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Último build do corpus: 26/10/2026, 15:54 BRT. Cada alteração de dado passa por validação automática e revisão; o histórico completo está no Git do repositório.

Ilustração gerada por IA Lote 209 — Os passaportes que contradizem a PF: o contraditório de Katherine Venâncio Telles
Primeiro lote extraído do e-Doc 160 da PET 15.978 — a manifestação de 28/05/2026 da defesa de Katherine Venâncio Telles, primeira peça de defesa lida diretamente desta 6ª fase, e primeiro lote deste acervo produzido com apoio de dois agentes de pesquisa em paralelo, cada um lendo metade do documento e cruzando os achados contra o corpus antes da síntese final. Achado central: a defesa apresenta os passaportes da mãe (Erica Venancio) e do padrasto (José Marcos e Souza) de Katherine, emitidos em 2018, e uma viagem internacional efetivamente realizada em abril de 2026 — contradizendo diretamente a afirmação da PF, já registrada no acervo, de que nenhum registro de viagem da mãe fora localizado em 2026. Registrado com a ressalva exata: os documentos não tratam do pai biológico de Katherine, que a PF nomeia separadamente e afirma não ter passaporte. O lote traz também o depoimento completo do policial rodoviário federal que abordou o veículo em 04/03/2026 — nome, matrícula, local exato e motivo formal (irregularidade administrativa, não suspeita criminal) —, o detalhe já existente sobre a prisão de Victor Lima Sedlmaier (dinheiro em espécie e SSD apreendidos, condução ao aeroporto de Confins) agora incorporado ao perfil dele, as duas buscas distintas na casa de Katherine (06/03 e 14/05/2026, com itens diferentes em cada uma), e a versão dela sobre a empresa BIPE como suposto "portal jornalístico" — registrada como alegação de defesa, em contraste com a descrição da PF já no acervo.
Registros afetados: Katherine Venâncio Telles, Victor Lima Sedlmaier

Ilustração gerada por IA Lote 208 — A rede de policiais fora de "A Turma": quatro novos nomes com CPF e matrícula
Segundo lote do e-Doc 14 da PET 15.978 (IPJ nº 1752768/2026). Achado mais amplo do documento: a análise do celular de Marilson Roseno identifica, com nome completo, CPF e matrícula, quatro policiais federais da ativa em Minas Gerais que atenderam pedidos de consulta indevida a sistemas internos — André Velloso Martins (escrivão), Marcílio de Abreu Brito, Marcos Antônio Lauria e Márcio Tavares Diniz (agentes) —, descritos pela PF como fora da estrutura de "A Turma" propriamente dita, mas ligados à mesma rede de violação de sigilo funcional. Os episódios incluem a localização do processo que gerou o inquérito em que Henrique Vorcaro fora intimado, uma checagem sem resultado sobre Henrique Vorcaro, sua esposa Nathalia Bueno Ribeiro Vorcaro e a empresa Milo Investimento, e o repasse de dados societários completos de uma empresa terceira em troca do que a PF lê como provável recompensa financeira. Marilson, em oitiva, negou qualquer pedido a policiais da ativa antes de admitir apenas um caso isolado — versão que os próprios dados do aparelho contradizem. O lote registra ainda uma consulta sobre um executivo do setor financeiro, André Aranha Coelho, cuja ligação ao caso é hipótese da PF, não fato estabelecido, e a confirmação visual — a mesma foto de perfil — de que o codinome "MISTER" no número internacional de Marilson é o mesmo perfil que contatou Sean Monteine, já registrado no e-Doc 3.
Registros afetados: André Velloso Martins, Marcílio de Abreu Brito, Marcos Antônio Lauria, Márcio Tavares Diniz, Marilson Roseno da Silva

Ilustração gerada por IA Lote 207 — O celular de Marilson: o codinome "MISTER" e a versão que não se sustenta
Primeiro lote do e-Doc 14 da PET 15.978 — IPJ nº 1752768/2026, a primeira análise do acervo baseada no celular apreendido diretamente com Marilson Roseno da Silva (fonte distinta das duas já mineradas do celular de Daniel Vorcaro). Revela que o próprio Marilson mantinha uma conta secundária de WhatsApp Business associada a um número da Turquia, sob o codinome "MISTER", com mensagens que se autoapagavam — e mapeia outros terminais internacionais da organização: possivelmente do Reino Unido para Luiz Phillipi Mourão, dos EUA para Sebastião Monteiro Júnior (já conhecido) e da Colômbia, precisando agora o número, para Henrique Vorcaro. Traz também a própria oitiva de Marilson, em que ele tenta desqualificar as acusações como "fake news" — dizendo gravar áudios falsos a pedido de Mourão sem receber nada — mas se contradiz ao descrever, na mesma oitiva, um padrão recorrente de dois anos em que Vorcaro o questionava todo fim de ano sobre mandados de prisão pendentes, e ao negar e depois confirmar que usava o codinome "SP" para se referir a Vorcaro.
Registros afetados: Marilson Roseno da Silva

Ilustração gerada por IA Lote 206 — "A interpol está limpa": o indício de uma dimensão internacional
Terceiro lote do e-Doc 3 da PET 15.978 (IPJ-A nº 1070759/2026). O achado mais significativo: em 24/10/2025, Felipe Mourão enviou a Vorcaro um print com logotipo da Interpol, campo do requisitante ocultado, mostrando o próprio nome de Vorcaro usado como critério de busca, com as mensagens "A interpol está limpa" e "Estamos aguardando o relatório principal do FBI". A Polícia Federal consultou o órgão de representação da Interpol no Brasil, que confirmou que o layout do print NÃO corresponde a nenhum mecanismo de busca real da Interpol — mas ponderou que poderia ser sistema de outro país integrado a uma base offline construída com dados da Interpol, prática que atribui, a título de exemplo, aos EUA; nesse caso, o usuário muito provavelmente não seria brasileiro. É o único indício, em todo o acervo, de possível dimensão internacional no acesso a bases de segurança — a PF pondera a hipótese sem afirmá-la como fato, e levanta alternativa de que o material tenha sido produzido pelo próprio núcleo hacker "Os Meninos". O lote também identifica, pela primeira vez, o alvo da já registrada mensagem "Preciso matar esse cara" (25/07/2025): um contato internacional chamado Sean Monteine, contra quem "A Turma" chegou a telefonar se passando pela Polícia Federal.
Registros afetados: Sean Monteine, Daniel Vorcaro

Ilustração gerada por IA Lote 205 — Mais alvos do aparato: acusação de roubo na Venezuela, e o crítico anônimo do banco
Segundo lote do e-Doc 3 da PET 15.978 (IPJ-A nº 1070759/2026, análise do chat Vorcaro-Mourão). Dois episódios novos de coleta de dados e ameaça contra pessoas que nunca tiveram voz no acervo. Em setembro de 2024, Vorcaro acusou André Flores Tavares e Gabriel Garrido Lacerda de tê-lo roubado na Venezuela — "Esse é pra ir pra c forca" — e "A Turma" passou a compilar dados pessoais dos dois, com menção a uma "entrada na Interpol" e pedido para que a Polícia Federal afirmasse, no mesmo dia, haver denúncia de crime financeiro contra eles. A acusação de roubo é só de Vorcaro, sem qualquer elemento independente que a confirme, e os dois entram no acervo como alvos, não como investigados. Em agosto do mesmo ano, um telefone que publicava críticas ao banco foi rastreado até Daniel Marinelli Meira; "Os Meninos" baniram o WhatsApp dele e Vorcaro autorizou "apenas um susto ou outra ação" por meio da PF — depois de perguntar se havia certeza da autoria. Os três ganham registro leve no acervo, com a ressalva expressa de que o que está provado é a ação do aparato contra eles, não as acusações que a motivaram.
Registros afetados: André Flores Tavares, Gabriel Garrido Lacerda, Daniel Marinelli Meira

Ilustração gerada por IA Lote 204 — O dossiê contra os advogados, a escalada contra Timerman, e os 24 milhões
Primeiro lote do e-Doc 3 da PET 15.978 — IPJ-A nº 1070759/2026, a análise técnica mais longa do acervo sobre o chat entre Daniel Vorcaro e Felipe Mourão (198 páginas, out/2023 a nov/2025). Dois achados inéditos e uma resolução aritmética. Primeiro: um dia depois de chamar de "depravado" o autor de um pedido de busca e apreensão contra o Master, Vorcaro recebeu de Mourão dossiês completos — telefone, endereço, vínculos empresariais e familiares — sobre os quatro advogados responsáveis pelo pedido; profissionais no exercício da função, sem qualquer ação de represália documentada depois disso. Segundo: em agosto de 2024, diante de nova notícia de fato movida por Vladimir Timerman, Mourão propôs "medida mais drástica" contra ele, e Vorcaro respondeu "E contra o advogado tb", mandando em seguida "A turma" a São Paulo para "matar esses negócios" — lido no contexto de disputa processual, e não como ameaça de vida direta, distinção que o lote registra explicitamente. Por fim, a análise financeira da PF resolve uma divergência aritmética que o acervo já registrava sem solução: o cálculo de R$ 9,6 milhões para "A Turma" fecha exatamente com 24 meses de pagamento (não 36), e a mesma conta mostra que Mourão recebeu, no mínimo, R$ 24 milhões ao todo — a primeira vez que esse total cumulativo aparece no acervo.
Registros afetados: Vladimir Timerman, Luiz Phillipi Mourão

Ilustração gerada por IA Lote 203 — O plano de internar o desafeto, e a frase "preciso matar esse cara"
Quarto lote do e-Doc 4 da PET 15.978 (extração forense do celular de Daniel Vorcaro), extraído do capítulo sobre violência e coação. Duas passagens inéditas no acervo. A primeira: em 19/10/2024, Luiz Phillipi Mourão propôs a Vorcaro internar um desafeto, Antônio Augusto Conte, afirmando ter contato com dono de clínica psiquiátrica e de reabilitação e que conseguiriam a internação "com ordem judicial" — medida que a própria PF registra como aparentemente forjada. Cinco dias antes, Mourão o descrevera em termos ofensivos e o apontara como quem teria contratado jornalista para publicar informação falsa. Não há resposta de Vorcaro nos autos nem indício de execução. O mesmo nome já aparecia, por outro caminho, entre os termos que Marilson Roseno pesquisou em consultas indevidas aos sistemas da PF — e é por ser alvo, nunca suspeito, que ele entra no acervo. A segunda passagem: em 25/07/2025, ao dizer que alguém o filmara com a filha e espalhava as imagens, Vorcaro escreveu "Preciso matar esse cara", ao que Mourão respondeu "sabe quem é? Vou pra cima". O lote acrescenta ainda a origem do áudio em que Woyceichoski relata a ameaça sofrida, e os dois nomes que ele próprio deu de quem lhe telefonou.
Registros afetados: Antônio Augusto Conte, Luís Felipe Woyceichoski, Daniel Vorcaro

Ilustração gerada por IA Lote 202 — O canal com os invasores: quando a estrutura de Vorcaro negociou com hackers
Terceiro lote do e-Doc 4 da PET 15.978 (extração forense do celular de Daniel Vorcaro). Em maio de 2024, Vorcaro acionou Luiz Phillipi Mourão para recuperar a conta de Instagram da atriz Monique Alfradique, invadida por golpistas que induziam seguidores a pagar por PIX — fato que já era público. O interesse do episódio não está na atriz, que é vítima e nada tem com a investigação, e sim no que ele revela sobre a estrutura montada por Vorcaro: Mourão disse estar "com os meninos na linha", mandou avisar os invasores de que "a turma vai atrás deles... um por um", e chegou a encaminhar áudio atribuído aos próprios criminosos negociando a devolução da conta. Ao fim, comentando que várias pessoas haviam pago PIX aos golpistas, Vorcaro escreveu a Mourão: "alinha com o pcc rsrs". O lote separa deliberadamente as duas camadas — o que está documentado (as mensagens, que existem) e o que é ilação da PF (que Mourão teria contato com pessoas ligadas a facções), esta registrada como inferência, com os limites escritos: nenhum interlocutor criminoso é identificado, nenhuma facção é nomeada, e a menção ao PCC vem acompanhada de "rsrs". Mourão morreu e não teve contraditório.
Registros afetados: Luiz Phillipi Mourão, Daniel Vorcaro

Ilustração gerada por IA Lote 201 — A fábrica de reputação: derrubar matéria, comprar linha editorial, fabricar comentário
Segundo lote do e-Doc 4 da PET 15.978 (extração forense do celular de Daniel Vorcaro). Duas frentes que o acervo ainda não cobria. A primeira é a supressão de conteúdo jornalístico: ordens reiteradas para tirar matérias do ar, com Mourão relatando "estão tirando todas do ar", "derrubado", "clean permanente" e enviando listas de links removidos; a derrubada, em 2023, de conteúdo sobre conta de ministros do STF em restaurante em Nova York; e, sobre o Diário do Centro do Mundo, a frase que dá a medida do que Vorcaro julgava ter comprado — "Achei que tinha parceria. E tinhamos comprado os caras." —, seguida, semanas depois, da cifra que ele próprio cogitou: "50K mês?". A segunda frente é a fabricação de reputação digital: notas de aplicativo infladas, avaliações favoráveis inseridas e comentários de leitor produzidos sob encomenda, inclusive para dar a impressão de que a compra do Master pelo BRB — o negócio que está no centro do caso — havia sido bem-sucedida. O lote registra o lado comprador, que é o que a prova documenta, e deixa expresso que não há no documento demonstração de que o veículo citado tenha recebido pagamento ou alterado cobertura por dinheiro.
Registros afetados: Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Mourão

Ilustração gerada por IA Lote 200 — As notas do iPhone: o caderno em que Vorcaro anotava quem o investigava
Primeiro lote extraído do e-Doc 4 da PET 15.978 — a IPJ-A nº 1020625/2026, análise forense do celular apreendido com Daniel Vorcaro na 1ª fase da Compliance Zero. É o documento-fonte que as representações vinham citando, e traz um vetor probatório novo no acervo: além dos diálogos de WhatsApp, as anotações que o próprio investigado mantinha no aplicativo "Notas". Quatro dias depois de uma reunião sigilosa entre a PF e o Banco Central, em 17/10/2025, ele registrou a lista nominal dos policiais federais que estiveram lá, com cargos, mais três procuradores que sequer participaram. Em 30/10/2025 escreveu — e apagou minutos depois, com recuperação na extração — duas notas em que diz ter fontes dentro do Bacen ("pessoas de dentro do Bacen que são meus amigos"), classifica as informações como "100% confiáveis", afirma não poder "queimá-los", e pede que um interlocutor pressione as cúpulas da PF e da PGR para que subordinados não façam "alguma sacanagem". O lote acrescenta ainda o carimbo de tempo que transforma em contradição documentada o álibi da defesa sobre como soube da vara e do juiz: a nota sobre o juiz Ricardo Soares Leite é 19 horas anterior à reportagem que a defesa apontou como origem do seu conhecimento.
Registros afetados: Ricardo Soares Leite
Trilha de auditoria completa: histórico de commits em /data.