Fonte · Polícia Federal (oficial)
IPJ-A nº 1070759/2026 — análise do chat de WhatsApp entre Daniel Vorcaro e Felipe Mourão (e-Doc 3, PET 15.978)
Acesso
Informação de Polícia Judiciária de Análise de 198 páginas, também baseada no aparelho celular de Daniel Bueno Vorcaro (mesmo inquérito 2025.0087917 do e-Doc 4), mas com foco específico e exaustivo no chat de WhatsApp entre Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão ("Sicário"), cobrindo o período de 18/10/2023 a 17/11/2025. É a análise técnica mais longa e granular do acervo sobre essa relação: qualifica formalmente Marilson Roseno da Silva como líder de "A Turma" a partir do episódio do drone (05-06/04/2024, já registrado), narra dia a dia mais de dois anos de trocas entre os dois, e fecha com a análise financeira dos repasses mensais via Fabiano Zettel e Ana Cláudia Queiroz de Paiva — inclusive o cálculo da própria PF de que Mourão recebeu, no mínimo, R$ 24 milhões ao todo, e "A Turma" R$ 9,6 milhões. Revela também episódios de coleta de dados pessoais contra alvos não cobertos em nenhuma outra peça já lida, entre eles os quatro advogados responsáveis por um pedido de busca e apreensão contra o Banco Master, e uma escalada verbal ("medida mais drástica", "matar esses negócios") contra Vladimir Timerman e um advogado não identificado, em agosto de 2024.
Documento obtido pelo próprio Rafael via certificado digital, parte do download completo da PET 15.978 (378 peças) — mesma política de divulgação aplicada às demais peças. Não foi lido linha a linha em sua integralidade: as 170 páginas do chat (seção 2.2) foram varridas por frequência de nomes próprios para localizar episódios inéditos, e trechos de alta densidade foram lidos por inteiro.
Fonte primária oficial: entra no modo "somente fontes oficiais" do grafo.
Verificação
- Verificada em
- 11/09/2026
- Por
- orquestrador (varredura dirigida por nomes próprios + leitura integral dos trechos de maior densidade, 198 páginas)
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- sim
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O que esta fonte sustenta
Evidências
- DDocumental diretoEm 18-19/09/2024, Daniel Vorcaro acusou dois nacionais, André Flores Tavares e Gabriel Garrido Lacerda, de tê-lo roubado na Venezuela ("Eram faria limas. Não aguentam pressão. Mas foram pra Venezuela e me roubaram. Esse é pra ir pra c forca") e determinou que "A Turma" fizesse levantamento geral de ambos. Felipe Mourão e Marilson Roseno da Silva mobilizaram o grupo, compilando e trocando documentos com dados pessoais dos dois, e Mourão mencionou que "estavam com uma entrada na Interpol" contra eles. Em 03/10/2024, Vorcaro voltou a cobrar ação urgente, pedindo que alguém da PF "hoje ainda" dissesse haver "denúncia de crime contra sistema financeiro" contra eles, e Mourão respondeu "estou indo lá neles" — indo, segundo o áudio de Marilson que se segue, à Superintendência da Polícia Federal.
- DDocumental diretoEm 24/10/2025, Felipe Mourão enviou a Daniel Vorcaro um print de tela com o logotipo da Interpol, em que o campo de identificação de quem fez a pesquisa aparecia deliberadamente oculto, com as mensagens "Estamos aguardando o relatório principal do FBI" e "A interpol está limpa". O print mostrava o próprio nome de Daniel Vorcaro usado como critério de busca em um site que, segundo Mourão, estaria vinculado à Interpol. Ao investigar o episódio, a Polícia Federal consultou o órgão de representação da Interpol no Brasil, que respondeu que o layout compartilhado NÃO corresponde a nenhum mecanismo de busca disponibilizado pela própria Interpol — mas ponderou que pode se tratar de sistema de outro país integrado a uma base de dados "offline", construída a partir do download de Notices publicadas pela Interpol (procedimento que, segundo a Interpol, é adotado por exemplo pelos EUA); nesse caso, apenas o país que mantém tal sistema poderia identificar o usuário responsável, e é provável que não se trate de usuário brasileiro.
- DDocumental diretoEm 22/08/2024, Felipe Mourão identificou que um telefone usado para publicar postagens sobre um suposto pedido de falência do Banco Master estava cadastrado em nome de Daniel Marinelli Meira, e enviou a Vorcaro um documento com dados pessoais dele. "Os Meninos" baniram o WhatsApp associado. Perguntado se Vorcaro queria que "A Turma" fosse atrás de Marinelli — "que fosse dado apenas um susto ou outra ação" —, Vorcaro respondeu que sim, indicando que fosse por meio da Polícia Federal.
- DDocumental diretoEm 18/02/2024, Daniel Vorcaro reagiu a uma decisão judicial que autorizava busca e apreensão e quebra de sigilo bancário e fiscal contra o Banco Master, chamando o autor do pedido — Vladimir Timerman — de "depravado". No dia seguinte, 20/02/2024, Felipe Mourão encaminhou a Vorcaro três documentos com dados cadastrais completos — telefones, endereços, vínculos empresariais e familiares — dos quatro advogados responsáveis pelo pedido de busca e apreensão e quebra de sigilo: Patricia Lopes Dannebrock Aguedo, Miguel Carvalhes Pinheiro Antunes, Maciel Mussinch e Davi de Paiva Costa Tangerino.
- DDocumental diretoEm 28/08/2024, após Vorcaro encaminhar a Mourão uma Notícia de Fato subscrita por Vladimir Timerman contra o fundo ESH Theta Master (endereçada ao Procurador-Chefe do MPF em São Paulo, por prevenção a outra notícia de fato envolvendo o Banco Máxima/Master), Mourão disse que se reuniria com "A Turma" e que "teriam que tomar uma medida mais drástica contra Vladimir". Vorcaro respondeu "E contra o advogado tb". Na sequência do mesmo diálogo, ao ser perguntado se poderia se reunir com "A Turma" naquele mesmo dia para alinhar a forma de atuação, Vorcaro respondeu que mandaria "A turma" a São Paulo para "matar esses negócios".
- CCorroboradoA King Participações Imobiliárias, de Felipe Mourão, recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de empresas do grupo Vorcaro — Super Empreendimentos e, em ao menos um registro (13/03/2024), a Viking Participações —, dos quais R$ 400 mil mensais eram repassados aos seis integrantes de 'A Turma', à parte bônus eventuais.
- DDocumental diretoEm 25/07/2025, Daniel Vorcaro escreveu a Luiz Phillipi Mourão que alguém o havia filmado com sua filha e estaria espalhando as imagens na internet, e acrescentou: "Preciso matar esse cara". Mourão perguntou "Quem é? me manda tudo que vc tem ou alguma coisa" e, diante da repetição da frase por Vorcaro, respondeu: "sabe quem é? Vou pra cima".
Eventos
Nenhum.
Atos públicos
Nenhum.
Pessoas e organizações
Relações derivadas
Nenhuma.