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Fonte · Diário Oficial

Diário Oficial do Estado do Amapá nº 8.556, de 16/12/2025

Governo do Estado do Amapápublicada em 16/12/2025capturada em 04/09/2026Fonte oficial

Acesso

Edição de 134 páginas baixada e lida pela equipe. Publica ata de reunião do Conselho Estadual de Previdência do Amapá em que a conselheira Michele Cavalcante apresenta cronologia documentada das deliberações de julho de 2024 sobre o Banco Master, com base nas atas do CIAP e em notícias. É a peça que nomeia os dois conselheiros que votaram contra e que registra o parecer de alerta do Ministério da Previdência Social.

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04/09/2026
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O que esta fonte sustenta

Evidências

  • DDocumental diretoAs únicas defesas conhecidas dos três investigados são anteriores à operação e constam de ata publicada no Diário Oficial. Interpelados sobre por que houve novas aplicações após o parecer do Ministério da Previdência, Jocildo Lemos respondeu que a deliberação de 19/07 não foi unânime — 'houve votação de três a dois' — e que o banco pagou os bônus semestrais; José Milton sustentou que a decisão vinha de estratégia anterior, aprovada 'na ordem de R$ 800 milhões em letras financeiras'; e Gláucio Maciel Bezerra, que votara contra, defendeu o colegiado afirmando que não havia indicativo de inadimplência nem descredenciamento do banco pelo Ministério.
  • DDocumental diretoOs dois conselheiros que votaram contra a continuidade das aplicações no Banco Master em 19/07/2024 são Alexandre Flávio Medeiros Monteiro e Gláucio Maciel Bezerra. A ata do Conselho Estadual de Previdência registra que a própria 12ª reunião do CIAP foi provocada pelo conselheiro Alexandre, preocupado com as movimentações do mercado e com as notícias já veiculadas sobre o banco, e que ambos sugeriram que o comitê só decidisse após apreciar o parecer da visita técnica.
  • DDocumental diretoA ata do Conselho Estadual de Previdência registra que, em 08/07/2024 — quatro dias antes do primeiro aporte —, foi noticiada a destituição de dois gerentes da Caixa Asset que se opunham à compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, em razão do risco e do valor considerado atípico da operação.
  • DDocumental diretoEm 15/07/2024 — três dias depois do primeiro aporte de R$ 200 milhões e quatro dias antes do segundo — o Ministério da Previdência Social emitiu o Parecer nº 146/2024 recomendando a avaliação de riscos reputacionais antes de aplicações, enumerando sanções do Banco Central e da CVM, investigações, exposição negativa na mídia e estrutura societária. O comitê aprovou novo aporte quatro dias depois.
  • IInferênciaOs percentuais que circulam sobre a exposição da Amprev ao Banco Master não se contradizem: medem bases diferentes. Os R$ 401 milhões correspondem a 5,0% da carteira total em 31/07/2024, a cerca de 10,2% se medidos apenas contra o Plano Previdenciário, e a 4,71% da carteira de R$ 9,1 bilhões que Jocildo Lemos declarou em dezembro de 2025 — número que a autarquia divulga. Já os 40% que a decisão judicial atribui aos alertas de conselheiros incidem sobre a 'carteira líquida', expressão que o documento não define e cuja base não é rastreável no corpus. Os três primeiros números são verificáveis; o quarto não.

Atos públicos

Nenhum.

Relações derivadas