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BC vê 'negócio simulado' em contratos de R$ 4 mi com operador do Master

InfoMoneypublicada em 10/04/2026capturada em 09/09/2026Imprensa

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Sindicância interna do Banco Central, concluída em 04/03/2026 e encaminhada à CGU em 10/03/2026, apurou dois contratos entre Belline Santana e a Varajo Consultoria somando cerca de R$ 4 milhões: o primeiro, de R$ 2 milhões, por um estudo de 50 páginas sobre educação financeira descrito pela comissão como 'um resumo de oito artigos acadêmicos e entrevistas de terceiros'; o segundo, referente ao projeto 'Jovens Potentes'. A comissão classificou o arranjo como 'negócio simulado' e registrou que o material poderia ser produzido 'com o uso de inteligência artificial, ou mesmo solicitado a terceiros, a baixíssimo custo', apontando ainda a incompatibilidade entre os valores e o capital social de R$ 10 mil e o endereço de coworking da Varajo.

Fonte secundária: sustenta, no máximo, evidências corroboradas (C) ou alegações (A), salvo quando reproduz documento primário lido pela equipe.

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  • CCorroboradoSindicância interna do Banco Central, aberta em 08/01/2026, concluída em 04/03/2026 e encaminhada à CGU em 10/03/2026, apurou dois contratos entre Belline Santana e a Varajo Consultoria somando cerca de R$ 4 milhões: o primeiro, de R$ 2 milhões, por um estudo de 50 páginas sobre educação financeira que a comissão descreveu como 'um resumo de oito artigos acadêmicos e entrevistas de terceiros', 'sem produção autoral relevante' e que poderia ser produzido 'com o uso de inteligência artificial, ou mesmo solicitado a terceiros, a baixíssimo custo'; o segundo, referente ao projeto 'Jovens Potentes'. A comissão classificou o arranjo como 'negócio simulado'. Há divergência não conciliada entre quatro números: os cerca de R$ 4 milhões contratados; os R$ 1,3 milhão que o Master declarou à Receita ter pago à Varajo (R$ 309,8 mil em 2024 e R$ 1 milhão em 2025); a fala de Vorcaro em depoimento ('não me lembro se eram R$ 2 ou R$ 4 milhões, que era mais ou menos o que eu colocava em cada um dos projetos sociais'); e a planilha 'despesas fixas mensais' encontrada em seu celular, que previa R$ 500 mil a servidor do Banco Central. Nenhuma fonte localizada concilia esses valores, e o total efetivamente recebido, o valor mensal e o número de parcelas não foram estabelecidos.
  • CCorroboradoFato ambivalente que o corpus registra sem resolver: em 15/07/2025, o próprio Belline Santana enviou ao Ministério Público Federal um documento apontando irregularidades nas carteiras de crédito do Banco Master vendidas ao BRB por cerca de R$ 12 bilhões, com falhas contábeis, endereçado à chefe da Procuradoria da República no Distrito Federal. Sete dias depois, em 22/07/2025, aparecem as mensagens entre Fabiano Zettel e Vorcaro — 'Belline cobrando. Paga?' / 'Claro' — acompanhadas da instrução que descreve a triangulação: 'Sai pra Super. Super manda empresa Léo. Empresa Léo que tem contrato com ele'. A Polícia Federal lê a sequência como cobrança de propina, eventualmente com viés de pressão. O fato bruto, porém, é que o servidor apontado como cooptado foi quem levou irregularidades do banco supervisionado ao MPF, dias antes da cobrança. Nenhuma fonte localizada concilia as duas leituras. O corpus registra a tensão como aberta — não como exculpação nem como agravante.
  • CCorroboradoRegistro da Receita Federal para a Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda (CNPJ 39.665.366/0001-15): aberta em 04/11/2020, capital social de R$ 10.000,00, sede em endereço de coworking na Avenida Paulista, tendo Leonardo Augusto Furtado Palhares como sócio único e administrador desde a constituição. A situação cadastral consta como SUSPENSA desde 03/03/2026 por determinação judicial — a suspensão decretada pelo STF aparece registrada no cadastro fiscal, com a data exata da decisão. Dois pontos relevantes: por ser sociedade unipessoal, não há sócio interposto — a empresa apontada como 'conta de passagem' está inteiramente em nome dele; e a empresa foi constituída em 2020, antes dos pagamentos relatados (as duas primeiras parcelas teriam sido pagas em 2023), o que afasta a hipótese de que tenha sido criada especificamente para o esquema. A sindicância do Banco Central apontou a incompatibilidade entre o capital de R$ 10 mil e o endereço de coworking e os contratos de cerca de R$ 4 milhões.

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