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Evento · Transação

Comitê de Investimentos da Amprev aprova R$ 400 milhões em letras financeiras do Master

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Descrição

Em julho de 2024, em menos de 20 dias, o Comitê de Investimentos da Amprev, coordenado por Jocildo Lemos, aprovou R$ 400 milhões em letras financeiras do Master (4,7% da carteira), sem documentação técnica prévia, segundo a Justiça Federal citada pelo Poder360; em uma deliberação de R$ 100 milhões, a aplicação foi condicionada apenas a visita posterior ao banco. Ata de 30/07/2024 registra alertas de dois conselheiros sobre risco, segundo a Gazeta.

Participantes3

Evidências9

  • CCorroborado

    A Amapá Previdência aprovou em julho de 2024, em menos de 20 dias, investimentos de R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master, 4,7% de sua carteira.

  • AAlegação

    Ata de 30/07/2024 do Comitê de Investimentos da Amprev mostra que dois conselheiros alertaram Jocildo Lemos sobre alto risco e necessidade de consultar o TCU antes do investimento no Master.

    Atribuída a: Gazeta do Povo (ata analisada pela reportagem)

  • DDocumental direto

    A decisão da Zona Cinzenta registra as condições do primeiro aporte: R$ 200 milhões em letras financeiras do Banco Master com vencimento em 10 anos e taxa de IPCA + 8,35% ao ano, propostos por José Milton Afonso Gonçalves na 11ª reunião extraordinária do CIAP, em 12/07/2024, e aprovados por unanimidade.

    a ata da 11ª reunião extraordinária do CIAP (12/07/2024) registra de forma expressa que “o conselheiro José Milton Gonçalves propôs” a alocação em Letras Financeiras do Banco Master, com vencimento em 10 anos e taxa IPCA + 8,35% a.a.
  • DDocumental direto

    Segundo a decisão, a investigação aponta que o relator das propostas rejeitou ofertas de Santander, BTG Pactual e Safra sob o argumento isolado de que a taxa de retorno do Banco Master seria superior, omitindo deliberadamente a apresentação de comparativos de risco de crédito.

    o investigado omitiu a apresentação de comparativos de risco de crédito, rejeitando ofertas de bancos de primeira linha como Santander, BTG Pactual e Safra, sob o argumento isolado de que a taxa de retorno do Banco Master seria superior
  • DDocumental direto

    A decisão consigna que a materialidade colhida nos autos comprovaria que Jocildo Silva Lemos tinha plena ciência de que a Caixa Econômica Federal havia recusado a aquisição dos mesmos ativos por alto risco, e ainda assim optou por ignorar o sinal de mercado.

    o investigado tinha plena ciência de que a Caixa Econômica Federal havia recusado a aquisição dos mesmos ativos devido ao alto risco, todavia, optou por ignorar tal sinal de mercado
  • DDocumental direto

    A decisão descreve que a autoridade policial trata a visita técnica ao Banco Master, realizada às vésperas do terceiro aporte, como ato de mera formalidade destinado a conferir aparência de legalidade à gestão, sem produção de auditoria real.

    Jocildo validou uma suposta visita técnica ao Banco Master, realizada às vésperas do terceiro aporte, como um ato de mera formalidade para conferir aparência de legalidade à gestão temerária, sem produzir qualquer auditoria real
  • IInferência

    Os percentuais que circulam sobre a exposição da Amprev ao Banco Master não se contradizem: medem bases diferentes. Os R$ 401 milhões correspondem a 5,0% da carteira total em 31/07/2024, a cerca de 10,2% se medidos apenas contra o Plano Previdenciário, e a 4,71% da carteira de R$ 9,1 bilhões que Jocildo Lemos declarou em dezembro de 2025 — número que a autarquia divulga. Já os 40% que a decisão judicial atribui aos alertas de conselheiros incidem sobre a 'carteira líquida', expressão que o documento não define e cuja base não é rastreável no corpus. Os três primeiros números são verificáveis; o quarto não.

    Base da inferência: Cálculo direto sobre o demonstrativo de 31/07/2024: R$ 401.241.332,00 sobre R$ 7.996.271.682,70 de carteira total resulta em 5,02%; sobre os R$ 2.953.069.734,90 do Plano Previdenciário, 13,6% — a própria planilha atribui percentuais que situam duas das três letras nesse plano, resultando em concentração da ordem de 10%. A decisão judicial atribui os 40% expressamente à 'carteira líquida da entidade', sem definir o termo nem apresentar a memória de cálculo.

  • DDocumental direto

    Dois meses antes da liquidação do Banco Master, Jocildo Lemos sustentou perante o Conselho Estadual de Previdência que o banco 'não era problema quando contratamos', que não havia 'risco identificado' à época e que as letras pagaram bônus semestrais em janeiro e julho de 2025, o que demonstraria 'liquidez e adimplência'. Confirmou também que as letras têm vencimento em dez anos.

    Quanto ao Banco Master, especificamente, quando contratamos as Letras Financeiras, não ficamos condicionados apenas ao recebimento no vencimento em 10 anos. Aprovamos pagamentos semestrais de bônus, os quais já foram efetivamente pagos em janeiro e julho de 2025. Isso demonstra, de forma plena, liquidez e adimplência.
  • DDocumental direto

    A taxa que a Amapá Previdência aceitou — IPCA + 8,35% ao ano — é exatamente o teto da faixa de emissão declarada pelo banco em suas demonstrações financeiras de 2024: 'taxa prefixada entre 6,5% e 8,35%'. Em 2023 o teto era 8,00%. O Amapá não pagou uma taxa alta dentro do intervalo: pagou o limite superior do que o banco emitiu em todo o exercício. As demonstrações registram ainda que, no pós-fixado, a faixa abriu de um ponto único de 115% do CDI em 2023 para 'entre 115% e 150% do CDI' em 2024.

    taxa prefixada entre 6,5% e 8,35% (6,5% e 8,00% em 31 de dezembro de 2023)

Documentos1

Fontes11

Posição dos envolvidos

Antes e depois

Eventos, atos públicos e transações do corpus até 90 dias antes e depois desta data.

Proximidade temporal não implica causalidade. Esta seção lista apenas o que o corpus registra perto da data, para que o leitor investigue por conta própria.

Antes

até 90 dias antes

Depois