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Pessoa · Policial

Marilson Roseno da Silva

Policial federal aposentado, alvo da Operação Compliance Zero

18 conexões3 eventos9 fontes oficiais15 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

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Resumo

Policial federal aposentado, apontado pela Polícia Federal como líder operacional do núcleo apelidado de 'A Turma' — descrito pela corporação como composto por policiais federais da ativa e aposentados, bicheiros e milicianos, e financiado por Henrique Moura Vorcaro. Segundo a apuração, cooptou policiais para consultas indevidas em sistemas internos em favor da família Vorcaro, com o objetivo de descobrir o teor de inquérito em que Henrique Vorcaro fora intimado, negociando valores com o pai do banqueiro e pedindo '800k'. Os policiais foram identificados na 6ª fase da operação, em 14/05/2026: o agente Anderson Wander da Silva Lima e a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, da ativa, e os aposentados Francisco José Pereira da Silva e Sebastião Monteiro Júnior. Preso preventivamente em 04/03/2026 na 3ª fase, foi transferido em 15/05/2026 para presídio federal em Brasília, por determinação de Mendonça, sob o fundamento de que continuava recebendo informações sigilosas sobre operações policiais mesmo preso. Não há denúncia oferecida nem julgamento. Dados funcionais: tem 56 anos, ingressou na Polícia Federal por concurso em 2008 e está aposentado desde 2022, recebendo cerca de R$ 21,9 mil mensais de aposentadoria. A REPRESENTAÇÃO DA PF que fundamenta a 6ª fase (maio de 2026, lote 196, PET 15.978) traz o fundamento concreto da transferência para o presídio federal: já preso, soube por colegas de cárcere não identificados que a PF havia buscado sua residência em 13/03/2026 — nove dias após sua prisão —, e recusou-se a identificar a fonte alegando risco à sua segurança ("Doutor, eu tô correndo um risco grande lá que o senhor não tem noção"). O mesmo documento revela consultas ilegais dele ao sistema ePol, já na ativa, com os termos "André Beraldo Vorcaro", "Daniel Vorcaro", "Daniel Bueno Vorcaro" e "Banco Máxima", entre 7 e 13/12/2021 — quase três anos antes do episódio do drone de 2024, a evidência mais antiga do acervo de um vínculo dele com o interesse da família Vorcaro. A ANÁLISE DO SEU PRÓPRIO CELULAR (IPJ nº 1752768/2026, lote 207, PET 15.978) revela que mantinha conta secundária de WhatsApp Business associada a número da Turquia, sob o codinome "MISTER", com mensagens temporárias auto-apagáveis. Em oitiva, tentou desqualificar as acusações contra si como "fake news", dizendo que gravava áudios falsos a pedido de Mourão sem receber nada em troca — versão que a PF considera contraditória, já que ele próprio relatou, na mesma oitiva, um padrão recorrente de dois anos em que Vorcaro o questionava todo fim de ano sobre mandados de prisão pendentes contra o grupo. Confirmou usar o codinome "SP" ou "São Paulo" para se referir a Daniel Vorcaro, só depois de negar inicialmente.

Por que está no Novelo?

É apontado pela Polícia Federal como o agente aposentado que teria cooptado policiais para acessar informações sigilosas em favor da família Vorcaro.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Versão apresentadapor Marilson Roseno da Silva· 02/04/2026

    RESOLVIDO (lote 185): primeira manifestação dele localizada no corpus, em petição de 02/04/2026 pedindo a revogação da prisão preventiva. Não nega os fatos centrais (coleta e repasse de informações), mas argumenta ausência de violência ou ameaça atribuída a ele, contato apenas com Mourão (já falecido) e não com Vorcaro, cooperação integral com a PF (interrogatório de 26/03/2026) e ausência de recomendação da PGR pela prisão. Cita também dependentes familiares.

    Fontes: Supremo Tribunal Federal — defesa de Marilson Roseno da Silva

  • Versão apresentadapor Marilson Roseno da Silva· 21/07/2026

    ATUALIZAÇÃO (lote 187): em manifestação de 21/07/2026 sobre o próprio pedido de revogação acima, a PGR opinou pelo indeferimento, caracterizando-o como 'um dos principais operadores do núcleo de coerção da organização criminosa' — linguagem mais forte que a usada em documentos anteriores. A referência dele à 'ausência de recomendação da PGR' dizia respeito à manifestação original sobre o decreto de prisão (março de 2026), não a esta manifestação, na qual a PGR se posiciona contra a soltura.

    Fontes: Ministério Público Federal — Procuradoria-Geral da República

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • As imputações são da autoridade policial, sem juízo de mérito.
  • Há divergência entre fontes sobre a natureza do pagamento: reportagem de fevereiro de 2026 registra que ele ouviu que receberia R$ 400 mil; relatório da PF divulgado em junho de 2026, veiculado sobretudo por veículos de menor porte, aponta R$ 400 mil MENSAIS repassados por Henrique Vorcaro, além de pagamentos por Pix, presentes e bônus de fim de ano. A equipe não localizou a versão mensal em veículos de grande porte.
  • RESOLVIDO EM PARTE (lote 170): a leitura direta da representação da PF de 27/02/2026 mostra que os dois enquadramentos coexistem — Mourão comandava o núcleo 'A Turma' a mando de Vorcaro, enquanto Marilson Roseno atuava como líder operacional em campo, identificado pela PF a partir de um episódio em que rastreou, a pedido de Vorcaro, o responsável por um drone sobre a residência do banqueiro em Belo Horizonte — seu próprio ingresso no condomínio, em 06/04/2024, ficou registrado no controle de visitantes autorizados por Vorcaro.

Linha do tempo3

Mais bem documentadas12

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

Relações por categoria18

Institucional 1

One Investimentos· escritório onde ele se reuniu na véspera da 3ª faseDDocumental diretoNão verificadodesde 03/03/2026
InstitucionalInstitucionalconfiança 70%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a decisão de 13/05/2026, Marilson Roseno da Silva se reuniu no escritório da One Investimentos em 03/03/2026 — véspera da 3ª fase da Operação Compliance Zero. O acervo registra o local do encontro, sem imputar conduta à empresa.

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Societário 1

Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial Ltda· sócio-administradorDDocumental diretoVerificado
SocietárioSocietárioconfiança 85%

Por que estes nós estão conectados?

Marilson Roseno da Silva é sócio-administrador da Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial, apontada pela PF como o veículo formal pelo qual os repasses mensais chegavam a ele e ao núcleo 'A Turma'.

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoA decisão de 13/05/2026 descreve capítulo específico sobre lavagem de capitais praticada por Marilson Roseno da Silva a partir de Erlene Nonato Lacerda (gestora financeira informal, recebedora formal de dois pagamentos de R$ 50 mil da King Participações que seriam na verdade destinados a Marilson) e Helder Alves de Lima (contador da Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial, emissor das notas fiscais que formalizavam os repasses), identificando estrutura empresarial e patrimonial destinada ao financiamento dos núcleos "A Turma" e "Os Meninos".

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Financeiro / comercial 2

Erlene Nonato Lacerda· interposta pessoa e gestora financeira informalDDocumental diretoNão verificadodesde 13/05/2026
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 80%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a decisão de 13/05/2026, Erlene Nonato Lacerda administrava pagamentos, receitas e despesas de Marilson Roseno da Silva sem vínculo empregatício formal e recebeu, em nome próprio, dois pagamentos de R$ 50 mil da King Participações que, segundo a PF, destinavam-se a ele.

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoA decisão de 13/05/2026 descreve capítulo específico sobre lavagem de capitais praticada por Marilson Roseno da Silva a partir de Erlene Nonato Lacerda (gestora financeira informal, recebedora formal de dois pagamentos de R$ 50 mil da King Participações que seriam na verdade destinados a Marilson) e Helder Alves de Lima (contador da Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial, emissor das notas fiscais que formalizavam os repasses), identificando estrutura empresarial e patrimonial destinada ao financiamento dos núcleos "A Turma" e "Os Meninos".

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Helder Alves de Lima· contador que emitia as notas fiscais dos repassesDDocumental diretoNão verificadodesde 13/05/2026
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 80%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a decisão de 13/05/2026, Helder Alves de Lima, contador da Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial, emitia as notas fiscais que davam aparência de regularidade contábil aos pagamentos recebidos por Marilson Roseno da Silva.

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoA decisão de 13/05/2026 descreve capítulo específico sobre lavagem de capitais praticada por Marilson Roseno da Silva a partir de Erlene Nonato Lacerda (gestora financeira informal, recebedora formal de dois pagamentos de R$ 50 mil da King Participações que seriam na verdade destinados a Marilson) e Helder Alves de Lima (contador da Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial, emissor das notas fiscais que formalizavam os repasses), identificando estrutura empresarial e patrimonial destinada ao financiamento dos núcleos "A Turma" e "Os Meninos".

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Profissional 5

A Turma· líder de campo do núcleoDDocumental diretoNão verificadodesde 13/05/2026
ProfissionalProfissionalconfiança 85%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a representação da PF, Marilson Roseno da Silva era o líder operacional em campo de 'A Turma', posição que esclarece a divergência de enquadramento entre imprensa e decisão do STF já registrada no acervo.

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoSegundo a representação da PF, Luiz Phillipi Mourão ('Sicário') comandava, a mando de Daniel Vorcaro, o núcleo de intimidação apelidado 'A Turma', remunerado em R$ 1 milhão por mês via a empresa King, enquanto o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva atuava como líder operacional do grupo em campo — identificado pela PF a partir de um episódio em que rastreou, a pedido de Vorcaro, o responsável por um drone sobre a residência do banqueiro em Belo Horizonte, e cujo ingresso no condomínio, em 06/04/2024, foi confirmado pelos registros de visitantes autorizados por Vorcaro.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Luiz Phillipi Mourão· comandava, com Marilson Roseno como líder de campo da TurmaDDocumental diretoNão verificado
ProfissionalProfissionalconfiança 80%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a representação da PF, Mourão comandava o núcleo 'A Turma' a mando de Vorcaro, com Marilson Roseno da Silva atuando como líder operacional em campo — esclarecendo a divergência de enquadramento entre imprensa e decisão do STF já registrada no acervo.

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoSegundo a representação da PF, Luiz Phillipi Mourão ('Sicário') comandava, a mando de Daniel Vorcaro, o núcleo de intimidação apelidado 'A Turma', remunerado em R$ 1 milhão por mês via a empresa King, enquanto o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva atuava como líder operacional do grupo em campo — identificado pela PF a partir de um episódio em que rastreou, a pedido de Vorcaro, o responsável por um drone sobre a residência do banqueiro em Belo Horizonte, e cujo ingresso no condomínio, em 06/04/2024, foi confirmado pelos registros de visitantes autorizados por Vorcaro.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Anderson Wander da Silva Lima· agente da ativa apontado como fornecedor de informaçõesCCorroboradoDisputado
ProfissionalProfissionalconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a PF, atuava como 'longa manus' de Marilson Roseno da Silva, realizando consultas em sistemas restritos da corporação mediante propina.

Eventos: 6ª fase da Compliance Zero identifica os policiais cooptados: um preso, uma delegada afastada

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoOs policiais antes referidos genericamente como 'ao menos três' foram identificados na 6ª fase da Operação Compliance Zero, em 14/05/2026. Da ativa: o agente Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência da PF no Rio de Janeiro, preso preventivamente e descrito pela corporação como 'agente infiltrado funcionalmente na Polícia Federal em benefício da organização criminosa' e 'longa manus' de Marilson Roseno da Silva; e a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, de Minas Gerais, afastada preventivamente do cargo, com proibição de contato com outros policiais, de acesso a instalações da PF, proibição de deixar o país e entrega de passaporte. Aposentados: Francisco José Pereira da Silva, marido da delegada, apontado como intermediário, alvo de busca e apreensão; e Sebastião Monteiro Júnior, preso. Nenhum foi julgado, e não há denúncia oferecida: trata-se de imputação da autoridade policial acolhida em cognição sumária para fins cautelares.
  • CCorroboradoSegundo a decisão da 6ª fase, as consultas indevidas não ficaram na tentativa: a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva acessou, sem atribuição legal e pelo sistema e-Pol, inquérito de 2024 da Superintendência da PF em São Paulo — exatamente aquele em que Henrique Vorcaro havia sido intimado. A decisão registra que ela e o marido seriam responsáveis 'pelo repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno da Silva, mediante consultas indevidas ao sistema e-Pol', e que 'o conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação'. Em busca contra Henrique Vorcaro, a PF apreendeu ainda documento impresso extraído do sistema Sinapse, banco de inteligência de acesso restrito, com captura de tela contendo consulta detalhada aos dados pessoais de Augusto Conte, ex-sócio de Vorcaro. Segundo a corporação, o núcleo teria acessado sistemas com dados da PF, do MPF e ainda do FBI e da Interpol, com Luiz Phillipi Mourão coordenando extrações mediante uso de credenciais funcionais de terceiros para burlar protocolos de segurança.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Francisco José Pereira da Silva· intermediário apontado no repasseCCorroboradoDisputado
ProfissionalProfissionalconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a decisão da 6ª fase, repassava a Marilson Roseno da Silva as informações obtidas nas consultas indevidas.

Eventos: 6ª fase da Compliance Zero identifica os policiais cooptados: um preso, uma delegada afastada

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoOs policiais antes referidos genericamente como 'ao menos três' foram identificados na 6ª fase da Operação Compliance Zero, em 14/05/2026. Da ativa: o agente Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência da PF no Rio de Janeiro, preso preventivamente e descrito pela corporação como 'agente infiltrado funcionalmente na Polícia Federal em benefício da organização criminosa' e 'longa manus' de Marilson Roseno da Silva; e a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, de Minas Gerais, afastada preventivamente do cargo, com proibição de contato com outros policiais, de acesso a instalações da PF, proibição de deixar o país e entrega de passaporte. Aposentados: Francisco José Pereira da Silva, marido da delegada, apontado como intermediário, alvo de busca e apreensão; e Sebastião Monteiro Júnior, preso. Nenhum foi julgado, e não há denúncia oferecida: trata-se de imputação da autoridade policial acolhida em cognição sumária para fins cautelares.
  • CCorroboradoSegundo a decisão da 6ª fase, as consultas indevidas não ficaram na tentativa: a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva acessou, sem atribuição legal e pelo sistema e-Pol, inquérito de 2024 da Superintendência da PF em São Paulo — exatamente aquele em que Henrique Vorcaro havia sido intimado. A decisão registra que ela e o marido seriam responsáveis 'pelo repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno da Silva, mediante consultas indevidas ao sistema e-Pol', e que 'o conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação'. Em busca contra Henrique Vorcaro, a PF apreendeu ainda documento impresso extraído do sistema Sinapse, banco de inteligência de acesso restrito, com captura de tela contendo consulta detalhada aos dados pessoais de Augusto Conte, ex-sócio de Vorcaro. Segundo a corporação, o núcleo teria acessado sistemas com dados da PF, do MPF e ainda do FBI e da Interpol, com Luiz Phillipi Mourão coordenando extrações mediante uso de credenciais funcionais de terceiros para burlar protocolos de segurança.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Valéria Vieira Pereira da Silva· delegada apontada como fornecedora de informaçõesCCorroboradoDisputado
ProfissionalProfissionalconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a decisão da 6ª fase, acessou sem atribuição legal, pelo sistema e-Pol, o inquérito em que Henrique Vorcaro fora intimado, repassando o conteúdo a Marilson Roseno da Silva.

Eventos: 6ª fase da Compliance Zero identifica os policiais cooptados: um preso, uma delegada afastada

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoOs policiais antes referidos genericamente como 'ao menos três' foram identificados na 6ª fase da Operação Compliance Zero, em 14/05/2026. Da ativa: o agente Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência da PF no Rio de Janeiro, preso preventivamente e descrito pela corporação como 'agente infiltrado funcionalmente na Polícia Federal em benefício da organização criminosa' e 'longa manus' de Marilson Roseno da Silva; e a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, de Minas Gerais, afastada preventivamente do cargo, com proibição de contato com outros policiais, de acesso a instalações da PF, proibição de deixar o país e entrega de passaporte. Aposentados: Francisco José Pereira da Silva, marido da delegada, apontado como intermediário, alvo de busca e apreensão; e Sebastião Monteiro Júnior, preso. Nenhum foi julgado, e não há denúncia oferecida: trata-se de imputação da autoridade policial acolhida em cognição sumária para fins cautelares.
  • CCorroboradoSegundo a decisão da 6ª fase, as consultas indevidas não ficaram na tentativa: a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva acessou, sem atribuição legal e pelo sistema e-Pol, inquérito de 2024 da Superintendência da PF em São Paulo — exatamente aquele em que Henrique Vorcaro havia sido intimado. A decisão registra que ela e o marido seriam responsáveis 'pelo repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno da Silva, mediante consultas indevidas ao sistema e-Pol', e que 'o conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação'. Em busca contra Henrique Vorcaro, a PF apreendeu ainda documento impresso extraído do sistema Sinapse, banco de inteligência de acesso restrito, com captura de tela contendo consulta detalhada aos dados pessoais de Augusto Conte, ex-sócio de Vorcaro. Segundo a corporação, o núcleo teria acessado sistemas com dados da PF, do MPF e ainda do FBI e da Interpol, com Luiz Phillipi Mourão coordenando extrações mediante uso de credenciais funcionais de terceiros para burlar protocolos de segurança.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Alegação investigativa 9

Alina Boueres· login usado para consultas sobre Vorcaro, segundo a PFAAlegaçãoNão verificadodesde mar/2025
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 55%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a representação da PF de maio de 2026, o login institucional da servidora do MPF Alina Boueres foi usado de forma reiterada, entre março e julho de 2025, em consultas ao sistema Único do MPF sobre Daniel Vorcaro — apuração que a PF vincula ao núcleo de obtenção de informações sigilosas operado por Marilson Roseno da Silva. A representação não estabelece que ela própria tenha feito as consultas.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • DDocumental diretoEntre fevereiro de 2024 e julho de 2025, a organização de Daniel Vorcaro, por meio de Felipe Mourão, acessou reiteradamente o sistema Único do Ministério Público Federal usando o login institucional da servidora Alina Boueres (matrícula 14.103, lotada no gabinete PR4-MNM), obtendo consultas processuais sobre: o inquérito da DELECOR/DRPJ/SR/PF/SP envolvendo Nelson Tanure, Daniel Vorcaro, Gilberto Benevides e Maurício Quadrado (Gafisa/Planner Trustee), aberto a partir de notícia-crime de Vladimir Timerman; seis procedimentos sigilosos relacionados a Daniel Vorcaro; e uma busca cruzada pelos termos "BRB AND MASTER" para mapear qualquer investigação envolvendo o banco e sua aquisição pelo BRB. Em 23/03/2024, uma primeira tentativa de acesso ao inquérito da notícia-crime de Timerman foi barrada por sigilo máximo; no dia seguinte, 24/03/2024, o mesmo inquérito foi acessado integralmente pelo login de Alina Boueres.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

André Velloso Martins· consultou processo SEI a pedido dele, segundo a PFAAlegaçãoNão verificadodesde mar/2024
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a análise do celular de Marilson Roseno da Silva (IPJ nº 1752768/2026), o escrivão da Polícia Federal André Velloso Martins atendeu, em março de 2024, a pedidos de Marilson para consultar um processo SEI que se revelou vinculado ao inquérito em que Henrique Moura Vorcaro era investigado.

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Daniel Souza Iost· login usado em consulta sobre o CPF de Vorcaro, segundo a PFAAlegaçãoNão verificadodesde 23/07/2025
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 55%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a representação da PF de maio de 2026, o login institucional do servidor do MPF Daniel Souza Iost foi usado em 23/07/2025 para consulta ao sistema Único do MPF com o CPF de Daniel Bueno Vorcaro como parâmetro, retornando 15 procedimentos, 11 deles sigilosos. A representação não estabelece que ele próprio tenha feito a consulta.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Daniel Vorcaro· acionava o líder de campo do núcleo de intimidação, segundo a PFAAlegaçãoNão verificadodesde 13/05/2026
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a representação da PF, Marilson Roseno da Silva atuava como líder de campo de 'A Turma', recebendo por intermédio de Luiz Phillipi Mourão os R$ 400 mil mensais destinados ao núcleo e executando as demandas que partiam de Daniel Vorcaro. Os dois coocorrem em oito documentos oficiais do acervo sem que a ligação estivesse registrada.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • DDocumental diretoSegundo a representação da PF, Luiz Phillipi Mourão ('Sicário') comandava, a mando de Daniel Vorcaro, o núcleo de intimidação apelidado 'A Turma', remunerado em R$ 1 milhão por mês via a empresa King, enquanto o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva atuava como líder operacional do grupo em campo — identificado pela PF a partir de um episódio em que rastreou, a pedido de Vorcaro, o responsável por um drone sobre a residência do banqueiro em Belo Horizonte, e cujo ingresso no condomínio, em 06/04/2024, foi confirmado pelos registros de visitantes autorizados por Vorcaro.
  • DDocumental diretoSegundo mensagem de WhatsApp de Luiz Phillipi Mourão a Daniel Vorcaro, transcrita na decisão de 13/05/2026, Vorcaro repassava R$ 1 milhão mensal a Mourão, que o dividia em R$ 400 mil para o núcleo "A Turma" (repassados a Marilson Roseno da Silva) e R$ 75 mil para cada um de seis integrantes do núcleo "Os Meninos" (incluindo o próprio Mourão, "o DCM e mais dois editores"), além de bônus eventuais.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Henrique Vorcaro· negociação de valores por consultas indevidas, segundo a PFAAlegaçãoNão verificadodesde fev/2026
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 40%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a Polícia Federal, o policial aposentado pediu ao pai do banqueiro para não deixá-lo 'à deriva', teria ouvido que receberia R$ 400 mil e pediu '800k', em negociação ligada a consultas indevidas em sistemas internos da corporação para descobrir o teor de inquérito em que Henrique fora intimado.

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo a PF, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva procurou ao menos três policiais para consultas indevidas em sistemas internos, com o objetivo de descobrir o teor de inquérito em que Henrique Vorcaro fora intimado; nas negociações pediu a Henrique para não o deixar 'à deriva', ouviu que receberia R$ 400 mil e pediu '800k'. ATUALIZAÇÃO: os policiais foram identificados na 6ª fase da operação, em 14/05/2026 — ver ev-policiais-cooptados-identificados-6a-fase. Relatório posterior da PF, veiculado em junho de 2026 sobretudo por veículos de menor porte, aponta R$ 400 mil mensais, e não valor único; a divergência fica registrada.

Posição dos envolvidos

  • Posição não localizada

    O corpus não registra manifestação de Marilson Roseno da Silva nem de Henrique Vorcaro sobre essas mensagens.

    Fontes: Metrópoles (coluna Grande Angular)

Marcílio de Abreu Brito· respondeu a consulta sobre lista de nomes, segundo a PFAAlegaçãoNão verificadodesde 10/09/2025
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a análise do celular de Marilson Roseno da Silva (IPJ nº 1752768/2026), o agente da Polícia Federal Marcílio de Abreu Brito respondeu a Marilson, em 10/09/2025, que 'não teria nada na PF' sobre uma lista de nomes escrita à mão que incluía Henrique Moura Vorcaro.

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Márcio Tavares Diniz· pedido de 'ajuda' com provável contrapartida, segundo a PFAAlegaçãoNão verificadodesde 04/07/2023
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a análise do celular de Marilson Roseno da Silva (IPJ nº 1752768/2026), em 04/07/2023 Marilson pediu 'ajuda' ao agente da Polícia Federal Márcio Tavares Diniz em troca do que a PF lê como provável recompensa financeira.

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Marcos Antônio Lauria· verificou registro de arma a pedido dele, segundo a PFAAlegaçãoNão verificadodesde 31/01/2025
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a análise do celular de Marilson Roseno da Silva (IPJ nº 1752768/2026), o agente da Polícia Federal Marcos Antônio Lauria atendeu, em 31/01/2025, a pedido de Marilson para verificar o registro de uma arma de fogo a partir do número de série, enviando print de sistema interno.

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Nayara Maria Dias Albuquerque de Sá· e-mail funcional usado em pedidos de remoção de conteúdo, segundo a PFAAlegaçãoNão verificadodesde out/2024
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 55%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a representação da PF de 27/02/2026, o e-mail funcional da servidora do Ministério Público do Ceará Nayara Maria Dias Albuquerque de Sá foi usado, em outubro de 2024, para enviar pedidos de remoção de contas a plataformas digitais em nome de ofício atribuído ao órgão. A representação não estabelece que ela própria tenha enviado os pedidos.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos18

Evidências15

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • DDocumental direto

    Entre fevereiro de 2024 e julho de 2025, a organização de Daniel Vorcaro, por meio de Felipe Mourão, acessou reiteradamente o sistema Único do Ministério Público Federal usando o login institucional da servidora Alina Boueres (matrícula 14.103, lotada no gabinete PR4-MNM), obtendo consultas processuais sobre: o inquérito da DELECOR/DRPJ/SR/PF/SP envolvendo Nelson Tanure, Daniel Vorcaro, Gilberto Benevides e Maurício Quadrado (Gafisa/Planner Trustee), aberto a partir de notícia-crime de Vladimir Timerman; seis procedimentos sigilosos relacionados a Daniel Vorcaro; e uma busca cruzada pelos termos "BRB AND MASTER" para mapear qualquer investigação envolvendo o banco e sua aquisição pelo BRB. Em 23/03/2024, uma primeira tentativa de acesso ao inquérito da notícia-crime de Timerman foi barrada por sigilo máximo; no dia seguinte, 24/03/2024, o mesmo inquérito foi acessado integralmente pelo login de Alina Boueres.

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  • CCorroborado

    Os policiais antes referidos genericamente como 'ao menos três' foram identificados na 6ª fase da Operação Compliance Zero, em 14/05/2026. Da ativa: o agente Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência da PF no Rio de Janeiro, preso preventivamente e descrito pela corporação como 'agente infiltrado funcionalmente na Polícia Federal em benefício da organização criminosa' e 'longa manus' de Marilson Roseno da Silva; e a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, de Minas Gerais, afastada preventivamente do cargo, com proibição de contato com outros policiais, de acesso a instalações da PF, proibição de deixar o país e entrega de passaporte. Aposentados: Francisco José Pereira da Silva, marido da delegada, apontado como intermediário, alvo de busca e apreensão; e Sebastião Monteiro Júnior, preso. Nenhum foi julgado, e não há denúncia oferecida: trata-se de imputação da autoridade policial acolhida em cognição sumária para fins cautelares.

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  • CCorroborado

    Segundo a decisão da 6ª fase, as consultas indevidas não ficaram na tentativa: a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva acessou, sem atribuição legal e pelo sistema e-Pol, inquérito de 2024 da Superintendência da PF em São Paulo — exatamente aquele em que Henrique Vorcaro havia sido intimado. A decisão registra que ela e o marido seriam responsáveis 'pelo repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno da Silva, mediante consultas indevidas ao sistema e-Pol', e que 'o conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação'. Em busca contra Henrique Vorcaro, a PF apreendeu ainda documento impresso extraído do sistema Sinapse, banco de inteligência de acesso restrito, com captura de tela contendo consulta detalhada aos dados pessoais de Augusto Conte, ex-sócio de Vorcaro. Segundo a corporação, o núcleo teria acessado sistemas com dados da PF, do MPF e ainda do FBI e da Interpol, com Luiz Phillipi Mourão coordenando extrações mediante uso de credenciais funcionais de terceiros para burlar protocolos de segurança.

    O conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação.

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  • DDocumental direto

    Segundo a representação da PF, Luiz Phillipi Mourão ('Sicário') comandava, a mando de Daniel Vorcaro, o núcleo de intimidação apelidado 'A Turma', remunerado em R$ 1 milhão por mês via a empresa King, enquanto o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva atuava como líder operacional do grupo em campo — identificado pela PF a partir de um episódio em que rastreou, a pedido de Vorcaro, o responsável por um drone sobre a residência do banqueiro em Belo Horizonte, e cujo ingresso no condomínio, em 06/04/2024, foi confirmado pelos registros de visitantes autorizados por Vorcaro.

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  • DDocumental direto

    Segundo mensagem de WhatsApp de Luiz Phillipi Mourão a Daniel Vorcaro, transcrita na decisão de 13/05/2026, Vorcaro repassava R$ 1 milhão mensal a Mourão, que o dividia em R$ 400 mil para o núcleo "A Turma" (repassados a Marilson Roseno da Silva) e R$ 75 mil para cada um de seis integrantes do núcleo "Os Meninos" (incluindo o próprio Mourão, "o DCM e mais dois editores"), além de bônus eventuais.

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  • DDocumental direto

    A decisão de 13/05/2026 descreve capítulo específico sobre lavagem de capitais praticada por Marilson Roseno da Silva a partir de Erlene Nonato Lacerda (gestora financeira informal, recebedora formal de dois pagamentos de R$ 50 mil da King Participações que seriam na verdade destinados a Marilson) e Helder Alves de Lima (contador da Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial, emissor das notas fiscais que formalizavam os repasses), identificando estrutura empresarial e patrimonial destinada ao financiamento dos núcleos "A Turma" e "Os Meninos".

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  • AAlegação

    Segundo a PF, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva procurou ao menos três policiais para consultas indevidas em sistemas internos, com o objetivo de descobrir o teor de inquérito em que Henrique Vorcaro fora intimado; nas negociações pediu a Henrique para não o deixar 'à deriva', ouviu que receberia R$ 400 mil e pediu '800k'. ATUALIZAÇÃO: os policiais foram identificados na 6ª fase da operação, em 14/05/2026 — ver ev-policiais-cooptados-identificados-6a-fase. Relatório posterior da PF, veiculado em junho de 2026 sobretudo por veículos de menor porte, aponta R$ 400 mil mensais, e não valor único; a divergência fica registrada.

    Atribuída a: Polícia Federal

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  • DDocumental direto

    Em 04/03/2026 o ministro André Mendonça, relator da PET 15556, decretou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva, a pedido da PF.

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  • DDocumental direto

    A Segunda Turma do STF (Mendonça, Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes) manteve por unanimidade, em 20/03/2026, a prisão preventiva de Daniel Vorcaro e outros investigados.

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  • CCorroborado

    Marilson Roseno da Silva, preso preventivamente em 04/03/2026 na 3ª fase da Compliance Zero, foi transferido para presídio federal em Brasília em 15/05/2026, por determinação do ministro André Mendonça, sob o fundamento de que, mesmo preso, continuava recebendo informações sigilosas sobre operações policiais em curso. A decisão descreve 'rede externa ativa capaz de monitorar diligências policiais em curso fora do cárcere' e 'capacidade de manter influência sobre os integrantes do grupo em liberdade', qualificando-o como 'líder operacional' do núcleo apelidado pela corporação de 'A Turma' — descrito como composto por policiais federais da ativa e aposentados, bicheiros e milicianos, e financiado por Henrique Moura Vorcaro.

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  • DDocumental direto

    Segundo a representação da PF de 27/02/2026, houve plano para simular um assalto contra o colunista Lauro Jardim, com o objetivo de intimidá-lo e silenciar sua cobertura sobre o Banco Master. Em 08/06/2025, Vorcaro reagiu a uma matéria dele com 'Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele', ao que Mourão respondeu 'Vou fazer isto'. Em 28/07/2025, Vorcaro escreveu 'Esse lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto', com aval de Mourão ('Pode? Vou olhar isso' / 'Sim').

    Esse lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto

    Atribuída a: Polícia Federal

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  • DDocumental direto

    Comunicado oficial da Polícia Federal: a 10ª fase, deflagrada em 09/07/2026, cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF em Brasília e apura atuação coordenada em redes sociais voltada, em tese, a comprometer a credibilidade do Banco Central, além de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas e a medidas destinadas a interferir em investigações.

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  • CCorroborado

    A decisão de Mendonça descreve o 'Projeto DV', iniciativa de contratar influenciadores e jornalistas para defender o Master e criticar o BC, com propostas de até R$ 2 milhões, tendo Miranda como principal articulador.

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  • AAlegação

    Em depoimento ao gabinete de André Mendonça, Vorcaro disse que as ordens dadas para agredir ou ameaçar adversários foram dadas porque 'estava nervoso' e que não se concretizaram; negou crimes financeiros na venda ao BRB e afirmou ter se aproximado de políticos apenas para sua 'proteção'.

    estava nervoso

    Atribuída a: Daniel Vorcaro

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  • AAlegação

    A família contesta a atribuição do apelido usado pelos investigadores, por considerá-la acusação gravíssima sem prova pública, e afirma que os familiares jamais tiveram conhecimento de envolvimento em atos de violência.

    Atribuída a: Luiz Phillipi Mourão

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Hipóteses e alegações sob análise

  • AAlegaçãoDisputadosegundo Polícia Federal, em representações acolhidas pelo STF

    Daniel Vorcaro teria mantido um núcleo dedicado a monitorar e intimidar adversários, jornalistas e concorrentes.

    O que os documentos não permitem afirmar: O comunicado oficial da PF sobre a 10ª fase confirma que a corporação apura organização voltada à intimidação de jornalistas e ao monitoramento ilícito, mas apurar não é comprovar. Não há denúncia nem decisão de mérito no corpus. O próprio investigado admitiu ter dado ordens de agressão, dizendo que não se concretizaram; a família de um dos apontados contesta a imputação por falta de prova pública, e ele morreu sob custódia antes de se defender.

    Revisão adversarial (03/09/2026): Testou-se a hipótese contrária: se fosse mera retórica, não haveria operação policial autônoma nem comunicado oficial descrevendo intimidação de jornalistas. Por outro lado, nenhuma peça pública no corpus comprova execução dos atos, e o único ato concreto relatado foi negado ou dito não consumado. Mantida como alegação em disputa. Resultado: disputed.

    • Versão apresentadapor Daniel Vorcaro· 02/09/2026

      Vorcaro afirmou que as ordens foram dadas porque 'estava nervoso' e que não se concretizaram.

      Fontes: Jornal de Brasília

    • Negativapor Thiago Miranda· 09/07/2026

      A defesa de Thiago Miranda refutou categoricamente a prática de qualquer ilegalidade e negou conduta destinada a intimidar ou coagir.

      Fontes: Poder360

    • Negativapor Luiz Phillipi Mourão· 13/04/2026

      A família de Luiz Phillipi Mourão contesta a imputação por ausência de prova pública.

      Fontes: CNN Brasil

Fontes23

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Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
16/10/2026
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