Fonte · Polícia Federal (oficial)
Representação da PF que fundamenta a 6ª fase da Compliance Zero (e-Doc 2, PET 15.978)
Acesso
Representação de 243 páginas da Polícia Federal ao STF, dirigida ao ministro André Mendonça, que fundamenta as prisões preventivas e cautelares decretadas na decisão de 13/05/2026 (6ª fase, e-Doc 28, já no acervo). É a peça bruta e integral por trás daquela decisão — traz a análise completa dos núcleos "A Turma" e "Os Meninos", com prints de conversas, tabelas de pagamento e depoimentos na íntegra, incluindo material não resumido na decisão: as contradições no depoimento de Marilson Roseno da Silva (obtenção de informação sigilosa dentro da prisão; histórico de consultas ilegais desde dezembro de 2021); o acesso ilícito da organização a sistemas do Ministério Público Federal e da própria Polícia Federal, incluindo um documento forjado enviado à Interpol num plano de intimidação contra um DJ; e o detalhamento completo do núcleo "Os Meninos" (identificação de campo de David Henrique Alves, Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, e o histórico de ataques a perfis de críticos do banco). Não traz data de assinatura legível no corpo do documento (apenas "Brasília/DF, na data da assinatura eletrônica"), mas antecede a decisão de 13/05/2026 que a acolhe integralmente.
Documento obtido pelo próprio Rafael via certificado digital, parte do download completo da PET 15.978 (378 peças) — mesma política de divulgação já aplicada à PET 15.556 e ao e-Doc 28 desta mesma petição: informação pode ser usada e citada oficialmente, PDF original não é redistribuído. Os três anexos DOCSDEIDENTIF do acervo (documentos de identificação pessoal) não foram abertos, por política do projeto.
Fonte primária oficial: entra no modo "somente fontes oficiais" do grafo.
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- 11/09/2026
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- orquestrador (leitura integral, 243 páginas)
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O que esta fonte sustenta
Evidências
- AAlegaçãoEm depoimento, Marilson Roseno da Silva relatou que Henrique Vorcaro, antes de ser preso (por volta de dezembro de 2025), telefonou-lhe na presença de Luiz Phillipi Mourão e afirmou já saber que "vai sair um mandado de prisão" contra ele, perguntando a Marilson se ele sabia de algo. Marilson negou. Questionado por que Henrique já sabia, Marilson especulou que haveria um "ex-colega" seu, da PF, "que trabalha lá dentro do banco" — possivelmente um "ex-superintendente" ou "ex-diretor" — repassando informações a Henrique e a Mourão.
- DDocumental diretoAuditoria de sistema (IPJ nº 1813573/2026) mostra que, entre 7 e 13 de dezembro de 2021 — quando ainda estava na ativa, quase um ano antes de se aposentar (2022) —, Marilson Roseno da Silva, usando seu login institucional "marilson.mrs", realizou diversas consultas no sistema ePol da Polícia Federal com os termos "André Beraldo Vorcaro", "Daniel Vorcaro", "Daniel Bueno Vorcaro" e "Banco Máxima" (nome do banco, antes de rebatizado Banco Master, que Daniel Vorcaro viria a controlar). Os acessos têm registro preciso de data, horário, IP de origem e usuário, e ocorreram em horário incomum — por exemplo, às 21h35min e depois de 23h em 07/12/2021 —, fora do expediente normal da corporação.
- DDocumental diretoJá preso, Marilson Roseno da Silva soube, por meio de um colega de cárcere não identificado, que a Polícia Federal havia realizado busca e apreensão em sua própria residência em 13/03/2026 — nove dias após sua prisão em 04/03/2026 — antes mesmo de a PF comunicá-lo oficialmente. Questionado por quem soube, recusou-se a identificar a fonte, alegando risco à própria segurança: "Doutor, eu tô correndo um risco grande lá que o senhor não tem noção... Desejo não falar porque eu corro risco".
- DDocumental diretoEntre fevereiro de 2024 e julho de 2025, a organização de Daniel Vorcaro, por meio de Felipe Mourão, acessou reiteradamente o sistema Único do Ministério Público Federal usando o login institucional da servidora Alina Boueres (matrícula 14.103, lotada no gabinete PR4-MNM), obtendo consultas processuais sobre: o inquérito da DELECOR/DRPJ/SR/PF/SP envolvendo Nelson Tanure, Daniel Vorcaro, Gilberto Benevides e Maurício Quadrado (Gafisa/Planner Trustee), aberto a partir de notícia-crime de Vladimir Timerman; seis procedimentos sigilosos relacionados a Daniel Vorcaro; e uma busca cruzada pelos termos "BRB AND MASTER" para mapear qualquer investigação envolvendo o banco e sua aquisição pelo BRB. Em 23/03/2024, uma primeira tentativa de acesso ao inquérito da notícia-crime de Timerman foi barrada por sigilo máximo; no dia seguinte, 24/03/2024, o mesmo inquérito foi acessado integralmente pelo login de Alina Boueres.
- DDocumental diretoEm outubro de 2024, Daniel Vorcaro mobilizou Felipe Mourão e "A Turma" para perseguir, intimidar e coagir um músico (DJ) residente em Miami/EUA que teria tido uma desavença com o filho de Vorcaro, prometendo R$ 10 milhões para o intento. Os planos discutidos incluíram contratar pessoas para segui-lo em solo americano, forjar um flagrante de drogas para prendê-lo/constrangê-lo, atraí-lo ao Brasil sob pretexto de show para intimidá-lo "pela milícia e polícia", e acionar um "amigo da Interpol" contra ele. Em 11/10/2024, "A Turma" produziu um ofício com timbre do Ministério Público Federal e citação a um inquérito policial de Roraima (totalmente alheio ao caso), endereçado à Interpol — o documento aparenta ter sido redigido em nome do gabinete de Alina Boueres, a mesma servidora do MPF cujo login era usado nos acessos ilícitos. Vorcaro mandou não enviá-lo antes de alinharem.
- DDocumental diretoAlém de invadir dispositivos e contas na nuvem, o núcleo "Os Meninos" derrubava perfis de redes sociais de críticos de Daniel Vorcaro por meio de ofícios forjados, com aparência de terem sido emitidos por autoridades públicas, enviados aos canais de Law Enforcement Information Request das próprias plataformas — além de DDoS e robôs contra notícias desfavoráveis. Exemplos documentados: em 07/10/2024, Daniel Bueno Vorcaro pediu a Felipe Mourão que derrubasse o perfil @marthagraeff6666, um perfil falso que usava dados de sua namorada Martha Graeff para se aproximar de sua filha ("Esse filha da puta quero achar nem que seja no inferno") — a conta foi banida dois dias depois, via ofício forjado do MP-CE (episódio já registrado no perfil de Nayara Maria Dias Albuquerque de Sá); e a derrubada do Instagram do perfil @alexandreknuz, que criticava um evento do Banco Master em Londres.
- DDocumental diretoAlém do MPF, a organização de Daniel Vorcaro também acessou ilicitamente o sistema ePol (polícia judiciária) da própria Polícia Federal — em 15/09/2025, Felipe Mourão enviou a Marilson Roseno um print do sistema com inquéritos relacionados a "Daniel Vorcaro" (dois deles sigilosos, cujo conteúdo não foi acessado). A auditoria instaurada pela PF em razão da gravidade do episódio apurou, até a data do documento, que o acesso indevido partiu da Delegacia de Polícia Federal de Juiz de Fora/MG, e as evidências mencionam ainda acesso a organismos internacionais como o FBI e a Interpol, sem detalhamento do que teria sido obtido.
- DDocumental diretoEm 29/07/2025, Daniel Vorcaro pediu a Felipe Mourão que "hackear[a] esse lauro", referindo-se ao jornalista Lauro Jardim. Mourão respondeu que já havia pedido a "Os Meninos" para fazer isso, perguntando se Vorcaro queria o e-mail dele ou "tomar o cel dele" — e descreveu o modus operandi: o núcleo enviaria um link convidando o jornalista para uma reunião, como isca.
- DDocumental diretoA representação da PF de maio de 2026 imputa a Henrique Moura Vorcaro, Anderson Wander da Silva Lima, Sebastião Monteiro Júnior e Manoel Mendes Rodrigues — integrantes de "A Turma" — os tipos do art. 2º, §2º, da Lei nº 12.850/2013 (organização criminosa armada, ou com participação de agentes de segurança pública) e art. 325, caput, do Código Penal (violação de sigilo funcional). À delegada Valéria Vieira Pereira da Silva e ao agente aposentado Francisco José Pereira da Silva imputa apenas o art. 325 CP, registrando que o aprofundamento das investigações poderá esclarecer se o casal integra a organização criminosa ou praticou atos de corrupção. Ao núcleo "Os Meninos" (David Henrique Alves, Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos e Victor Lima Sedlmaier) atribui inserção na mesma organização criminosa, como braço de ataques cibernéticos, incluindo invasão de sistemas governamentais para acesso a dados sigilosos.
- DDocumental diretoEm 16/07/2024, o MPF instaurou Notícia de Fato para apurar a demissão de dois gerentes da Caixa Econômica Federal que teriam se posicionado contra a compra, pelo Banco Master, de R$ 500 milhões em letras financeiras — episódio que, segundo a PF, constitui o marco inicial da própria Operação Compliance Zero, que culminaria na prisão de Daniel Vorcaro em 17/11/2025. Dois dias depois, em 18/07/2024, Felipe Mourão já enviou a Daniel Vorcaro o arquivo do procedimento reservado, obtido pelo acesso ilícito ao sistema Único do MPF. Em 30/07/2024, um novo extrato do procedimento, novamente gerado pelo perfil da servidora Alina Boueres, foi enviado a Vorcaro. A PF registra ainda que Vorcaro tinha, no próprio celular, a íntegra de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF nº 84719.3.2793.4976) enviado à Procuradoria-Geral da República sobre o mesmo assunto.
Eventos
Nenhum.
Atos públicos
Nenhum.
Pessoas e organizações
Relações derivadas
Nenhuma.