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Transparência

Atualizações

Último build do corpus: 11/09/2026, 16:25 BRT. Cada alteração de dado passa por validação automática e revisão; o histórico completo está no Git do repositório.

  1. Lote 171 — o vazamento que permitiu a fuga tentada em Guarulhos, na noite de 17/11/2025

    Segundo lote extraído do e-Doc 1 da PET 15.556 (a representação da PF de 27/02/2026), cobrindo a seção 2.2.6 — o capítulo mais denso do documento sobre como Daniel Vorcaro teria antecipado a Operação Compliance Zero. Reconstrói a cadeia de eventos de 17/11/2025, véspera da operação: mensagens urgentes do advogado Walfrido Warde às 07h28, mudança de planos de Vorcaro para voar de Congonhas às 08h48, conversa com o jornalista Diego Escosteguy (novo na base, apontado como pago mensalmente por matérias favoráveis) sobre reportagem publicada n'O Bastidor citando o inquérito sigiloso da 10ª Vara Federal, uso imediato dessa reportagem por Warde para peticionar acesso aos autos e para 'infernizar' o juiz Ricardo Soares Leite (novo na base) por WhatsApp direto, vazamento à imprensa do interesse do Grupo Fictor na compra do Master, e uma reunião de última hora com o Banco Central — articulada por Paulo Sérgio e Belline Santana — na qual Vorcaro anunciou viagem a Dubai naquele mesmo dia. Horas depois, foi interceptado em Guarulhos. A mesma reunião com o BC virou, ironicamente, argumento da DEFESA contra risco de fuga no habeas corpus que soltou Vorcaro em 28/11/2025 (já no acervo) — a PF agora contesta essa leitura. Na sede do Master, um quadro com o rótulo 'TITAN CAYMAN' foi encontrado, elaborado na mesma noite da tentativa de fuga. Resolve um open_question já registrado no verbete de Walfrido Warde (a mensagem 'infernizando o juiz' agora tem documento primário, não só reportagem) e esclarece o cargo real de Dennis Cali, cuja associação anterior a um caso totalmente diferente (o dossiê contra Mendonça) segue como achado à parte, não confirmado. Acrescenta um achado financeiro que antecede, na linha do tempo, tudo que já estava registrado sobre Henrique Vorcaro (pai do banqueiro, já mapeado no acervo por fatos de maio/2026 em diante): R$ 2.245.235.850,24 bloqueados em conta dele na CBSF/Reag já na 2ª fase da Compliance Zero (14/01/2026) — instituição já mapeada no acervo por seu vínculo com o PCC via Operação Carbono Oculto.

      Registros afetados: Daniel Vorcaro, Walfrido Jorge Warde Junior, Dennis Cali, Diego Escosteguy, Ricardo Soares Leite, Henrique Vorcaro, Reag Investimentos, Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana

    • Lote 170 — A Turma: o aparelho de intimidação de Vorcaro, na própria petição que levou Mourão à prisão

      Primeiro lote extraído da leitura integral do e-Doc 1 da PET 15.556 (416 peças obtidas pelo editor via certificado digital, após o levantamento do sigilo determinado por Fachin em 10/09/2026 — lote 168/169), triagem automatizada por cruzamento com as ~390 entidades já mapeadas. É a representação da PF de 27/02/2026 — a própria peça que fundamentou a prisão preventiva de Luiz Phillipi Mourão em 04/03/2026; ele morreu sob custódia policial dias depois, e o acervo só tinha o desfecho, não a base. Documenta, com transcrição de WhatsApp, quatro episódios do núcleo de intimidação apelidado 'A Turma': ameaça de morte contra o ex-funcionário Luís Felipe Woyceichoski e sua família (mai-jul/2024); invasão de WhatsApp e iCloud do empresário crítico Luiz Guilherme Camasmie (out/2024); um documento forjado com aparência de ser da Interpol, com oferta de R$ 10 milhões para intimidar terceiro (out/2024); e ofícios falsos ao Facebook/Meta usando o e-mail funcional de uma servidora do MP-CE — cuja participação consciente a própria PF não estabelece. Esclarece também uma divergência já registrada no acervo sobre a estrutura de comando: Mourão comandava, Marilson Roseno da Silva liderava em campo. Eleva de classe A para D a relação Vorcaro-Lauro Jardim (plano de agressão ao jornalista), com as mensagens na íntegra, incluindo uma de vigilância (08/06/2025) que a imprensa não havia reproduzido. O documento cobre 164 páginas; este lote fecha as seções 2.2.1 a 2.2.3 (informações sigilosas, violência, monitoramento). Seções restantes — pagamentos e operadores financeiros, influenciadores digitais, o vazamento que permitiu a fuga de Vorcaro em 17/11/2025, conclusões e pedidos cautelares — ficam para lotes seguintes.

        Registros afetados: Luiz Phillipi Mourão, Marilson Roseno da Silva, Lauro Jardim, Daniel Vorcaro, Luís Felipe Woyceichoski, Luiz Guilherme Atalla Camasmie, Nayara Maria Dias Albuquerque de Sá

      • Correção editorial em Nelson Tanure — alegação autodescrita marcada como tal, e data/local de nascimento sem fonte removidos

        Auditoria cruzada (outra sessão) de data/people/nelson-tanure.yaml apontou dois problemas: (1) o resumo afirmava como fato que ele "esteve envolvido em mais de 200 empresas", quando a fonte citada (src-seudinheiro-2026-quem-e-nelson-tanure) registra isso como autodescrição dele em podcast — corrigido para "já se descreveu (...) como tendo investido em mais de 200 empresas", classe A explícita; (2) o resumo abria com "Empresário baiano (Salvador, 1951)" sem que nenhuma fonte do registro sustentasse local ou ano de nascimento (as únicas ocorrências de "1951" nas capturas locais eram coordenadas de SVG, não texto) — removido por falta de lastro documental no acervo. A foto do verbete e as demais 75 fotos do acervo foram auditadas na mesma passada e conferem (arquivo, Commons, descrição, licença).

          Registros afetados: Nelson Tanure

        • Lote 169 — verificação direta no portal do STF: o sigilo anunciado ainda não aparece como levantado

          A pedido do editor, que questionou se a decisão de Fachin (lote 168) de fato retira o sigilo dos autos ou apenas franqueia acesso aos demais ministros, a equipe releu o despacho com precisão — ele contém DUAS determinações distintas, ligadas por 'bem como': (1) a remessa em HD à Presidência e aos gabinetes dos ministros, e (2) separadamente, 'o levantamento do sigilo da Pet 15.556', sem qualificação de que seria restrito aos ministros. A imprensa noticiou, ainda em 10/09, que Mendonça já havia cumprido a ordem, retirando o sigilo da PET 15.556 e de mais 14 procedimentos relacionados. A equipe foi além da leitura da notícia e consultou diretamente o portal de acompanhamento processual do STF: às 23h53 de 10/09/2026, a PET 15.556 e a PET 15.978 (uma das 14 supostamente liberadas) ainda exibiam a etiqueta 'Sigiloso'; como controle, a PET 16.704 — o próprio processo do despacho de Fachin, que termina em 'Publique-se' — exibia 'Público', confirmando que a etiqueta reflete o status real e não está simplesmente travada. A discrepância entre o anúncio de cumprimento e o status público ao vivo não foi reconciliada: pode ser defasagem administrativa de cadastro, ou o levantamento pode ter alcance mais qualificado, na prática, do que a manchete sugere. Um precedente relevante, já no acervo: a PET 16.662 teve o sigilo formalmente levantado em 01/09/2026, mas a equipe só obteve os autos completos em 05/09/2026 mediante certificado digital — não por consulta pública anônima —, o que sugere que 'sigilo levantado' e 'acesso público irrestrito e imediato' podem não ser a mesma coisa na prática processual do STF.

            Registros afetados: Edson Fachin, André Mendonça

          • Lote 168 — breaking news confirmado: Fachin determina levantamento do sigilo da PET 15.556

            A pedido do editor, que ouviu a notícia de última hora, confirmada e apurada com a decisão em mãos. Na noite de 10/09/2026, o presidente do STF, Edson Fachin, proferiu despacho na PET 16.704 (o procedimento que ele mesmo abrira de ofício em 03/09/2026) determinando ao ministro André Mendonça, relator, a remessa em HD de todos os procedimentos da PET 15.556 — a petição-mãe do caso Master, da qual a PET 16.662 foi extraída — a todos os gabinetes do STF, e o levantamento do sigilo dela, ressalvadas apenas diligências pendentes cujo sigilo seja imprescindível à sua realização. A equipe obteve e leu a íntegra do despacho, um PDF de uma página assinado digitalmente (código verificável 965E-0FFB-9B66-04F0), publicado pelo Poder360 e confirmado de forma independente pelo Metrópoles. É o quarto ato de Fachin na mesma linha em oito dias (03/09 abertura de ofício, 04/09 avocação do pedido de Moraes contra Mendonça, 09/09 suspensão das decisões sobre a PF e retirada da relatoria do INQ 4.781 de Moraes, agora 10/09 o levantamento do sigilo) — todos preparando a sessão extraordinária de 15/09/2026. NÃO CONFIRMADO E DESCARTADO: um resumo automático de busca havia sugerido que este despacho também tratava de credenciais de acesso institucional e vazamento de sigilo a investigado — a leitura do PDF mostrou que esse trecho pertence a um despacho ANTERIOR (03/09/2026, já no acervo), não ao de hoje; o despacho de 10/09 trata apenas da remessa e do levantamento de sigilo da PET 15.556.

              Registros afetados: Edson Fachin, André Mendonça, Alexandre de Moraes

            • Lote 167 — Alcolumbre, o bloqueio ao impeachment de Moraes, e o recado do Dark Horse

              A pedido do editor, que se intrigou com a hipótese de uma ligação entre o União Brasil (Rueda e ACM Neto, acusados por Vorcaro de cobrar comissão de 10% sobre aportes de RPPS ao Master) e a blindagem que Alcolumbre — do mesmo partido — dá a Moraes contra o impeachment, a apuração foi feita com rigor: o que está confirmado e o que permanece hipótese foram separados. CONFIRMADO: em 01/09/2026, Alcolumbre declarou haver 109 pedidos de impeachment contra os dez ministros do STF, sem indicar se daria andamento ao de Moraes; no dia seguinte, cobrado em plenário, respondeu citando o financiamento de R$ 130 milhões do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro — sem nomear Flávio Bolsonaro, Vorcaro ou o filme, mas em fala que a imprensa leu como recado velado. Em 04/09/2026, Flávio Bolsonaro revidou publicamente, acusando Alcolumbre de proteger um 'amigo' (Moraes) em vez da instituição, e afirmando (sem confirmação independente) que 54 pedidos contra Moraes especificamente estariam parados. NÃO CONFIRMADO: nenhuma fonte localizada liga esse episódio — bilateral, entre Alcolumbre e os Bolsonaro — ao esquema de comissões de Rueda/ACM Neto; a proposta de delação de Vorcaro que os cita (revelada no mesmo dia, 10/09/2026) menciona institutos do Rio, Amapá e Amazonas de forma genérica, sem nomear Alcolumbre nem seu ex-tesoureiro Jocildo Lemos, já mapeado no corpus por outra via (a atribuição, negada por Alcolumbre, de tê-lo indicado à Amapá Previdência). A hipótese do editor fica registrada como fio em aberto no verbete de Alcolumbre, não como fato. Um editorial de opinião da Gazeta do Povo (30/08/2026), tratado como tal e não como reportagem, já preexistia à conversa e nomeia a tese mais ampla de um 'grande acordo nacional' de autoproteção entre Lula, Moraes, Alcolumbre e Motta.

                Registros afetados: Davi Alcolumbre, Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro

              • Lote 166 — o método da Crédito & Mercado aplicado aos outros seis regimes da carteira

                A decisão que autorizou a busca de 12/08/2026 na sede da Crédito & Mercado (STF, ministro André Mendonça) identifica sete institutos clientes que somaram cerca de R$ 232 milhões no Banco Master: Maceió (R$ 97 mi), São Roque (R$ 93,15 mi), Araras (R$ 29 mi), Santo Antônio de Posse (R$ 7 mi), São Gabriel do Oeste — já vinculado no lote 164 — (R$ 3 mi), Angélica (R$ 2 mi) e Campo Grande (R$ 1,2 mi); mais Congonhas, mapeado à parte por ata própria, totalizam ao menos oito. Este lote cria a relação formal entre a consultoria e os seis que faltavam. Dois achados repetem o padrão do SGOPrev — parecer datado que contradiz a negativa pública geral da empresa: em Araras, a consultoria produziu em fevereiro de 2024 um parecer sobre letras financeiras do Master; em São Roque, o relatório final da CPI municipal aponta que a Crédito & Mercado acumulava o papel de emitir pareceres de investimento e de implementar o programa Pró-Gestão RPPS no mesmo instituto — conflito de interesse que a CPI usa para questionar a suficiência dos pareceres e recomendar medidas contra a consultoria. Em Maceió, a PF vai além do parecer: aponta que a consultoria conduziu o credenciamento do Master e formou a documentação das operações, terceirização imprópria da competência administrativa do instituto — a consultoria nega, alegando confusão da PF sobre a natureza das Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) que produziu. ACHADO À PARTE: o CEO da consultoria, Renan Foglia Calamia, já havia sido condenado em 19/01/2026 por gestão temerária em caso anterior e não relacionado ao Master — a recomendação, em 2017, quando a empresa ainda se chamava PAR Engenharia Financeira, de aplicação de R$ 1,5 milhão do mesmo Iprem de Santo Antônio de Posse no fundo Horus Vetor. É o mesmo instituto que, quase uma década depois, voltou a investir por indicação da mesma consultoria — agora no Master. Corrigida também uma duplicação de frase pré-existente no verbete de Renan Foglia Calamia.

                  Registros afetados: Crédito e Mercado, Renan Foglia Calamia, Serviço de Previdência Social do Município de Araras (Araprev), Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (Iprem-Posse), São Roque Previdência (São Roque Prev), Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (Iprev), IPA de Angélica, IMPCG

                • Lote 165 — a ata notarial: Karina Gama registra em cartório suposta pressão para delatar Flávio Bolsonaro

                  Durante os mandados de busca e apreensão da Operação Make Up, cumpridos em 10/09/2026 (lote 158/159), a PF encontrou e apreendeu uma ata notarial em que Karina Ferreira da Gama relata ter sido pressionada por ao menos quatro pessoas ligadas ao governo Lula, sob a insinuação de prisão, a prestar depoimento incriminando o senador Flávio Bolsonaro. Entre os apontados está Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, que nega qualquer contato com ela — os demais não foram identificados pela imprensa, entre eles uma figura religiosa descrita como próxima do Palácio do Planalto. À imprensa, no mesmo dia, Karina Gama detalhou o episódio: pessoas que se identificaram como oficiais de justiça sem exibir documentação teriam tocado a campainha de sua casa por volta das 21h, e um pastor evangélico de Brasília, apontado como próximo à esquerda, teria oferecido ajuda e sugerido delação premiada. Ela reafirma não ter o que delatar sobre o financiamento do filme: nega ter arrecadado dinheiro ou tratado com financiadores, diz ter apenas prestado serviços de produção, e afirma ter recebido recursos do fundo Havengate sem nunca saber quem o financiava — declaração que contrasta com o achado do lote 159, de que a Moneycorp Banco de Câmbio foi a maior remetente de recursos à Go Up Entertainment no período apurado. O achado é registrado como alegação (classe A), atribuída à própria Karina Gama via o documento apreendido, com a negativa de Fernando Sarney anexada como cited_position; a existência do episódio de pressão em si (classe C) é corroborada por duas coberturas independentes.

                    Registros afetados: Karina Ferreira da Gama, Fernando Sarney, PF deflagra a Operação Make Up e cai o sigilo da decisão que a autorizou

                    Arte de divulgação gerada por inteligência artificial: Lote 165 — a ata notarial: Karina Gama registra em cartório suposta pressão para delatar Flávio Bolsonaro
                    Ilustração gerada por IA
                  • Lote 164 — os seis compradores pequenos: cinco institutos de MS e um de Pernambuco

                    Fecha a lista original dos dezoito compradores institucionais do Banco Master com os seis regimes próprios que faltavam: Fátima do Sul, Jateí, São Gabriel do Oeste, Angélica e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e Paulista, em Pernambuco. Cinco deles estão sob uma única auditoria do TCE-MS, aberta por representação do Ministério Público de Contas estadual — R$ 16 milhões somados, processo sem prazo de conclusão. Cada caso tem um traço próprio. Fátima do Sul (R$ 7 milhões, mais de 15% do fundo) levou o prefeito atual a estudar lei restringindo aplicações a bancos oficiais. Angélica (R$ 2 milhões) é o único caso de resgate integral, feito semanas antes da liquidação — mas ainda assim concentrou sete dos mandados das operações Zehirut e Charitzut, porque a investigação mira o processo de decisão, não o prejuízo. Campo Grande (R$ 1,2 milhão, atualizado para R$ 1.427.000,00) processa o Master por compensação de créditos usando valores de consignados — o mesmo mecanismo jurídico que o Rioprevidência usa em escala maior — e é o único caso que alcança uma autoridade em exercício: o instituto era presidido, em 2024, por Camilla Nascimento, hoje vice-prefeita da capital, alvo da Operação Presciência (25/08/2026). São Gabriel do Oeste (R$ 3,4 milhões) produz o achado mais estrutural do lote: um parecer técnico datado, de 12/09/2025, da consultoria Crédito & Mercado — já mapeada no acervo como assessora de sete regimes próprios que compraram Master — aprovando o banco dois meses antes da liquidação. Esse documento específico contradiz a negativa pública e geral que a mesma consultoria deu em agosto de 2026, de nunca ter sido consultada sobre o tema; São Gabriel do Oeste passa a ser o oitavo regime próprio ligado à empresa. Paulista, em Pernambuco (R$ 3 milhões), é o único caso fora de Mato Grosso do Sul e o único em que a própria prefeitura admite que a decisão de 2024 foi tomada contra o parecer da consultoria contratada e sem aprovação do Comitê de Investimentos — irregularidade formal anterior à crise do banco, hoje apurada pela Operação Take Over (10/06/2026) por suspeita de propina a gestores. Jateí (R$ 2,5 milhões) permanece o caso mais pobre em fontes: sem parecer, ata ou data precisa localizados, apenas o valor e a resposta institucional via ADIMP-MS. Com este lote, os dezoito compradores originais estão todos no acervo como entidades próprias.

                      Registros afetados: IPREFSUL, JATEIPREV, SGOPrev, IPA de Angélica, IMPCG, PreviPaulista, Crédito e Mercado, Banco Master

                      Arte de divulgação gerada por inteligência artificial: Lote 164 — os seis compradores pequenos: cinco institutos de MS e um de Pernambuco
                      Ilustração gerada por IA
                    • Lote 163 — reconciliando os números do Rioprevidência: de R$ 970 milhões a R$ 3,7 bilhões

                      O acervo trazia três cifras para o mesmo caso, sem explicar a diferença entre elas. Este lote monta a linha do tempo e resolve duas das três lacunas. Os R$ 970 milhões são o núcleo original: nove operações em letras financeiras entre novembro de 2023 e julho de 2024, objeto da Operação Barco de Papel (23/01/2026), com Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente, preso, e um mecanismo de recuperação judicial já em curso desde dezembro de 2025 — retenção via desconto de consignados, com liquidação prevista em cerca de dois anos, segundo a própria autarquia. A partir de dezembro de 2024, mesmo depois de dois alertas formais do TCE-RJ (maio e outubro de 2025), o fundo abriu uma segunda frente, agora em cotas de fundos administrados pelo próprio grupo Master — os fundos Arena (mais de R$ 1 bilhão acumulado, rentabilidade de 4,05% contra 9,31% do CDI), Revolution e Texas (este, R$ 100 milhões reduzidos a R$ 75,751 milhões em um mês), mais R$ 301 milhões em três letras financeiras adicionais 'sem qualquer transparência'. A auditoria do TCE somava essa segunda frente a R$ 2,6 bilhões em 25/11/2025; a Polícia Federal, reapurando o mesmo conjunto seis meses depois, na 8ª fase da Compliance Zero, chegou a R$ 2,01 bilhões — crescimento consistente com o intervalo entre as duas contagens. Somados ao núcleo original, dão os 'cerca de R$ 3 bilhões' que a imprensa registrou em 26/05/2026. A terceira cifra, os R$ 3,7 bilhões citados pela PGR na mesma data, permanece sem explicação encontrada: fica registrada como inferência fraca, não confirmada, a hipótese de que incorpore juros e correção monetária ou perdas projetadas que a conta da PF não soma ao principal. Uma quarta cifra, os R$ 6,5 bilhões de uma auditoria extraordinária mais ampla do TCE, é expressamente desqualificada como comparável: cobre também o Banco Genial (mera custódia, sem exposição de crédito), a Mirae Asset e o Banco Digimais. Entram ainda no acervo: o valor mais preciso do aporte da Cedae, R$ 237 milhões (não R$ 200 milhões, como constava do lote anterior), com a nota da estatal de que seguiu suas políticas de compliance; o registro de que o Ministério da Previdência já contava 19 entes federativos com aplicação no Master até fevereiro de 2026, um a mais que os dezoito que abriram esta frente — o décimo nono segue não identificado; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, terceiro dirigente do Rioprevidência nomeado como alvo da Barco de Papel.

                        Registros afetados: RioPrevidência, Banco Master, Cedae, Cláudio Castro, Deivis Marcon Antunes

                        Arte de divulgação gerada por inteligência artificial: Lote 163 — reconciliando os números do Rioprevidência: de R$ 970 milhões a R$ 3,7 bilhões
                        Ilustração gerada por IA

                      Trilha de auditoria completa: histórico de commits em /data.