Pular para o conteúdo

Organização · Instituição financeira

Banco Pleno

Banco Pleno S.A.

Também: Voiter, Voiter / Banco Pleno

4 conexões3 eventos3 fontes oficiais8 evidências
Ir para a seção (12)
O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

Levar este dossiê para um assistente:Baixar .txt20 KBcomo usar

Resumo

Banco de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master; operava como Voiter até a aquisição por Lima, aprovada pelo BC em julho de 2025. Em 18/02/2026 o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno DTVM por comprometimento econômico-financeiro e infringência às normas, segundo a imprensa. Augusto Lima fez dois aportes somando R$ 160 milhões, mas o banco havia herdado cerca de R$ 6 bilhões em CDBs emitidos na era Master e não formou carteira de crédito suficiente para cobrir os compromissos; a corrida de saques se intensificou após a prisão de Lima, em novembro de 2025. Dois meses antes, em 18/12/2025, o Banco Central já havia formalizado advertência ao Pleno (Termo de Comparecimento 27/2025-BCB/DESUP, assinado por Belline Santana e pela diretora do Pleno Renata Leme Borges dos Santos): Índice de Basileia de 6,64%, abaixo do mínimo regulatório, e cerca de R$ 475 milhões em CDIs do Master e R$ 2,5 bilhões em créditos FCVS como ativos de difícil monetização. Segundo o Poder360, o Banco Central já sabia, desde o primeiro semestre de 2025, de indícios de cessão de créditos inexistentes pelo Master ao BRB — e notificou o MPF em julho de 2025, mesmo mês em que aprovou a venda do banco (então Voiter) a Lima. Histórico: foi incorporado ao conglomerado Master no início de 2024 e vendido em 24/07/2025 (efeitos a partir de 11/08/2025, pela Diretoria Colegiada do Banco Central) a Augusto Ferreira Lima — ex-sócio de Vorcaro no Master até maio de 2024 —, passando a se chamar Banco Pleno. Registros oficiais do BC, obtidos e reportados de forma independente por três veículos, mostram Augusto Lima em pelo menos 7 a 8 reuniões com a cúpula do órgão ao longo de 2025 (Galípolo, o diretor de fiscalização Ailton de Aquino, Renato Gomes e o procurador-geral Cristiano Cozer), incluindo datas próximas à aprovação e à efetivação da compra — sem que isso prove relação causal. Deixou o conglomerado Master antes da liquidação de novembro de 2025; sua própria liquidação, em 18/02/2026, foi por deterioração da percepção de risco e dificuldades de liquidez, descrito como instituição pequena — 0,04% dos ativos e 0,05% da captação do Sistema Financeiro Nacional. Segundo o O Tempo, Lima teria gasto cerca de R$ 600 milhões de patrimônio pessoal tentando cobrir o passivo de ~R$ 6 bilhões em CDBs herdados antes da liquidação — valor não reconciliado com os R$ 160 milhões em aportes formais de capital já registrados a partir de outra fonte. O BRB, em petição de 05/05/2026 na Rcl 88.121/DF, aponta o Pleno como destino de fluxos do Credcesta desviados do Master, na mesma alegação que aponta Augusto Lima como possível centro de comando — alegação de parte interessada, não apuração da PF. O BRB, em petição de 05/05/2026 na Rcl 88.121/DF, aponta o Pleno como destino de fluxos do Credcesta desviados do Master, na mesma alegação que aponta Augusto Lima como possível centro de comando — alegação de parte interessada, não apuração da PF. O BRB, em petição de 05/05/2026 na Rcl 88.121/DF, aponta o Pleno como destino de fluxos do Credcesta desviados do Master, na mesma alegação que aponta Augusto Lima como possível centro de comando — alegação de parte interessada, não apuração da PF.

Por que está no Novelo?

Instituição do ex-sócio de Daniel Vorcaro, liquidada pelo Banco Central em fevereiro de 2026, segundo a imprensa — o braço que saiu do grupo antes da crise, mas caiu por conta própria meses depois, sem relação formal declarada com os fatos investigados no Master.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Negativa

    Em nota após a prisão de Lima em novembro de 2025, o Banco Pleno afirmou não ser alvo da operação e não manter relação societária com o Banco Master.

    Fontes: CNN Brasil

  • Negativapor Banco Pleno· 2026

    Não é alvo da Operação Compliance Zero e não há participação da instituição nos fatos investigados.

    Fontes: CNN Brasil

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • Não está esclarecido, por fonte oficial do BC, por que a autarquia aprovou a transferência de controle do Voiter para Augusto Lima em 24/07/2025 no mesmo mês em que notificara o MPF sobre indícios de cessão de créditos inexistentes pelo Master, segundo o Poder360 — tratar como indício a apurar, não como conduta irregular do BC estabelecida.
  • Não foi localizada a ata/voto nominal da Diretoria Colegiada do BC que aprovou a venda em 24/07/2025, nem explicação oficial do órgão sobre a aparente contradição com os indícios já identificados.
  • Os R$ 160 milhões (aportes formais de capital) e os R$ 600 milhões (gasto total de patrimônio pessoal, segundo o O Tempo) atribuídos a Augusto Lima no esforço de salvar o Voiter/Pleno não foram reconciliados por nenhuma fonte disponível.

Linha do tempo3

Mais bem documentadas4

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

  • DDocumental diretoGabriel Galípoloassinou o ato que decretou a liquidação (18/02/2026)18/02/2026
  • DDocumental diretoRenata Leme Borges dos Santosdiretora
  • CCorroboradoAugusto Limaproprietário (aquisição aprovada pelo BC em jul/2025)jul/2025
  • AAlegaçãoBRBaponta como destino de fluxos desviados do Credcesta05/05/2026

Relações por categoria4

Institucional 1

Gabriel Galípolo· assinou o ato que decretou a liquidação (18/02/2026)DDocumental diretoVerificadodesde 18/02/2026
InstitucionalInstitucionalconfiança 95%

Por que estes nós estão conectados?

Os Atos do Presidente nº 1.377 e nº 1.378, assinados por Gabriel Muricca Galípolo, decretaram a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno DTVM, com termo legal em 22/12/2025.

Eventos: Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, de Augusto Lima

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoO Ato do Presidente do Banco Central nº 1.377, de 18/02/2026, decreta a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. com base na Lei nº 6.024/1974, nomeia liquidante e fixa como termo legal da liquidação o dia 22 de dezembro de 2025.
  • DDocumental diretoO Ato do Presidente nº 1.378, da mesma data, decreta a liquidação extrajudicial da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Societário 1

Augusto Lima· proprietário (aquisição aprovada pelo BC em jul/2025)CCorroboradoVerificadodesde jul/2025
SocietárioSocietárioconfiança 85%

Por que estes nós estão conectados?

O Banco Pleno (ex-Voiter) pertence a Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro; a aquisição foi aprovada pelo BC em julho de 2025 e a liquidação decretada em 18/02/2026.

Eventos: Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, de Augusto Lima

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoO Banco Pleno (ex-Voiter) pertence a Augusto Lima, cuja aquisição foi aprovada pelo BC em julho de 2025.
  • CCorroboradoEm 18/02/2026 o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno DTVM, de Augusto Lima.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Profissional 1

Renata Leme Borges dos Santos· diretoraDDocumental diretoVerificado
ProfissionalProfissionalconfiança 95%

Por que estes nós estão conectados?

Renata Leme Borges dos Santos, diretora do Banco Pleno, assinou com o chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central o termo de comparecimento de 18/12/2025, que advertiu a instituição sobre o agravamento do risco de liquidez, dois meses antes da liquidação.

Fontes

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Alegação investigativa 1

BRB· aponta como destino de fluxos desviados do CredcestaAAlegaçãoNão verificadodesde 05/05/2026
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Na mesma petição de 05/05/2026, o BRB aponta o Banco Pleno, controlado por Augusto Ferreira Lima, como destino de fluxos do Credcesta que alega terem sido desviados do Master.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoEm petição de 05/05/2026, o BRB denuncia o desvio de fluxos do Credcesta para estruturas ligadas à PKL One Participações e ao Banco Pleno, apontando Augusto Ferreira Lima como possível centro de comando do desvio, com base em ação cível própria em São Paulo (nº 4010622-66.2025.8.26.0011) e representação criminal ao MPF.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos6

Evidências8

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • CCorroborado

    O Banco Pleno (ex-Voiter) pertence a Augusto Lima, cuja aquisição foi aprovada pelo BC em julho de 2025.

    fontefonte

  • CCorroborado

    Em 18/02/2026 o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno DTVM, de Augusto Lima.

    fontefonte

  • AAlegação

    Em petição de 05/05/2026, o BRB denuncia o desvio de fluxos do Credcesta para estruturas ligadas à PKL One Participações e ao Banco Pleno, apontando Augusto Ferreira Lima como possível centro de comando do desvio, com base em ação cível própria em São Paulo (nº 4010622-66.2025.8.26.0011) e representação criminal ao MPF.

    Atribuída a: Banco de Brasília (BRB), em petição própria

    documentofonte

  • DDocumental direto

    O Ato do Presidente do Banco Central nº 1.377, de 18/02/2026, decreta a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. com base na Lei nº 6.024/1974, nomeia liquidante e fixa como termo legal da liquidação o dia 22 de dezembro de 2025.

    Fica indicado, como termo legal da liquidação extrajudicial, o dia 22 de dezembro de 2025.

    documentofonte

  • DDocumental direto

    O Ato do Presidente nº 1.378, da mesma data, decreta a liquidação extrajudicial da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

    documentofonte

  • AAlegação

    O FGC estimou, em dezembro de 2025, cerca de 1,6 milhão de credores com depósitos e investimentos elegíveis à garantia nos bancos do grupo Master (Banco Master, Banco Master de Investimento, Letsbank), totalizando cerca de R$ 41 bilhões — a maior operação de ressarcimento da história do fundo. É estimativa inicial, não contagem final consolidada.

    Atribuída a: CNN Brasil, com base em estimativa do FGC

    fonte

  • AAlegação

    Em 15/07/2026, o FGC já havia desembolsado R$ 40,03 bilhões (98,54% do previsto) a mais de 718 mil credores (93,72% do público estimado) nos três bancos do núcleo Master, restando R$ 590 milhões. Somando também o Banco Pleno (ex-Voiter) e o Will Bank, o total ainda pendente em todo o conglomerado era de R$ 1,83 bilhão. Segundo o FGC, valores parados no fundo não recebem correção pela inflação desde a liquidação — quem demora a solicitar recebe menos em termos reais.

    Atribuída a: Money Times, com base em balanço do FGC

    fonte

  • AAlegação

    Cinquenta dias após a liquidação, em 29/01/2026, o FGC acumulava mais de 2.604 reclamações por demora na execução e 314 por má qualidade de atendimento no ReclameAqui, com relatos de status travado em 'aguardando validação' e instabilidade do aplicativo. O próprio FGC, na mesma matéria, informou já ter pago R$ 32,5 bilhões (80% do total) a cerca de 580 mil credores (75%) até aquela data — ritmo que a reportagem qualifica como recorde para o fundo. Parte da confusão foi atribuída à empresa terceirizada de validação de identidade.

    Atribuída a: Seu Dinheiro, com relatos de investidores e resposta do FGC

    fonte

Fontes17

3 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
16/10/2026
Revisão
published
Revisor
orquestrador

O histórico completo de alterações deste registro está no Git do repositório e no registro de atualizações. Correções podem ser propostas por issue ou pull request.