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Transparência

Atualizações

Último build do corpus: 11/09/2026, 16:25 BRT. Cada alteração de dado passa por validação automática e revisão; o histórico completo está no Git do repositório.

  1. Lote 83 — os autos de Itaguaí: duas cópias do mesmo termo, e o e-mail que o enviou

    Obtidos e lidos integralmente os autos do processo administrativo nº 200.000.015/2024 do Itaprevi, em 203 páginas — o anexo que o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro examinou. Com eles, a identidade textual entre os termos de credenciamento do Banco Master deixa de ser descrição de auditoria sigilosa e passa a ser constatação da equipe, sobre duas cópias lidas: a de Itaguaí e a publicada pela Alagoas Previdência coincidem palavra por palavra. Os autos contêm ainda o e-mail pelo qual o banco remeteu a documentação, assinado por sua executiva de relações institucionais — a mesma pessoa documentada em Goiás, no Amapá e em Alagoas —, e o termo em duas versões, uma sem assinatura e já preenchida, com o CNPJ do banco impresso no campo do representante legal. O processo foi aberto em 11/01/2024 e assinado em 16/01/2024, pela mesma pessoa nos dois campos reservados a funções distintas, com dois minutos de diferença. As sete atestações de conformidade estão todas marcadas com 'Sim', inclusive a do requisito espelhado pela lista exaustiva, da qual o banco não constava. Corrigido, por documento primário, erro material de data no voto do tribunal.

      Registros afetados: Itaguaí Previdência, Banco Master, Paula Vouguinha, ev-pareceres-de-credenciamento-elaborados-pelo-proprio-banco, ev-tcerj-conclui-que-o-banco-preencheu-o-proprio-parecer

    • Lote 88 — fechamento do Rioprevidência: a única exceção, e a CPI que quase não nasceu

      Fechamento de quatro lacunas abertas nos lotes anteriores sobre o Rioprevidência. Lida a série completa de atas do Comitê de Investimentos de 2023 e 2024: o nome do Banco Master aparece nomeado uma única vez, na tabela de posição de fevereiro de 2024, antes de o padrão reverter à anonimização nos meses seguintes — verificado por leitura direta. Documentada a quase-morte da CPI da Alerj: aprovada em 12/05/2026, não instalada no prazo, mandado de segurança negado pelo TJRJ em 25/05, e só efetivamente em funcionamento a partir de um segundo requerimento, com reuniões registradas até junho. Identificados o juízo e a juíza da ação da PGE-RJ — 10ª Vara de Fazenda Pública da Capital, Aline Massoni —, com o número do processo permanecendo sob sigilo. O número da petição de origem no STF para o caso de Deivis Marcon Antunes, e o processo resultante na Justiça do Rio após a redistribuição por Toffoli, não foram localizados em nenhuma fonte aberta — provavelmente por tramitarem sob sigilo.

        Registros afetados: RioPrevidência, Banco Master

      • Lote 86 — a dívida com a Tether: a mesma carteira, dois credores

        A Tether Investments — braço de investimento da emissora do stablecoin USDT — emprestou US$ 300 milhões à Titan Holding, empresa pessoal de Daniel Vorcaro, em março de 2025, com garantia na carteira de crédito consignado do Banco Master, que inclui o CredCesta. Após o vencimento antecipado disparado pela liquidação do banco, a Tether moveu ação de cobrança no TJSP pedindo bloqueio de ativos e direcionamento dos fluxos do consignado, e obteve em Cayman a liquidação da Titan. Dois achados verificados por leitura própria: parte da mesma carteira dada em garantia à Tether também integrava a carteira depois vendida ao BRB — indício de possível oneração dupla dos mesmos recebíveis, registrado sem confirmação de sobreposição exata —, e a primeira parcela do empréstimo foi transferida no mesmo dia em que o BRB anunciou publicamente a intenção de comprar o Master. A cifra de 256.016 trabalhadores e R$ 2 bilhões em garantias, de reportagem do Livecoins, permanece em classe A: nenhuma outra fonte a confirma, e o artigo não cita número de processo nem reproduz trecho dos autos.

          Registros afetados: Banco Master, CredCesta, Daniel Vorcaro, Titan Holding, Tether Investments

        • Lote 85 — a rede de escritórios: quatro identidades verificadas, uma genealogia com cautela

          O Banco Master pagou R$ 543 milhões a 91 escritórios de advocacia entre 2022 e 2025, saltando de R$ 40,1 milhões para R$ 262,4 milhões no período. A equipe verificou pessoalmente, no dump oficial da Receita Federal — não em agregador privado —, a identidade de cinco escritórios: Temer Advogados Associados, administrado pelo próprio Michel Temer; Lewandowski Advocacia, que na data desta consulta ainda lista Ricardo Lewandowski como sócio-administrador, divergência registrada como pergunta em aberto; Gabino Kruschewsky, cujo sócio é apontado por reportagem, sem confirmação documental, como primo do diretor jurídico do Master; Warde Advogados, do ex-procurador do Banco Central e advogado pessoal de Vorcaro por quase uma década, alvo de alegação grave sobre proximidade com juiz do caso; e Monteiro Sociedade de Advogados, cujo sócio foi preso e acusado de operar esquema paralelo de propina ligado à tentativa de compra do banco pelo BRB. Achado cruzado: André Kruschewsky Lima, o executivo que assinou o credenciamento do Master em Alagoas, é situado por reportagem como diretor jurídico do banco no mesmo relatório da PF sobre a emenda ao FGC que o corpus já registrava como hipótese não atribuída pessoalmente. A genealogia Kruschewsky e a autoria da contratação são registradas como classe C, por decisão editorial explícita — não como fato documentado.

            Registros afetados: Banco Master, Michel Temer, Ricardo Lewandowski, André Kruschewsky Lima, Eugênio de Souza Kruschewsky, Walfrido Jorge Warde Junior, Daniel Lopes Monteiro, Temer Advogados Associados, Lewandowski Advocacia, Gabino Kruschewsky Advogados Associados, Warde Advogados, Monteiro Sociedade de Advogados

          • Lote 84 — Rioprevidência: a decisão que não aparece em ata, e duas fraudes distintas

            O maior caso do canal de colocação recebeu, pela primeira vez, a leitura direta de suas atas de comitê. Achado central: ao contrário de Amapá, Aparecida, Itaguaí, Congonhas e Alagoas, a decisão de comprar letras financeiras do Banco Master nunca é nomeada em ata — a de 30/11/2023, coincidente com a semana da primeira aplicação, libera apenas teto regulatório genérico, sem citar o banco. Verificação de controle: busca textual retorna zero ocorrências de 'Master' no documento inteiro. O atestado de credenciamento, diferentemente do de Alagoas, não contém texto promocional. Documentadas a distinção entre a Operação Barco de Papel e a 8ª fase da Compliance Zero, e entre duas modalidades de fraude atribuídas ao grupo — exposição de crédito bancário direto versus manipulação de preços em fundos geridos por terceiros ligados ao Master. Fechada parcialmente uma lacuna do CredCesta: ação civil pública do MP-BA sobre transparência do produto, de 2021, embora nada tenha sido localizado sobre a privatização em si.

              Registros afetados: RioPrevidência, Banco Master, CredCesta, Euchério Lerner Rodrigues, Deivis Marcon Antunes

            • Lote 83 — dois achados negativos, e uma armadilha de homonímia

              Nem Roberta Luchsinger nem qualquer filho do presidente Lula tem ligação documentada com o caso Banco Master. A busca textual feita pela equipe nas peças primárias do caso — o relatório da PF sobre o celular de Vorcaro, de 218 páginas, e a decisão da Zona Cinzenta — retorna zero ocorrências de todos os nomes, com controles de extração funcionando. Ambos estão em outro caso, a Operação Sem Desconto, do INSS. A confusão tem origem rastreável: os dois inquéritos têm o mesmo relator e um relatório da PF os compara, de modo que os nomes aparecem no mesmo documento sem qualquer vínculo entre as pessoas. Registrada a alegação como refutada, com a origem identificada em coluna de opinião sem lastro; esclarecida a evidência do relatório de assimetria; e registrada a armadilha do apelido 'Careca', que no caso Master designa Alexandre de Moraes, segundo a própria PF, e no caso do INSS designa pessoa inteiramente distinta. Nenhum registro de pessoa foi criado: incluir no grafo quem não tem ligação com o caso sugeriria vínculo pela simples presença.

                Registros afetados: Banco Master, Grupo Fictor, ev-moraes-decisao-assimetria-mendonca-2026-09-03

              • Lote 82 — o Metrópoles, e uma declaração de conflito da própria plataforma

                O Banco Master pagou R$ 27,28 milhões ao Metrópoles entre o segundo semestre de 2024 e outubro de 2025, movimentação que o Coaf classificou como atípica. A contrapartida existe e é lícita — naming rights da Série D de 2025, com contrato confirmado pela CBF —, embora haja descasamento de cerca de seis meses entre o início dos pagamentos e a veiculação da marca. O veículo não é caso isolado: o banco pagou também outros comunicadores e sites. Teste objetivo da cobertura: depois da liquidação ela foi ampla e pioneira, e foi o Metrópoles que revelou o contrato de R$ 129 milhões do escritório Barci de Moraes — evidência contrária à hipótese de captura, registrada com o mesmo peso. Mas há dois artefatos datados de omissão do próprio nome. Como o veículo é uma das fontes mais usadas deste corpus, aplicou-se nota de contexto padronizada a todos os seus registros de fonte, por dever de transparência.

                  Registros afetados: Metrópoles, Banco Master

                • Lote 81 — o documento: o parecer que aprovou o banco foi escrito pelo banco

                  Localizado e lido o espécime que faltava: o Termo de Credenciamento nº 033/2024 do Banco Master na Alagoas Previdência, publicado aberto e datado de 05/04/2024, com as frases exatas que a auditoria do Ministério da Previdência descreveu como idênticas em outros quatro entes. O campo destinado a registrar a análise do regime próprio contém texto promocional; o de qualificação do corpo técnico, uma única frase sem nomes nem indicadores. E o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, em voto de 56 páginas sobre Itaguaí, afirma que o termo foi 'integralmente preenchido pelo próprio Banco Master', que a documentação comprobatória era formada 'unicamente por certidões e relatórios gerados e enviados pelo próprio Banco Master' e que a análise durou 'menos de 2 dias úteis'. Registrado ainda o vetor humano entre o Rioprevidência e o Itaprevi.

                    Registros afetados: Banco Master, Alagoas Previdência, Itaguaí Previdência, Fernanda Pereira da Silva Machado, André Kruschewsky Lima, Alberto Félix Oliveira, ev-pareceres-de-credenciamento-elaborados-pelo-proprio-banco

                  • Lote 80 — Nelson Tanure: a cadeia de atribuição, e a ponte que não existe

                    Leitura integral da decisão de 06/01/2026 na PET 15.198. A expressão 'sócio oculto' está dentro da transcrição da manifestação do procurador-geral, que reporta o que a autoridade policial afirmou; o relator registra que sua cognição, nessa fase, é necessariamente limitada. Distinguidos os estágios: investigado e alvo de busca no caso Master, réu em ação penal distinta sobre a Gafisa, cuja conexão com o caso o próprio relator rejeitou. Testada na base primária da CVM a hipótese de que recursos de regimes próprios teriam chegado a veículos dele: zero cotistas de regimes próprios no FIDC Maranta, no Bordeaux FIP e no Fonte de Saúde FIP. O fluxo documentado é o inverso, do caixa da Ligga para cédulas de crédito do Master. Corrigido o financiamento e o preço da aquisição da Copel Telecom, e a data da decisão de busca pessoal.

                      Registros afetados: Nelson Tanure, Ligga Telecom, rel-nelson-tanure-daniel-vorcaro-allegation

                    • Lote 79 — o parecer escrito pelo próprio banco, e a consultoria dos dois lados

                      Fecha a linha do canal de colocação. O relatório de auditoria federal tem nome oficial, revelado pela própria Polícia Federal em nota pública: 'Relatório de Auditoria Direta — Letras Financeiras', da Coordenação-Geral de Auditoria do DRPPS. É sigiloso e está com a PF, e não é um relatório sobre quatro entes, mas um instrumento por classe de ativo que percorreu regimes próprios em vários estados. Seu achado central — os termos de credenciamento eram idênticos e foram elaborados pelo próprio banco, admitido pelos técnicos da Amprev aos auditores — tem confirmação independente do TCE-RJ no caso de Itaguaí. Registrado ainda que a consultoria presente em sete dos compradores declara à CVM assessorar os dois lados do mesmo credenciamento, e que seu principal executivo é quem propõe a compra de letras financeiras na ata de Congonhas. Documentada a assimetria que define o caso: 265 fundos de pensão privados com exposição zero.

                        Registros afetados: Banco Master, Amapá Previdência, Crédito e Mercado, Renan Foglia Calamia, Previdência do Município de Congonhas

                      Trilha de auditoria completa: histórico de commits em /data.