure entre os alvos

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • DDocumental diretoA expressão 'sócio oculto' aplicada a Nelson Tanure não é afirmação do relator. Na decisão de 06/01/2026, ela aparece dentro de trecho transcrito entre aspas da manifestação do procurador-geral da República, que por sua vez reporta o que 'a autoridade policial salientou'. A cadeia é: a Polícia Federal afirma, o Ministério Público Federal encampa, o relator transcreve. Toffoli registra em nome próprio que 'a cognição do relator, nessa fase, é necessariamente limitada' e defere as medidas 'nos exatos limites em que formulados'.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos9

Evidências15

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • AAlegação

    Segundo apuração jornalística, Nelson Tanure teria participação indireta na holding da Banvox por meio de debêntures conversíveis no fundo Estocolmo — administrado pela Trustee e gerido pela MAM Asset —, com termos contratuais sigilosos. Esse dado é apontado como um dos elementos usados pela PF para sustentar a hipótese, ainda sob apuração e sem confirmação judicial, de que Tanure seria 'sócio oculto' do Master. Tanure nega qualquer vínculo societário com o Master ou suas gestoras.

    Atribuída a: Metrópoles (coluna Grande Angular), com base em apuração da PF

    fonte

  • AAlegação

    Investigadores da PF, do Banco Central e do MPF levantam a hipótese — sob apuração, ainda sem confirmação judicial — de que Nelson Tanure seria 'sócio oculto' do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas, com injeção de cerca de R$ 2,5 bilhões no banco desde 2020. A reportagem cita um grupo de seis nomes apontados nessa linha investigativa: Daniel Vorcaro, Augusto Lima, Fabiano Zettel, João Carlos Mansur, Nelson Tanure e Maurício Quadrado. A origem da linha remonta a um inquérito aberto pelo MPF em 2024, motivado por depoimento de Vladimir Timerman (Esh Capital) à CPI em 19/03/2026, no qual disse que Vorcaro seria 'apenas a face pública' do Master.

    Atribuída a: ICL Notícias

    fonte

  • DDocumental direto

    A expressão 'sócio oculto' aplicada a Nelson Tanure não é afirmação do relator. Na decisão de 06/01/2026, ela aparece dentro de trecho transcrito entre aspas da manifestação do procurador-geral da República, que por sua vez reporta o que 'a autoridade policial salientou'. A cadeia é: a Polícia Federal afirma, o Ministério Público Federal encampa, o relator transcreve. Toffoli registra em nome próprio que 'a cognição do relator, nessa fase, é necessariamente limitada' e defere as medidas 'nos exatos limites em que formulados'.

    Quanto a NELSON TANURE, a autoridade policial salientou que ele é apontado como o beneficiário final da LORMONT PARTICIPAÇÕES S.A., cujas CCBs de R$ 73,7 milhões concentraram 97% da carteira do FIDC MARANTA em operação entre partes relacionadas, é também assentado como sócio oculto do BANCO MÁSTER, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas — razão pela qual o bloqueio do seu patrimônio deve ocorrer no mesmo volume daquele em relação a DANIEL VORCARO.

    documentofonte

  • DDocumental direto

    Testada diretamente na base primária da CVM a hipótese de que recursos de regimes próprios de previdência teriam chegado a veículos ligados a Nelson Tanure: a resposta é negativa. Os informes mensais do FIDC Maranta — fundo citado na decisão judicial — registram zero cotistas de regimes próprios em todos os meses de 2023 e 2024; seus únicos cotistas são dois outros fundos, na classe subordinada. Os informes trimestrais do Bordeaux FIP e do Fonte de Saúde FIP, entre 2021 e 2023, também registram zero cotistas de regimes próprios e zero entidades de previdência complementar. Os fundos administrados pela Sefer, no núcleo da operação, igualmente registram zero.

    documentofonte

  • DDocumental direto

    Distinção que o corpus precisa manter travada: no caso do Banco Master, Nelson Tanure é investigado, foi alvo de busca pessoal e de bloqueio de bens, e não está preso, indiciado nem denunciado. Ele é réu, porém, em ação penal distinta, sobre uso de informação privilegiada na aquisição da Upcon pela Gafisa — processo que chegou a subir ao Supremo e que o relator devolveu à primeira instância em 27/01/2026, rejeitando expressamente a conexão com o caso Master. Correção de data: a decisão que autorizou a busca pessoal foi assinada em 13/01/2026, para cumprimento em 14/01.

    documentofontefonte

  • AAlegação

    Segundo a denúncia do MPF, relatada pela imprensa, Tanure e Benevides teriam coordenado aporte superior a R$ 100 milhões no capital social da Upcon dias antes do laudo de avaliação que definiria a quantidade de ações da Gafisa entregues em pagamento pela aquisição, elevando o capital de R$ 10 milhões para R$ 160,8 milhões — com o excedente de ações recebido por Benevides repassado a Tanure com desconto. O MPF alega uso de offshores e do fundo Singular Plus para ocultar a real participação de Tanure, com Benevides tomando empréstimo formal da corretora Planner. Uma segunda reportagem cita valores distintos (aporte de R$ 150 milhões, inflação de ~1.400%) não reconciliados com os primeiros — possível diferença de momento ou métrica da operação, não esclarecida por nenhuma fonte.

    Atribuída a: Denúncia do Ministério Público Federal

    fonte

  • AAlegação

    A defesa de Nelson Tanure, no caso Upcon, sustenta que a CVM nunca apontou irregularidades na operação e que a Polícia Federal, ao também investigar os mesmos fatos, não encontrou evidências de crime; argumenta que a aquisição foi amplamente discutida no âmbito da Gafisa, com fatos relevantes publicados antes e depois do fechamento do negócio, aprovado pela maioria dos acionistas.

    Atribuída a: Defesa de Nelson Tanure

    fonte

  • AAlegação

    A Ligga Telecom é controlada por fundo de Nelson Tanure.

    Atribuída a: Gazeta do Povo

    fonte

  • AAlegação

    Documentos internos da Ligga Telecom, citados pela Gazeta do Povo, mostram que a partir de outubro de 2022 a empresa direcionou parte de seu caixa livre a um fundo de liquidez reduzida; em dezembro de 2022 a diretoria deliberou pela contratação de Certificados de Cédula Bancária (CCBs) do Banco Master, decisão que não passou pelo Conselho de Administração. Em dezembro de 2022 o caixa livre da Ligga havia caído a cerca de R$ 5,9 milhões enquanto as aplicações financeiras somavam cerca de R$ 353 milhões; em setembro de 2025 essas aplicações já somavam R$ 388,6 milhões, com rendimentos. Em dezembro de 2025 a agência Moody's rebaixou o rating da Ligga de BBB.br para BB-.br, citando 'opacidade de informação' e 'risco elevado de refinanciamento'.

    Atribuída a: Gazeta do Povo

    fonte

  • AAlegação

    Em 29/01/2026, o sócio minoritário Agnaldo Bastos Lopes (4,13% da Ligga via SR22 Adm. de Bens, recebido em 2022 na venda da Nova Fibra Telecom à Ligga) enviou notificação extrajudicial alegando que mais de R$ 1 bilhão captado via debêntures incentivadas — que por lei deveria financiar infraestrutura — não teve essa destinação, e que cerca de R$ 400 milhões teriam sido desviados para o Banco Master, enquanto a companhia enfrentava inadimplência com fornecedores. A notificação também questiona a falta de transparência na venda da Ligga à Brasil TecPar; pedidos de informação da minoria estavam pendentes desde 05/12/2025.

    Atribuída a: Gazeta do Povo

    fonte

  • AAlegação

    Por meio do advogado Pablo Naves Testoni, Nelson Tanure negou categoricamente qualquer vínculo societário com o Banco Master, afirmando relação 'estritamente comercial, como cliente'; disse 'jamais ter enfrentado qualquer processo criminal' e nunca ter realizado operação que convertesse dívida em participação societária no Master, direta ou indiretamente. Anunciou que apresentaria documentos sobre a origem lícita de seus negócios e buscaria reverter judicialmente o bloqueio de bens determinado por Dias Toffoli.

    Atribuída a: Times Brasil, citando nota da defesa de Nelson Tanure

    fonte

  • DDocumental direto

    A manifestação da PGR de 05/01/2026 individualiza, em nota de rodapé, os valores de bloqueio de bens dentro do teto de R$ 5.775.234.097,25 fixado na decisão de 06/01/2026 — Daniel Bueno Vorcaro e o Banco Master, R$ 3.281.486.463,31 cada; Antônio Augusto Conte, César Reginato Ligeiro, Vicente Conte Neto e Ricardo Batista De Siqueira Xavier, R$ 1.012.025.000,00 cada.

    documentofonte

  • DDocumental direto

    Em 08/01/2026, Dias Toffoli deferiu parcialmente busca e apreensão contra uma lista complementar de 39 alvos (34 pessoas físicas e 5 pessoas jurídicas) na investigação sobre o Banco Master, excluindo apenas três já alcançados por diligências anteriores — sem deferir, nesta peça, qualquer medida de prisão ou nova alegação substantiva.

    Por todo o exposto, defiro parcialmente os pedidos complementares de busca e apreensão das pessoas acima elencadas, nos respectivos endereços indicados, exceto em relação aos indivíduos sob n. 2 (endereço 1), 12 e 33 [...], devendo as diligências se realizarem de modo o mais discreto possível, vedado o acompanhamento por meios de imprensa ou terceiros, e preservada a intimidade das pessoas sujeitas à medida.

    documentofonte

  • DDocumental direto

    Em 14/01/2026, como relator, Dias Toffoli determinou nova busca e apreensão em endereços ligados a Vorcaro, prisão temporária de Fabiano Zettel (até as 07h00 de 14/01) e busca pessoal em Nelson Tanure — medidas motivadas por passagens aéreas de ambos com embarque previsto horas antes do prazo de cumprimento.

    documentodocumentofontefontefonte

  • AAlegação

    Em 14/01/2026, o Diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues, respondeu à cobrança de Dias Toffoli sobre o descumprimento do prazo de 24 horas, atribuindo o atraso a sobrecarga operacional e pedindo que os celulares apreendidos não fossem lacrados no gabinete do relator, para permitir perícia imediata.

    Atribuída a: Andrei Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal

    documentofonte

Fontes38

15 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
11/09/2026
Revisão
published
Revisor
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O histórico completo de alterações deste registro está no Git do repositório e no registro de atualizações. Correções podem ser propostas por issue ou pull request.