Pular para o conteúdo

Fonte · Tribunal (oficial)

Representação da Polícia Federal por medidas cautelares (e-Doc 1 da PET 15.556)

Polícia Federal — CINQ/CGRC/DICOR/PFDelegados de Polícia Federal signatáriospublicada em 27/02/2026capturada em 11/09/2026Fonte oficial

Acesso

Petição inicial da PET 15.556 (protocolo 21.692, autuada em 27/02/2026), representação da PF ao ministro André Mendonça por prisão preventiva, afastamento de função pública, cautelares diversas e suspensão de atividades econômicas. 164 páginas, originalmente distribuída como peça sigilosa. Detalha, com transcrição de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dois eixos: (1) corrupção de servidores do Banco Central (Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana) em troca de vantagens; e (2) um núcleo de intimidação e violência apelidado 'A Turma', comandado por Luiz Phillipi Mourão ('Sicário') com participação do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, remunerado em R$ 1 milhão por mês, responsável por ameaças a um ex-funcionário e sua família, invasão de dispositivos de um empresário crítico, um documento forjado da Interpol, e ofícios falsos ao Facebook/Meta em nome de servidora do Ministério Público do Ceará. É o documento que fundamentou a prisão de Mourão em 04/03/2026 — ele morreu sob custódia policial dias depois.

Obtida pela equipe em 11/09/2026, mediante certificado digital do editor, após o levantamento do sigilo da PET 15.556 determinado por Fachin em 10/09/2026 (lote 168). A peça trazia, em seu próprio cabeçalho, o rótulo 'PEÇA SIGILOSA' — anterior ao levantamento do sigilo do processo como um todo. O PDF original não é redistribuído pelo acervo; apenas as informações nele contidas, com citação da fonte oficial.

Fonte primária oficial: entra no modo "somente fontes oficiais" do grafo.

Verificação

Verificada em
11/09/2026
Por
orquestrador (leitura integral, 164 páginas)
URL acessível
sim
Conteúdo confere com o resumo
sim

O que esta fonte sustenta

Evidências

  • DDocumental diretoNa véspera da Operação Compliance Zero, em 17/11/2025, Vorcaro recebeu mensagens urgentes de seu advogado Walfrido Warde às 07h28, mudou os planos e informou às 08h48 que agendaria voo saindo de Congonhas; às 07h41 conversou com o jornalista Diego Escosteguy sobre matéria que seria publicada n'O Bastidor mencionando o inquérito da 10ª Vara Federal, recebeu o link após as 11h e o repassou a Warde; Warde protocolou no mesmo dia petição pedindo acesso aos autos, citando a matéria como fonte, e disse a Vorcaro estar 'infernizando' o juiz por mensagens diretas de WhatsApp; Vorcaro também divulgou à imprensa, no mesmo dia, que o Grupo Fictor teria interesse em comprar o Master; à tarde, reuniu-se por videoconferência com o Banco Central — reunião articulada por Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que a consideraram 'fundamental' — na qual comunicou que viajaria a Dubai naquele mesmo dia para assinar a venda do banco; horas depois, a Polícia Federal o interceptou no aeroporto de Guarulhos, prestes a embarcar em jato particular com destino aos Emirados Árabes.
  • DDocumental diretoSegundo a representação da PF de 27/02/2026, houve plano para simular um assalto contra o colunista Lauro Jardim, com o objetivo de intimidá-lo e silenciar sua cobertura sobre o Banco Master. Em 08/06/2025, Vorcaro reagiu a uma matéria dele com 'Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele', ao que Mourão respondeu 'Vou fazer isto'. Em 28/07/2025, Vorcaro escreveu 'Esse lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto', com aval de Mourão ('Pode? Vou olhar isso' / 'Sim').
  • DDocumental diretoNo dia da Operação Compliance Zero — Fase I (18/11/2025), a equipe policial que cumpriu mandado na sede do Banco Master encontrou um quadro com anotações de fluxo financeiro, com valores, referências ao Master e a 'DV' (Daniel Vorcaro) e a fundos de investimento, tendo em destaque a inscrição 'TITAN CAYMAN'; uma advogada da empresa presente afirmou, na ocasião, que o esboço havia sido elaborado na noite anterior — a mesma noite em que Vorcaro tentou embarcar para os Emirados Árabes.
  • DDocumental diretoSegundo a representação da PF, Luiz Phillipi Mourão ('Sicário') comandava, a mando de Daniel Vorcaro, o núcleo de intimidação apelidado 'A Turma', remunerado em R$ 1 milhão por mês via a empresa King, enquanto o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva atuava como líder operacional do grupo em campo — identificado pela PF a partir de um episódio em que rastreou, a pedido de Vorcaro, o responsável por um drone sobre a residência do banqueiro em Belo Horizonte, e cujo ingresso no condomínio, em 06/04/2024, foi confirmado pelos registros de visitantes autorizados por Vorcaro.
  • DDocumental diretoEm outubro de 2024, Daniel Vorcaro propôs intimidar uma pessoa que teria se aproximado de seu filho, oferecendo R$ 10 milhões para 'dar uma lição' nela; a 'Turma' produziu um documento com aparência de ser da Interpol para essa finalidade, que a própria Interpol, consultada pela PF, informou não corresponder a nenhum mecanismo de busca por ela disponibilizado.
  • DDocumental diretoA 'Turma', a mando de Daniel Vorcaro, invadiu os perfis de WhatsApp e Instagram e a conta iCloud do empresário Luiz Guilherme Atalla Camasmie, crítico público do Banco Master, entre 17 e 18 de outubro de 2024, após Vorcaro determinar 'derrubar esse perfil' e localizar o autor de críticas a ele.
  • DDocumental diretoEm outubro de 2024, a 'Turma' usou o e-mail funcional de uma servidora do Ministério Público do Ceará para enviar ao Facebook/Meta, pelo canal de solicitações de autoridades, um ofício com aparência de ter sido emitido pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção do MP-CE — com assinatura sem validade digital e nome do signatário divergente do da promotora titular do órgão —, obtendo a remoção da conta-alvo.
  • DDocumental diretoDaniel Vorcaro determinou, a partir de 28/05/2024, levantamento de dados sobre o ex-funcionário Luís Felipe Woyceichoski e sua família, e ordenou que a 'Turma' o intimidasse; em 11/07/2025, sete pessoas identificadas por Woyceichoski como milicianos foram até seu local de trabalho e o ameaçaram de morte, a ele e à família, em nome de Vorcaro.
  • DDocumental diretoEm 16/11/2025, dois dias antes da Operação Compliance Zero, Daniel Vorcaro registrou nota no celular perguntando a um interlocutor não identificado se este seria próximo do juiz federal Ricardo Soares Leite, responsável pela investigação então sigilosa que autorizaria sua prisão.
  • DDocumental diretoDaniel Vorcaro registrou em seu celular, em 21/10/2025, os nomes dos representantes da Polícia Federal que participaram de uma reunião reservada com o Banco Central em 17/10/2025 (entre eles o DPF Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção), atribuindo a informação a 'amigos' dentro do Bacen que teriam participado da reunião e que ele não poderia 'queimar'.

Atos públicos

Nenhum.

Relações derivadas