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Atualizações

Último build do corpus: 26/10/2026, 15:54 BRT. Cada alteração de dado passa por validação automática e revisão; o histórico completo está no Git do repositório.

  1. Lote 262 — a hipótese da PF de que Toffoli seria o dono de fato do fundo Arleen

    A revista piauí revelou em 10/09/2026 um relatório da Polícia Federal, entregue ao presidente do STF e mantido sob sigilo, que levanta a hipótese de o ministro Dias Toffoli ser "beneficiário final" ou "proprietário de fato" do FIP Arleen — o fundo que comprou cotas do resort Tayayá da família dele, recebeu R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro e mandou cerca de R$ 34 milhões a uma holding nas Ilhas Virgens Britânicas. Outra reportagem cita mensagens em que Vorcaro e Fabiano Zettel tratam de ao menos R$ 20 milhões do Arleen à Maridt, empresa da família, depois de um contrato de 2024. O gabinete nega recursos e operações no exterior. Registrado como hipótese da PF, conhecida só por imprensa, com divergência sobre o tamanho e o número do relatório.

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    • dias-toffoli: incluídas a menção ao relatório e a negativa do gabinete de 11/09/2026.

    Registros afetados: Dias Toffoli, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Maridt Participações

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  2. Lote 261 — a petição da PF contra Ciro Nogueira que o acervo não tinha

    Além da Pet 15.873, que levou à fase de 07/05/2026, o senador Ciro Nogueira é requerido numa segunda petição da Polícia Federal no STF: a PET 15.674, aberta em 12/03/2026 por prevenção ao INQ 5.026. O processo tem dezenas de petições sigilosas e, em 20/08/2026, André Mendonça concedeu à PF mais 60 dias de diligências "imprescindíveis para a ultimação das investigações". O conteúdo segue sob sigilo.

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    Registros afetados: Ciro Nogueira, André Mendonça

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  3. Correção — onde e quando Toffoli se declarou impedido, e o nome certo do fundo Arleen

    O acervo misturava dois episódios. A saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master, em 12/02/2026, foi a pedido dele, com os demais ministros afirmando não caber suspeição — e isso estava certo. Mas a declaração de suspeição por foro íntimo não foi na PET 15.556 nem em 20/03: foi no MS 40.791, o mandado de segurança sobre a CPI do Master na Câmara, que ele recebeu e deixou no mesmo dia, 11/03/2026, com redistribuição a Cristiano Zanin registrada como impedimento. 20/03 é a data da notícia do STF. Corrigida também a grafia "Arllen" para Arleen, nome do fundo que comprou a participação da Maridt no resort Tayayá.

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    • dias-toffoli: impedimento atribuído ao MS 40.791, em 11/03/2026, com redistribuição a Cristiano Zanin; resolvida a divergência de datas antes sinalizada.
    • ev-inferencia-sobre-motivo-da-suspeicao-de-toffoli-e-o-inq-5026: processo e data da suspeição corrigidos.
    • Arllen corrigido para Arleen em nove arquivos.

    Registros afetados: Dias Toffoli, Cristiano Zanin

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  4. Lote 260 — Peretto, o elo entre Vorcaro e as perguntas do Banco Central à Cartos

    Fechando a leitura dos celulares analisados pela PF no INQ 5.026: Henrique Peretto, dono da Cartos e acionista da Tirreno, levava a Vorcaro as requisições que o Banco Central mandava à Cartos no mesmo dia em que eram assinadas, e lhe submetia cada versão das respostas. Numa delas, uma análise "exaustiva e complexa" não achara operação nenhuma; no dia seguinte, a resposta passou a falar em operações interrompidas e num distrato de 30/07/2025. Ele também mandou a Vorcaro o acordo entre as duas empresas em arquivo editável, sem assinaturas, datado de janeiro. E no celular dele a PF achou um fundo de R$ 31,44 milhões que ele dizia reservado ao capital da Tirreno. Alegação da PF, sem denúncia.

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    • henrique-peretto: registrado o papel de intermediário das requisições do Banco Central descrito pela PF.

    Registros afetados: Henrique Peretto, Daniel Vorcaro, Cartos, Tirreno

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  5. Lote 259 — o BRB queria comprar mais R$ 450 milhões do Master sem ter visto a amostra

    Em 03/04/2025, seis dias depois de anunciar a compra do Master, o BRB preparou internamente uma proposta para comprar mais R$ 450 milhões em carteira de consignado do banco — somando-se a R$ 750 milhões aprovados em março e aos R$ 7,7 bilhões já adquiridos. A mesma nota registra que a área de risco não recebera a base de clientes "ou pelo menos uma amostra fidedigna". No dia seguinte, o grupo de trabalho do próprio BRB concluiria que 114.626 contratos dessas carteiras tinham numeração padronizada. O documento, juntado ao INQ 5.026, não diz se o limite foi aprovado.

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    Registros afetados: BRB, Banco Master, CredCesta

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  6. Lote 258 — a fábrica de amostras dentro do Master, descrita numa investigação interna do próprio banco

    No acervo digital que o liquidante do Master entregou à PF, os analistas acharam uma apresentação chamada "Investigações internas – Banco Master". Ela descreve funcionários gerando em lote, entre junho e outubro de 2025, CCBs, termos de consentimento e procurações a partir de dados de clientes Credcesta, em pastas batizadas "Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras" — o mesmo kit que foi mandado ao BRB em 23/06/2025 como prova de 1.785 créditos da Tirreno. A apresentação aponta o diretor Alberto Félix como supervisor e registra a ordem de responder às falhas achadas pela Deloitte como "erro operacional na seleção". Registrado como alegação da PF; os funcionários citados não são nomeados.

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    Registros afetados: Banco Master, BRB, Tirreno, CredCesta, Alberto Félix Oliveira, André Seixas Maia

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  7. Lote 257 — como seriam comprados os imóveis do presidente do BRB: seis empresas de prateleira e um fundo da REAG

    O acervo já sabia, pela decisão que prendeu Paulo Henrique Costa, que a PF lhe atribui R$ 146,6 milhões em seis imóveis como contrapartida ao Master. Um relatório de análise juntado ao INQ 5.026 mostra a engrenagem: seis sociedades anônimas de prateleira, com capital aumentado no valor de cada imóvel entre janeiro e março de 2025, todas controladas por um fundo de participações gerido pela REAG e dirigidas, segundo a PF, pelo cunhado do advogado Daniel Lopes Monteiro. Dois dos imóveis são os apartamentos de Brasília que o próprio Paulo Henrique negociava por uma holding "para que não seja direto em meu nome" — o que corrige a ressalva do lote anterior.

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    • ev-pf-paulo-henrique-costa-negociou-imoveis-por-holding-para-nao-ficar-em-seu-nome: a ressalva de que não se podia afirmar que fossem os mesmos imóveis foi substituída pela identificação feita na IPJ-A nº 1270942/2026.
    • daniel-moreira-bezerra: registrado que ele assina como secretário atas de duas das empresas usadas na compra.

    Registros afetados: Paulo Henrique Costa, Daniel Lopes Monteiro, Daniel Moreira Bezerra, Reag Investimentos, Daniel Vorcaro

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  8. Lote 256 — a holding do presidente do BRB, e o "frio na espinha" de quem assinava pela Tirreno

    Mais dois celulares analisados pela PF e juntados ao INQ 5.026. No de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, a PF encontrou a negociação de apartamentos de R$ 4,67 milhões e R$ 6,01 milhões entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, com pedido de sigilo, contratos com o comprador em branco e uma holding "para que não seja direto em meu nome"; e uma mensagem de setembro de 2025, mês em que o Banco Central barrou a compra do Master, sobre "uma solução que não depende do Bacen". No de André Seixas Maia, apresentado como responsável pela Tirreno, a empresa só aparece em 04/04/2025 — quatro meses depois da data dos documentos que a criaram. Tudo registrado como alegação da PF, sem denúncia.

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    Registros afetados: Paulo Henrique Costa, André Seixas Maia, Tirreno, BRB, Banco Master

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  9. Lote 255 — o que o próprio BRB escreveu sobre as carteiras do Master, antes da Tirreno aparecer

    Dois relatórios internos do BRB, juntados ao INQ 5.026, dão lastro documental ao que a PF descreveu a partir do celular de Vorcaro. Em 04/04/2025, o grupo de trabalho do banco registrou ter comprado do Master 1,79 milhão de contratos de consignado, com saldo de R$ 7,62 bilhões, sem ter visto as CCBs, e achou 114.626 contratos com numeração padronizada — sem nenhuma menção à Tirreno. Em 19/05/2025, o mesmo grupo anotou que o Master ainda não tinha entregado a cláusula de mandato entre a Tirreno e o Master, documento que a PF diz ter sido finalizado em 24/05 com data de dezembro de 2024. No meio disso, segundo a PF, Vorcaro cobrava de Augusto Lima os contratos da Tirreno: "ate agora nao mandamos NADA".

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    Registros afetados: BRB, Banco Master, CredCesta, Tirreno, Daniel Vorcaro, Augusto Lima

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  10. Lote 254 — a Tirreno fabricada, contada pelo celular de Vorcaro

    Primeira leitura do relatório de 228 páginas em que a Polícia Federal analisou as conversas do celular de Daniel Vorcaro sobre as cessões de crédito ao BRB, juntado ao INQ 5.026 em maio. Pela PF, os contratos com a Tirreno datados de 2024 foram assinados e autenticados em maio de 2025, logo depois de o presidente do BRB cobrar a pendência; a resposta da Cartos ao Banco Central começou dizendo que a Tirreno originara só R$ 546 mil e foi reescrita até afirmar que a Cartos não tinha acesso a nada; o escritório de Daniel Lopes Monteiro redigia documentos em nome da Tirreno sob revisão de Vorcaro ("Estamos notificando pra passar para os outros nao para assumir"); e Paulo Henrique Costa, alertado desde outubro de 2024 sobre carteiras inconsistentes, respondeu a Vorcaro "Estamos juntos mesmo para a vida". Tudo registrado como alegação da PF, sem denúncia.

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    • ev-info-brb-grupo-whatsapp-fabricacao-extrato: acrescentados os saldos divergentes dos dois extratos da conta da Tirreno, segundo a IPJ-A nº 1252786/2026.

    Registros afetados: Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa, Henrique Peretto, Daniel Lopes Monteiro, Angelo Ribeiro da Silva, Tirreno

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