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Organização · Empresa

Tirreno

Também: SX 016 Empreendimentos e Participações S.A.

4 conexões1 eventos2 fontes oficiais4 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Empresa de fachada usada para vender ao BRB créditos por R$ 12,2 bilhões — o mesmo valor que o corpus já registrava, via decisão do STF, como o total das carteiras adquiridas pelo BRB do Banco Master apesar de pareceres técnicos e jurídicos contrários. O mecanismo: a Tirreno vendia os créditos ao BRB embutindo um prêmio ao banco comprador; o Master recebia o valor à vista do BRB, sem precisar pagar a Tirreno à vista. A Polícia Federal apurou que os créditos não puderam ser confirmados na origem — os contratos seriam fabricados. A leitura direta do IPL 2025.0087917 corrigiu a origem societária: a empresa foi constituída em 04/11/2024 por Daniel Moreira Bezerra sob o nome "SX 016 Empreendimentos e Participações S.A." — uma entre ~91 empresas semelhantes que ele registrou —, renomeada para Tirreno em 02/12/2024, dois dias antes da assinatura do contrato de parceria com o Master (05/12/2024); André Seixas Maia assumiu a direção em 15/04/2025. Não há, nos documentos primários lidos até agora, atribuição de autoria a Daniel Vorcaro sobre a criação da empresa. A explicação do Master para a origem dos créditos mudou ao menos três vezes perante o Banco Central: primeiro associações de servidores da Bahia (Asteba/Asseba), depois a própria Tirreno diretamente, depois a Cartos SCD via três FIDCs (Noto, Sueste, VCK) — nenhuma das três versões foi confirmada pelo Banco Central.

Por que está no Novelo?

É a peça central do mecanismo por trás dos R$ 12,2 bilhões que o BRB pagou ao Master — não uma carteira de crédito real, mas contratos fabricados vendidos por uma empresa de fachada cuja origem societária e cadeia de controle só a leitura direta do IPL esclareceu.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Posição não localizada

    Nenhuma manifestação pública específica localizada no corpus até a data da última atualização.

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • Se a versão mais recente (Cartos/FIDCs) é a origem real dos créditos ou mais uma camada de simulação não está resolvido pelos documentos lidos até agora — o próprio Banco Central tratou como versão a apurar, não como fato estabelecido.

Linha do tempo1

Mais bem documentadas4

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

  • DDocumental diretoAlberto Félix Oliveirasuperintendente executivo de tesouraria, segundo o contrato Master–Tirreno05/12/2024
  • CCorroboradoAndré Seixas Maiadiretor desde 15/04/202515/04/2025
  • CCorroboradoBRBvenda de créditos por R$ 12,2 bilhões, apontados como fabricados
  • CCorroboradoDaniel Moreira Bezerraconstituiu a empresa, como SX 016, em 04/11/202404/11/2024

Relações por categoria4

Societário 1

Daniel Moreira Bezerra· constituiu a empresa, como SX 016, em 04/11/2024CCorroboradoVerificadodesde 04/11/2024
SocietárioSocietárioconfiança 85%

Por que estes nós estão conectados?

Daniel Moreira Bezerra constituiu em 04/11/2024 a empresa "SX 016", renomeada Tirreno em 02/12/2024, segundo a leitura direta do IPL 2025.0087917 registrada no acervo; relatório da PF sobre os imóveis de Paulo Henrique Costa também o identifica como quem constituiu a empresa depois transformada na Tirreno.

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoO mecanismo por trás dos R$ 12,2 bilhões em carteiras que o BRB adquiriu do Master, já registrado no corpus via decisão do STF como tendo ocorrido 'apesar de pareceres técnicos e jurídicos contrários', foi descrito por duas apurações independentes baseadas em depoimentos à PF e ao BC: uma empresa de fachada, a Tirreno, vendia créditos ao BRB embutindo um prêmio ao banco comprador; o Master recebia o valor à vista, sem pagar a Tirreno à vista; os créditos não puderam ser confirmados na origem.
  • AAlegaçãoSegundo a Polícia Federal, os seis imóveis de R$ 146,6 milhões atribuídos a Paulo Henrique Costa seriam comprados por seis sociedades anônimas de prateleira — Allora, Lenore, Stanza, Domani, Chesapeake e Milano —, cada uma com capital aumentado entre janeiro e março de 2025 no valor de um imóvel e controlada pelo FIP Alucard (depois renomeado Abbiamo), gerido pela REAG Portfolio Solutions. RESOLVIDO (13/09/2026): a decisão de 15/04/2026 que autorizou busca e apreensão contra os investigados nomeia o diretor das seis empresas — Hamilton Suaki, médico, cunhado do advogado Daniel Lopes Monteiro — e o representante da REAG nas atas — Arthur Caixeta Nogueira.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Financeiro / comercial 1

BRB· venda de créditos por R$ 12,2 bilhões, apontados como fabricadosCCorroboradoNão verificado
Financeiro / comercialComercialconfiança 80%

Por que estes nós estão conectados?

A Tirreno, empresa de fachada criada por Daniel Vorcaro, vendeu créditos ao BRB por R$ 12,2 bilhões — o mesmo valor que o corpus já registrava, via decisão do STF, como o total das carteiras adquiridas pelo BRB do Master. A investigação da PF concluiu que os créditos nunca existiram na origem.

Eventos: Apuração revela que créditos vendidos pelo Master ao BRB, via Tirreno, eram fabricados

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoO mecanismo por trás dos R$ 12,2 bilhões em carteiras que o BRB adquiriu do Master, já registrado no corpus via decisão do STF como tendo ocorrido 'apesar de pareceres técnicos e jurídicos contrários', foi descrito por duas apurações independentes baseadas em depoimentos à PF e ao BC: uma empresa de fachada, a Tirreno, vendia créditos ao BRB embutindo um prêmio ao banco comprador; o Master recebia o valor à vista, sem pagar a Tirreno à vista; os créditos não puderam ser confirmados na origem.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Profissional 2

Alberto Félix Oliveira· superintendente executivo de tesouraria, segundo o contrato Master–TirrenoDDocumental diretoVerificadodesde 05/12/2024
ProfissionalProfissionalconfiança 95%

Por que estes nós estão conectados?

No Contrato de Parceria e Outras Avenças entre o Banco Master e a Tirreno, de 05/12/2024, Alberto Felix de Oliveira Neto assina qualificado como "Superintendente Executivo de Tesouraria" da própria Tirreno.

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoO "Contrato de Parceria e Outras Avenças" entre o Banco Master e a Tirreno, datado de 05/12/2024 — o instrumento-base do mecanismo de originação e cessão de créditos hoje descrito no acervo —, foi assinado por Luiz Bull (Diretor, Banco Master) e por Alberto Felix de Oliveira Neto, qualificado no documento como "Superintendente Executivo de Tesouraria" da própria Tirreno, não apenas do Master.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

André Seixas Maia· diretor desde 15/04/2025CCorroboradoVerificadodesde 15/04/2025
ProfissionalProfissionalconfiança 85%

Por que estes nós estão conectados?

André Seixas Maia assumiu a direção da Tirreno em 15/04/2025, segundo a leitura direta do IPL 2025.0087917 registrada no acervo; a empresa havia sido constituída como SX 016 em 04/11/2024.

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoO mecanismo por trás dos R$ 12,2 bilhões em carteiras que o BRB adquiriu do Master, já registrado no corpus via decisão do STF como tendo ocorrido 'apesar de pareceres técnicos e jurídicos contrários', foi descrito por duas apurações independentes baseadas em depoimentos à PF e ao BC: uma empresa de fachada, a Tirreno, vendia créditos ao BRB embutindo um prêmio ao banco comprador; o Master recebia o valor à vista, sem pagar a Tirreno à vista; os créditos não puderam ser confirmados na origem.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos10

Evidências4

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • DDocumental direto

    O "Contrato de Parceria e Outras Avenças" entre o Banco Master e a Tirreno, datado de 05/12/2024 — o instrumento-base do mecanismo de originação e cessão de créditos hoje descrito no acervo —, foi assinado por Luiz Bull (Diretor, Banco Master) e por Alberto Felix de Oliveira Neto, qualificado no documento como "Superintendente Executivo de Tesouraria" da própria Tirreno, não apenas do Master.

    documentofonte

  • CCorroborado

    O mecanismo por trás dos R$ 12,2 bilhões em carteiras que o BRB adquiriu do Master, já registrado no corpus via decisão do STF como tendo ocorrido 'apesar de pareceres técnicos e jurídicos contrários', foi descrito por duas apurações independentes baseadas em depoimentos à PF e ao BC: uma empresa de fachada, a Tirreno, vendia créditos ao BRB embutindo um prêmio ao banco comprador; o Master recebia o valor à vista, sem pagar a Tirreno à vista; os créditos não puderam ser confirmados na origem.

    A Tirreno vendia créditos ao BRB por R$ 12,2 bilhões — embutindo um prêmio (lucro) ao banco. O Master não precisava pagar a Tirreno à vista, mas recebia do BRB à vista.

    documentofontefonte

  • AAlegação

    Segundo a Polícia Federal, os seis imóveis de R$ 146,6 milhões atribuídos a Paulo Henrique Costa seriam comprados por seis sociedades anônimas de prateleira — Allora, Lenore, Stanza, Domani, Chesapeake e Milano —, cada uma com capital aumentado entre janeiro e março de 2025 no valor de um imóvel e controlada pelo FIP Alucard (depois renomeado Abbiamo), gerido pela REAG Portfolio Solutions. RESOLVIDO (13/09/2026): a decisão de 15/04/2026 que autorizou busca e apreensão contra os investigados nomeia o diretor das seis empresas — Hamilton Suaki, médico, cunhado do advogado Daniel Lopes Monteiro — e o representante da REAG nas atas — Arthur Caixeta Nogueira.

    Atribuída a: Polícia Federal, na IPJ-A nº 1270942/2026, juntada ao INQ 5.026

    documentofonte

  • AAlegação

    Segundo reportagem da Agência Pública, questionado pelo Banco Central em março de 2025 sobre a falta de documentação dos créditos vendidos ao BRB, o Master respondeu que duas associações de servidores da Bahia seriam as originadoras do crédito. A explicação não se sustentou: o BC teria identificado CPFs de diversas localidades do país usados para justificar a origem, e 130 contratos analisados aleatoriamente não tinham lastro algum.

    O BC questionou o Master em março de 2025 sobre a falta de documentação. A resposta do banco — de que duas associações de servidores da Bahia seriam as originadoras do crédito — não se sustentou

    Atribuída a: Agência Pública, 2026-03, com base em apuração da Polícia Federal

    documentofonte

Fontes4

2 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
04/09/2026
Atualizado
12/09/2026
Revisão
published
Revisor
orquestrador

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