Organização · Empresa
Cortel SP
SPE Consórcio Cortel SP S.A.
Também: Cortel, Cortel Holding
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O que significam D, C, A e I?
- DDocumental direto
- Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
- CCorroborado
- Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
- AAlegação
- Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
- IInferência
- Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.
Detalhe em metodologia.
Resumo
Concessionária de serviços funerários e cemiteriais do Município de São Paulo desde a privatização promovida pela gestão do prefeito Ricardo Nunes em 2023. Fabiano Zettel (cunhado de Daniel Vorcaro) integrou seu conselho até deixar o cargo em outubro/2025, tendo assinado, segundo apuração citada pelo Min. Flávio Dino na ADPF 1.196, cinco atas entre 2022 e 2025 usando e-mails institucionais do Banco Master e do Banco Máxima. A empresa nega vínculo financeiro ou societário com o banco ou com o signatário. O fundo imobiliário Brazilian Graveyard and Death Care Services (CARE11) detém 20% de suas ações. Entre março e maio de 2022 a Cortel Holding comprou cotas desse fundo; em 25/11/2025 a CVM absolveu a empresa da acusação de manipulação de preços e condenou o então diretor financeiro, Roberto Schumann, e o irmão dele, Marcio, por prática não equitativa — negociação própria com conhecimento das compras da Cortel (CORRIGIDO no lote 320: o texto anterior falava em "multa em 2022" por informação privilegiada). A defesa dos Schumann atribuiu as ordens a Vicente Conte Neto, conselheiro da Cortel indicado pela Zion Capital, e destacou a proximidade dele com Vorcaro; a Cortel sustentou ter sido vítima do diretor, demitido por justa causa. Roberto Schumann negociou parte das cotas em nome de sua companheira, Priscila Oliveira Gomes — nomeada por extenso no voto como acusada, e absolvida de toda imputação por falta de prova de que soubesse das ordens feitas em seu nome.
Por que está no Novelo?
Concessionária apontada pelo STF (ADPF 1.196) como o ponto de convergência entre Fabiano Zettel/Banco Master, a cautelar de preços funerários de SP e o voto de André Mendonça contra essa cautelar um dia após receber Daniel Vorcaro — objeto de apuração pela Prefeitura de SP, MP-SP e CVM por determinação do Min. Dino em 15/09/2026.
Posição do citado
Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.
- Negativa· 07/04/2026
Nega qualquer vínculo financeiro ou societário com o Banco Master, o Banco Máxima ou com Fabiano Zettel enquanto signatário das atas; afirma que ele não é acionista e deixou o conselho em outubro de 2025.
Fontes: Poder360
Lacunas ainda não esclarecidas
O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.
- Resultado das diligências determinadas pelo Min. Dino em 15/09/2026 (Prefeitura/SP Regula, MP-SP, CVM) ainda não localizado — a decisão fixou prazos de 10 e 15 dias.
- Papel atual de Vicente Conte Neto na Cortel e na relação com o grupo Vorcaro: identidade e vínculos segundo a imprensa registrados no lote 318; o voto da CVM confirma um conselheiro de iniciais V.C.N. em 2022. Nenhum registro societário da Cortel foi lido.
Linha do tempo1
2026
· Evento· Decisão judicialDDocumental diretoDino converte ADPF 1.196 em diligência e liga apuração Cortel/Master ao caso MendonçaFlávio Dino, André Mendonça, Fabiano Zettel, Cortel SP, Daniel Vorcaro, Instituto ITER e mais 3
Mais bem documentadas5
As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.
- DDocumental diretoBanco Mastervínculo alegado via Fabiano Zettel (negado pela Cortel)
- DDocumental diretoFabiano Zettelex-conselheiro2022
- DDocumental diretoRoberto Coutinho Schumanndiretor financeiro à época das operações com CARE11 (2022)mar/2022
- CCorroboradoBrazilian Graveyard and Death Care Services FIIacionista (20% do capital)2022
- CCorroboradoVicente Conte Netoconselheiro (imprensa e processo da CVM)2022
Relações por categoria5
Institucional 1
Banco Master· vínculo alegado via Fabiano Zettel (negado pela Cortel)DDocumental diretoDisputado
Por que estes nós estão conectados?
Apuração da Prefeitura de SP, do MP-SP e agora da CVM, por determinação do Min. Dino, sobre possível vínculo entre a Cortel e o Banco Master (e o Banco Máxima), tendo como ponto de partida as atas societárias assinadas por Fabiano Zettel com e-mails institucionais desses bancos. A Cortel nega qualquer vínculo financeiro ou societário.
Eventos: Dino converte ADPF 1.196 em diligência e liga apuração Cortel/Master ao caso Mendonça
Fontes
- ADPF 1.196/SP — decisão monocrática do Min. Flávio Dino, 15/09/2026Supremo Tribunal Federal · 15/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- Dino questiona relação de Zettel com cemitérios privatizados em SPPoder360 · 07/04/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).- DDocumental diretoNa decisão de 15/09/2026 (ADPF 1.196), o Min. Flávio Dino recapitula que, segundo despacho próprio de 07/04/2026, "documentos relativos à empresa concessionária Cortel - dentre eles cinco atas lavradas no período compreendido entre 2022 e 2025 - teriam sido subscritos por Fabiano Zettel, à época conselheiro da concessionária, mediante endereços eletrônicos institucionais vinculados tanto ao Banco Master quanto ao Banco Máxima". A Prefeitura de SP juntou o Processo Administrativo 9310.2026/0000600-9 (SP Regula) sobre o tema; a Cortel, em resposta a ofício da SP Regula de 10/02/2026, declarou que Zettel "não é acionista e deixou o conselho em outubro de 2025, negando qualquer vínculo financeiro ou societário com o banco mencionado". Há também Inquérito Civil 0695.0000483/2025 no MP-SP sobre possíveis irregularidades na concessão e o vínculo Cortel/Banco Master.
Societário 3
Fabiano Zettel· ex-conselheiroDDocumental diretoDisputadodesde 2022
Por que estes nós estão conectados?
Fabiano Zettel integrou o conselho da Cortel SP até deixar o cargo em outubro/2025, tendo assinado, segundo a decisão do Min. Dino na ADPF 1.196, cinco atas entre 2022 e 2025 usando e-mails institucionais do Banco Master e do Banco Máxima. A Cortel nega vínculo financeiro ou societário com esses bancos.
Eventos: Dino converte ADPF 1.196 em diligência e liga apuração Cortel/Master ao caso Mendonça
Fontes
- ADPF 1.196/SP — decisão monocrática do Min. Flávio Dino, 15/09/2026Supremo Tribunal Federal · 15/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- Dino questiona relação de Zettel com cemitérios privatizados em SPPoder360 · 07/04/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).- DDocumental diretoNa decisão de 15/09/2026 (ADPF 1.196), o Min. Flávio Dino recapitula que, segundo despacho próprio de 07/04/2026, "documentos relativos à empresa concessionária Cortel - dentre eles cinco atas lavradas no período compreendido entre 2022 e 2025 - teriam sido subscritos por Fabiano Zettel, à época conselheiro da concessionária, mediante endereços eletrônicos institucionais vinculados tanto ao Banco Master quanto ao Banco Máxima". A Prefeitura de SP juntou o Processo Administrativo 9310.2026/0000600-9 (SP Regula) sobre o tema; a Cortel, em resposta a ofício da SP Regula de 10/02/2026, declarou que Zettel "não é acionista e deixou o conselho em outubro de 2025, negando qualquer vínculo financeiro ou societário com o banco mencionado". Há também Inquérito Civil 0695.0000483/2025 no MP-SP sobre possíveis irregularidades na concessão e o vínculo Cortel/Banco Master.
Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Brazilian Graveyard and Death Care Services FII· acionista (20% do capital)CCorroboradoVerificadodesde 2022
Por que estes nós estão conectados?
O fundo CARE11 detinha 20% do capital da Cortel, o equivalente a 54% do patrimônio do fundo, segundo a síntese das defesas no processo sancionador da CVM julgado em 25/11/2025; a mesma participação de 20% é citada pelo O Bastidor, em reportagem transcrita na decisão da ADPF 1.196. Em 2022 a própria Cortel comprou cotas do fundo, com a meta de chegar a 25% delas.
Fontes
- CVM — PAS 19957.013886/2022-02: relatório e voto da Diretora Marina Copola (Cortel e irmãos Schumann)Comissão de Valores Mobiliários · 25/11/2025Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- ADPF 1.196/SP — decisão monocrática do Min. Flávio Dino, 15/09/2026Supremo Tribunal Federal · 15/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.- DDocumental diretoEm 25/11/2025, no PAS 19957.013886/2022-02, a CVM condenou Roberto Coutinho Schumann, então diretor financeiro da Cortel, e seu irmão Marcio Coutinho Schumann a multas de R$ 2.127.992,80 e R$ 54.048,02 por prática não equitativa — negociação de cotas do CARE11 com conhecimento das compras que a própria Cortel fazia no fundo entre março e maio de 2022, em nome próprio e, no caso de Roberto, também em nome de sua companheira, Priscila Oliveira Gomes (ganhos individuais de R$ 471.904,93, R$ 265.717,32 e R$ 18.734,57, respectivamente, multados em 2,5 vezes). Absolveu Priscila Gomes de toda imputação, por falta de prova de que soubesse ou autorizasse as ordens feitas em seu nome — os registros mostram só que a conta dela era acessada dos mesmos dispositivos de Roberto. Absolveu a Cortel e Roberto Schumann da acusação de manipulação de preços — não por ausência de indícios (a relatora reconhece "sinais que permitem cogitar a consumação do ilícito" por Roberto), mas por dúvida razoável resolvida a favor dos acusados, e por a Cortel ter contratado parecer jurídico externo antes de aprovar a estratégia e acompanhado a execução com reportes periódicos ao conselho. Absolveu Roberto da acusação de operação fraudulenta (o uso da conta de Priscila, mesmo se ardil, seria só acessório à prática não equitativa já punida, não fraude autônoma). O voto registra que o conselho de administração da Cortel acompanhou a operação, citando e-mail do conselheiro identificado como V.C.N. que pedia regras para a negociação de cotas por administradores, e que a Cortel mirava 25% das cotas do fundo a preço médio abaixo de R$ 5, contra valor patrimonial de R$ 8,17.
- DDocumental diretoA decisão do Min. Flávio Dino de 15/09/2026 na ADPF 1.196 transcreve reportagem do O Bastidor (26/11/2025) segundo a qual, no julgamento da CVM que multou os irmãos Roberto e Márcio Schumann por uso de informação privilegiada com cotas do fundo Brazilian Graveyard and Death Care Services, a defesa de Roberto atribuiu as ordens de compra a "Vicente Conte Neto, conselheiro da Cortel, diretor da Zion Capital e um dos fundadores do Brazilian Graveyard", e "destacou também a relação entre Vicente e o banqueiro Daniel Vorcaro"; o Master era um dos principais cotistas do fundo, administrado pela Master Corretora até a liquidação.
Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Vicente Conte Neto· conselheiro (imprensa e processo da CVM)CCorroboradoNão verificadodesde 2022
Por que estes nós estão conectados?
Segundo reportagem do O Bastidor transcrita na decisão do Min. Flávio Dino na ADPF 1.196, Vicente Conte Neto é conselheiro da Cortel, diretor da Zion Capital e um dos fundadores do fundo Brazilian Graveyard. O voto da CVM de 25/11/2025 confirma que, em 2022, um conselheiro da Cortel identificado pelas iniciais V.C.N. acompanhou a compra de cotas do fundo, e a síntese das defesas registra que a Zion Capital, acionista relevante da Cortel, indicara V.C.N. ao conselho. A CVM usa só iniciais; a correspondência com o nome vem da imprensa.
Eventos: Dino converte ADPF 1.196 em diligência e liga apuração Cortel/Master ao caso Mendonça
Fontes
- ADPF 1.196/SP — decisão monocrática do Min. Flávio Dino, 15/09/2026Supremo Tribunal Federal · 15/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- CVM — PAS 19957.013886/2022-02: relatório e voto da Diretora Marina Copola (Cortel e irmãos Schumann)Comissão de Valores Mobiliários · 25/11/2025Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.- DDocumental diretoA decisão do Min. Flávio Dino de 15/09/2026 na ADPF 1.196 transcreve reportagem do O Bastidor (26/11/2025) segundo a qual, no julgamento da CVM que multou os irmãos Roberto e Márcio Schumann por uso de informação privilegiada com cotas do fundo Brazilian Graveyard and Death Care Services, a defesa de Roberto atribuiu as ordens de compra a "Vicente Conte Neto, conselheiro da Cortel, diretor da Zion Capital e um dos fundadores do Brazilian Graveyard", e "destacou também a relação entre Vicente e o banqueiro Daniel Vorcaro"; o Master era um dos principais cotistas do fundo, administrado pela Master Corretora até a liquidação.
- DDocumental diretoEm 25/11/2025, no PAS 19957.013886/2022-02, a CVM condenou Roberto Coutinho Schumann, então diretor financeiro da Cortel, e seu irmão Marcio Coutinho Schumann a multas de R$ 2.127.992,80 e R$ 54.048,02 por prática não equitativa — negociação de cotas do CARE11 com conhecimento das compras que a própria Cortel fazia no fundo entre março e maio de 2022, em nome próprio e, no caso de Roberto, também em nome de sua companheira, Priscila Oliveira Gomes (ganhos individuais de R$ 471.904,93, R$ 265.717,32 e R$ 18.734,57, respectivamente, multados em 2,5 vezes). Absolveu Priscila Gomes de toda imputação, por falta de prova de que soubesse ou autorizasse as ordens feitas em seu nome — os registros mostram só que a conta dela era acessada dos mesmos dispositivos de Roberto. Absolveu a Cortel e Roberto Schumann da acusação de manipulação de preços — não por ausência de indícios (a relatora reconhece "sinais que permitem cogitar a consumação do ilícito" por Roberto), mas por dúvida razoável resolvida a favor dos acusados, e por a Cortel ter contratado parecer jurídico externo antes de aprovar a estratégia e acompanhado a execução com reportes periódicos ao conselho. Absolveu Roberto da acusação de operação fraudulenta (o uso da conta de Priscila, mesmo se ardil, seria só acessório à prática não equitativa já punida, não fraude autônoma). O voto registra que o conselho de administração da Cortel acompanhou a operação, citando e-mail do conselheiro identificado como V.C.N. que pedia regras para a negociação de cotas por administradores, e que a Cortel mirava 25% das cotas do fundo a preço médio abaixo de R$ 5, contra valor patrimonial de R$ 8,17.
Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Profissional 1
Roberto Coutinho Schumann· diretor financeiro à época das operações com CARE11 (2022)DDocumental diretoVerificadodesde mar/2022
Por que estes nós estão conectados?
Roberto Coutinho Schumann era diretor financeiro da Cortel Holding S.A. quando a empresa comprou cotas do CARE11 entre março e maio de 2022 — operação pela qual foi condenado pela CVM por prática não equitativa, aproveitando informação privilegiada sobre as ordens da própria companhia.
Fontes
- CVM — PAS 19957.013886/2022-02: relatório e voto da Diretora Marina Copola (Cortel e irmãos Schumann)Comissão de Valores Mobiliários · 25/11/2025Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).- DDocumental diretoEm 25/11/2025, no PAS 19957.013886/2022-02, a CVM condenou Roberto Coutinho Schumann, então diretor financeiro da Cortel, e seu irmão Marcio Coutinho Schumann a multas de R$ 2.127.992,80 e R$ 54.048,02 por prática não equitativa — negociação de cotas do CARE11 com conhecimento das compras que a própria Cortel fazia no fundo entre março e maio de 2022, em nome próprio e, no caso de Roberto, também em nome de sua companheira, Priscila Oliveira Gomes (ganhos individuais de R$ 471.904,93, R$ 265.717,32 e R$ 18.734,57, respectivamente, multados em 2,5 vezes). Absolveu Priscila Gomes de toda imputação, por falta de prova de que soubesse ou autorizasse as ordens feitas em seu nome — os registros mostram só que a conta dela era acessada dos mesmos dispositivos de Roberto. Absolveu a Cortel e Roberto Schumann da acusação de manipulação de preços — não por ausência de indícios (a relatora reconhece "sinais que permitem cogitar a consumação do ilícito" por Roberto), mas por dúvida razoável resolvida a favor dos acusados, e por a Cortel ter contratado parecer jurídico externo antes de aprovar a estratégia e acompanhado a execução com reportes periódicos ao conselho. Absolveu Roberto da acusação de operação fraudulenta (o uso da conta de Priscila, mesmo se ardil, seria só acessório à prática não equitativa já punida, não fraude autônoma). O voto registra que o conselho de administração da Cortel acompanhou a operação, citando e-mail do conselheiro identificado como V.C.N. que pedia regras para a negociação de cotas por administradores, e que a Cortel mirava 25% das cotas do fundo a preço médio abaixo de R$ 5, contra valor patrimonial de R$ 8,17.
Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Negócios e transações0
Nenhuma transação documentada no corpus.
Documentos2
- Voto no PAS CVM 19957.013886/2022-02 — compras de cotas do CARE11 pela Cortel (25/11/2025)Registro regulatório · 25/11/2025 · oficial
- Decisão monocrática — ADPF 1.196/SP, Min. Flávio Dino, 15/09/2026Peça judicial · 15/09/2026
Evidências6
Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.
- DDocumental direto
Em 25/11/2025, no PAS 19957.013886/2022-02, a CVM condenou Roberto Coutinho Schumann, então diretor financeiro da Cortel, e seu irmão Marcio Coutinho Schumann a multas de R$ 2.127.992,80 e R$ 54.048,02 por prática não equitativa — negociação de cotas do CARE11 com conhecimento das compras que a própria Cortel fazia no fundo entre março e maio de 2022, em nome próprio e, no caso de Roberto, também em nome de sua companheira, Priscila Oliveira Gomes (ganhos individuais de R$ 471.904,93, R$ 265.717,32 e R$ 18.734,57, respectivamente, multados em 2,5 vezes). Absolveu Priscila Gomes de toda imputação, por falta de prova de que soubesse ou autorizasse as ordens feitas em seu nome — os registros mostram só que a conta dela era acessada dos mesmos dispositivos de Roberto. Absolveu a Cortel e Roberto Schumann da acusação de manipulação de preços — não por ausência de indícios (a relatora reconhece "sinais que permitem cogitar a consumação do ilícito" por Roberto), mas por dúvida razoável resolvida a favor dos acusados, e por a Cortel ter contratado parecer jurídico externo antes de aprovar a estratégia e acompanhado a execução com reportes periódicos ao conselho. Absolveu Roberto da acusação de operação fraudulenta (o uso da conta de Priscila, mesmo se ardil, seria só acessório à prática não equitativa já punida, não fraude autônoma). O voto registra que o conselho de administração da Cortel acompanhou a operação, citando e-mail do conselheiro identificado como V.C.N. que pedia regras para a negociação de cotas por administradores, e que a Cortel mirava 25% das cotas do fundo a preço médio abaixo de R$ 5, contra valor patrimonial de R$ 8,17.
- DDocumental direto
A decisão do Min. Flávio Dino de 15/09/2026 na ADPF 1.196 transcreve reportagem do O Bastidor (26/11/2025) segundo a qual, no julgamento da CVM que multou os irmãos Roberto e Márcio Schumann por uso de informação privilegiada com cotas do fundo Brazilian Graveyard and Death Care Services, a defesa de Roberto atribuiu as ordens de compra a "Vicente Conte Neto, conselheiro da Cortel, diretor da Zion Capital e um dos fundadores do Brazilian Graveyard", e "destacou também a relação entre Vicente e o banqueiro Daniel Vorcaro"; o Master era um dos principais cotistas do fundo, administrado pela Master Corretora até a liquidação.
Atribuída a: Flávio Dino
- DDocumental direto
Na decisão de 15/09/2026 (ADPF 1.196), o Min. Flávio Dino recapitula que, segundo despacho próprio de 07/04/2026, "documentos relativos à empresa concessionária Cortel - dentre eles cinco atas lavradas no período compreendido entre 2022 e 2025 - teriam sido subscritos por Fabiano Zettel, à época conselheiro da concessionária, mediante endereços eletrônicos institucionais vinculados tanto ao Banco Master quanto ao Banco Máxima". A Prefeitura de SP juntou o Processo Administrativo 9310.2026/0000600-9 (SP Regula) sobre o tema; a Cortel, em resposta a ofício da SP Regula de 10/02/2026, declarou que Zettel "não é acionista e deixou o conselho em outubro de 2025, negando qualquer vínculo financeiro ou societário com o banco mencionado". Há também Inquérito Civil 0695.0000483/2025 no MP-SP sobre possíveis irregularidades na concessão e o vínculo Cortel/Banco Master.
Atribuída a: Flávio Dino
- DDocumental direto
A decisão narra que, em 13/03/2025, Dino determinou medidas de reforço de transparência e fiscalização das concessionárias de cemitério de SP; submetida a referendo do Plenário em 14/03/2025, o julgamento foi suspenso em 15/03/2025 por pedido de vista de Mendonça. "Ocorre que, em 14 de março de 2025 — um dia antes da formulação do referido pedido de vista —, consoante informações confirmadas pelo próprio Ministro André Mendonça, Sua Excelência recebeu, na sede de uma empresa privada, em São Paulo, o Sr. Daniel Vorcaro." Cita que Fabiano Zettel é vinculado à Igreja Batista da Lagoinha e simultaneamente exercia cargo diretivo na Cortel, e que, em entrevista de 02/09/2026, o próprio Mendonça confirmou ter recebido Vorcaro a pedido de membros da Igreja Batista da Lagoinha, tendo o Deputado Cezinha de Madureira agido como intermediário. Com a retomada em 04/04/2025, "o Exmo. Ministro André Mendonça inaugurou a divergência e deixou de referendar a medida cautelar, votando portanto de acordo com os pleitos dos cemitérios privados". O relator explicita: "Isso não significa afirmar que exista relação causal entre tais circunstâncias (...). Significa, diversamente, reconhecer que a multiplicidade, a natureza e a convergência temporal desses pontos de contato constituem, em tese, quadro indiciário suficientemente relevante para que a existência — ou inexistência — dessas conexões seja esclarecida."
Atribuída a: Flávio Dino
- DDocumental direto
A decisão registra que, "em 24 de setembro de 2025 — após o voto do Exmo. Ministro André Mendonça no sentido de não referendar a medida por mim deferida —, o Instituto [ITER] celebrou com a Prefeitura do Município de São Paulo, por intermédio da Secretaria Municipal de Gestão, o Termo de Contrato nº. 32/SEGES/2025, mediante contratação direta fundada no art. 74, III, 'f', da Lei nº. 14.133/2021", no valor de R$ 380.000,00, para cursos de gestão de contratações públicas na EMASP. Registra ainda que o Instituto ITER "teria celebrado, também sem licitação, contrato com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE)", vinculada à Secretaria da Educação do Estado de SP, no valor aproximado de R$ 1.630.000,00. Achado independente desta equipe (Revista Fórum, 12/09/2026) mostra contexto mais amplo: o Instituto ITER acumulou ao menos R$ 10,85 milhões em 55 contratos públicos, 54 deles (98,2%) sem licitação prévia.
Atribuída a: Flávio Dino
- DDocumental direto
No dispositivo da decisão de 15/09/2026, o Min. Dino determina "IV) Apresentar cópia desta decisão ao Exmo. Ministro Edson Fachin, Presidente desta Corte, para juntada nos autos em que se apuram condutas do Exmo. Ministro André Mendonça, a fim de que, mediante o contraditório e a ampla defesa, após autorização do Plenário, os fatos sejam esclarecidos, já que podem impactar no desfecho destes autos." A decisão foi proferida no mesmo dia da sessão extraordinária do Plenário do STF (15/09/2026) sobre a investigação/suspeição de Mendonça.
Atribuída a: Flávio Dino
Fontes4
2 fonte(s) primária(s) oficial(is).
- ADPF 1.196/SP — decisão monocrática do Min. Flávio Dino, 15/09/2026Supremo Tribunal Federal · 15/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- Dino questiona relação de Zettel com cemitérios privatizados em SPPoder360 · 07/04/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- CVM — PAS 19957.013886/2022-02: relatório e voto da Diretora Marina Copola (Cortel e irmãos Schumann)Comissão de Valores Mobiliários · 25/11/2025Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- Instituto de André Mendonça faturou ao menos R$ 10,8 milhões em 55 contratos públicos, 54 sem licitaçãoRevista Fórum · 12/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Histórico de atualização
- Criado
- 15/09/2026
- Atualizado
- 19/09/2026
- Revisão
- published
- Revisor
- orquestrador
O histórico completo de alterações deste registro está no Git do repositório e no registro de atualizações. Correções podem ser propostas por issue ou pull request.