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Pessoa · Servidor / agente público

Mariângela Fialek

Chefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência da Câmara dos Deputados; investigada por peculato-desvio e associação criminosa (Operação Transparência)

Também: Tuca

5 conexões3 eventos0 fontes oficiais4 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Advogada, 51 anos, natural de União da Vitória/PR, formada pela PUC/RS, mestre em Direito do Estado pela USP. Desde março/2021 ocupa a Chefia da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência da Câmara — cargo estrutural, não assessoria avulsa —, salário de ~R$ 25,9 mil/mês, lotada na Diretoria Administrativa (Dirad), com sala no Anexo IV (subsolo, "área de baixa circulação e pouca visibilidade pública"). Nomeada por Arthur Lira, então presidente da Câmara, manteve o cargo mesmo após a saída dele em fevereiro/2025, sob a presidência de Hugo Motta. A PF a aponta como "personagem principal" de um "arranjo funcional informal" que operacionalizava, junto com os servidores Garigham Amarante Pinto e Nara Brum, indicações de emendas parlamentares em nome de Valdemar Costa Neto (presidente do PL, sem mandato) — ao menos 21 emendas, R$ 119,2 milhões, dos quais ~R$ 104 milhões já pagos quando o Min. Flávio Dino determinou o bloqueio em 10/07/2026, proibindo-a de tratar de emendas. Ela é investigada por peculato-desvio e associação criminosa. Em dezembro/2025, a própria Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta, pediu ao STF a anulação das provas contra ela e seu retorno ao cargo — apesar da proibição, ela seguia formalmente nomeada e recebendo salário até esta coleta. Na terceira fase da Operação Transparência (14/09/2026, lote 314), a PF a aponta também como a operadora que enviava a Cezinha de Madureira memoriais de processos sob relatoria de ministros do STF (entre eles Kassio Nunes Marques) e preparava contratos de honorários de êxito, em nome do escritório da esposa de Cezinha, Valéria Rodrigues Linhares.

Por que está no Novelo?

Nó central de DOIS esquemas distintos investigados na mesma Operação Transparência: o desvio de R$ 119,2 milhões em emendas em benefício de Valdemar Costa Neto, e o tráfico de influência sobre processos no STF ligado a Cezinha de Madureira (lote 316) — com a própria Mesa Diretora da Câmara agindo institucionalmente, via pedido ao STF, para protegê-la.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Posição não localizada

    Manifestação pública dela sobre as acusações não localizada até esta coleta.

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • Origem documentada da investigação: depoimento do deputado Glauber Braga à PF em 13/02/2025, responsabilizando Arthur Lira e citando Fialek como operadora ligada à Presidência — alegação de testemunha, tratada com a devida cautela em relação a Lira (ver arthur-lira, glauber-braga).
  • Vínculo entre este esquema (Valdemar Costa Neto/emendas) e o esquema de tráfico de influência sobre Cezinha de Madureira/Nunes Marques (lote 316) não é afirmado por nenhuma fonte além da coincidência de operadora (ela própria) — registrado como o que é, não como conexão processual única.

Linha do tempo3

Mais bem documentadas5

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

  • CCorroboradoCâmara dos DeputadosChefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidênciamar/2021
  • CCorroboradoCezinha de Madureiraoperadora apontada pela PF (Operação Transparência)jun/2025
  • CCorroboradoHugo MottaMesa Diretora pediu anulação de provas e retorno ao cargodez/2025
  • CCorroboradoValdemar Costa Neto"braço" executor apontado pela PF2024
  • AAlegaçãoArthur Liranomeou para a Chefia da Assessoria Especialmar/2021

Relações por categoria5

Institucional 2

Câmara dos Deputados· Chefe da Assessoria Especial do Gabinete da PresidênciaCCorroboradoVerificadodesde mar/2021
InstitucionalInstitucionalconfiança 85%

Por que estes nós estão conectados?

Mariângela Fialek ocupa, desde março de 2021, a Chefia da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência da Câmara dos Deputados — cargo para o qual foi nomeada por Arthur Lira e que manteve sob a presidência de Hugo Motta, apesar de investigada e proibida de tratar de emendas parlamentares.

Eventos: Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta, pede ao STF anulação de provas contra Fialek e seu retorno ao cargo

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoEm dezembro/2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta, enviou ao Min. Flávio Dino pedido formal de anulação das provas obtidas pela PF contra Mariângela Fialek e de retorno dela ao cargo na Presidência da Câmara. Apesar da proibição expressa de Dino a Fialek de exercer "atividades relacionadas à proposição, tramitação ou destinação de emendas parlamentares", ela seguia formalmente nomeada e recebendo salário (~R$ 25,9 mil/mês) como chefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência, na Diretoria Administrativa (Dirad), até a data desta coleta.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Hugo Motta· Mesa Diretora pediu anulação de provas e retorno ao cargoCCorroboradoVerificadodesde dez/2025
InstitucionalInstitucionalconfiança 80%

Por que estes nós estão conectados?

A Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta (descrito pela imprensa como "afilhado político" de Arthur Lira, que nomeou Fialek), enviou ao Min. Flávio Dino, em dezembro/2025, pedido formal de anulação das provas obtidas pela PF contra Fialek e de retorno dela ao cargo — ação institucional da cúpula da Câmara em defesa de servidora sob investigação por peculato-desvio e associação criminosa.

Eventos: Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta, pede ao STF anulação de provas contra Fialek e seu retorno ao cargo

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoEm dezembro/2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta, enviou ao Min. Flávio Dino pedido formal de anulação das provas obtidas pela PF contra Mariângela Fialek e de retorno dela ao cargo na Presidência da Câmara. Apesar da proibição expressa de Dino a Fialek de exercer "atividades relacionadas à proposição, tramitação ou destinação de emendas parlamentares", ela seguia formalmente nomeada e recebendo salário (~R$ 25,9 mil/mês) como chefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência, na Diretoria Administrativa (Dirad), até a data desta coleta.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Profissional 2

Cezinha de Madureira· operadora apontada pela PF (Operação Transparência)CCorroboradoNão verificadodesde jun/2025
ProfissionalProfissionalconfiança 70%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a Operação Transparência da PF, Mariângela Fialek enviava a Cezinha de Madureira memoriais de processos sob relatoria de ministros do STF e preparava contratos de honorários de êxito condicionados a julgamentos, em nome do escritório de Valéria Rodrigues Linhares. Nenhum ministro citado é investigado ou suspeito de participação.

Eventos: PF cumpre 3ª fase da Operação Transparência contra Cezinha de Madureira, autorizada por Dino

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoSegundo a decisão do Min. Flávio Dino que autorizou as buscas contra Cezinha de Madureira (Operação Transparência, 14/09/2026), comunicações de junho/2025 mostram Mariângela Fialek enviando a Cezinha memoriais de processos sob relatoria do Min. Kassio Nunes Marques; Cezinha confirmou videoconferência marcada com o ministro para tratar dos casos. Um dos episódios citados: o escritório de Fialek fechou, em nome de Valéria Rodrigues Linhares, contrato de R$ 500 mil condicionado ao resultado do julgamento de uma Reclamação no STF movida por Michele Queiroz, então prefeita de Beberibe/CE, contra investigação do MP-CE. Memoriais semelhantes também foram endereçados aos ministros André Mendonça e Gilmar Mendes. Dino classifica o padrão de valores (R$ 500 mil a R$ 2 milhões, condicionados ao resultado) como "incompatíveis com a simples atuação técnica", mas explicita que "a investigação não se dirige a magistrados de qualquer tribunal superior" e que não há elementos de participação de integrantes do Judiciário nos fatos apurados.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Arthur Lira· nomeou para a Chefia da Assessoria EspecialAAlegaçãoNão verificadodesde mar/2021
ProfissionalProfissionalconfiança 85%

Por que estes nós estão conectados?

Arthur Lira, então presidente da Câmara, nomeou Mariângela Fialek para a Chefia da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência em março/2021. Ela manteve o cargo mesmo após a saída dele em fevereiro/2025, sob a presidência de Hugo Motta. Em depoimento de 13/02/2025, o deputado Glauber Braga citou Fialek como operadora ligada diretamente à Presidência sob Lira — alegação de testemunha, sem prova documental equivalente à que embasou as buscas contra ela.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Alegação investigativa 1

Valdemar Costa Neto· "braço" executor apontado pela PFCCorroboradoNão verificadodesde 2024
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 70%

Por que estes nós estão conectados?

A PF aponta Mariângela Fialek, junto com os servidores Garigham Amarante Pinto e Nara Brum, como executora, dentro da Câmara dos Deputados, das indicações reais de emendas parlamentares de Valdemar Costa Neto — que, sem mandato, não podia indicá-las diretamente. Ao menos 21 emendas, R$ 119,2 milhões, dos quais ~R$ 104 milhões já pagos quando o Min. Dino determinou o bloqueio em 10/07/2026.

Eventos: Dino bloqueia R$ 119,2 milhões de Valdemar Costa Neto por emendas forjadas via servidores da Câmara

Fontes

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoEm 10/07/2026, o Min. Flávio Dino bloqueou R$ 119.216.703,15 em bens de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e suspendeu a execução de despesas públicas ligadas a 21 emendas parlamentares que a PF aponta como forjadas e desviadas em seu benefício — registradas formalmente em nome de deputados "para dar aparência de legalidade", mas executadas, segundo a investigação, por servidores da Câmara dos Deputados (Mariângela Fialek, Garigham Amarante Pinto e Nara Brum) a mando de Valdemar, que não tem mandato parlamentar. Cerca de R$ 104 milhões já haviam sido pagos antes da suspensão. Dino classificou os indícios de responsabilidade como "veementes" e determinou a entrega de documentação completa pela Câmara em 10 dias. Acusações: peculato-desvio e associação criminosa.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos0

Nenhum documento ligado.

Evidências4

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • CCorroborado

    Em dezembro/2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta, enviou ao Min. Flávio Dino pedido formal de anulação das provas obtidas pela PF contra Mariângela Fialek e de retorno dela ao cargo na Presidência da Câmara. Apesar da proibição expressa de Dino a Fialek de exercer "atividades relacionadas à proposição, tramitação ou destinação de emendas parlamentares", ela seguia formalmente nomeada e recebendo salário (~R$ 25,9 mil/mês) como chefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência, na Diretoria Administrativa (Dirad), até a data desta coleta.

    Atribuída a: Câmara dos Deputados

    fontefonte

  • CCorroborado

    Segundo a decisão do Min. Flávio Dino que autorizou as buscas contra Cezinha de Madureira (Operação Transparência, 14/09/2026), comunicações de junho/2025 mostram Mariângela Fialek enviando a Cezinha memoriais de processos sob relatoria do Min. Kassio Nunes Marques; Cezinha confirmou videoconferência marcada com o ministro para tratar dos casos. Um dos episódios citados: o escritório de Fialek fechou, em nome de Valéria Rodrigues Linhares, contrato de R$ 500 mil condicionado ao resultado do julgamento de uma Reclamação no STF movida por Michele Queiroz, então prefeita de Beberibe/CE, contra investigação do MP-CE. Memoriais semelhantes também foram endereçados aos ministros André Mendonça e Gilmar Mendes. Dino classifica o padrão de valores (R$ 500 mil a R$ 2 milhões, condicionados ao resultado) como "incompatíveis com a simples atuação técnica", mas explicita que "a investigação não se dirige a magistrados de qualquer tribunal superior" e que não há elementos de participação de integrantes do Judiciário nos fatos apurados.

    Atribuída a: Flávio Dino

    fontefonte

  • CCorroborado

    Em 10/07/2026, o Min. Flávio Dino bloqueou R$ 119.216.703,15 em bens de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e suspendeu a execução de despesas públicas ligadas a 21 emendas parlamentares que a PF aponta como forjadas e desviadas em seu benefício — registradas formalmente em nome de deputados "para dar aparência de legalidade", mas executadas, segundo a investigação, por servidores da Câmara dos Deputados (Mariângela Fialek, Garigham Amarante Pinto e Nara Brum) a mando de Valdemar, que não tem mandato parlamentar. Cerca de R$ 104 milhões já haviam sido pagos antes da suspensão. Dino classificou os indícios de responsabilidade como "veementes" e determinou a entrega de documentação completa pela Câmara em 10 dias. Acusações: peculato-desvio e associação criminosa.

    Atribuída a: Flávio Dino

    fontefonte

  • CCorroborado

    Em 14/09/2026, a Polícia Federal cumpriu a terceira fase da Operação Transparência — quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, autorizados pelo Min. Flávio Dino — contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e sua esposa, a advogada Valéria Rodrigues Linhares, por suspeita de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A investigação aponta negociação de "pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso", com o objetivo de influenciar decisões judiciais em tribunais superiores. Em 25/08/2026, a PF já havia apreendido R$ 510 mil em espécie com Linhares, em mala, no Aeroporto de Congonhas. A Operação Transparência começou em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares; esta é sua terceira fase.

    Atribuída a: Cezinha de Madureira

    fontefonte

Fontes8

0 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
15/09/2026
Atualizado
15/09/2026
Revisão
published
Revisor
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