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Como o BC passou do veto ao aval na compra do Máxima

Let's MoneyGabriel Pereirapublicada em 14/04/2026capturada em 03/09/2026Imprensa

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Reconstitui, a partir de extratos dos votos BCB 20/2019 e 218/2019 obtidos pelo Valor Econômico via Lei de Acesso à Informação, a rejeição do pedido de transferência de controle do Banco Máxima em fevereiro de 2019 e sua aprovação oito meses depois. Relata que a reputação do pretendente dominou a reunião de diretoria, que o item foi dispensado por economia processual e que o então diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza afirmou no colegiado que eventuais problemas de conduta poderiam ser coibidos pela supervisão. Registra a negativa desse ex-diretor sobre a compra de uma propriedade em Guaxupé (MG).

Fonte secundária: sustenta, no máximo, evidências corroboradas (C) ou alegações (A), salvo quando reproduz documento primário lido pela equipe.

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03/09/2026
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O que esta fonte sustenta

Evidências

  • AAlegaçãoO rombo potencial para o Fundo Garantidor de Créditos, caso o Banco Máxima fosse liquidado, saltou de R$ 827 milhões em 2016 para R$ 3,224 bilhões em 2019 — o custo de deixar o banco quebrar quase quadruplicou durante o período em que o Banco Central segurava a decisão sobre a transferência de controle.
  • AAlegaçãoResultado de verificação: a alegação de que a Justiça Federal de Ji-Paraná teria decretado prisão contra Daniel Vorcaro em 29/10/2019, quatorze dias após o aval do Banco Central, não foi confirmada de forma independente. Não se localizou peça processual, decisão, certidão, nota de tribunal ou cobertura contemporânea (2019-2020) que a comprove; consultas ao DataJud/CNJ pelos números de processo associados à frente rondoniense não retornaram resultados, o que é compatível com segredo de justiça e não desmente nem confirma. Três ressalvas adicionais enfraquecem a formulação original: (a) a reportagem descreve 'prisão preventiva de cinco dias', medida que não existe no direito brasileiro — prisão preventiva não tem prazo, e a de cinco dias prorrogáveis é a temporária, da Lei 7.960/1989; (b) a Folhapress, cobrindo o mesmo lote documental do BC, afirma que 'não havia até então inquérito policial ou ação criminal contra Vorcaro que vetasse a operação'; (c) a Gazeta do Povo, no mesmo dia da publicação original, situa o esquema em Roraima, e não em Rondônia. A defesa de Vorcaro não se manifestou sobre o episódio.
  • AAlegaçãoEm 2 de maio de 2019 foi protocolado novo pedido, com grupo de controle de três nomes: Daniel Vorcaro, Felipe Wallace Simonsen e Armando Miguel Gallo Neto.
  • AAlegaçãoSegundo a reconstituição feita a partir dos votos, Daniel Vorcaro entrou no Banco Máxima em agosto de 2017 com 20% do capital, em participação qualificada aprovada por decisão monocrática.
  • AAlegaçãoSegundo a reconstituição do Valor Econômico, em 29 de outubro de 2019, quatorze dias depois do voto de aprovação, a Justiça Federal de Ji-Paraná decretou prisão preventiva que nunca foi cumprida.
  • AAlegaçãoSegundo fontes ouvidas pelo Valor Econômico, a reputação do pretendente dominou a reunião de diretoria de fevereiro de 2019, embora o item tenha sido dispensado por economia processual, porque o critério então adotado exigia denúncia do Ministério Público aceita pela Justiça.
  • CCorroboradoEm fevereiro de 2019 o Banco Central indeferiu o pedido de transferência do controle do Banco Máxima a Daniel Vorcaro, por falta de comprovação da origem dos recursos e da capacidade econômica e financeira dos pretendentes.
  • CCorroboradoEm 14 de outubro de 2019 o Banco Central aprovou a transferência do controle do Banco Máxima, em voto relatado por João Manoel Pinho de Mello, já na presidência de Roberto Campos Neto.

Documentos

Nenhum.

Atos públicos

Nenhum.

Relações derivadas