Pessoa · Servidor / agente público
Mariângela Fialek
Chefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência da Câmara dos Deputados; investigada por peculato-desvio e associação criminosa (Operação Transparência)
Também: Tuca
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O que significam D, C, A e I?
- DDocumental direto
- Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
- CCorroborado
- Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
- AAlegação
- Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
- IInferência
- Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.
Detalhe em metodologia.
Resumo
Advogada, 51 anos, natural de União da Vitória/PR, formada pela PUC/RS, mestre em Direito do Estado pela USP. Desde março/2021 ocupa a Chefia da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência da Câmara — cargo estrutural, não assessoria avulsa —, salário de ~R$ 25,9 mil/mês, lotada na Diretoria Administrativa (Dirad), com sala no Anexo IV (subsolo, "área de baixa circulação e pouca visibilidade pública"). Nomeada por Arthur Lira, então presidente da Câmara, manteve o cargo mesmo após a saída dele em fevereiro/2025, sob a presidência de Hugo Motta. A PF a aponta como "personagem principal" de um "arranjo funcional informal" que operacionalizava, junto com os servidores Garigham Amarante Pinto e Nara Brum, indicações de emendas parlamentares em nome de Valdemar Costa Neto (presidente do PL, sem mandato) — ao menos 21 emendas, R$ 119,2 milhões, dos quais ~R$ 104 milhões já pagos quando o Min. Flávio Dino determinou o bloqueio em 10/07/2026, proibindo-a de tratar de emendas. Ela é investigada por peculato-desvio e associação criminosa. Em dezembro/2025, a própria Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta, pediu ao STF a anulação das provas contra ela e seu retorno ao cargo — apesar da proibição, ela seguia formalmente nomeada e recebendo salário até esta coleta. Na terceira fase da Operação Transparência (14/09/2026, lote 314), a PF a aponta também como a operadora que enviava a Cezinha de Madureira memoriais de processos sob relatoria de ministros do STF (entre eles Kassio Nunes Marques) e preparava contratos de honorários de êxito, em nome do escritório da esposa de Cezinha, Valéria Rodrigues Linhares.
- Chefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência · Câmara dos Deputados (mar/2021 – atual)
Por que está no Novelo?
Apontada pela PF, na Operação Transparência, como personagem principal das indicações de emendas em nome de Valdemar Costa Neto que levaram ao bloqueio de R$ 119,2 milhões e, na terceira fase (lote 316), como quem enviava a Cezinha de Madureira memoriais de processos sob relatoria de ministros do STF.
Posição do citado
Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.
Sua defesa afirmou, em nota, que a atuação dela na organização de emendas parlamentares era "estritamente técnica, apartidária e impessoal", decidida pela Presidência da Câmara e por todos os líderes partidários indistintamente — sem negar, ponto a ponto, o desvio de recursos que a investigação aponta.
Fontes: CNN Brasil
Lacunas ainda não esclarecidas
O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.
- Origem documentada da investigação: depoimento do deputado Glauber Braga à PF em 13/02/2025, responsabilizando Arthur Lira e citando Fialek como operadora ligada à Presidência — alegação de testemunha, tratada com a devida cautela em relação a Lira (ver arthur-lira, glauber-braga).
- Vínculo entre esta frente (Valdemar Costa Neto/emendas) e a frente de tráfico de influência investigada sobre Cezinha de Madureira/Nunes Marques (lote 316) não é afirmado por nenhuma fonte além da coincidência de operadora (ela própria) — registrado como o que é, não como conexão processual única.
Linha do tempo3
2025
· Evento· Ato públicoCCorroboradoMesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta, pede ao STF anulação de provas contra Fialek e seu retorno ao cargoHugo Motta, Mariângela Fialek, Flávio Dino, Câmara dos Deputados
2026
· Evento· Decisão judicialCCorroboradoDino bloqueia R$ 119,2 milhões de Valdemar Costa Neto por emendas forjadas via servidores da CâmaraFlávio Dino, Valdemar Costa Neto, Mariângela Fialek, Garigham Amarante Pinto, Nara Brum
- · Evento· Ato de investigaçãoDDocumental diretoPF cumpre 3ª fase da Operação Transparência contra Cezinha de Madureira, autorizada por Dino
Cezinha de Madureira, Valéria Rodrigues Linhares, Flávio Dino
Mais bem documentadas5
As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.
- DDocumental diretoCezinha de Madureiraoperadora apontada pela PF (Operação Transparência)jun/2025
- CCorroboradoCâmara dos DeputadosChefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidênciamar/2021
- CCorroboradoHugo MottaMesa Diretora pediu anulação de provas e retorno ao cargodez/2025
- CCorroboradoValdemar Costa Neto"braço" executor apontado pela PF2024
- AAlegaçãoArthur Liranomeou para a Chefia da Assessoria Especialmar/2021
Relações por categoria5
Institucional 2
Câmara dos Deputados· Chefe da Assessoria Especial do Gabinete da PresidênciaCCorroboradoVerificadodesde mar/2021
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Mariângela Fialek ocupa, desde março de 2021, a Chefia da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência da Câmara dos Deputados — cargo para o qual foi nomeada por Arthur Lira e que manteve sob a presidência de Hugo Motta, apesar de investigada e proibida de tratar de emendas parlamentares.
Fontes
- Câmara pede ao STF anulação de provas contra ex-assessora de LiraPoder360 · 14/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Proibida de tratar de emendas, Mariângela Fialek, a "Tuca", segue nomeada na CâmaraJovem Pan (coluna de Bruno Pinheiro) · 10/07/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.- CCorroboradoEm dezembro/2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta, enviou ao Min. Flávio Dino pedido formal de anulação das provas obtidas pela PF contra Mariângela Fialek e de retorno dela ao cargo na Presidência da Câmara. Apesar da proibição expressa de Dino a Fialek de exercer "atividades relacionadas à proposição, tramitação ou destinação de emendas parlamentares", ela seguia formalmente nomeada e recebendo salário (~R$ 25,9 mil/mês) como chefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência, na Diretoria Administrativa (Dirad), até a data desta coleta.
Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Hugo Motta· Mesa Diretora pediu anulação de provas e retorno ao cargoCCorroboradoVerificadodesde dez/2025
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A Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta (descrito pela imprensa como "afilhado político" de Arthur Lira, que nomeou Fialek), enviou ao Min. Flávio Dino, em dezembro/2025, pedido formal de anulação das provas obtidas pela PF contra Fialek e de retorno dela ao cargo — ação institucional da cúpula da Câmara em defesa de servidora sob investigação por peculato-desvio e associação criminosa.
Fontes
- Câmara pede ao STF anulação de provas contra ex-assessora de LiraPoder360 · 14/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Proibida de tratar de emendas, Mariângela Fialek, a "Tuca", segue nomeada na CâmaraJovem Pan (coluna de Bruno Pinheiro) · 10/07/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.- CCorroboradoEm dezembro/2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta, enviou ao Min. Flávio Dino pedido formal de anulação das provas obtidas pela PF contra Mariângela Fialek e de retorno dela ao cargo na Presidência da Câmara. Apesar da proibição expressa de Dino a Fialek de exercer "atividades relacionadas à proposição, tramitação ou destinação de emendas parlamentares", ela seguia formalmente nomeada e recebendo salário (~R$ 25,9 mil/mês) como chefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência, na Diretoria Administrativa (Dirad), até a data desta coleta.
Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Profissional 2
Cezinha de Madureira· operadora apontada pela PF (Operação Transparência)DDocumental diretoNão verificadodesde jun/2025
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Segundo a Operação Transparência da PF, Mariângela Fialek enviava a Cezinha de Madureira memoriais de processos sob relatoria de ministros do STF e preparava contratos de honorários de êxito condicionados a julgamentos, em nome do escritório de Valéria Rodrigues Linhares. Nenhum ministro citado é investigado ou suspeito de participação.
Eventos: PF cumpre 3ª fase da Operação Transparência contra Cezinha de Madureira, autorizada por Dino
Fontes
- "Operadora de emendas" aparece como elo de Cezinha de Madureira com o STFMetrópoles (coluna de Igor Gadelha) · 14/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Dino: Cezinha tratava de processos com Nunes MarquesSBT News · 14/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Pet 13.428/DF — decisão do Min. Flávio Dino que autorizou buscas contra Cezinha de Madureira (05/09/2026)Supremo Tribunal Federal (PDF divulgado pelo Poder360) · 14/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
DDocumental diretoDocumental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).- CCorroboradoSegundo a decisão do Min. Flávio Dino que autorizou as buscas contra Cezinha de Madureira (Operação Transparência, 14/09/2026), comunicações de junho/2025 mostram Mariângela Fialek enviando a Cezinha memoriais de processos sob relatoria do Min. Kassio Nunes Marques; Cezinha confirmou videoconferência marcada com o ministro para tratar dos casos. Um dos episódios citados: o escritório de Fialek fechou, em nome de Valéria Rodrigues Linhares, contrato de R$ 500 mil condicionado ao resultado do julgamento de uma Reclamação no STF movida por Michele Queiroz, então prefeita de Beberibe/CE, contra investigação do MP-CE. Memoriais semelhantes também foram endereçados aos ministros André Mendonça e Gilmar Mendes. Dino classifica o padrão de valores (R$ 500 mil a R$ 2 milhões, condicionados ao resultado) como "incompatíveis com a simples atuação técnica", mas explicita que "a investigação não se dirige a magistrados de qualquer tribunal superior" e que não há elementos de participação de integrantes do Judiciário nos fatos apurados.
- DDocumental diretoNa decisão de 05/09/2026 na Pet 13.428/DF (cumprida em 14/09), o Min. Flávio Dino transcreve a representação da PF segundo a qual a perícia do celular de Mariângela Fialek, apreendido em 12/12/2025 na Operação Transparência, revela "atuação articulada e continuada de três pessoas com papéis complementares": Fialek, que "capta e formaliza as causas e elabora os memoriais"; Valéria Rodrigues Linhares, advogada e esposa do deputado, que "redige, revisa e assina os instrumentos de honorários e de cessão de crédito"; e o deputado Cezinha de Madureira, "a quem cabe o suposto contato pessoal e direto com Ministros de Tribunais Superiores". A decisão defere busca e apreensão contra o deputado e a sociedade de advocacia de Valéria, avoca ao STF os procedimentos sobre os R$ 510 mil apreendidos em Congonhas em 25/08/2026 e indefere a busca no gabinete parlamentar, por não reunir as "fundadas razões" exigidas pelo Código de Processo Penal.
- DDocumental diretoSegundo a representação da PF transcrita na Pet 13.428, a relação entre o deputado Cezinha de Madureira e Mariângela Fialek "não é meramente funcional": o deputado e sua esposa viajaram juntos a Lisboa e, em 02/07/2025, encontraram-se pessoalmente com Fialek, que escreveu depois "Me deve essa". Em 16/10/2025, ao encaminhar ao deputado notícia de reunião dele com o presidente da República e com o então advogado-geral da União, "tido como futuro indicado a vaga no Supremo Tribunal Federal", Fialek comentou: "Tu vais fazer mais um!" — expressão que, para a PF, "sugere a percepção, pelos envolvidos, de que o representado dispunha de capacidade de influenciar a própria composição da Corte perante a qual atuavam". A conclusão da Informação de Polícia Judiciária 082/2026, citada na decisão, é que Fialek e Valéria "estabeleceram parceria com o fito de obter decisões favoráveis em processos judiciais em trâmite no STF, contando com o auxílio de Cezinha de Madureira".
Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Arthur Lira· nomeou para a Chefia da Assessoria EspecialAAlegaçãoNão verificadodesde mar/2021
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Arthur Lira, então presidente da Câmara, nomeou Mariângela Fialek para a Chefia da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência em março/2021. Ela manteve o cargo mesmo após a saída dele em fevereiro/2025, sob a presidência de Hugo Motta. Em depoimento de 13/02/2025, o deputado Glauber Braga citou Fialek como operadora ligada diretamente à Presidência sob Lira — alegação de testemunha, sem prova documental equivalente à que embasou as buscas contra ela.
Fontes
- Câmara pede ao STF anulação de provas contra ex-assessora de LiraPoder360 · 14/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Depoimento de Glauber Braga embasa investigação contra ex-assessora de LiraMetrópoles (coluna de Tácio Lorran) · 13/02/2025Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Alegação investigativa 1
Valdemar Costa Neto· "braço" executor apontado pela PFCCorroboradoNão verificadodesde 2024
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A PF aponta Mariângela Fialek, junto com os servidores Garigham Amarante Pinto e Nara Brum, como executora, dentro da Câmara dos Deputados, das indicações reais de emendas parlamentares de Valdemar Costa Neto — que, sem mandato, não podia indicá-las diretamente. Ao menos 21 emendas, R$ 119,2 milhões, dos quais ~R$ 104 milhões já pagos quando o Min. Dino determinou o bloqueio em 10/07/2026.
Eventos: Dino bloqueia R$ 119,2 milhões de Valdemar Costa Neto por emendas forjadas via servidores da Câmara
Fontes
- Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Neto por suspeita em emendasMigalhas · 10/07/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Proibida de tratar de emendas, Mariângela Fialek, a "Tuca", segue nomeada na CâmaraJovem Pan (coluna de Bruno Pinheiro) · 10/07/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Força da evidência
CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.- CCorroboradoEm 10/07/2026, o Min. Flávio Dino bloqueou R$ 119.216.703,15 em bens de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e suspendeu a execução de despesas públicas ligadas a 21 emendas parlamentares que a PF aponta como forjadas e desviadas em seu benefício — registradas formalmente em nome de deputados "para dar aparência de legalidade", mas executadas, segundo a investigação, por servidores da Câmara dos Deputados (Mariângela Fialek, Garigham Amarante Pinto e Nara Brum) a mando de Valdemar, que não tem mandato parlamentar. Cerca de R$ 104 milhões já haviam sido pagos antes da suspensão. Dino classificou os indícios de responsabilidade como "veementes" e determinou a entrega de documentação completa pela Câmara em 10 dias. Acusações: peculato-desvio e associação criminosa.
Posição dos envolvidos
Posição não localizada no corpus até a última atualização.
Negócios e transações0
Nenhuma transação documentada no corpus.
Documentos1
- Decisão na Pet 13.428/DF — busca e apreensão contra Cezinha de Madureira (Min. Flávio Dino, 05/09/2026)Peça judicial · 05/09/2026
Evidências7
Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.
- CCorroborado
Em dezembro/2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta, enviou ao Min. Flávio Dino pedido formal de anulação das provas obtidas pela PF contra Mariângela Fialek e de retorno dela ao cargo na Presidência da Câmara. Apesar da proibição expressa de Dino a Fialek de exercer "atividades relacionadas à proposição, tramitação ou destinação de emendas parlamentares", ela seguia formalmente nomeada e recebendo salário (~R$ 25,9 mil/mês) como chefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência, na Diretoria Administrativa (Dirad), até a data desta coleta.
Atribuída a: Câmara dos Deputados
- CCorroborado
Segundo a decisão do Min. Flávio Dino que autorizou as buscas contra Cezinha de Madureira (Operação Transparência, 14/09/2026), comunicações de junho/2025 mostram Mariângela Fialek enviando a Cezinha memoriais de processos sob relatoria do Min. Kassio Nunes Marques; Cezinha confirmou videoconferência marcada com o ministro para tratar dos casos. Um dos episódios citados: o escritório de Fialek fechou, em nome de Valéria Rodrigues Linhares, contrato de R$ 500 mil condicionado ao resultado do julgamento de uma Reclamação no STF movida por Michele Queiroz, então prefeita de Beberibe/CE, contra investigação do MP-CE. Memoriais semelhantes também foram endereçados aos ministros André Mendonça e Gilmar Mendes. Dino classifica o padrão de valores (R$ 500 mil a R$ 2 milhões, condicionados ao resultado) como "incompatíveis com a simples atuação técnica", mas explicita que "a investigação não se dirige a magistrados de qualquer tribunal superior" e que não há elementos de participação de integrantes do Judiciário nos fatos apurados.
Atribuída a: Flávio Dino
- DDocumental direto
Na decisão de 05/09/2026 na Pet 13.428/DF (cumprida em 14/09), o Min. Flávio Dino transcreve a representação da PF segundo a qual a perícia do celular de Mariângela Fialek, apreendido em 12/12/2025 na Operação Transparência, revela "atuação articulada e continuada de três pessoas com papéis complementares": Fialek, que "capta e formaliza as causas e elabora os memoriais"; Valéria Rodrigues Linhares, advogada e esposa do deputado, que "redige, revisa e assina os instrumentos de honorários e de cessão de crédito"; e o deputado Cezinha de Madureira, "a quem cabe o suposto contato pessoal e direto com Ministros de Tribunais Superiores". A decisão defere busca e apreensão contra o deputado e a sociedade de advocacia de Valéria, avoca ao STF os procedimentos sobre os R$ 510 mil apreendidos em Congonhas em 25/08/2026 e indefere a busca no gabinete parlamentar, por não reunir as "fundadas razões" exigidas pelo Código de Processo Penal.
Atribuída a: Flávio Dino
- DDocumental direto
Segundo a representação da PF transcrita na Pet 13.428, a relação entre o deputado Cezinha de Madureira e Mariângela Fialek "não é meramente funcional": o deputado e sua esposa viajaram juntos a Lisboa e, em 02/07/2025, encontraram-se pessoalmente com Fialek, que escreveu depois "Me deve essa". Em 16/10/2025, ao encaminhar ao deputado notícia de reunião dele com o presidente da República e com o então advogado-geral da União, "tido como futuro indicado a vaga no Supremo Tribunal Federal", Fialek comentou: "Tu vais fazer mais um!" — expressão que, para a PF, "sugere a percepção, pelos envolvidos, de que o representado dispunha de capacidade de influenciar a própria composição da Corte perante a qual atuavam". A conclusão da Informação de Polícia Judiciária 082/2026, citada na decisão, é que Fialek e Valéria "estabeleceram parceria com o fito de obter decisões favoráveis em processos judiciais em trâmite no STF, contando com o auxílio de Cezinha de Madureira".
Atribuída a: Flávio Dino
- CCorroborado
Em 10/07/2026, o Min. Flávio Dino bloqueou R$ 119.216.703,15 em bens de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e suspendeu a execução de despesas públicas ligadas a 21 emendas parlamentares que a PF aponta como forjadas e desviadas em seu benefício — registradas formalmente em nome de deputados "para dar aparência de legalidade", mas executadas, segundo a investigação, por servidores da Câmara dos Deputados (Mariângela Fialek, Garigham Amarante Pinto e Nara Brum) a mando de Valdemar, que não tem mandato parlamentar. Cerca de R$ 104 milhões já haviam sido pagos antes da suspensão. Dino classificou os indícios de responsabilidade como "veementes" e determinou a entrega de documentação completa pela Câmara em 10 dias. Acusações: peculato-desvio e associação criminosa.
Atribuída a: Flávio Dino
- CCorroborado
Em 14/09/2026, a Polícia Federal cumpriu a terceira fase da Operação Transparência — quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, autorizados pelo Min. Flávio Dino — contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e sua esposa, a advogada Valéria Rodrigues Linhares, por suspeita de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A investigação aponta negociação de "pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso", com o objetivo de influenciar decisões judiciais em tribunais superiores. Em 25/08/2026, a PF já havia apreendido R$ 510 mil em espécie com Linhares, em mala, no Aeroporto de Congonhas. A Operação Transparência começou em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares; esta é sua terceira fase.
Atribuída a: Cezinha de Madureira
- DDocumental direto
A representação da PF transcrita na decisão da Pet 13.428 impõe "delimitação negativa e expressa do objeto": não são objeto da apuração condutas de ministros do STF, do STJ, do TSE ou de quaisquer outros magistrados; "não há, nos elementos reunidos, notícia de solicitação, de aceitação ou de recebimento de vantagem indevida por integrante do Poder Judiciário, tampouco de prolação de ato jurisdicional em desconformidade com o direito"; os magistrados citados nos diálogos "comparecem nestes autos exclusivamente como destinatários cogitados da influência anunciada pelos investigados [...] e jamais como suspeitos". A PF explica que os crimes de exploração de prestígio e tráfico de influência são formais: consumam-se com a solicitação ou o recebimento de vantagem "a pretexto de influir", sendo irrelevantes "a existência real da influência anunciada", seu efetivo exercício e "qualquer adesão do agente público cogitado — que pode inclusive jamais tomar conhecimento da negociação levada a efeito em seu nome". Nenhuma diligência foi pedida contra gabinete judicial.
Atribuída a: Flávio Dino
Fontes10
1 fonte(s) primária(s) oficial(is).
- "Operadora de emendas" aparece como elo de Cezinha de Madureira com o STFMetrópoles (coluna de Igor Gadelha) · 14/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Dino: Cezinha tratava de processos com Nunes MarquesSBT News · 14/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Neto por suspeita em emendasMigalhas · 10/07/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Câmara pede ao STF anulação de provas contra ex-assessora de LiraPoder360 · 14/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Proibida de tratar de emendas, Mariângela Fialek, a "Tuca", segue nomeada na CâmaraJovem Pan (coluna de Bruno Pinheiro) · 10/07/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Depoimento de Glauber Braga embasa investigação contra ex-assessora de LiraMetrópoles (coluna de Tácio Lorran) · 13/02/2025Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Defesa de ex-assessora de Lira diz que atuação era "estritamente técnica"CNN Brasil · 12/12/2025Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- Pet 13.428/DF — decisão do Min. Flávio Dino que autorizou buscas contra Cezinha de Madureira (05/09/2026)Supremo Tribunal Federal (PDF divulgado pelo Poder360) · 14/09/2026Fonte oficial✓ verificadaoriginal ↗
- PF faz operação que mira tráfico de influência em tribunais superioresCNN Brasil · 14/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
- PF mira Cezinha de Madureira por suspeita de tráfico de influência em tribunais superioresGazeta do Povo · 14/09/2026Imprensa✓ verificadaoriginal ↗
Histórico de atualização
- Criado
- 15/09/2026
- Atualizado
- 16/10/2026
- Revisão
- published
- Revisor
- orquestrador
O histórico completo de alterações deste registro está no Git do repositório e no registro de atualizações. Correções podem ser propostas por issue ou pull request.