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Produtora de 'Dark Horse' esconde da Ancine quem mandava no dinheiro de Vorcaro
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Reportagem sobre o processo administrativo da Ancine que descreve, com documentos, a estrutura da produção dos dois lados da fronteira. A Ancine lavrou auto de infração em 28/07/2026 por a produtora ter rodado no Brasil obra cinematográfica estrangeira sem comunicação prévia. Na defesa protocolada em 31/08/2026, a Go Up Entertainment Ltda diz ter atuado apenas como prestadora de serviços locais e afirma que quem contratou e pagou o elenco principal foi uma 'empresa estrangeira' que os advogados nunca nomeiam — e que é a Goup Entertainment LLC, sediada em Miami, Flórida, cuja sócia-administradora é a mesma da empresa brasileira. Em 17/07/2026, Karina Ferreira da Gama e Michael Brian Davis, como acionistas e diretores da empresa americana, assinaram em Miami memorando dirigido à própria Ancine, no mesmo processo, nomeando a LLC como 'Licenciante e titular declarada dos direitos sobre a Obra' e declarando, na cláusula 5.1, que a produção 'foi realizada parcialmente no território' brasileiro. A defesa pede que a multa fique no mínimo legal de R$ 2 mil, quando a autuação pode chegar a R$ 200 mil. Sobre o dinheiro, a reportagem registra que a perícia contratada pela produtora atesta que a empresa brasileira recebeu US$ 3,7 milhões do Havengate Development Fund — R$ 20,93 milhões no câmbio da época —, enquanto outros US$ 9,7 milhões teriam permanecido nos Estados Unidos; que a perícia, segundo O Globo, não teve acesso aos documentos do fundo; e que o laudo, de 32 páginas, não desdobra valores nem identifica gastos específicos, segundo a piauí. O memorando de julho também licencia à Cannes Produções Ltda, de Barueri, os direitos de distribuição no Brasil.
Fonte secundária: sustenta, no máximo, evidências corroboradas (C) ou alegações (A), salvo quando reproduz documento primário lido pela equipe.
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- 10/09/2026
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O que esta fonte sustenta
Evidências
- AAlegaçãoNa defesa protocolada em 31/08/2026 contra o auto de infração da Ancine de 28/07/2026, a produtora brasileira sustenta ter sido apenas prestadora de serviços locais e atribui a contratação e o pagamento do elenco principal a uma 'empresa estrangeira' que não nomeia em nenhum ponto — sendo essa empresa a própria estrutura americana da mesma dona, que a produtora havia nomeado à mesma agência seis semanas antes.
- AAlegaçãoDuas reportagens que leram o mesmo laudo divergem sobre quem remeteu o dinheiro ao Brasil: para o Intercept, a produtora brasileira recebeu US$ 3,7 milhões do Havengate Development Fund; para o texto distribuído pela Folhapress, os gastos no Brasil foram cobertos em sua maior parte por repasses da Go Up Entertainment LLC, dos Estados Unidos.
- AAlegaçãoA Goup Entertainment LLC, empresa americana da produção, é sediada em Miami, na Flórida, e tem como sócios a brasileira Karina Ferreira da Gama — a mesma sócia-administradora da empresa brasileira — e Michael Brian Davis, brasileiro naturalizado nos Estados Unidos.
- AAlegaçãoEm memorando assinado em Miami em 17/07/2026 e dirigido à Ancine, a empresa americana da produção é nomeada 'Licenciante e titular declarada dos direitos sobre a Obra', e a cláusula 5.1 declara que a produção foi realizada apenas parcialmente em território brasileiro.
- AAlegaçãoSegundo a leitura do laudo pericial feita pelo Intercept, a produtora no Brasil recebeu US$ 3,7 milhões do Havengate Development Fund — R$ 20,93 milhões no câmbio da época —, enquanto outros US$ 9,7 milhões teriam permanecido nos Estados Unidos, somando os US$ 13,4 milhões que a mesma perícia aponta como custo total da obra.
- AAlegaçãoA perícia contratada pela produtora não teve acesso aos documentos do fundo Havengate, segundo apuração de O Globo, e o laudo, de 32 páginas, não desdobra os valores nem identifica gastos específicos, segundo a piauí: não se sabe quanto recebeu cada ator, diretor ou produtor, quais empresas foram contratadas nem em que datas os pagamentos ocorreram.
Documentos
Eventos
Nenhum.
Atos públicos
Nenhum.
Pessoas e organizações
Relações derivadas
- Michael Brian Davis · sócio e diretor do braço americano · Go Up Entertainment AAlegação