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Transparência

Atualizações

Último build do corpus: 27/10/2026, 16:09 BRT. Cada alteração de dado passa por validação automática e revisão; o histórico completo está no Git do repositório.

  1. Lote 92 — a relação Mantega-Vorcaro: ausência no relatório do celular, a tarefa do BRB, e valores que não fecham

    A pedido direto do editor, aprofundada a relação entre Guido Mantega e Daniel Vorcaro. Achado central por leitura direta do documento primário: 'Mantega' tem zero ocorrências nas 218 páginas do relatório da PF sobre o celular de Vorcaro, checagem validada por contagens já publicadas do mesmo documento. Localizada a descrição mais concreta do trabalho de Mantega — 'azeitar a venda... para o BRB' — e uma declaração inédita dele fixando o fim do contrato em agosto de 2025, que contradiz a mesma coluna do Metrópoles sobre lobby até novembro. Os valores da consultoria (R$ 14mi/16mi/11mi, conforme a fonte) permanecem sem reconciliação — inclusive com uma aritmética interna que não fecha na própria matéria que a relata. Nenhum indício de contato pessoal direto Mantega-Vorcaro além da mediação institucional já conhecida.

      Registros afetados: Guido Mantega, Daniel Vorcaro, Banco Master

    • Lote 91 — Tanure réu na Gafisa: a denúncia por informação privilegiada na compra da Upcon

      Aprofundado o processo penal distinto do caso Master em que Nelson Tanure é réu desde 28/01/2026, junto com Gilberto Benevides (ex-controlador da Upcon): uso de informação privilegiada na aquisição da Upcon pela Gafisa (2019-2020), pena máxima de 5 anos, compatível com o art. 27-D da Lei 6.385/76. ACHADO QUE CORRIGE PREMISSA DA EQUIPE: o processo 5008069-89.2023.4.03.6181 tramita em SEGREDO DE JUSTIÇA, confirmado por declaração da própria defesa e pela ausência de indexação pública — não está acessível por certificado digital a quem não seja parte, ao contrário do presumido na lista de processos prioritários fornecida anteriormente. Documentado o mecanismo alegado pelo MPF (inflação do capital da Upcon, uso de offshores e do fundo Singular Plus) e a rejeição, por Toffoli, da conexão com o caso Master. Não localizado: PAS específico da CVM sobre a alegação de insider trading na Upcon (distinto do PAS de 2024 sobre tratamento desigual entre acionistas, que é outra matéria), e qualquer andamento processual entre janeiro e setembro de 2026.

        Registros afetados: Nelson Tanure, Gafisa, Upcon, Gilberto Benevides

      • Lote 90 — o preço sistêmico: a exposição consolidada do FGC ao ecossistema Master

        Criada a organização Fundo Garantidor de Créditos e consolidado, pela primeira vez no corpus, o impacto financeiro do caso Master sobre o fundo: R$ 40,6 bilhões provisionados para o núcleo Master/Master de Investimentos/Letsbank, R$ 6,3 bilhões estimados para o Will Bank, impacto total de R$ 57,4 bilhões no balanço de 2025, déficit contábil de R$ 17,1 bilhões e queda de 41,4% na liquidez, cobertos por aporte extraordinário dos bancos associados. Documentado, com convergência de múltiplas fontes, como o maior resgate da história do FGC — e registrado, como resultado negativo relevante, que nenhuma fonte disponível estima quanto desse valor será recuperado da massa falida do Master, isto é, o prejuízo definitivo do fundo permanece indeterminado. Registradas também as posições institucionais do BC e da Febraban negando risco sistêmico, e as reclamações de credores do Will Bank sobre atraso no pagamento.

          Registros afetados: Fundo Garantidor de Créditos, Banco Central do Brasil, Banco Master, Will Bank

        • Lote 89 — Asteba e Asseba: as associações por trás dos créditos fabricados da Tirreno

          Identificadas com precisão as 'duas associações de servidores da Bahia' que o Banco Master, em ofício ao Banco Central de 25/03/2025, apontou como origem dos créditos de R$ 12,2 bilhões revendidos ao BRB pela Tirreno (lote 87): são a Asteba e a Asseba, as mesmas associações investigadas na Operação Compliance Zero por R$ 6,7 bilhões em consignado incompatível com suas mensalidades. Documentado o vínculo de controle de Augusto Lima sobre ambas, por procuração e por compartilhamento de e-mail/telefone com empresa de sua propriedade exclusiva (Terra Firme da Bahia). A identificação nominal apoia-se em duas reportagens (Jornal de Brasília e O Tempo) que parecem derivar da mesma peça policial — registrado explicitamente como limite da força probatória da convergência. Não localizados: contrato formal entre as associações e o Master/Tirreno, o texto literal do ofício de 25/03/2025, e manifestação de defesa das associações.

            Registros afetados: Tirreno, Augusto Lima, Banco Master, CredCesta

          • Lote 88 — fechamento do Rioprevidência: a única exceção, e a CPI que quase não nasceu

            Fechamento de quatro lacunas abertas nos lotes anteriores sobre o Rioprevidência. Lida a série completa de atas do Comitê de Investimentos de 2023 e 2024: o nome do Banco Master aparece nomeado uma única vez, na tabela de posição de fevereiro de 2024, antes de o padrão reverter à anonimização nos meses seguintes — verificado por leitura direta. Documentada a quase-morte da CPI da Alerj: aprovada em 12/05/2026, não instalada no prazo, mandado de segurança negado pelo TJRJ em 25/05, e só efetivamente em funcionamento a partir de um segundo requerimento, com reuniões registradas até junho. Identificados o juízo e a juíza da ação da PGE-RJ — 10ª Vara de Fazenda Pública da Capital, Aline Massoni —, com o número do processo permanecendo sob sigilo. O número da petição de origem no STF para o caso de Deivis Marcon Antunes, e o processo resultante na Justiça do Rio após a redistribuição por Toffoli, não foram localizados em nenhuma fonte aberta — provavelmente por tramitarem sob sigilo.

              Registros afetados: RioPrevidência, Banco Master

            • Lote 87 — o mecanismo dos R$ 12,2 bilhões, e três destinos distintos

              Reportagem da Agência Pública, lida integralmente pela equipe e baseada em apuração da PF, fecha a lacuna sobre COMO o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em carteiras do Master 'apesar de pareceres técnicos e jurídicos contrários': a Tirreno, empresa de fachada criada por Vorcaro, vendia créditos ao BRB que a investigação concluiu nunca terem existido na origem — questionado pelo Banco Central em março de 2025, o Master alegou que duas associações de servidores da Bahia seriam as originadoras; a explicação não se sustentou (CPFs de diversas localidades usados para simular a origem; 130 contratos analisados aleatoriamente sem lastro algum). Documentados os destinos distintos dos outros três bancos do grupo: Voiter (vendido antes da crise, tornou-se Banco Pleno, liquidado por conta própria em fevereiro/2026); Letsbank (venda vetada pelo Banco Central por dúvida sobre a origem dos recursos do comprador, liquidado junto com o Master em 18/11/2025); e Kovr Seguradora (segregada e vendida limpa antes da crise, mas cuja revenda ao PicPay atraiu suspeita própria de triangulação financeira do Cade). O Will Bank trouxe ao caso uma classe de vítima nova — doze milhões de correntistas de varejo —, liquidado em 21/01/2026 após inadimplência com a Mastercard.

                Registros afetados: Tirreno, BRB, CredCesta, Kovr Seguradora, Letsbank, Will Bank, Banco Pleno

              • Lote 86 — a dívida com a Tether: a mesma carteira, dois credores

                A Tether Investments — braço de investimento da emissora do stablecoin USDT — emprestou US$ 300 milhões à Titan Holding, empresa pessoal de Daniel Vorcaro, em março de 2025, com garantia na carteira de crédito consignado do Banco Master, que inclui o CredCesta. Após o vencimento antecipado disparado pela liquidação do banco, a Tether moveu ação de cobrança no TJSP pedindo bloqueio de ativos e direcionamento dos fluxos do consignado, e obteve em Cayman a liquidação da Titan. Dois achados verificados por leitura própria: parte da mesma carteira dada em garantia à Tether também integrava a carteira depois vendida ao BRB — indício de possível oneração dupla dos mesmos recebíveis, registrado sem confirmação de sobreposição exata —, e a primeira parcela do empréstimo foi transferida no mesmo dia em que o BRB anunciou publicamente a intenção de comprar o Master. A cifra de 256.016 trabalhadores e R$ 2 bilhões em garantias, de reportagem do Livecoins, permanece em classe A: nenhuma outra fonte a confirma, e o artigo não cita número de processo nem reproduz trecho dos autos.

                  Registros afetados: Banco Master, CredCesta, Daniel Vorcaro, Titan Holding, Tether Investments

                • Lote 85 — a rede de escritórios: quatro identidades verificadas, uma genealogia com cautela

                  O Banco Master pagou R$ 543 milhões a 91 escritórios de advocacia entre 2022 e 2025, saltando de R$ 40,1 milhões para R$ 262,4 milhões no período. A equipe verificou pessoalmente, no dump oficial da Receita Federal — não em agregador privado —, a identidade de cinco escritórios: Temer Advogados Associados, administrado pelo próprio Michel Temer; Lewandowski Advocacia, que na data desta consulta ainda lista Ricardo Lewandowski como sócio-administrador, divergência registrada como pergunta em aberto; Gabino Kruschewsky, cujo sócio é apontado por reportagem, sem confirmação documental, como primo do diretor jurídico do Master; Warde Advogados, do ex-procurador do Banco Central e advogado pessoal de Vorcaro por quase uma década, alvo de alegação grave sobre proximidade com juiz do caso; e Monteiro Sociedade de Advogados, cujo sócio foi preso e acusado de operar esquema paralelo de propina ligado à tentativa de compra do banco pelo BRB. Achado cruzado: André Kruschewsky Lima, o executivo que assinou o credenciamento do Master em Alagoas, é situado por reportagem como diretor jurídico do banco no mesmo relatório da PF sobre a emenda ao FGC que o corpus já registrava como hipótese não atribuída pessoalmente. A genealogia Kruschewsky e a autoria da contratação são registradas como classe C, por decisão editorial explícita — não como fato documentado.

                    Registros afetados: Banco Master, Michel Temer, Ricardo Lewandowski, André Kruschewsky Lima, Eugênio de Souza Kruschewsky, Walfrido Jorge Warde Junior, Daniel Lopes Monteiro, Temer Advogados Associados, Lewandowski Advocacia, Gabino Kruschewsky Advogados Associados, Warde Advogados, Monteiro Sociedade de Advogados

                  • Lote 84 — Rioprevidência: a decisão que não aparece em ata, e duas fraudes distintas

                    O maior caso do canal de colocação recebeu, pela primeira vez, a leitura direta de suas atas de comitê. Achado central: ao contrário de Amapá, Aparecida, Itaguaí, Congonhas e Alagoas, a decisão de comprar letras financeiras do Banco Master nunca é nomeada em ata — a de 30/11/2023, coincidente com a semana da primeira aplicação, libera apenas teto regulatório genérico, sem citar o banco. Verificação de controle: busca textual retorna zero ocorrências de 'Master' no documento inteiro. O atestado de credenciamento, diferentemente do de Alagoas, não contém texto promocional. Documentadas a distinção entre a Operação Barco de Papel e a 8ª fase da Compliance Zero, e entre duas modalidades de fraude atribuídas ao grupo — exposição de crédito bancário direto versus manipulação de preços em fundos geridos por terceiros ligados ao Master. Fechada parcialmente uma lacuna do CredCesta: ação civil pública do MP-BA sobre transparência do produto, de 2021, embora nada tenha sido localizado sobre a privatização em si.

                      Registros afetados: RioPrevidência, Banco Master, CredCesta, Euchério Lerner Rodrigues, Deivis Marcon Antunes

                    • Lote 83 — dois achados negativos, e uma armadilha de homonímia

                      Nem Roberta Luchsinger nem qualquer filho do presidente Lula tem ligação documentada com o caso Banco Master. A busca textual feita pela equipe nas peças primárias do caso — o relatório da PF sobre o celular de Vorcaro, de 218 páginas, e a decisão da Zona Cinzenta — retorna zero ocorrências de todos os nomes, com controles de extração funcionando. Ambos estão em outro caso, a Operação Sem Desconto, do INSS. A confusão tem origem rastreável: os dois inquéritos têm o mesmo relator e um relatório da PF os compara, de modo que os nomes aparecem no mesmo documento sem qualquer vínculo entre as pessoas. Registrada a alegação como refutada, com a origem identificada em coluna de opinião sem lastro; esclarecida a evidência do relatório de assimetria; e registrada a armadilha do apelido 'Careca', que no caso Master designa Alexandre de Moraes, segundo a própria PF, e no caso do INSS designa pessoa inteiramente distinta. Nenhum registro de pessoa foi criado: incluir no grafo quem não tem ligação com o caso sugeriria vínculo pela simples presença.

                        Registros afetados: Banco Master, Grupo Fictor, ev-moraes-decisao-assimetria-mendonca-2026-09-03

                      Trilha de auditoria completa: histórico de commits em /data.