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Organização · Associação

ASSEBA — Associação dos Servidores da Saúde do Estado da Bahia

4 conexões1 eventos1 fontes oficiais3 evidências
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O que significam D, C, A e I?
DDocumental direto
Documental direto: consta de documento primário verificável (decisão, relatório oficial, contrato, registro).
CCorroborado
Corroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
AAlegação
Alegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
IInferência
Inferência: interpretação analítica a partir de fatos conhecidos. Não é prova.

Detalhe em metodologia.

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Resumo

Associação de servidores da saúde do Estado da Bahia (CNPJ 34.435.214/0001-02, aberta em 12/04/1991), apontada como ligada a Augusto Ferreira Lima. Segundo relatório do Coaf enviado à CPI do Crime Organizado e revelado pelo Estadão, recebeu R$ 140,1 milhões do Estado entre maio de 2024 e novembro de 2025 — R$ 65 milhões diretos da Secretaria da Fazenda e R$ 74,1 milhões via fundos previdenciários —, tendo repassado R$ 101,3 milhões ao Banco Master e R$ 21,7 milhões a empresas de Lima. O Coaf classifica o fluxo como atípico. O governo baiano sustenta que os valores são descontos em folha de taxa de associação autorizados pelos próprios servidores, e não recursos do erário. Segundo a Polícia Federal, Augusto Lima não é dirigente estatutário da Asseba (cargo ocupado por Maria Helena Santos Ferreira), mas seu procurador perante instituições financeiras, com poderes para movimentar recursos; a associação compartilha com a Terra Firme da Bahia Ltda, empresa de propriedade exclusiva de Lima, o mesmo e-mail de contabilidade e telefone de cadastro na Receita Federal. Foi citada pelo Banco Master, em ofício ao Banco Central de 25/03/2025, como originadora — junto com a Asteba — dos créditos de R$ 12,2 bilhões revendidos ao BRB via Tirreno, explicação que não se sustentou: CPFs de todo o país foram usados para simular a origem dos contratos. Recebeu R$ 2,3 milhões do Master entre 2022 e 2025, segundo a PF.

Por que está no Novelo?

Associação por meio da qual, segundo relatório do Coaf, transitaram R$ 140,1 milhões entre o Estado da Bahia e o Banco Master — e que a PF aponta, junto com a Asteba, como origem fictícia citada pelo Master para os créditos de R$ 12,2 bilhões revendidos ao BRB pela Tirreno.

Posição do citado

Negativas, esclarecimentos, notas públicas ou versões apresentadas pela pessoa ou organização. Exibidas sempre, mesmo quando enfraquecem uma hipótese.

  • Posição não localizada

    Nenhuma manifestação pública específica localizada no corpus até a data da última atualização.

Lacunas ainda não esclarecidas

O que o corpus não demonstra. Se não sabemos, dizemos que não sabemos.

  • Não há manifestação da própria ASSEBA no corpus sobre a alegação da PF de que serviu de origem fictícia para os créditos da Tirreno, nem denúncia ou decisão de mérito sobre os repasses do Coaf.
  • Confirmado por registro público (Mapa das OSC/IPEA) que Maria Helena Santos Ferreira é presidente estatutária desde 13/03/2008 — reforça, sem resolver, a contradição com a alegação de fonte única do Jornal Grande Bahia de que o Instituto Terra Firme 'geriria' a associação.
  • A alegação de que o Instituto Terra Firme (não a Terra Firme da Bahia Ltda, já documentada acima) 'geriria' a Asseba, presente em duas reportagens (JGB e Bahia Notícias), pode refletir confusão jornalística entre as duas pessoas jurídicas homônimas — o fundamento citado por essas matérias (sobreposição de e-mail/telefone) é o mesmo já atribuído no corpus à empresa Terra Firme da Bahia Ltda. Sem acesso ao documento primário do Coaf/PF com o CNPJ exato citado, não é possível decidir se há, de fato, um achado adicional e distinto sobre o instituto.

Linha do tempo1

Mais bem documentadas4

As doze relações com a evidência mais forte. Todas aparecem completas, agrupadas por categoria, na seção seguinte.

Relações por categoria4

Institucional 1

Instituto Terra Firme· aponta-se que passou a gerir a associaçãoCCorroboradoNão verificado
InstitucionalInstitucionalconfiança 75%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a imprensa baiana, a Asseba passou a ser gerida pelo Instituto Terra Firme, arranjo citado em comunicação ao Coaf e alcançado por busca da Polícia Federal em junho de 2026.

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Financeiro / comercial 2

Augusto Lima· Procurador com poderes de movimentar recursosCCorroboradoNão verificado
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 80%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo a Polícia Federal, Augusto Lima é procurador da Asseba perante instituições financeiras, com poderes para movimentar recursos, e a associação compartilha o mesmo e-mail de contabilidade e telefone da Terra Firme da Bahia Ltda, empresa de sua propriedade exclusiva.

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoAugusto Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, é procurador da Asteba e da Asseba perante instituições financeiras, com poderes para movimentar recursos — segundo a Polícia Federal, não é dirigente estatutário de nenhuma das duas (esses cargos são ocupados por Nanci Maria Prates Pereira e Maria Helena Santos Ferreira, respectivamente). O vínculo é sustentado por evidência documental: ambas as associações registraram na Receita Federal o mesmo e-mail de contabilidade ('[email protected]'), pertencente à Terra Firme da Bahia Ltda, empresa de propriedade exclusiva de Augusto Lima; a Asseba e a Terra Firme compartilham também o mesmo telefone de cadastro.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Banco Master· repasses apontados pelo CoafAAlegaçãoDisputadodesde 2024
Financeiro / comercialFinanceiroconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Segundo relatório do Coaf, a ASSEBA repassou R$ 101,3 milhões ao Banco Master, dentro de um fluxo de R$ 140,1 milhões recebidos do Estado da Bahia entre maio de 2024 e novembro de 2025.

Fontes

Força da evidência

AAlegaçãoAlegação: declaração atribuída a terceiro. Não equivale a fato comprovado.
  • AAlegaçãoSegundo relatório do Coaf enviado à CPI do Crime Organizado e revelado pelo Estadão em 10/04/2026, o Estado da Bahia repassou R$ 140,1 milhões à ASSEBA — associação de servidores da saúde apontada como ligada a Augusto Ferreira Lima — entre maio de 2024 e novembro de 2025, período integralmente sob a gestão de Jerônimo Rodrigues. Do total, R$ 65 milhões teriam saído diretamente da Secretaria da Fazenda e R$ 74,1 milhões por fundos previdenciários; a associação teria repassado R$ 101,3 milhões ao Banco Master e R$ 21,7 milhões a empresas de Lima. O Coaf classifica o fluxo como atípico. O governo baiano nega a caracterização: sustenta que os valores são descontos em folha da taxa de associação, autorizados pelos próprios servidores — dinheiro dos servidores, e não do erário —, sem operação financeira ou empréstimo.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Alegação investigativa 1

Banco Master· Atribuiu origem de créditos vendidos ao BRBCCorroboradoDisputadodesde 25/03/2025
Alegação investigativaAlegação investigativaconfiança 60%

Por que estes nós estão conectados?

Em ofício ao Banco Central de 25/03/2025, o Banco Master atribuiu à Asseba (junto com a Asteba) a origem dos créditos de R$ 12,2 bilhões vendidos ao BRB via Tirreno — explicação que a investigação não confirmou, dado que CPFs de todo o país foram usados para simular a origem dos contratos.

Força da evidência

CCorroboradoCorroborado: confirmado por múltiplas fontes independentes, sem documento primário no corpus.
  • CCorroboradoA Asteba e a Asseba são as 'duas associações de servidores da Bahia' que o Banco Master, em ofício ao Banco Central de 25/03/2025, apontou como originadoras dos créditos de R$ 12,2 bilhões revendidos ao BRB pela Tirreno. A identificação nominal não consta da reportagem-base da Agência Pública sobre a Tirreno, que fala apenas em 'duas associações' sem nomeá-las — vem de duas reportagens posteriores (Jornal de Brasília e O Tempo, ambas de 11/04/2026), que citam a mesma representação da Polícia Federal com formulação quase idêntica, o que sugere fonte comum (a peça policial) mais do que apuração jornalística duplamente independente.

Posição dos envolvidos

Posição não localizada no corpus até a última atualização.

Negócios e transações0

Nenhuma transação documentada no corpus.

Documentos2

Evidências3

Cada evidência sustenta uma proposição concreta, com classificação própria.

  • AAlegação

    Segundo relatório do Coaf enviado à CPI do Crime Organizado e revelado pelo Estadão em 10/04/2026, o Estado da Bahia repassou R$ 140,1 milhões à ASSEBA — associação de servidores da saúde apontada como ligada a Augusto Ferreira Lima — entre maio de 2024 e novembro de 2025, período integralmente sob a gestão de Jerônimo Rodrigues. Do total, R$ 65 milhões teriam saído diretamente da Secretaria da Fazenda e R$ 74,1 milhões por fundos previdenciários; a associação teria repassado R$ 101,3 milhões ao Banco Master e R$ 21,7 milhões a empresas de Lima. O Coaf classifica o fluxo como atípico. O governo baiano nega a caracterização: sustenta que os valores são descontos em folha da taxa de associação, autorizados pelos próprios servidores — dinheiro dos servidores, e não do erário —, sem operação financeira ou empréstimo.

    Atribuída a: Relatório do Coaf, via Estadão; com a negativa do governo do Estado

    fontefonte

  • CCorroborado

    Augusto Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, é procurador da Asteba e da Asseba perante instituições financeiras, com poderes para movimentar recursos — segundo a Polícia Federal, não é dirigente estatutário de nenhuma das duas (esses cargos são ocupados por Nanci Maria Prates Pereira e Maria Helena Santos Ferreira, respectivamente). O vínculo é sustentado por evidência documental: ambas as associações registraram na Receita Federal o mesmo e-mail de contabilidade ('[email protected]'), pertencente à Terra Firme da Bahia Ltda, empresa de propriedade exclusiva de Augusto Lima; a Asseba e a Terra Firme compartilham também o mesmo telefone de cadastro.

    fontefontefonte

  • CCorroborado

    A Asteba e a Asseba são as 'duas associações de servidores da Bahia' que o Banco Master, em ofício ao Banco Central de 25/03/2025, apontou como originadoras dos créditos de R$ 12,2 bilhões revendidos ao BRB pela Tirreno. A identificação nominal não consta da reportagem-base da Agência Pública sobre a Tirreno, que fala apenas em 'duas associações' sem nomeá-las — vem de duas reportagens posteriores (Jornal de Brasília e O Tempo, ambas de 11/04/2026), que citam a mesma representação da Polícia Federal com formulação quase idêntica, o que sugere fonte comum (a peça policial) mais do que apuração jornalística duplamente independente.

    fontefontefonte

Fontes10

1 fonte(s) primária(s) oficial(is).

Histórico de atualização

Criado
03/09/2026
Atualizado
06/09/2026
Revisão
published
Revisor
orquestrador

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