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Organização · Empresa

Go Up Entertainment

Também: GoUp Entertainment, GOUP Entertainment

11 conexões4 eventos3 fontes oficiais28 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

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Resumo

Produtora sediada nos Estados Unidos responsável pelo filme 'Dark Horse', biografia de Jair Bolsonaro. Consta como produtora no contrato de novembro de 2023 descrito pelo Intercept; recebia recursos encaminhados pelo Havengate Development Fund, segundo a CNN. Declarou, em perícia privada anexada a processo em São Paulo, custo de US$ 13,3 milhões para o filme (Metrópoles). Sua dona, segundo o Metrópoles, representa também o Instituto Conhecer Brasil, investigado por suspeita de desvio de contrato com a Prefeitura de São Paulo. É dirigida por Karina Ferreira da Gama, que também preside o Instituto Conhecer Brasil, contratado pela Prefeitura de São Paulo em termo de colaboração de R$ 108 milhões investigado pela Polícia Civil.

CNPJ:
44.447.509/0001-52
Jurisdição:
Brasil (Ltda.) e Estados Unidos (LLC)

Por que está no Novelo?

Produtora do filme 'Dark Horse', destinatária final, segundo a imprensa, dos recursos transferidos por Daniel Vorcaro a fundo nos Estados Unidos.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Negativapor Go Up Entertainment· 13/05/2026

    Segundo nota reproduzida por Mário Frias, a GOUP Entertainment afirmou não haver 'um único centavo' de Vorcaro na obra.

    Fontes: Gazeta do Povo

  • Negativapor Karina Ferreira da Gama· 26/08/2026

    Karina Gama, que responde pela produtora, nega organização criminosa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, e comprometeu-se a entregar a prestação de contas do filme à PF.

    Fontes: CNN Brasil (blog Jussara Soares)

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • A estrutura societária da Go Up e sua relação formal com o Havengate Development Fund não foram verificadas em registros oficiais pela equipe.
  • PRECISÃO trazida pela decisão do STF de 03/09/2026: são duas pessoas jurídicas com o mesmo nome — a Go Up Entertainment Ltda., inscrita no cadastro nacional sob o nº 44.447.509/0001-52, que é a produtora cujas contas foram analisadas e que teve suspenso o direito de contratar com o poder público, e a Go Up Entertainment LLC, sediada no exterior, citada pelo ministro como elemento do risco de evasão dos investigados. O corpus descrevia a produtora apenas como sediada nos Estados Unidos. A decisão registra que a empresa brasileira movimentou R$ 19.033.071,00 entre 10/11/2025 e 30/12/2025, período das filmagens, tendo como principais remetentes a Moneycorp Banco de Câmbio (R$ 3,92 milhões), a GO7 (R$ 2,61 milhões), uma pessoa física (R$ 1 milhão), a NTT Brasil (R$ 750 mil) e o deputado federal Mário Frias (R$ 645,4 mil), e como principais destinatários o Hotel Unique (R$ 906,7 mil), a BAW Facilitadora de Pagamentos (R$ 896,7 mil) e a Foodflix Alimentação (R$ 653,1 mil).
  • Cadastro federal consultado em 10/09/2026: capital social declarado de R$ 100.000,00, atividade principal de estúdios cinematográficos, existência desde 01/12/2021 e uma única sócia-administradora — contra R$ 19 milhões movimentados em cinquenta e um dias. O maior remetente do período é a Moneycorp Banco de Câmbio, instituição autorizada pelo Banco Central, o que indica entrada de recursos do exterior liquidada em reais; quem remeteu de fora não está identificado em documento algum lido pela equipe. Um dos aportes, o de R$ 1 milhão do publicitário Marcello Lopes, está amparado em contrato denominado em dólares (US$ 185.185,19) e assinado seis meses depois do dinheiro, em 04/06/2026.
  • Resposta parcial à pergunta sobre a origem externa do dinheiro que entrou na conta brasileira: o laudo pericial contratado pela própria dona da produtora afirma que os gastos do filme no Brasil, de US$ 3.728.084,66 entre 01/06/2025 e 04/06/2026, foram cobertos em sua maior parte por REPASSES DA GO UP ENTERTAINMENT LLC, dos Estados Unidos, enquanto outros US$ 9.664.996,63 foram pagos diretamente pelo braço americano. É a empresa descrevendo a entrada de dinheiro de fora para custear a produção — o formato exato do crédito que um banco de câmbio entrega em reais. O laudo não detalha datas, valores individuais nem instituições dessas remessas, não identifica fornecedores e não apresenta documento fiscal do destino dos valores. Pergunta que ele deixa em aberto: se o aporte do Havengate equivale a 100% do custo, onde entram as 'cotas para investimento' abertas em outubro de 2025 e o aporte de US$ 185.185,19 cujo contrato foi assinado seis dias antes de o laudo ser assinado.
  • A ESTRUTURA, agora desenhada por documentos do processo administrativo da Ancine: a empresa americana é a Goup Entertainment LLC, sediada em Miami, com Karina Ferreira da Gama e Michael Brian Davis como sócios e diretores; a brasileira é o braço da mesma estrutura, e não prestadora de serviços de terceiro. Em 17/07/2026 os dois assinaram em Miami memorando dirigido à Ancine nomeando a LLC 'Licenciante e titular declarada dos direitos sobre a Obra', com cláusula declarando produção realizada apenas parcialmente no Brasil, e licenciando a distribuição no país à Cannes Produções Ltda, de Barueri. Em 28/07/2026 a agência lavrou auto de infração por a produtora ter rodado no Brasil obra ESTRANGEIRA sem comunicação prévia; na defesa de 31/08/2026 a empresa brasileira se diz mera prestadora local e atribui a contratação e o pagamento do elenco principal a uma 'empresa estrangeira' que nunca nomeia — a própria LLC —, pedindo multa no mínimo legal de R$ 2 mil, num processo que pode chegar a R$ 200 mil.

Linha do tempo4

Mais bem documentadas11

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

Relações por categoria11

Institucional 1

Flávio Dino· relator do inquérito sobre emendas no financiamento do filmeCCorroboradoVerificado
InstitucionalInstitucionalconfiança 80%

Por que estes nós estão conectados?

Flávio Dino relata no STF a frente que apura o suposto uso de emendas parlamentares no financiamento de 'Dark Horse' e autorizou, em 24/08/2026, o compartilhamento dos dados da operação paulista com a Polícia Federal.

Eventos: Dino autoriza a Polícia Federal a acessar os dados da operação paulista

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoEm 24/08/2026 o ministro Flávio Dino autorizou o compartilhamento com a Polícia Federal dos dados apreendidos na operação da Polícia Civil de São Paulo, a pedido da própria PF, para ampliar as investigações sobre desvio de recursos públicos, sobretudo emendas parlamentares.
  • AAlegaçãoHá dois inquéritos no STF sobre 'Dark Horse': um relatado por André Mendonça (financiamento) e outro por Flávio Dino (suposto uso de emendas parlamentares).

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Societário 3

Instituto Conhecer Brasil· mesma dirigente; sede no mesmo endereço, segundo a imprensaCCorroboradoVerificado
SocietárioSocietárioconfiança 70%via Karina Ferreira da Gama

Por que estes nós estão conectados?

As duas entidades são dirigidas por Karina Ferreira da Gama e, segundo o Jornal do Brasil, funcionam no mesmo endereço na Avenida Paulista. A hipótese de que a estrutura do instituto tenha servido de fluxo de caixa para a produtora é de investigadores, não conclusão.

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoKarina Ferreira da Gama preside o Instituto Conhecer Brasil e responde pela Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse'.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Karina Ferreira da Gama· responde pela produtoraCCorroboradoVerificado
SocietárioSocietárioconfiança 90%

Por que estes nós estão conectados?

Karina Ferreira da Gama responde pela Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse'.

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoKarina Ferreira da Gama preside o Instituto Conhecer Brasil e responde pela Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse'.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Michael Brian Davis· sócio e diretor do braço americanoAAlegaçãoNão verificado
SocietárioSocietárioconfiança 80%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo o Intercept, é sócio de Karina Ferreira da Gama na Goup Entertainment LLC, empresa americana da produção, e assinou com ela, em Miami, o memorando dirigido à Ancine em julho de 2026 na condição de acionista e diretor.

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoA Goup Entertainment LLC, empresa americana da produção, é sediada em Miami, na Flórida, e tem como sócios a brasileira Karina Ferreira da Gama — a mesma sócia-administradora da empresa brasileira — e Michael Brian Davis, brasileiro naturalizado nos Estados Unidos.
  • AAlegaçãoEm memorando assinado em Miami em 17/07/2026 e dirigido à Ancine, a empresa americana da produção é nomeada 'Licenciante e titular declarada dos direitos sobre a Obra', e a cláusula 5.1 declara que a produção foi realizada apenas parcialmente em território brasileiro.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Financeiro / comercial 7

Marcello Lopes· aportou R$ 1 milhãoDDocumental diretoVerificadodesde dez/2025
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 90%

Por que estes nós estão conectados?

A decisão do STF de 03/09/2026 registra remessa de R$ 1.000.000,00 do publicitário à produtora entre 10/11 e 30/12/2025. Ele confirmou o repasse e o descreve como aporte de investidor, feito a pedido do deputado Mário Frias, com contrato de US$ 185.185,19 assinado apenas em 04/06/2026.

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoA decisão do STF de 03/09/2026 registra, entre os principais remetentes de recursos à Go Up Entertainment no período de 10/11 a 30/12/2025, 'Marcello de Oliveira Lopes, que remeteu R$ 1.000.000,00', sem qualquer qualificação da pessoa nem exame da origem do valor.
  • AAlegaçãoO publicitário Marcello Lopes confirmou publicamente ter transferido R$ 1 milhão à produtora do filme, afirmando ter feito o aporte como investidor, em dezembro de 2025, a pedido do deputado Mário Frias, depois que os repasses de Daniel Vorcaro pararam em outubro daquele ano e a produção 'abriu cotas para investimento'.
  • AAlegaçãoO contrato que dá suporte ao aporte de Marcello Lopes registra US$ 185.185,19 em favor da produtora, feitos em dezembro de 2025, mas só foi assinado em 04/06/2026, já sob a repercussão do caso Master; o investidor atribui a defasagem a ajustes de cláusulas entre as partes.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Mário Frias· transferiu R$ 645,4 milDDocumental diretoVerificadodesde 10/11/2025
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 90%até 30/12/2025

Por que estes nós estão conectados?

A decisão do STF de 03/09/2026 registra, a partir de relatório de inteligência financeira, que o deputado federal Mário Frias transferiu R$ 645.400,00 à produtora entre 10/11/2025 e 30/12/2025 — período das filmagens do filme de que é roteirista e produtor executivo —, e observa que seus rendimentos mensais são de R$ 44.008,52.

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoA decisão registra que o deputado federal Mário Frias transferiu R$ 645.400,00 à produtora Go Up Entertainment em menos de sessenta dias e observa que seus rendimentos mensais alcançam R$ 44.008,52, o que, segundo o texto, coloca em questão o lastro financeiro das transferências.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Moneycorp Banco de Câmbio· creditou R$ 3,92 milhões (liquidação cambial)DDocumental diretoVerificadodesde 10/11/2025
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 85%até 30/12/2025

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a decisão do STF, a instituição foi o maior remetente isolado de recursos à produtora no período, com R$ 3.920.976,40. A relação é de intermediação: banco de câmbio credita em reais o valor de uma operação de câmbio do cliente, e não recursos próprios. Quem remeteu do exterior não é identificado em nenhum documento lido pela equipe.

Força da evidência

DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
  • DDocumental diretoA decisão do STF de 03/09/2026 registra que o maior remetente isolado de recursos à Go Up Entertainment entre 10/11 e 30/12/2025 foi a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., com R$ 3.920.976,40 — mais do que a soma dos valores enviados no mesmo período pelo deputado Mário Frias (R$ 645.400,00) e pela NTT Brasil (R$ 750.000,00).
  • IInferênciaO crédito de R$ 3,92 milhões tendo um banco de câmbio como remetente indica, com alta probabilidade, a entrega em reais de recursos vindos do exterior, e não dinheiro próprio da instituição — de modo que a maior entrada de dinheiro na produtora no período das filmagens tem origem externa não identificada na decisão.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Eduardo Bolsonaro· produtor-executivo de 'Dark Horse' (contrato de 2024)CCorroboradoVerificadodesde 30/01/2024
Financeiro / comercialContratualconfiança 75%

Por que estes nós estão conectados?

Contrato de produção descrito pelo Intercept e pelo Congresso em Foco atribui a Eduardo Bolsonaro a função de produtor-executivo, com atribuições relativas a financiamento e orçamento.

Eventos: Assinatura do contrato de produção de 'Dark Horse' com Eduardo Bolsonaro e Mario Frias como produtores-executivos

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoContrato de produção datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30/01/2024 traz a GoUp Entertainment como produtora e Eduardo Bolsonaro e Mario Frias como produtores-executivos, com atribuições relativas a financiamento e orçamento.

Posição dos envolvidos

Havengate Development Fund LP· fundo repassava recursos à produtoraCCorroboradoVerificado
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 70%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a CNN e o Congresso em Foco, o Havengate administrava o dinheiro destinado ao filme e encaminhava os recursos à Go Up Entertainment.

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoO Havengate Development Fund administrava o dinheiro destinado a 'Dark Horse' e encaminhava os recursos à Go Up Entertainment, produtora do filme.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Jair Bolsonaro· cessão dos direitos de história de vidaCCorroboradoVerificado
Financeiro / comercialContratualconfiança 70%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo o contrato descrito pelo Intercept, Jair Bolsonaro cedeu à produção os 'direitos de história de vida' para o filme então intitulado 'O Capitão do Povo'.

Eventos: Assinatura do contrato de produção de 'Dark Horse' com Eduardo Bolsonaro e Mario Frias como produtores-executivos

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoSegundo o contrato descrito pelo Intercept, Jair Bolsonaro cedeu os 'direitos de história de vida' para a produção então intitulada 'O Capitão do Povo'.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Mário Frias· produtor-executivo de 'Dark Horse'CCorroboradoVerificadodesde 30/01/2024
Financeiro / comercialContratualconfiança 90%

Por que estes nós estão conectados?

Mário Frias é produtor-executivo do filme, conforme o contrato descrito pelo Intercept e sua própria nota de 13/05/2026.

Eventos: Assinatura do contrato de produção de 'Dark Horse' com Eduardo Bolsonaro e Mario Frias como produtores-executivos

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoContrato de produção datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30/01/2024 traz a GoUp Entertainment como produtora e Eduardo Bolsonaro e Mario Frias como produtores-executivos, com atribuições relativas a financiamento e orçamento.
  • CCorroboradoEm nota de 13/05/2026, Mário Frias afirmou que Flávio Bolsonaro não tem sociedade no filme e que, segundo a GOUP Entertainment, não há investimento de Vorcaro na obra.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos7

Evidências28

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • CCorroborado

    Contrato de produção datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30/01/2024 traz a GoUp Entertainment como produtora e Eduardo Bolsonaro e Mario Frias como produtores-executivos, com atribuições relativas a financiamento e orçamento.

    documentofontefonte

  • CCorroborado

    Em 24/08/2026 o ministro Flávio Dino autorizou o compartilhamento com a Polícia Federal dos dados apreendidos na operação da Polícia Civil de São Paulo, a pedido da própria PF, para ampliar as investigações sobre desvio de recursos públicos, sobretudo emendas parlamentares.

    fontefonte

  • AAlegação

    Há dois inquéritos no STF sobre 'Dark Horse': um relatado por André Mendonça (financiamento) e outro por Flávio Dino (suposto uso de emendas parlamentares).

    Atribuída a: CNN Brasil

    fonte

  • CCorroborado

    O Havengate Development Fund administrava o dinheiro destinado a 'Dark Horse' e encaminhava os recursos à Go Up Entertainment, produtora do filme.

    fontefonte

  • CCorroborado

    Karina Ferreira da Gama preside o Instituto Conhecer Brasil e responde pela Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse'.

    fontefontefontefontefonte

  • CCorroborado

    Segundo o contrato descrito pelo Intercept, Jair Bolsonaro cedeu os 'direitos de história de vida' para a produção então intitulada 'O Capitão do Povo'.

    documentofontefonte

  • DDocumental direto

    A decisão do STF de 03/09/2026 registra, entre os principais remetentes de recursos à Go Up Entertainment no período de 10/11 a 30/12/2025, 'Marcello de Oliveira Lopes, que remeteu R$ 1.000.000,00', sem qualquer qualificação da pessoa nem exame da origem do valor.

    Marcello de Oliveira Lopes, que remeteu R$ 1.000.000,00

    documento

  • AAlegação

    O publicitário Marcello Lopes confirmou publicamente ter transferido R$ 1 milhão à produtora do filme, afirmando ter feito o aporte como investidor, em dezembro de 2025, a pedido do deputado Mário Frias, depois que os repasses de Daniel Vorcaro pararam em outubro daquele ano e a produção 'abriu cotas para investimento'.

    Quando parou de ter o dinheiro lá em outubro (de 2025) que Vorcaro investia, a turma toda estava gravando em São Paulo, tinham que fazer monte de pagamento e abriram cotas para investimento. Eu achei um bom negócio e decidi investir

    Atribuída a: Marcello Lopes, ao Metrópoles (coluna Igor Gadelha), 10/09/2026

    fonte

  • AAlegação

    O contrato que dá suporte ao aporte de Marcello Lopes registra US$ 185.185,19 em favor da produtora, feitos em dezembro de 2025, mas só foi assinado em 04/06/2026, já sob a repercussão do caso Master; o investidor atribui a defasagem a ajustes de cláusulas entre as partes.

    Atribuída a: Metrópoles (coluna Igor Gadelha), a partir de contrato entregue pelo próprio investidor

    documentofonte

  • CCorroborado

    Em nota de 13/05/2026, Mário Frias afirmou que Flávio Bolsonaro não tem sociedade no filme e que, segundo a GOUP Entertainment, não há investimento de Vorcaro na obra.

    fontefonte

  • DDocumental direto

    A decisão registra que o deputado federal Mário Frias transferiu R$ 645.400,00 à produtora Go Up Entertainment em menos de sessenta dias e observa que seus rendimentos mensais alcançam R$ 44.008,52, o que, segundo o texto, coloca em questão o lastro financeiro das transferências.

    Destaca-se, ainda, o envio de R$ 645.400,00 para a Go Up pelo próprio Deputado Federal Mário Frias, cujos rendimentos mensais alcançam a monta de R$ 44.008,52

    documento

  • AAlegação

    A Goup Entertainment LLC, empresa americana da produção, é sediada em Miami, na Flórida, e tem como sócios a brasileira Karina Ferreira da Gama — a mesma sócia-administradora da empresa brasileira — e Michael Brian Davis, brasileiro naturalizado nos Estados Unidos.

    Atribuída a: The Intercept Brasil, em reportagens de 15/05/2026 e 04/09/2026

    fontefonte

  • AAlegação

    Em memorando assinado em Miami em 17/07/2026 e dirigido à Ancine, a empresa americana da produção é nomeada 'Licenciante e titular declarada dos direitos sobre a Obra', e a cláusula 5.1 declara que a produção foi realizada apenas parcialmente em território brasileiro.

    Licenciante e titular declarada dos direitos sobre a Obra

    Atribuída a: The Intercept Brasil, a partir do memorando obtido no processo administrativo

    documentofonte

  • DDocumental direto

    A decisão do STF de 03/09/2026 registra que o maior remetente isolado de recursos à Go Up Entertainment entre 10/11 e 30/12/2025 foi a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., com R$ 3.920.976,40 — mais do que a soma dos valores enviados no mesmo período pelo deputado Mário Frias (R$ 645.400,00) e pela NTT Brasil (R$ 750.000,00).

    Figuram, dentre os principais remetentes de recursos para a empresa, a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., que enviou R$ 3.920.976,40

    documento

  • IInferência

    O crédito de R$ 3,92 milhões tendo um banco de câmbio como remetente indica, com alta probabilidade, a entrega em reais de recursos vindos do exterior, e não dinheiro próprio da instituição — de modo que a maior entrada de dinheiro na produtora no período das filmagens tem origem externa não identificada na decisão.

    Base da inferência: Banco de câmbio é instituição cujo objeto legal é a compra e venda de moeda estrangeira e as transferências internacionais; ao liquidar um contrato de câmbio de entrada, é ele quem credita reais na conta do cliente, aparecendo nos extratos e nos relatórios de inteligência financeira como remetente, embora seja intermediário e não fonte econômica. A inferência é forte, mas não é prova: seria afastada se os R$ 3,92 milhões correspondessem a devolução de operação anterior, a serviço de pagamento doméstico prestado pela instituição, ou a liquidação de câmbio de saída revertida. Nenhum documento lido pela equipe identifica o remetente no exterior, o valor em moeda estrangeira ou a natureza declarada da operação, e a decisão não trata do assunto.

    documento

Hipóteses e alegações sob análise

  • AAlegaçãoDisputadosegundo Polícia Civil de São Paulo e Ministério Público de São Paulo

    Recursos do contrato de wi-fi da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil teriam sido desviados para a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme 'Dark Horse'.

    O que os documentos não permitem afirmar: É hipótese de investigação, não conclusão. O corpus não tem o termo de colaboração, os pareceres do TCM, as notas fiscais nem qualquer decisão de mérito. A operação apura fraude na licitação e na execução do contrato; o desvio para a produtora é a linha que levou a PF a pedir os dados.

    Revisão adversarial (03/09/2026): Procurou-se decisão judicial ou peça de acusação que afirmasse o desvio: não há no corpus. O que existe são buscas autorizadas, a descrição dos crimes apurados pela SSP-SP e o compartilhamento de dados deferido por Dino. Registrada como alegação em disputa. Resultado: disputed.

Fontes23

3 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
10/09/2026
Revisão
published
Revisor
orquestrador

O histórico completo de alterações deste registro está no Git do repositório e no registro de atualizações. Correções podem ser propostas por issue ou pull request.