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'BC não tem que reagir a pressão', diz Galípolo no Senado

Correio Braziliensepublicada em 19/05/2026capturada em 03/09/2026Imprensa

Acesso

Registra a audiência de Gabriel Galípolo na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado em 19/05/2026, em que o presidente da comissão, Renan Calheiros, sustentou que ele teria defendido a venda do Master ao BRB e intercedido para que o FGC socorresse o banco com R$ 11 bilhões, citando correspondência do BC de 18/04/2025. Resposta literal de Galípolo: 'A informação está errada. Não há nenhuma carta com valor de R$ 11 bilhões, o Banco Central jamais tentou viabilizar a venda.' E: 'O Banco Central não tem que reagir a pressão. A minha posição é não reagir a pressão.'

Fonte secundária: sustenta, no máximo, evidências corroboradas (C) ou alegações (A), salvo quando reproduz documento primário lido pela equipe.

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03/09/2026
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O que esta fonte sustenta

Evidências

  • AAlegaçãoCronologia que enquadra a reunião do Planalto: em novembro de 2024 — um mês ANTES do encontro —, o Banco Central, ainda sob Roberto Campos Neto, já havia enviado termo de compromisso ao Banco Master, assinado por Vorcaro, com prazo de 180 dias para reforço de liquidez, gestão de riscos e reestruturação de governança, além de restrições a operações de crédito; o prazo venceria em maio de 2025. A sequência posterior é documentada: Galípolo assume a presidência da autarquia em janeiro de 2025; em setembro de 2025 a diretoria colegiada barra a compra do Master pelo BRB por falta de documentação sobre viabilidade econômico-financeira; e em 18/11/2025 o Banco Central decreta a liquidação extrajudicial. Ou seja, a mesma autoridade que esteve na sala em dezembro de 2024 é a que barrou a venda e liquidou o banco. O intervalo de doze meses entre o ultimato e a liquidação é o objeto legítimo de escrutínio, e é o que o TCU inspeciona — não é, por si, prova de complacência.
  • AAlegaçãoHá duas versões sobre o teor da reunião de 04/12/2024, e o corpus registra ambas sem arbitrar. Pela primeira, sustentada por Gabriel Galípolo em depoimentos à CPI do Crime Organizado, em 08/04/2026, e à CAE do Senado, em 19/05/2026, ele foi chamado pelo gabinete da Presidência e chegou com a reunião já em curso; Vorcaro se apresentava como perseguido pelos grandes bancos, e Lula encaminhou o tema ao Banco Central, dizendo-lhe, conforme notas taquigráficas: 'Seja técnico, mais técnico, você tem toda autonomia nesse processo para investigar, seja quem for. Não proteja ninguém, não persiga ninguém.' Pela segunda, publicada pelo UOL em 17/05/2026 com base em documento apreendido pela PF, Vorcaro teria perguntado se devia aceitar oferta do BTG para comprar o banco por R$ 1, e Lula teria criticado Roberto Campos Neto e André Esteves e aconselhado o banqueiro a não vender. Nem o Planalto, nem o Banco Central, nem a defesa de Vorcaro se manifestaram sobre esse conteúdo. É relato de terceiro sobre fala presidencial, sem áudio nem transcrição publicada — e, ainda que confirmado, aconselhar um banqueiro sobre uma venda em audiência não constitui ilícito.
  • CCorroboradoCorreção a registro anterior do corpus, em ponto sensível. Gabriel Galípolo NÃO negou ter tratado do Banco Master com ministros do STF: ele confirmou reuniões com Alexandre de Moraes e recusou-se a dizer se o Master foi discutido, invocando dever fiduciário de sigilo — 'eu tenho acesso ao sigilo dos ministros a partir da conversa com eles e com os familiares. E aí eu tenho o dever fiduciário por zelar por esse sigilo'. O relator da CPI registrou expressamente em ata que o presidente do Banco Central 'não afirmou que não tratou de Banco Master', acrescentando que 'a simples negativa do fato questionado não configuraria rompimento das regras de sigilo bancário, mas o depoente não o fez'. Recusar-se a responder não é negar, e o corpus passa a registrar a distinção.

Documentos

Nenhum.

Atos públicos

Nenhum.

Pessoas e organizações

Relações derivadas

Nenhuma.