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Jaques Wagner e Rui Costa favoreceram negócio que enriqueceu Vorcaro
Poder360publicada em 2026capturada em 09/09/2026Imprensa
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Traz o alcance do CredCesta segundo o balanço de 2024 do Banco Master: 24 unidades da Federação e 176 municípios, contra 20 estados e 130 municípios em 2023. Registra a nota da assessoria do senador Jaques Wagner: 'O senador Jaques Wagner (PT-BA) já forneceu todos os esclarecimentos necessários. Todos os méritos do procedimento estão sendo discutidos por sua defesa nos autos'.
Fonte secundária: sustenta, no máximo, evidências corroboradas (C) ou alegações (A), salvo quando reproduz documento primário lido pela equipe.
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- 09/09/2026
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- orquestrador (leitura de texto legal oficial e consulta à Receita Federal)
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O que esta fonte sustenta
Evidências
- DDocumental diretoCORREÇÃO EDITORIAL (09/09/2026). O corpus registrava que a Ebal 'foi vendida a Augusto Lima durante o governo de Jaques Wagner, segundo a assessoria do senador ao Poder360'. A afirmação está incorreta em dois pontos, e a atribuição à assessoria não corresponde ao que a reportagem publica. A cronologia verificada em texto legal oficial é: a autorização para alienar a Ebal está no art. 36 da Lei estadual nº 13.204, sancionada por Jaques Wagner em 11/12/2014, no último mês de seu segundo mandato como governador — embutida numa lei de reforma administrativa. A venda, porém, ocorreu em 11/04/2018, no governo de Rui Costa. O papel de Wagner em 2018 era outro: ele era Secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, e foi a Comissão Especial daquela secretaria, sob seu comando, que conduziu o leilão — o que a própria reportagem afirma textualmente ('O responsável pela organização do leilão foi o então secretário de Desenvolvimento, Jaques Wagner; o governador à época era Rui Costa'). Quanto à assessoria do senador, o que ela disse foi apenas que ele 'já forneceu todos os esclarecimentos necessários' e que 'todos os méritos do procedimento estão sendo discutidos por sua defesa nos autos'. O fato corrigido é mais específico, não menos: Wagner assinou a lei autorizativa em 2014 e chefiava a secretaria que organizou o leilão em 2018.
- CCorroboradoSegundo o balanço de 2024 do Banco Master, o CredCesta chegou a 24 unidades da Federação e 176 municípios, contra 20 estados e 130 municípios em 2023, com R$ 10,5 bilhões em direitos a receber vinculados ao produto e uma base de clientes com crédito ativo que saltou de 33.685 em 2018 para 5,8 milhões em 2024. O dado mais revelador sobre a natureza do negócio: em 2024, a receita com REVENDA de carteiras do CredCesta foi de R$ 1,6 bilhão, contra R$ 709 milhões de juros das operações originais — e, no acumulado de 2022 a 2024, R$ 2,4 bilhões com venda de carteiras contra R$ 1,9 bilhão de juros. Ou seja, o negócio principal era vender a carteira, não emprestar. Os juros praticados ficavam entre 4,72% e 4,98% ao mês, contra média de mercado do consignado público entre 1,37% e 1,59% ao mês. Há divergência não conciliada quanto ao número de contratos: 2,75 milhões no INSS em 2024, contra 324.849 contratos ativos ao fim de 2025 — provavelmente bases distintas, sem explicação nas fontes.
- CCorroboradoContraditório do ex-governador Rui Costa, cuja formulação é relevante por explicitar a natureza do ativo: 'Eu vendi um supermercado falido, vocês acompanharam. Teve (leilão) três vezes, só consegui vender na terceira vez, um supermercado que dava quase R$ 200 milhões de prejuízo todo ano.' E, sobre o cartão consignado: 'Se não (estivesse inclusa a operação do cartão), nem tinha vendido. Se alguém pagou uma merreca de R$ 15 milhões, é porque tinha o cartão.' A declaração sustenta a defesa da operação — uma estatal deficitária que o Estado não conseguia vender — e, ao mesmo tempo, reconhece que o valor pago se explicava pelo direito de explorar a folha dos servidores, não pelas lojas. Jaques Wagner, ao depor na CPMI do INSS em 26/02/2026, sustentou que a privatização era necessária diante de prejuízos anuais de até R$ 80 milhões. Augusto Lima não respondeu aos contatos da reportagem; o governo de Jerônimo Rodrigues declarou, em 25/03/2026, aguardar parecer da Procuradoria-Geral do Estado para avaliar o contrato, que segue vigente.
Documentos
Nenhum.
Eventos
Nenhum.
Atos públicos
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Pessoas e organizações
Relações derivadas
Nenhuma.