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Documento · Extração pericial

O laudo pericial que a produtora apresenta como prestação de contas do filme

10/06/2026emissor: Perícia privada contratada por Karina Ferreira da Gamaabrir original ↗

Resumo

Perícia privada assinada em 10/06/2026, elaborada a pedido de Karina Ferreira da Gama, com base em materiais fornecidos por ela, e anexada ao processo sobre o contrato de wi-fi da Prefeitura de São Paulo. É o documento a que o senador Flávio Bolsonaro se refere ao dizer que já mostrou a prestação de contas do filme. Aponta custo total de produção de US$ 13.393.081,29 (R$ 75.182.282,80 pela taxa adotada), repartido entre US$ 9.664.996,63 pagos diretamente pelo braço americano da produtora e US$ 3.728.084,66 gastos no Brasil entre 01/06/2025 e 04/06/2026, estes cobertos em sua maior parte por repasses da Go Up Entertainment LLC, dos Estados Unidos. Registra ter tido acesso ao contrato de investimento do Havengate Development Fund LP, fechado em 24/02/2025, cujo aporte somava, até a data do laudo, exatamente o custo total apurado. Afirma ausência de recursos públicos, incentivos ou patrocínio. O que não faz: não identifica os fornecedores que receberam da produtora, não apresenta documento fiscal do destino dos valores, apresenta apenas categorias gerais de despesa e não discute compatibilidade com o mercado. Não lido pela equipe.

A maior parte dos custos foi coberta, segundo a perícia, a partir de repasses da Go Up Entertainment LLC, registrada nos Estados Unidos

Evidências que este documento sustenta7

  • IInferênciaOs US$ 12,3 milhões que o colaborador declara ter remetido ao Havengate a pedido de Vorcaro equivalem a cerca de 92% dos US$ 13,39 milhões que o fundo, segundo o laudo da produtora, aportou no filme — de modo que, pelas duas contabilidades disponíveis, o dinheiro do banqueiro responde por quase toda a produção.
  • AAlegaçãoDuas reportagens que leram o mesmo laudo divergem sobre quem remeteu o dinheiro ao Brasil: para o Intercept, a produtora brasileira recebeu US$ 3,7 milhões do Havengate Development Fund; para o texto distribuído pela Folhapress, os gastos no Brasil foram cobertos em sua maior parte por repasses da Go Up Entertainment LLC, dos Estados Unidos.
  • IInferênciaOs R$ 20,93 milhões que, segundo a perícia, entraram no Brasil ao longo de doze meses são cerca de cinco vezes o crédito de R$ 3,92 milhões que um banco de câmbio fez à produtora nos cinquenta e um dias examinados pelo Coaf — de modo que esse crédito é fatia compatível da mesma corrente de recursos, e não um aporte à parte.
  • AAlegaçãoO mesmo laudo registra ter tido acesso ao contrato de investimento do Havengate Development Fund LP, fechado em 24/02/2025, e afirma que o aporte do fundo somava, até 10/06/2026, US$ 13.393.081,29 — exatamente o custo total de produção que a própria perícia apura.
  • AAlegaçãoO laudo pericial contratado pela dona da produtora afirma que os gastos do filme no Brasil, de US$ 3.728.084,66 entre 01/06/2025 e 04/06/2026, foram cobertos em sua maior parte por repasses da Go Up Entertainment LLC, registrada nos Estados Unidos — isto é, a própria empresa descreve a entrada, no Brasil, de dinheiro vindo do exterior para pagar a produção.
  • AAlegaçãoSegundo a leitura do laudo pericial feita pelo Intercept, a produtora no Brasil recebeu US$ 3,7 milhões do Havengate Development Fund — R$ 20,93 milhões no câmbio da época —, enquanto outros US$ 9,7 milhões teriam permanecido nos Estados Unidos, somando os US$ 13,4 milhões que a mesma perícia aponta como custo total da obra.
  • AAlegaçãoA perícia contratada pela produtora não teve acesso aos documentos do fundo Havengate, segundo apuração de O Globo, e o laudo, de 32 páginas, não desdobra os valores nem identifica gastos específicos, segundo a piauí: não se sabe quanto recebeu cada ator, diretor ou produtor, quais empresas foram contratadas nem em que datas os pagamentos ocorreram.

Onde este documento é usado

Eventos

Nenhum.

Atos públicos

Nenhum.

Relações

Nenhuma.

Obtido por meio de1