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Pessoa · Servidor / agente público

Paulo Sérgio Neves de Souza

Diretor de Fiscalização do Banco Central (até 2023) e, a partir de outubro de 2023, chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária

Também: Paulo Sérgio Neves de Sousa

3 conexões5 eventos7 fontes oficiais10 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Servidor de carreira do Banco Central. Segundo o Valor Econômico, afirmou na reunião de diretoria de outubro de 2019 que eventuais problemas de conduta do pretendente ao controle do Máxima poderiam ser coibidos pela supervisão. Em março de 2026 foi alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero e passou a cumprir medidas cautelares determinadas pelo STF, entre elas monitoramento eletrônico; a Polícia Federal o considera suspeito de ter usado influência no Banco Central em favor de Daniel Vorcaro. Já estava afastado no âmbito de apuração interna da própria autarquia. CORREÇÃO DE TRAJETÓRIA (09/09/2026): ele não deixou o Banco Central em 2023. Servidor de carreira desde 1998, deixou a diretoria de Fiscalização e, em outubro de 2023, voltou a cargo de chefia como chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária — passando a atuar subordinado a Belline Santana, no departamento que supervisionava o Banco Master. Não há, portanto, 'porta giratória' entre regulador e regulado no caso dele: a cooptação alegada teria ocorrido com ele dentro da autarquia o tempo todo. A apuração lhe atribui atos de ofício concretos: o envio a Vorcaro, um dia depois de apresentada, da emenda que elevava a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão; parecer favorável à aquisição do Master pelo BRB sem responder questões de outro departamento; e estudo sobre carteiras de crédito que levou a diretoria à convicção de que não havia motivo para preocupação. A sindicância patrimonial aponta ainda a venda de uma fazenda de café por R$ 3 milhões em 2021 a fundo ligado a Fabiano Zettel, serviço de concierge de luxo em Orlando custeado por Vorcaro, e aquisições de cerca de R$ 915 mil, entre elas um terreno pago com R$ 210 mil em dinheiro vivo. Em 30/04/2026, o STF autorizou a instauração formal de investigação por corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de capitais e violação de sigilo funcional contra ele e Belline Santana, em coautoria com Vorcaro (PET 15.504, vinculada ao INQ 5.026) — prorrogada por mais 60 dias em 13/07 e novamente em 04/09/2026, sem denúncia até a data mais recente disponível.

Por que está no Novelo?

Dirigiu a área de fiscalização do Banco Central no período de supervisão do banco e é alvo de medidas cautelares determinadas pelo STF na investigação.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Negou vantagem indevida e afirmou que não simulou a venda de um sítio, dizendo que o negócio foi feito a valor de mercado.

    Fontes: Let's Money

  • Negativapor Paulo Sérgio Neves de Souza· 2026

    Sobre a suspeita de manipulação de dados internos, sua defesa afirma que 'nunca houve manipulação', que ele jamais foi indagado pela cúpula do Banco Central sobre a atuação do Master, e que 'diversas equipes' interagem com as informações, sendo que 'todo processo é documentado, não sendo passível de manipulação por uma única pessoa'. Em outras reportagens — sobre a venda da fazenda e sobre o serviço de concierge custeado por Vorcaro — a defesa não se manifestou, e os veículos registraram o espaço aberto.

    Fontes: Jornal de Brasília

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • NOVO (lote 180): em relato verbal à Corregedoria-Geral do BC em 07/01/2026 — antes de qualquer repercussão pública —, admitiu ter vendido, em janeiro de 2020, por R$ 4,5 milhões, um sítio em Guaxupé/MG (que planejava lotear) a um comprador que só descobriu, um ano depois, na escritura, ser Fabiano Campos Zettel; recebeu o valor em cinco parcelas em conta conjunta com o irmão, que depois passou a arrendar a mesma terra de Zettel para lavoura de café. Não está estabelecido se essa venda é a mesma já registrada abaixo (fazenda de café, R$ 3 milhões, 2021, a fundo ligado a Zettel) descrita de forma diferente, ou uma segunda operação distinta — datas, valores, tipo de comprador (pessoa física vs. fundo) e natureza do imóvel divergem o suficiente para não presumir identidade.
  • As fontes divergem sobre o período em que dirigiu a área de Fiscalização: 2017-2023 em alguns veículos, 2019-2023 em outros.
  • Responde a processo administrativo disciplinar aberto pela CGU em 23/03/2026 e prorrogado em 23/07/2026, sem desfecho localizado — nem demissão, nem cassação de aposentadoria, nem absolvição administrativa.
  • Não foi localizada denúncia formal da PGR contra ele, nem qualquer negociação de colaboração premiada. Ele nunca foi preso: cumpre medidas cautelares desde março de 2026. Registro de imprecisão: ao menos um veículo publicou manchete afirmando que o ex-diretor estaria preso, enquanto o próprio corpo da matéria informa o contrário.
  • Vorcaro nega tê-lo remunerado: 'O Paulo Sérgio nunca fez trabalho para mim, nenhum membro do Banco Central' — embora admita ter oferecido o serviço de concierge como 'um agrado'.

Linha do tempo5

Mais bem documentadas3

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

Relações por categoria3

Institucional 1

Banco Central do Brasil· diretor de fiscalizaçãoCCorroboradoVerificadodesde 01/01/2019
InstitucionalInstitucionalconfiança 90%até 31/12/2023

Por que estes nós estão conectados?

Servidor de carreira, foi diretor de fiscalização do Banco Central entre 2019 e 2023, segundo a Agência Senado. Está afastado e cumpre medidas cautelares determinadas pelo STF.

Eventos: Busca e apreensão e cautelares contra dois servidores do Banco Central

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoPaulo Sérgio Neves de Souza foi diretor de fiscalização do Banco Central entre 2019 e 2023 e Belline Santana chefiou o Departamento de Supervisão Bancária entre 2019 e 2024; ambos são servidores de carreira da autarquia.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Financeiro / comercial 1

Varajo Consultoria Empresarial· contrato fictício apontado como veículo de pagamentoAAlegaçãoNão verificadodesde 04/03/2026
Financeiro / comercialContratualconfiança 40%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo apuração da PF citada pela imprensa, a Varajo Consultoria Empresarial teria sido usada para formalizar contrato de consultoria com objeto fictício (estudo sobre integração do mercado jovem), servindo de veículo para pagamentos aos dois servidores do Banco Central.

Eventos: Busca e apreensão e cautelares contra dois servidores do Banco Central

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo apuração da PF citada pela imprensa, Paulo Sérgio Neves de Souza revisava documentos do Banco Master antes do envio ao Banco Central, alertava Vorcaro sobre achados do sistema de monitoramento do BC e orientava sobre postura e argumentos para reuniões com a diretoria do órgão; teria ainda compartilhado a própria notificação de nomeação como prova de credenciais. Em contrapartida, teria recebido contrato fictício com a Varajo Consultoria Empresarial e uma viagem à Disney/Universal em Orlando, coordenada por Vorcaro. Em depoimento de 28/08/2026, o próprio Vorcaro confirmou a viagem, atribuindo-a à empresa de concierge SL Consulting (representada por Léo Serrano) e classificando-a como cortesia pessoal ('agrado'), não como contrapartida por serviços prestados; negou que Paulo Sérgio tivesse 'trabalhado' para ele.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Alegação investigativa 1

Daniel Vorcaro· suspeita de favorecimentoAAlegaçãoDisputadodesde 04/03/2026
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a Polícia Federal, o ex-diretor de fiscalização é suspeito de ter usado influência no Banco Central em favor do banqueiro. Ele nega vantagem indevida. A apuração está em curso e não há decisão de mérito. Segundo o Times Brasil, com base em apuração da PF, ele revisava documentos do Banco Master antes do envio ao BC, alertava sobre achados do sistema de monitoramento e orientava Vorcaro sobre postura em reuniões, recebendo em troca contrato fictício com a Varajo Consultoria Empresarial e uma viagem à Disney/Universal em Orlando.

Eventos: Busca e apreensão e cautelares contra dois servidores do Banco Central

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • CCorroboradoNa fase da Operação Compliance Zero de 4 de março de 2026, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana foram alvo de busca e apreensão, foram afastados de seus cargos por decisão judicial e passaram a cumprir medidas cautelares, entre elas monitoramento eletrônico.
  • AAlegaçãoSegundo apuração da PF citada pela imprensa, Paulo Sérgio Neves de Souza revisava documentos do Banco Master antes do envio ao Banco Central, alertava Vorcaro sobre achados do sistema de monitoramento do BC e orientava sobre postura e argumentos para reuniões com a diretoria do órgão; teria ainda compartilhado a própria notificação de nomeação como prova de credenciais. Em contrapartida, teria recebido contrato fictício com a Varajo Consultoria Empresarial e uma viagem à Disney/Universal em Orlando, coordenada por Vorcaro. Em depoimento de 28/08/2026, o próprio Vorcaro confirmou a viagem, atribuindo-a à empresa de concierge SL Consulting (representada por Léo Serrano) e classificando-a como cortesia pessoal ('agrado'), não como contrapartida por serviços prestados; negou que Paulo Sérgio tivesse 'trabalhado' para ele.

Posição dos envolvidos

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos9

Evidências10

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • CCorroborado

    Paulo Sérgio Neves de Souza foi diretor de fiscalização do Banco Central entre 2019 e 2023 e Belline Santana chefiou o Departamento de Supervisão Bancária entre 2019 e 2024; ambos são servidores de carreira da autarquia.

    fontefonte

  • CCorroborado

    Na fase da Operação Compliance Zero de 4 de março de 2026, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana foram alvo de busca e apreensão, foram afastados de seus cargos por decisão judicial e passaram a cumprir medidas cautelares, entre elas monitoramento eletrônico.

    fontefontefonte

  • AAlegação

    Segundo apuração da PF citada pela imprensa, Paulo Sérgio Neves de Souza revisava documentos do Banco Master antes do envio ao Banco Central, alertava Vorcaro sobre achados do sistema de monitoramento do BC e orientava sobre postura e argumentos para reuniões com a diretoria do órgão; teria ainda compartilhado a própria notificação de nomeação como prova de credenciais. Em contrapartida, teria recebido contrato fictício com a Varajo Consultoria Empresarial e uma viagem à Disney/Universal em Orlando, coordenada por Vorcaro. Em depoimento de 28/08/2026, o próprio Vorcaro confirmou a viagem, atribuindo-a à empresa de concierge SL Consulting (representada por Léo Serrano) e classificando-a como cortesia pessoal ('agrado'), não como contrapartida por serviços prestados; negou que Paulo Sérgio tivesse 'trabalhado' para ele.

    Atribuída a: Times Brasil, com base em apuração da Polícia Federal e na decisão do ministro André Mendonça

    fontefontefonte

  • CCorroborado

    Em 14 de outubro de 2019 o Banco Central aprovou a transferência do controle do Banco Máxima, em voto relatado por João Manoel Pinho de Mello, já na presidência de Roberto Campos Neto.

    A origem dos recursos foi regularmente demonstrada por todos os novos acionistas

    fontefontefontefontefonte

  • AAlegação

    Segundo fontes ouvidas pelo Valor Econômico, a reputação do pretendente dominou a reunião de diretoria de fevereiro de 2019, embora o item tenha sido dispensado por economia processual, porque o critério então adotado exigia denúncia do Ministério Público aceita pela Justiça.

    Atribuída a: Fontes ouvidas pelo Valor Econômico e ex-integrante da diretoria colegiada do Banco Central

    fonte

  • CCorroborado

    O extrato oficial do voto 218/2019-BCB (14/10/2019) registra apenas a aprovação unânime, o relator (João Manoel Pinho de Mello) e os novos controladores (Daniel Vorcaro, Armando Miguel Gallo Neto e Felipe Wallace Simonsen), sem nomear os demais votantes. A lista completa dos oito diretores foi reconstruída pelo Poder360 a partir de nomeações públicas cruzadas: Roberto Campos Neto (presidente), João Manoel Pinho de Mello (relator, Organização do Sistema Financeiro), Bruno Serra Fernandes (Política Monetária), Fernanda Nechio (Assuntos Internacionais), Maurício Moura (Relacionamento Institucional e Cidadania), Carolina de Assis Barros (Administração), Paulo Sérgio Neves de Souza (Fiscalização) e Otávio Ribeiro Damaso (Regulação). Quatro deles — Moura, Barros, Paulo Sérgio e Damaso — já integravam a diretoria em fevereiro de 2019, quando a mesma operação fora rejeitada: 'mudaram de voto', segundo o Poder360. Não havia Diretor de Política Econômica nomeado em nenhuma das duas votações. A lista nominal completa dos oito votantes de fevereiro de 2019 não foi localizada em fonte pública.

    Quatro dos 8 integrantes da diretoria se mantiveram de fevereiro a outubro de 2019.

    fontefonte

  • CCorroborado

    Roberto Campos Neto faltou três vezes a convocações da CPI do Crime Organizado para depor especificamente sobre os critérios de idoneidade na aprovação do Máxima em 2019, protegido por habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça (STF), que o desobrigou de comparecer pessoalmente; ofereceu apenas resposta por escrito, considerada insuficiente por membros da comissão. Na sessão de 08/04/2026, pensada para tratar do tema, quem compareceu em seu lugar foi o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, que declarou: 'O entendimento da área técnica é que ele [Vorcaro] apresentou uma outra origem de recurso e que, a partir daí, estava atendido o que antes tinha sido rejeitado' — e afirmou que auditorias internas do BC não atribuem culpa pessoal a Campos Neto pela liquidação. Não há, até a data desta atualização, declaração pública do próprio Campos Neto sobre a aprovação de outubro de 2019.

    O entendimento da área técnica é que ele apresentou uma outra origem de recurso e que, a partir daí, estava atendido o que antes tinha sido rejeitado.

    fontefonte

  • AAlegação

    Na CAE do Senado, em 19/05/2026, senadores questionaram a contradição entre as gestões Goldfajn, Campos Neto e Galípolo na aprovação do Máxima. Jaques Wagner declarou: 'A governança não mudou... Ilan proíbe, depois se autoriza e se mantém por quatro anos, e Vossa Excelência em pouco tempo... liquida o banco'.

    A governança não mudou... Ilan proíbe, depois se autoriza e se mantém por quatro anos, e Vossa Excelência em pouco tempo... liquida o banco.

    Atribuída a: Agência Senado

    fonte

  • DDocumental direto

    Em 04/03/2026 o ministro André Mendonça, relator da PET 15556, decretou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva, a pedido da PF.

    documentofonte

  • AAlegação

    Em depoimento por videoconferência da Papuda, em 28/08/2026, Daniel Vorcaro admitiu ter oferecido a Paulo Sérgio Neves de Souza a viagem à Disney/Universal, classificando-a como cortesia: 'Ofereci como um agrado. Era um serviço que oferecia para muitas pessoas. Era uma coisa interessante'. A viagem, no início de 2024, foi organizada pela empresa SL Consulting, representada pelo empresário Léo Serrano. Vorcaro negou que qualquer servidor do Banco Central tivesse 'trabalhado' para ele.

    Ofereci como um agrado. Era um serviço que oferecia para muitas pessoas. Era uma coisa interessante.

    Atribuída a: Poder360

    fonte

Fontes23

7 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
11/09/2026
Revisão
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