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Evento · Declaração

Galípolo é questionado na CAE por aliado do governo e nega carta de R$ 11 bilhões ao FGC

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Descrição

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o presidente do Banco Central foi questionado não pela oposição, mas pelo presidente da comissão, Renan Calheiros, que sustentou que ele teria defendido a venda do Master ao BRB e intercedido para que o FGC socorresse o banco com R$ 11 bilhões, citando correspondência de 18/04/2025. Galípolo respondeu: 'A informação está errada. Não há nenhuma carta com valor de R$ 11 bilhões, o Banco Central jamais tentou viabilizar a venda.' E acrescentou: 'O Banco Central não tem que reagir a pressão. A minha posição é não reagir a pressão.'

Participantes3

Evidências2

  • CCorroborado

    Correção a registro anterior do corpus, em ponto sensível. Gabriel Galípolo NÃO negou ter tratado do Banco Master com ministros do STF: ele confirmou reuniões com Alexandre de Moraes e recusou-se a dizer se o Master foi discutido, invocando dever fiduciário de sigilo — 'eu tenho acesso ao sigilo dos ministros a partir da conversa com eles e com os familiares. E aí eu tenho o dever fiduciário por zelar por esse sigilo'. O relator da CPI registrou expressamente em ata que o presidente do Banco Central 'não afirmou que não tratou de Banco Master', acrescentando que 'a simples negativa do fato questionado não configuraria rompimento das regras de sigilo bancário, mas o depoente não o fez'. Recusar-se a responder não é negar, e o corpus passa a registrar a distinção.

    Não afirmou que não tratou de Banco Master.
  • AAlegação

    Cronologia que enquadra a reunião do Planalto: em novembro de 2024 — um mês ANTES do encontro —, o Banco Central, ainda sob Roberto Campos Neto, já havia enviado termo de compromisso ao Banco Master, assinado por Vorcaro, com prazo de 180 dias para reforço de liquidez, gestão de riscos e reestruturação de governança, além de restrições a operações de crédito; o prazo venceria em maio de 2025. A sequência posterior é documentada: Galípolo assume a presidência da autarquia em janeiro de 2025; em setembro de 2025 a diretoria colegiada barra a compra do Master pelo BRB por falta de documentação sobre viabilidade econômico-financeira; e em 18/11/2025 o Banco Central decreta a liquidação extrajudicial. Ou seja, a mesma autoridade que esteve na sala em dezembro de 2024 é a que barrou a venda e liquidou o banco. O intervalo de doze meses entre o ultimato e a liquidação é o objeto legítimo de escrutínio, e é o que o TCU inspeciona — não é, por si, prova de complacência.

    Atribuída a: Gazeta do Povo, veículo de linha editorial crítica ao governo, e registro das audiências de Galípolo

Documentos0

Nenhum documento ligado.

Fontes3

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Antes e depois

Eventos, atos públicos e transações do corpus até 90 dias antes e depois desta data.

Proximidade temporal não implica causalidade. Esta seção lista apenas o que o corpus registra perto da data, para que o leitor investigue por conta própria.

Antes

até 7 dias antes

até 30 dias antes

até 90 dias antes

Depois

até 30 dias depois

até 90 dias depois