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Transparência

Atualizações

Último build do corpus: 26/10/2026, 15:54 BRT. Cada alteração de dado passa por validação automática e revisão; o histórico completo está no Git do repositório.

  1. Lote 170 — A Turma: o aparelho de intimidação de Vorcaro, na própria petição que levou Mourão à prisão

    Primeiro lote extraído da leitura integral do e-Doc 1 da PET 15.556 (416 peças obtidas pelo editor via certificado digital, após o levantamento do sigilo determinado por Fachin em 10/09/2026 — lote 168/169), triagem automatizada por cruzamento com as ~390 entidades já mapeadas. É a representação da PF de 27/02/2026 — a própria peça que fundamentou a prisão preventiva de Luiz Phillipi Mourão em 04/03/2026; ele morreu sob custódia policial dias depois, e o acervo só tinha o desfecho, não a base. Documenta, com transcrição de WhatsApp, quatro episódios do núcleo de intimidação apelidado 'A Turma': ameaça de morte contra o ex-funcionário Luís Felipe Woyceichoski e sua família (mai-jul/2024); invasão de WhatsApp e iCloud do empresário crítico Luiz Guilherme Camasmie (out/2024); um documento forjado com aparência de ser da Interpol, com oferta de R$ 10 milhões para intimidar terceiro (out/2024); e ofícios falsos ao Facebook/Meta usando o e-mail funcional de uma servidora do MP-CE — cuja participação consciente a própria PF não estabelece. Esclarece também uma divergência já registrada no acervo sobre a estrutura de comando: Mourão comandava, Marilson Roseno da Silva liderava em campo. Eleva de classe A para D a relação Vorcaro-Lauro Jardim (plano de agressão ao jornalista), com as mensagens na íntegra, incluindo uma de vigilância (08/06/2025) que a imprensa não havia reproduzido. O documento cobre 164 páginas; este lote fecha as seções 2.2.1 a 2.2.3 (informações sigilosas, violência, monitoramento). Seções restantes — pagamentos e operadores financeiros, influenciadores digitais, o vazamento que permitiu a fuga de Vorcaro em 17/11/2025, conclusões e pedidos cautelares — ficam para lotes seguintes.

      Registros afetados: Luiz Phillipi Mourão, Marilson Roseno da Silva, Lauro Jardim, Daniel Vorcaro, Luís Felipe Woyceichoski, Luiz Guilherme Atalla Camasmie, Nayara Maria Dias Albuquerque de Sá

    • Lote 169 — verificação direta no portal do STF: o sigilo anunciado ainda não aparece como levantado

      A pedido do editor, que questionou se a decisão de Fachin (lote 168) de fato retira o sigilo dos autos ou apenas franqueia acesso aos demais ministros, a equipe releu o despacho com precisão — ele contém DUAS determinações distintas, ligadas por 'bem como': (1) a remessa em HD à Presidência e aos gabinetes dos ministros, e (2) separadamente, 'o levantamento do sigilo da Pet 15.556', sem qualificação de que seria restrito aos ministros. A imprensa noticiou, ainda em 10/09, que Mendonça já havia cumprido a ordem, retirando o sigilo da PET 15.556 e de mais 14 procedimentos relacionados. A equipe foi além da leitura da notícia e consultou diretamente o portal de acompanhamento processual do STF: às 23h53 de 10/09/2026, a PET 15.556 e a PET 15.978 (uma das 14 supostamente liberadas) ainda exibiam a etiqueta 'Sigiloso'; como controle, a PET 16.704 — o próprio processo do despacho de Fachin, que termina em 'Publique-se' — exibia 'Público', confirmando que a etiqueta reflete o status real e não está simplesmente travada. A discrepância entre o anúncio de cumprimento e o status público ao vivo não foi reconciliada: pode ser defasagem administrativa de cadastro, ou o levantamento pode ter alcance mais qualificado, na prática, do que a manchete sugere. Um precedente relevante, já no acervo: a PET 16.662 teve o sigilo formalmente levantado em 01/09/2026, mas a equipe só obteve os autos completos em 05/09/2026 mediante certificado digital — não por consulta pública anônima —, o que sugere que 'sigilo levantado' e 'acesso público irrestrito e imediato' podem não ser a mesma coisa na prática processual do STF.

        Registros afetados: Edson Fachin, André Mendonça

      • Lote 168 — breaking news confirmado: Fachin determina levantamento do sigilo da PET 15.556

        A pedido do editor, que ouviu a notícia de última hora, confirmada e apurada com a decisão em mãos. Na noite de 10/09/2026, o presidente do STF, Edson Fachin, proferiu despacho na PET 16.704 (o procedimento que ele mesmo abrira de ofício em 03/09/2026) determinando ao ministro André Mendonça, relator, a remessa em HD de todos os procedimentos da PET 15.556 — a petição-mãe do caso Master, da qual a PET 16.662 foi extraída — a todos os gabinetes do STF, e o levantamento do sigilo dela, ressalvadas apenas diligências pendentes cujo sigilo seja imprescindível à sua realização. A equipe obteve e leu a íntegra do despacho, um PDF de uma página assinado digitalmente (código verificável 965E-0FFB-9B66-04F0), publicado pelo Poder360 e confirmado de forma independente pelo Metrópoles. É o quarto ato de Fachin na mesma linha em oito dias (03/09 abertura de ofício, 04/09 avocação do pedido de Moraes contra Mendonça, 09/09 suspensão das decisões sobre a PF e retirada da relatoria do INQ 4.781 de Moraes, agora 10/09 o levantamento do sigilo) — todos preparando a sessão extraordinária de 15/09/2026. NÃO CONFIRMADO E DESCARTADO: um resumo automático de busca havia sugerido que este despacho também tratava de credenciais de acesso institucional e vazamento de sigilo a investigado — a leitura do PDF mostrou que esse trecho pertence a um despacho ANTERIOR (03/09/2026, já no acervo), não ao de hoje; o despacho de 10/09 trata apenas da remessa e do levantamento de sigilo da PET 15.556.

          Registros afetados: Edson Fachin, André Mendonça, Alexandre de Moraes

        • Lote 167 — Alcolumbre, o bloqueio ao impeachment de Moraes, e o recado do Dark Horse

          A pedido do editor, que se intrigou com a hipótese de uma ligação entre o União Brasil (Rueda e ACM Neto, acusados por Vorcaro de cobrar comissão de 10% sobre aportes de RPPS ao Master) e a blindagem que Alcolumbre — do mesmo partido — dá a Moraes contra o impeachment, a apuração foi feita com rigor: o que está confirmado e o que permanece hipótese foram separados. CONFIRMADO: em 01/09/2026, Alcolumbre declarou haver 109 pedidos de impeachment contra os dez ministros do STF, sem indicar se daria andamento ao de Moraes; no dia seguinte, cobrado em plenário, respondeu citando o financiamento de R$ 130 milhões do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro — sem nomear Flávio Bolsonaro, Vorcaro ou o filme, mas em fala que a imprensa leu como recado velado. Em 04/09/2026, Flávio Bolsonaro revidou publicamente, acusando Alcolumbre de proteger um 'amigo' (Moraes) em vez da instituição, e afirmando (sem confirmação independente) que 54 pedidos contra Moraes especificamente estariam parados. NÃO CONFIRMADO: nenhuma fonte localizada liga esse episódio — bilateral, entre Alcolumbre e os Bolsonaro — ao esquema de comissões de Rueda/ACM Neto; a proposta de delação de Vorcaro que os cita (revelada no mesmo dia, 10/09/2026) menciona institutos do Rio, Amapá e Amazonas de forma genérica, sem nomear Alcolumbre nem seu ex-tesoureiro Jocildo Lemos, já mapeado no corpus por outra via (a atribuição, negada por Alcolumbre, de tê-lo indicado à Amapá Previdência). A hipótese do editor fica registrada como fio em aberto no verbete de Alcolumbre, não como fato. Um editorial de opinião da Gazeta do Povo (30/08/2026), tratado como tal e não como reportagem, já preexistia à conversa e nomeia a tese mais ampla de um 'grande acordo nacional' de autoproteção entre Lula, Moraes, Alcolumbre e Motta.

            Registros afetados: Davi Alcolumbre, Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro

          • Lote 166 — o método da Crédito & Mercado aplicado aos outros seis regimes da carteira

            A decisão que autorizou a busca de 12/08/2026 na sede da Crédito & Mercado (STF, ministro André Mendonça) identifica sete institutos clientes que somaram cerca de R$ 232 milhões no Banco Master: Maceió (R$ 97 mi), São Roque (R$ 93,15 mi), Araras (R$ 29 mi), Santo Antônio de Posse (R$ 7 mi), São Gabriel do Oeste — já vinculado no lote 164 — (R$ 3 mi), Angélica (R$ 2 mi) e Campo Grande (R$ 1,2 mi); mais Congonhas, mapeado à parte por ata própria, totalizam ao menos oito. Este lote cria a relação formal entre a consultoria e os seis que faltavam. Dois achados repetem o padrão do SGOPrev — parecer datado que contradiz a negativa pública geral da empresa: em Araras, a consultoria produziu em fevereiro de 2024 um parecer sobre letras financeiras do Master; em São Roque, o relatório final da CPI municipal aponta que a Crédito & Mercado acumulava o papel de emitir pareceres de investimento e de implementar o programa Pró-Gestão RPPS no mesmo instituto — conflito de interesse que a CPI usa para questionar a suficiência dos pareceres e recomendar medidas contra a consultoria. Em Maceió, a PF vai além do parecer: aponta que a consultoria conduziu o credenciamento do Master e formou a documentação das operações, terceirização imprópria da competência administrativa do instituto — a consultoria nega, alegando confusão da PF sobre a natureza das Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) que produziu. ACHADO À PARTE: o CEO da consultoria, Renan Foglia Calamia, já havia sido condenado em 19/01/2026 por gestão temerária em caso anterior e não relacionado ao Master — a recomendação, em 2017, quando a empresa ainda se chamava PAR Engenharia Financeira, de aplicação de R$ 1,5 milhão do mesmo Iprem de Santo Antônio de Posse no fundo Horus Vetor. É o mesmo instituto que, quase uma década depois, voltou a investir por indicação da mesma consultoria — agora no Master. Corrigida também uma duplicação de frase pré-existente no verbete de Renan Foglia Calamia.

              Registros afetados: Crédito e Mercado, Renan Foglia Calamia, Serviço de Previdência Social do Município de Araras (Araprev), Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (Iprem-Posse), São Roque Previdência (São Roque Prev), Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (Iprev), IPA de Angélica, IMPCG

            • Arte de divulgação gerada por inteligência artificial: Lote 165 — a ata notarial: Karina Gama registra em cartório suposta pressão para delatar Flávio Bolsonaro
              Ilustração gerada por IA

              Lote 165 — a ata notarial: Karina Gama registra em cartório suposta pressão para delatar Flávio Bolsonaro

              Durante os mandados de busca e apreensão da Operação Make Up, cumpridos em 10/09/2026 (lote 158/159), a PF encontrou e apreendeu uma ata notarial em que Karina Ferreira da Gama relata ter sido pressionada por ao menos quatro pessoas ligadas ao governo Lula, sob a insinuação de prisão, a prestar depoimento incriminando o senador Flávio Bolsonaro. Entre os apontados está Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, que nega qualquer contato com ela — os demais não foram identificados pela imprensa, entre eles uma figura religiosa descrita como próxima do Palácio do Planalto. À imprensa, no mesmo dia, Karina Gama detalhou o episódio: pessoas que se identificaram como oficiais de justiça sem exibir documentação teriam tocado a campainha de sua casa por volta das 21h, e um pastor evangélico de Brasília, apontado como próximo à esquerda, teria oferecido ajuda e sugerido delação premiada. Ela reafirma não ter o que delatar sobre o financiamento do filme: nega ter arrecadado dinheiro ou tratado com financiadores, diz ter apenas prestado serviços de produção, e afirma ter recebido recursos do fundo Havengate sem nunca saber quem o financiava — declaração que contrasta com o achado do lote 159, de que a Moneycorp Banco de Câmbio foi a maior remetente de recursos à Go Up Entertainment no período apurado. O achado é registrado como alegação (classe A), atribuída à própria Karina Gama via o documento apreendido, com a negativa de Fernando Sarney anexada como cited_position; a existência do episódio de pressão em si (classe C) é corroborada por duas coberturas independentes.

                Registros afetados: Karina Ferreira da Gama, Fernando Sarney, PF deflagra a Operação Make Up e cai o sigilo da decisão que a autorizou

              • Arte de divulgação gerada por inteligência artificial: Lote 164 — os seis compradores pequenos: cinco institutos de MS e um de Pernambuco
                Ilustração gerada por IA

                Lote 164 — os seis compradores pequenos: cinco institutos de MS e um de Pernambuco

                Fecha a lista original dos dezoito compradores institucionais do Banco Master com os seis regimes próprios que faltavam: Fátima do Sul, Jateí, São Gabriel do Oeste, Angélica e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e Paulista, em Pernambuco. Cinco deles estão sob uma única auditoria do TCE-MS, aberta por representação do Ministério Público de Contas estadual — R$ 16 milhões somados, processo sem prazo de conclusão. Cada caso tem um traço próprio. Fátima do Sul (R$ 7 milhões, mais de 15% do fundo) levou o prefeito atual a estudar lei restringindo aplicações a bancos oficiais. Angélica (R$ 2 milhões) é o único caso de resgate integral, feito semanas antes da liquidação — mas ainda assim concentrou sete dos mandados das operações Zehirut e Charitzut, porque a investigação mira o processo de decisão, não o prejuízo. Campo Grande (R$ 1,2 milhão, atualizado para R$ 1.427.000,00) processa o Master por compensação de créditos usando valores de consignados — o mesmo mecanismo jurídico que o Rioprevidência usa em escala maior — e é o único caso que alcança uma autoridade em exercício: o instituto era presidido, em 2024, por Camilla Nascimento, hoje vice-prefeita da capital, alvo da Operação Presciência (25/08/2026). São Gabriel do Oeste (R$ 3,4 milhões) produz o achado mais estrutural do lote: um parecer técnico datado, de 12/09/2025, da consultoria Crédito & Mercado — já mapeada no acervo como assessora de sete regimes próprios que compraram Master — aprovando o banco dois meses antes da liquidação. Esse documento específico contradiz a negativa pública e geral que a mesma consultoria deu em agosto de 2026, de nunca ter sido consultada sobre o tema; São Gabriel do Oeste passa a ser o oitavo regime próprio ligado à empresa. Paulista, em Pernambuco (R$ 3 milhões), é o único caso fora de Mato Grosso do Sul e o único em que a própria prefeitura admite que a decisão de 2024 foi tomada contra o parecer da consultoria contratada e sem aprovação do Comitê de Investimentos — irregularidade formal anterior à crise do banco, hoje apurada pela Operação Take Over (10/06/2026) por suspeita de propina a gestores. Jateí (R$ 2,5 milhões) permanece o caso mais pobre em fontes: sem parecer, ata ou data precisa localizados, apenas o valor e a resposta institucional via ADIMP-MS. Com este lote, os dezoito compradores originais estão todos no acervo como entidades próprias.

                  Registros afetados: IPREFSUL, JATEIPREV, SGOPrev, IPA de Angélica, IMPCG, PreviPaulista, Crédito e Mercado, Banco Master

                • Arte de divulgação gerada por inteligência artificial: Lote 163 — reconciliando os números do Rioprevidência: de R$ 970 milhões a R$ 3,7 bilhões
                  Ilustração gerada por IA

                  Lote 163 — reconciliando os números do Rioprevidência: de R$ 970 milhões a R$ 3,7 bilhões

                  O acervo trazia três cifras para o mesmo caso, sem explicar a diferença entre elas. Este lote monta a linha do tempo e resolve duas das três lacunas. Os R$ 970 milhões são o núcleo original: nove operações em letras financeiras entre novembro de 2023 e julho de 2024, objeto da Operação Barco de Papel (23/01/2026), com Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente, preso, e um mecanismo de recuperação judicial já em curso desde dezembro de 2025 — retenção via desconto de consignados, com liquidação prevista em cerca de dois anos, segundo a própria autarquia. A partir de dezembro de 2024, mesmo depois de dois alertas formais do TCE-RJ (maio e outubro de 2025), o fundo abriu uma segunda frente, agora em cotas de fundos administrados pelo próprio grupo Master — os fundos Arena (mais de R$ 1 bilhão acumulado, rentabilidade de 4,05% contra 9,31% do CDI), Revolution e Texas (este, R$ 100 milhões reduzidos a R$ 75,751 milhões em um mês), mais R$ 301 milhões em três letras financeiras adicionais 'sem qualquer transparência'. A auditoria do TCE somava essa segunda frente a R$ 2,6 bilhões em 25/11/2025; a Polícia Federal, reapurando o mesmo conjunto seis meses depois, na 8ª fase da Compliance Zero, chegou a R$ 2,01 bilhões — crescimento consistente com o intervalo entre as duas contagens. Somados ao núcleo original, dão os 'cerca de R$ 3 bilhões' que a imprensa registrou em 26/05/2026. A terceira cifra, os R$ 3,7 bilhões citados pela PGR na mesma data, permanece sem explicação encontrada: fica registrada como inferência fraca, não confirmada, a hipótese de que incorpore juros e correção monetária ou perdas projetadas que a conta da PF não soma ao principal. Uma quarta cifra, os R$ 6,5 bilhões de uma auditoria extraordinária mais ampla do TCE, é expressamente desqualificada como comparável: cobre também o Banco Genial (mera custódia, sem exposição de crédito), a Mirae Asset e o Banco Digimais. Entram ainda no acervo: o valor mais preciso do aporte da Cedae, R$ 237 milhões (não R$ 200 milhões, como constava do lote anterior), com a nota da estatal de que seguiu suas políticas de compliance; o registro de que o Ministério da Previdência já contava 19 entes federativos com aplicação no Master até fevereiro de 2026, um a mais que os dezoito que abriram esta frente — o décimo nono segue não identificado; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, terceiro dirigente do Rioprevidência nomeado como alvo da Barco de Papel.

                    Registros afetados: RioPrevidência, Banco Master, Cedae, Cláudio Castro, Deivis Marcon Antunes

                  • Arte de divulgação gerada por inteligência artificial: Lote 162 — a comissão de 10%: Vorcaro liga quatro entes públicos a ACM Neto e Rueda
                    Ilustração gerada por IA

                    Lote 162 — a comissão de 10%: Vorcaro liga quatro entes públicos a ACM Neto e Rueda

                    Ao abrir a frente dos dezoito compradores institucionais do Master, o fato do dia se impôs: horas atrás o UOL revelou o conteúdo de uma terceira proposta de colaboração premiada de Daniel Vorcaro, ainda não aceita pela Polícia Federal nem pela PGR, em que ele atribui a ACM Neto e a Antônio Rueda — dois dos principais dirigentes do União Brasil, já mapeados no acervo por pagamentos de consultoria e advocacia — a intermediação da entrada de recursos de institutos de previdência do Rio de Janeiro, do Amapá e do Amazonas, e da estatal fluminense Cedae, no banco, em troca de comissão de 10% do valor aplicado (ou 1% ao ano enquanto o dinheiro permanecesse investido). Pela conta do próprio colaborador, a articulação teria captado cerca de R$ 2 bilhões, gerando obrigação estimada em R$ 200 milhões — mas o documento não diz se o valor foi pago. A checagem contra os números já conhecidos expõe um furo que nenhuma reportagem resolve: as quatro instituições citadas somam R$ 3,62 bilhões efetivamente investidos, mais que o dobro dos R$ 2 bilhões da versão de Vorcaro. Um anexo traz o achado estrutural mais importante: uma 'conta corrente gerencial' interna do Master que, segundo o colaborador, registrava não só a captação institucional mas também operações do CredCesta e negociações do BRB — a primeira indicação documental de que essas frentes, que o acervo vinha tratando como capítulos separados, corriam sob um mesmo controle financeiro. ACM Neto chamou a acusação de falsa; Rueda negou irregularidades. Entram no acervo dois entes que faltavam: a Amazonprev, um dos dezoito compradores da lista do Ministério da Previdência (R$ 50 milhões, 2023-2024), e a Cedae, que não é RPPS e cuja presença nesta lista amplia o alcance da alegação para além da previdência pública. Registro de método: a consulta pública federal do CadPrev (DAIR), fonte primária ideal para verificar aplicação por aplicação os dezoito compradores, exige resolução de reCAPTCHA — barreira que a equipe não contorna; a via que resta é o documento primário de cada ente (atas, demonstrativos, diário oficial), como já se fez com a Amapá Previdência e o Rioprevidência.

                      Registros afetados: Daniel Vorcaro, ACM Neto, Antônio Rueda, RioPrevidência, Amapá Previdência, Amazonprev, Cedae, Banco Master

                    • Arte de divulgação gerada por inteligência artificial: Lote 161 — quem remeteu do exterior: a resposta está em Miami, e a conta não fecha
                      Ilustração gerada por IA

                      Lote 161 — quem remeteu do exterior: a resposta está em Miami, e a conta não fecha

                      O fio do banco de câmbio chega onde podia chegar sem quebra de sigilo. A pergunta era quem, do exterior, mandou os R$ 3,92 milhões que a Moneycorp entregou em reais à produtora entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. A resposta documental aponta para a própria estrutura da produção nos Estados Unidos — e vem com uma divergência que o acervo registra sem resolver: para o Intercept, lendo o laudo pericial, a empresa brasileira recebeu US$ 3,7 milhões DO HAVENGATE DEVELOPMENT FUND, o fundo texano administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro, equivalentes a R$ 20,93 milhões; para o texto distribuído pela Folhapress, lendo o mesmo laudo, os gastos no Brasil foram cobertos por repasses da Go Up Entertainment LLC. As duas leituras apontam para o mesmo lado da fronteira, e acima das duas está o fundo. O que se firmou nesta apuração é o desenho da estrutura, e ele veio de um lugar inesperado: o processo administrativo da Ancine. Em 28/07/2026 a agência autuou a produtora por rodar no Brasil uma obra ESTRANGEIRA sem avisar; na defesa protocolada em 31/08, a empresa brasileira se apresenta como mera prestadora de serviços locais e diz que quem contratou e pagou o elenco principal foi uma 'empresa estrangeira' que os advogados não nomeiam em nenhuma linha. Não nomeiam porque é ela mesma do outro lado: a Goup Entertainment LLC, de Miami, cuja sócia-administradora é a mesma. E a própria empresa já havia dito o nome à mesma agência seis semanas antes — no memorando que Karina Ferreira da Gama e Michael Brian Davis assinaram em Miami em 17/07/2026, onde a LLC aparece como 'Licenciante e titular declarada dos direitos sobre a Obra' e a cláusula 5.1 declara que a produção foi realizada apenas parcialmente no Brasil. Ou seja: para licenciar, a estrutura americana existe; para pagar multa, ela é uma 'empresa estrangeira' sem nome. A defesa pede o mínimo legal, R$ 2 mil, num processo que pode chegar a R$ 200 mil. Fica registrado também o limite do laudo que a produção apresenta como prestação de contas: ele não teve acesso aos documentos do fundo, segundo O Globo, e não desdobra valores nem identifica gastos, segundo a piauí. E fica o caminho que resta: a Polícia Federal pretende pedir aos Estados Unidos a quebra de sigilo do fundo — medida que depende de cooperação das autoridades americanas — e usar a Difusão Prata da Interpol para localizar patrimônio. Até 10/09/2026 o corpus não localizou notícia de que o pedido tenha sido formalizado. Duas ressalvas de método: a equipe não leu o laudo, o memorando nem a defesa, que chegam por reportagem; e não verificou o registro societário da empresa americana, porque o portal de corporações da Flórida está atrás de verificação anti-bot, que não se contorna.

                        Registros afetados: Go Up Entertainment, Havengate Development Fund LP, Karina Ferreira da Gama, Michael Brian Davis, Moneycorp Banco de Câmbio

                      Trilha de auditoria completa: histórico de commits em /data.