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Banco Master: a reconstrução completa de como uma fraude capturou a República

Agência Públicapublicada em mar/2026capturada em 04/09/2026Imprensa

Acesso

Reportagem de investigação de longo formato, lida integralmente pela equipe, com base em apuração da Polícia Federal. Descreve a criação da Tirreno, empresa identificada pela PF como de fachada, criada por Daniel Vorcaro para vender ao BRB créditos por R$ 12,2 bilhões, embutindo prêmio ao banco comprador; o Master recebia o valor à vista do BRB sem precisar pagar a Tirreno à vista. Registra que o Banco Central questionou o Master em março de 2025 sobre a falta de documentação, que a resposta do banco atribuindo a origem dos créditos a duas associações de servidores da Bahia não se sustentou, e que CPFs de diversas localidades do país foram usados para simular a origem do crédito, com 130 contratos analisados aleatoriamente sem lastro algum.

Fonte secundária: sustenta, no máximo, evidências corroboradas (C) ou alegações (A), salvo quando reproduz documento primário lido pela equipe.

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Verificada em
04/09/2026
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orquestrador (captura local + leitura integral)
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O que esta fonte sustenta

Evidências

  • CCorroboradoA Asteba e a Asseba são as 'duas associações de servidores da Bahia' que o Banco Master, em ofício ao Banco Central de 25/03/2025, apontou como originadoras dos créditos de R$ 12,2 bilhões revendidos ao BRB pela Tirreno. A identificação nominal não consta da reportagem-base da Agência Pública sobre a Tirreno, que fala apenas em 'duas associações' sem nomeá-las — vem de duas reportagens posteriores (Jornal de Brasília e O Tempo, ambas de 11/04/2026), que citam a mesma representação da Polícia Federal com formulação quase idêntica, o que sugere fonte comum (a peça policial) mais do que apuração jornalística duplamente independente.
  • CCorroboradoQuestionado pelo Banco Central em março de 2025 sobre a falta de documentação dos créditos vendidos ao BRB, o Master respondeu que duas associações de servidores da Bahia seriam as originadoras do crédito. A explicação não se sustentou: o órgão identificou CPFs de diversas localidades do país usados para justificar a origem, e que 130 contratos analisados aleatoriamente não tinham lastro algum.
  • CCorroboradoO mecanismo por trás dos R$ 12,2 bilhões em carteiras que o BRB adquiriu do Master, já registrado no corpus via decisão do STF como tendo ocorrido 'apesar de pareceres técnicos e jurídicos contrários', foi descrito por reportagem baseada em apuração da PF: uma empresa de fachada criada por Vorcaro, a Tirreno, vendia os créditos ao BRB embutindo um prêmio ao banco comprador. O Master recebia o valor à vista, sem pagar a Tirreno à vista. A investigação concluiu que os créditos nunca existiram na origem.

Atos públicos

Nenhum.

Pessoas e organizações

Relações derivadas