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Delegada e agentes da PF abasteciam Vorcaro com informações sigilosas, segundo investigação

O Tempopublicada em 14/05/2026capturada em 03/09/2026Imprensa

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Detalha a decisão da 6ª fase: a delegada Valéria acessou, sem atribuição legal, inquérito de 2024 da Superintendência da PF em São Paulo — exatamente aquele em que Henrique Vorcaro havia sido intimado —, pelo sistema e-Pol. Segundo a decisão, ela e o marido, o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva, são apontados como responsáveis 'pelo repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno da Silva, mediante consultas indevidas ao sistema e-Pol', e 'o conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação'.

Fonte secundária: sustenta, no máximo, evidências corroboradas (C) ou alegações (A), salvo quando reproduz documento primário lido pela equipe.

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03/09/2026
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O que esta fonte sustenta

Evidências

  • CCorroboradoSegundo a decisão da 6ª fase, as consultas indevidas não ficaram na tentativa: a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva acessou, sem atribuição legal e pelo sistema e-Pol, inquérito de 2024 da Superintendência da PF em São Paulo — exatamente aquele em que Henrique Vorcaro havia sido intimado. A decisão registra que ela e o marido seriam responsáveis 'pelo repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno da Silva, mediante consultas indevidas ao sistema e-Pol', e que 'o conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação'. Em busca contra Henrique Vorcaro, a PF apreendeu ainda documento impresso extraído do sistema Sinapse, banco de inteligência de acesso restrito, com captura de tela contendo consulta detalhada aos dados pessoais de Augusto Conte, ex-sócio de Vorcaro. Segundo a corporação, o núcleo teria acessado sistemas com dados da PF, do MPF e ainda do FBI e da Interpol, com Luiz Phillipi Mourão coordenando extrações mediante uso de credenciais funcionais de terceiros para burlar protocolos de segurança.
  • CCorroboradoOs policiais antes referidos genericamente como 'ao menos três' foram identificados na 6ª fase da Operação Compliance Zero, em 14/05/2026. Da ativa: o agente Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência da PF no Rio de Janeiro, preso preventivamente e descrito pela corporação como 'agente infiltrado funcionalmente na Polícia Federal em benefício da organização criminosa' e 'longa manus' de Marilson Roseno da Silva; e a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, de Minas Gerais, afastada preventivamente do cargo, com proibição de contato com outros policiais, de acesso a instalações da PF, proibição de deixar o país e entrega de passaporte. Aposentados: Francisco José Pereira da Silva, marido da delegada, apontado como intermediário, alvo de busca e apreensão; e Sebastião Monteiro Júnior, preso. Nenhum foi julgado, e não há denúncia oferecida: trata-se de imputação da autoridade policial acolhida em cognição sumária para fins cautelares.
  • AAlegaçãoSegundo a PF, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva procurou ao menos três policiais para consultas indevidas em sistemas internos, com o objetivo de descobrir o teor de inquérito em que Henrique Vorcaro fora intimado; nas negociações pediu a Henrique para não o deixar 'à deriva', ouviu que receberia R$ 400 mil e pediu '800k'. ATUALIZAÇÃO: os policiais foram identificados na 6ª fase da operação, em 14/05/2026 — ver ev-policiais-cooptados-identificados-6a-fase. Relatório posterior da PF, veiculado em junho de 2026 sobretudo por veículos de menor porte, aponta R$ 400 mil mensais, e não valor único; a divergência fica registrada.

Documentos

Nenhum.

Atos públicos

Nenhum.

Relações derivadas