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Organização · Associação

Instituto Conhecer Brasil

Também: ICB

7 conexões5 eventos2 fontes oficiais17 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Associação privada sem fins lucrativos presidida por Karina Ferreira da Gama. Venceu o chamamento que resultou no Termo de Colaboração 01/SMIT/2024, de R$ 108 milhões, para implantar, operar e manter 5 mil pontos de wi-fi gratuito em comunidades periféricas de São Paulo, dentro do programa WiFi Livre SP. Foi o principal alvo da Operação Wi-Fi Livre em 01/06/2026.

Jurisdição:
São Paulo

Por que está no Novelo?

Firmou com a Prefeitura de São Paulo o contrato de R$ 108 milhões investigado por suspeita de fraude, e é presidido pela mesma pessoa que responde pela produtora do filme 'Dark Horse'.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • O corpus não registra manifestação institucional própria do instituto.
  • As notas fiscais consideradas irregulares (R$ 16,5 milhões) constam de uma única reportagem; o corpus não tem os documentos.
  • Em 03/09/2026 o ministro Flávio Dino suspendeu qualquer atividade de natureza econômica ou financeira da entidade, com intimação do Banco Central e da Receita Federal, e avocou ao STF o inquérito e a cautelar de busca que tramitavam na Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas de São Paulo, unificando a frente paulista do contrato de wi-fi com a frente federal das emendas parlamentares. As empresas de tecnologia que executavam o contrato — Complexsys, FastFuture, Ultra IP, Urban Connect e JP Grass — ficaram proibidas de contratar com o poder público, e os pagamentos de contratos públicos a elas foram suspensos.

Linha do tempo5

Mais bem documentadas7

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

Relações por categoria7

Societário 2

Go Up Entertainment· mesma dirigente; sede no mesmo endereço, segundo a imprensaCCorroboradoVerificado
SocietárioSocietárioconfiança 70%via Karina Ferreira da Gama

Por que estes nós estão conectados?

As duas entidades são dirigidas por Karina Ferreira da Gama e, segundo o Jornal do Brasil, funcionam no mesmo endereço na Avenida Paulista. A hipótese de que a estrutura do instituto tenha servido de fluxo de caixa para a produtora é de investigadores, não conclusão.

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoKarina Ferreira da Gama preside o Instituto Conhecer Brasil e responde pela Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse'.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Karina Ferreira da Gama· preside a associaçãoCCorroboradoVerificado
SocietárioSocietárioconfiança 90%

Por que estes nós estão conectados?

Karina Ferreira da Gama preside o Instituto Conhecer Brasil, associação privada sem fins lucrativos que firmou o Termo de Colaboração 01/SMIT/2024 com a Prefeitura de São Paulo.

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoKarina Ferreira da Gama preside o Instituto Conhecer Brasil e responde pela Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse'.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Financeiro / comercial 4

Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo· Termo de Colaboração 01/SMIT/2024 (R$ 108 milhões)CCorroboradoVerificadodesde 2024
Financeiro / comercialContratualconfiança 85%

Por que estes nós estão conectados?

O instituto venceu o chamamento e firmou com a secretaria o termo de colaboração de R$ 108 milhões para 5 mil pontos de wi-fi gratuito. A execução do contrato é objeto da Operação Wi-Fi Livre; a prefeitura afirma que o contrato seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade.

Eventos: Operação Wi-Fi Livre: buscas no Instituto Conhecer Brasil, na Go Up e na Secretaria Municipal

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoO Termo de Colaboração 01/SMIT/2024, de R$ 108 milhões, previa a implantação, operação e manutenção de 5 mil pontos de wi-fi gratuito em comunidades periféricas de São Paulo, no programa WiFi Livre SP, ao custo mensal de R$ 1,8 mil por ponto.
  • CCorroboradoO cronograma previa 5 mil pontos até junho de 2025, mas apenas cerca de 3,2 mil teriam sido instalados, e foram assinados três termos aditivos em curto intervalo de tempo.

Posição dos envolvidos

Instituto Orbis· subcontrato de pesquisa de satisfação (R$ 5 milhões)AAlegaçãoNão verificadodesde 2026
Financeiro / comercialContratualconfiança 40%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo reportagem do Intercept Brasil relatada pelo Jornal GGN, o Instituto Conhecer Brasil subcontratou o Instituto Orbis por R$ 5 milhões para pesquisas de satisfação entre usuários do WiFi Livre SP, também dependentes do repasse de seus contatos telefônicos.

Eventos: Reportagem revela repasse de dados de usuários do WiFi Livre a empresas de disparo em massa

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo reportagem do Intercept Brasil (relatada pelo Jornal GGN, fonte primária bloqueada para leitura direta), o Instituto Conhecer Brasil se comprometeu formalmente a fornecer contatos telefônicos de usuários cadastrados no WiFi Livre SP à Talk Communications (subcontrato de R$ 2,7 milhões, 12 campanhas de disparo em massa, cerca de 8,1 milhões de mensagens) e ao Instituto Orbis (R$ 5 milhões, pesquisas de satisfação), sem termo de consentimento dos usuários — o que a reportagem qualifica como violação frontal à LGPD e ao Marco Civil da Internet.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Mário Frias· R$ 2 milhões em emendas em 2024, segundo o Estadão; negado pela defesaAAlegaçãoDisputadodesde 2024
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 40%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo o Estadão, o deputado Mário Frias, que assina o roteiro de 'Dark Horse', destinou em 2024 R$ 2 milhões em emendas para a ONG ligada ao filme. Em maio de 2026 sua defesa negou ao ministro Flávio Dino qualquer triangulação de emendas.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo o Estadão, o roteiro de 'Dark Horse' é assinado pelo deputado Mário Frias, que em 2024 destinou R$ 2 milhões em emendas para a ONG ligada ao filme. Em maio de 2026 a defesa do deputado negou ao ministro Flávio Dino qualquer triangulação de emendas, classificando a alegação como 'puramente especulativa'.

Posição dos envolvidos

Talk Communications· subcontrato de disparo em massa (R$ 2,7 milhões)AAlegaçãoDisputadodesde 2026
Financeiro / comercialContratualconfiança 40%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo reportagem do Intercept Brasil relatada pelo Jornal GGN, o Instituto Conhecer Brasil subcontratou a Talk Communications por R$ 2,7 milhões para executar campanhas de disparo em massa usando contatos de usuários do WiFi Livre SP. A Talk Communications negou ter recebido os dados.

Eventos: Reportagem revela repasse de dados de usuários do WiFi Livre a empresas de disparo em massa

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo reportagem do Intercept Brasil (relatada pelo Jornal GGN, fonte primária bloqueada para leitura direta), o Instituto Conhecer Brasil se comprometeu formalmente a fornecer contatos telefônicos de usuários cadastrados no WiFi Livre SP à Talk Communications (subcontrato de R$ 2,7 milhões, 12 campanhas de disparo em massa, cerca de 8,1 milhões de mensagens) e ao Instituto Orbis (R$ 5 milhões, pesquisas de satisfação), sem termo de consentimento dos usuários — o que a reportagem qualifica como violação frontal à LGPD e ao Marco Civil da Internet.

Posição dos envolvidos

  • Negativa· 03/06/2026

    A Talk Communications negou ter recebido os dados dos usuários.

    Fontes: Jornal GGN

Alegação investigativa 1

Polícia Civil de São Paulo· alvo da Operação Wi-Fi Livre (01/06/2026)CCorroboradoVerificadodesde 01/06/2026
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 85%

Por que estes nós estão conectados?

A Polícia Civil de São Paulo apura suspeita de fraude na contratação e na execução do termo de colaboração de R$ 108 milhões, com buscas na sede do instituto, em empresas subcontratadas e na secretaria contratante.

Eventos: Operação Wi-Fi Livre: buscas no Instituto Conhecer Brasil, na Go Up e na Secretaria Municipal

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoEm 01/06/2026 a Polícia Civil de São Paulo cumpriu oito mandados de busca e apreensão, autorizados pela 1ª Vara Regional das Garantias, contra o Instituto Conhecer Brasil, a Go Up Entertainment, endereços ligados a Karina Ferreira da Gama e a sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.
  • CCorroboradoA Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a investigação apura possíveis crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, fraude na execução de contrato administrativo e emprego irregular de verbas públicas.

Posição dos envolvidos

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos1

Evidências17

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • CCorroborado

    Karina Ferreira da Gama preside o Instituto Conhecer Brasil e responde pela Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse'.

    fontefontefontefontefonte

  • AAlegação

    Segundo reportagem do Intercept Brasil (relatada pelo Jornal GGN, fonte primária bloqueada para leitura direta), o Instituto Conhecer Brasil se comprometeu formalmente a fornecer contatos telefônicos de usuários cadastrados no WiFi Livre SP à Talk Communications (subcontrato de R$ 2,7 milhões, 12 campanhas de disparo em massa, cerca de 8,1 milhões de mensagens) e ao Instituto Orbis (R$ 5 milhões, pesquisas de satisfação), sem termo de consentimento dos usuários — o que a reportagem qualifica como violação frontal à LGPD e ao Marco Civil da Internet.

    Atribuída a: Jornal GGN, com base em reportagem do Intercept Brasil

    fonte

  • CCorroborado

    O Termo de Colaboração 01/SMIT/2024, de R$ 108 milhões, previa a implantação, operação e manutenção de 5 mil pontos de wi-fi gratuito em comunidades periféricas de São Paulo, no programa WiFi Livre SP, ao custo mensal de R$ 1,8 mil por ponto.

    fontefontefonte

  • CCorroborado

    O cronograma previa 5 mil pontos até junho de 2025, mas apenas cerca de 3,2 mil teriam sido instalados, e foram assinados três termos aditivos em curto intervalo de tempo.

    fontefonte

  • AAlegação

    Segundo o Estadão, o roteiro de 'Dark Horse' é assinado pelo deputado Mário Frias, que em 2024 destinou R$ 2 milhões em emendas para a ONG ligada ao filme. Em maio de 2026 a defesa do deputado negou ao ministro Flávio Dino qualquer triangulação de emendas, classificando a alegação como 'puramente especulativa'.

    Atribuída a: Estadão Conteúdo

    fonte

  • CCorroborado

    Em 01/06/2026 a Polícia Civil de São Paulo cumpriu oito mandados de busca e apreensão, autorizados pela 1ª Vara Regional das Garantias, contra o Instituto Conhecer Brasil, a Go Up Entertainment, endereços ligados a Karina Ferreira da Gama e a sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.

    fontefontefonte

  • CCorroborado

    A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a investigação apura possíveis crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, fraude na execução de contrato administrativo e emprego irregular de verbas públicas.

    Atribuída a: SSP-SP

    fontefonte

  • CCorroborado

    Em relatório preliminar de acompanhamento de edital, datado de abril de 2024, o Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP) identificou ao menos 20 irregularidades no edital de contratação do sistema de wi-fi e recomendou a suspensão do processo, entre elas a ausência de especificação objetiva de dispositivos sobre proteção de dados pessoais exigidos pela LGPD. A SMIT alterou o edital para incluir cláusulas de LGPD (proibição de uso e repasse de dados a terceiros fora das hipóteses legais), mas manteve o processo apesar da recomendação de suspensão.

    fontefonte

  • AAlegação

    Segundo apuração relatada pela imprensa, o Instituto Conhecer Brasil foi o único participante do chamamento público 01/SMIT/2024, e não tinha experiência técnica prévia no setor de comunicações — sua atuação anterior concentrava-se em feiras e eventos literários e religiosos.

    Atribuída a: Jornal do Brasil (JB)

    fonte

  • AAlegação

    Segundo o Jornal de Brasília, o instituto teria apresentado à prefeitura ao menos R$ 16,5 milhões em notas fiscais consideradas irregulares para justificar despesas do contrato.

    Atribuída a: Jornal de Brasília

    fonte

  • CCorroborado

    O contrato inicial de R$ 108 milhões chegou a R$ 157,1 milhões por meio de três termos aditivos assinados em curto intervalo de tempo, somando R$ 49,1 milhões adicionais. Cerca de R$ 26 milhões teriam sido pagos sem comprovação de execução dos serviços, enquanto apenas 3.200 dos 5 mil pontos prometidos foram efetivamente instalados.

    fontefonte

  • DDocumental direto

    A decisão do ministro Flávio Dino na PET 16.669/DF, assinada em 03/09/2026, deferiu busca e apreensão domiciliar contra 29 pessoas físicas e 24 pessoas jurídicas e busca pessoal em onze investigados, no âmbito de apuração de desvio de recursos de emendas parlamentares repassadas ao Instituto Conhecer Brasil, com o deputado federal Mário Frias apontado pela autoridade policial como integrante do núcleo político.

    desvios de recursos públicos, praticados por organização criminosa – integrada pelo Deputado Federal Mário Frias – que teria direcionado verbas federais, via termos de fomento custeados por emendas parlamentares

    documento

  • CCorroborado

    A Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up na manhã de 10/09/2026, cumprindo 49 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Flávio Dino, com o deputado federal Mário Frias e Karina Gama entre os alvos.

    fontefonte

  • DDocumental direto

    No dispositivo, o ministro avocou ao Supremo Tribunal Federal o inquérito policial e a cautelar de busca e apreensão que tramitavam na Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens do Foro Central Criminal da Barra Funda, em São Paulo, determinando a remessa integral dos feitos em 48 horas e acesso por tempo indeterminado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

    documento

  • CCorroborado

    Karina Ferreira da Gama registrou em cartório uma ata notarial relatando ter sido pressionada por pessoas ligadas ao governo Lula a prestar depoimento incriminando o senador Flávio Bolsonaro, sob a insinuação de que seria presa caso não o fizesse — documento encontrado e apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Make Up, em 10/09/2026.

    fontefonte

Hipóteses e alegações sob análise

  • AAlegaçãoDisputadosegundo Polícia Civil de São Paulo e Ministério Público de São Paulo

    Recursos do contrato de wi-fi da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil teriam sido desviados para a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme 'Dark Horse'.

    O que os documentos não permitem afirmar: É hipótese de investigação, não conclusão. O corpus não tem o termo de colaboração, os pareceres do TCM, as notas fiscais nem qualquer decisão de mérito. A operação apura fraude na licitação e na execução do contrato; o desvio para a produtora é a linha que levou a PF a pedir os dados.

    Revisão adversarial (03/09/2026): Procurou-se decisão judicial ou peça de acusação que afirmasse o desvio: não há no corpus. O que existe são buscas autorizadas, a descrição dos crimes apurados pela SSP-SP e o compartilhamento de dados deferido por Dino. Registrada como alegação em disputa. Resultado: disputed.

Fontes15

2 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
10/09/2026
Revisão
published
Revisor
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