Fonte · Tribunal (oficial)
Decisão de Dias Toffoli na PET 15.198/DF, de 06/01/2026
Supremo Tribunal Federalpublicada em 06/01/2026capturada em 04/09/2026Fonte oficial
Acesso
Decisão de vinte páginas, com código de autenticação do STF, baixada e lida integralmente pela equipe. Defere medidas cautelares na investigação sobre o Banco Master, com teto de sequestro de R$ 5.775.234.097,25, 38 alvos de busca e afastamento de sigilo de 101 pessoas e entidades no período de 20/10/2020 a 21/10/2025. Registra que a investigação nasceu de denúncia anônima enviada ao e-mail institucional da Polícia Federal. É nesta peça que aparece a expressão 'sócio oculto' aplicada a Nelson Tanure — dentro da transcrição da manifestação do procurador-geral, que por sua vez reporta o que a autoridade policial afirmou.
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- 04/09/2026
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O que esta fonte sustenta
Evidências
- DDocumental diretoA expressão 'sócio oculto' aplicada a Nelson Tanure não é afirmação do relator. Na decisão de 06/01/2026, ela aparece dentro de trecho transcrito entre aspas da manifestação do procurador-geral da República, que por sua vez reporta o que 'a autoridade policial salientou'. A cadeia é: a Polícia Federal afirma, o Ministério Público Federal encampa, o relator transcreve. Toffoli registra em nome próprio que 'a cognição do relator, nessa fase, é necessariamente limitada' e defere as medidas 'nos exatos limites em que formulados'.
- DDocumental diretoDistinção que o corpus precisa manter travada: no caso do Banco Master, Nelson Tanure é investigado, foi alvo de busca pessoal e de bloqueio de bens, e não está preso, indiciado nem denunciado. Ele é réu, porém, em ação penal distinta, sobre uso de informação privilegiada na aquisição da Upcon pela Gafisa — processo que chegou a subir ao Supremo e que o relator devolveu à primeira instância em 27/01/2026, rejeitando expressamente a conexão com o caso Master. Correção de data: a decisão que autorizou a busca pessoal foi assinada em 13/01/2026, para cumprimento em 14/01.
- CCorroboradoO fluxo financeiro documentado entre a Ligga Telecom e o Banco Master corre no sentido oposto ao que a hipótese de aporte sugeriria: foi a operadora que retirou recursos do próprio caixa para aplicar em cédulas de crédito bancário do banco, a partir de outubro de 2022. As cifras divergem entre as fontes — cerca de R$ 350 milhões segundo apuração jornalística baseada em elementos da investigação, mais de R$ 400 milhões segundo notificação extrajudicial de acionista minoritária. Uma agência de classificação de risco rebaixou a empresa em novembro de 2025 apontando opacidade de informação sobre a alocação dessas aplicações financeiras. A Ligga sustenta não possuir, atualmente, qualquer aplicação financeira no Banco Master, direta ou indiretamente.
Documentos
Eventos
Atos públicos
Nenhum.
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Relações derivadas
- Nelson Tanure · hipótese investigativa de 'sócio oculto', negada · Daniel Vorcaro AAlegação