Fonte · Polícia Federal (oficial)
IPJ nº 1752768/2026 — análise do celular apreendido com Marilson Roseno da Silva (e-Doc 14, PET 15.978)
Acesso
Informação de Polícia Judiciária de 117 páginas (IPJ nº 1752768/2026), referente ao inquérito 2026.0022454-CGRC/DICOR/PF (PET 15.562, "Operação Compliance Zero 3"), com a análise do celular apreendido diretamente com Marilson Roseno da Silva — fonte distinta das duas análises já mineradas do celular de Daniel Vorcaro (e-Docs 3 e 4). Revela que o próprio Marilson mantinha uma conta secundária de WhatsApp Business com número internacional da Turquia, sob o codinome "MISTER", com mensagens temporárias auto-apagáveis, e mapeia outros terminais internacionais usados por integrantes da organização (Reino Unido, possivelmente de Luiz Phillipi Mourão; Colômbia, provavelmente de Henrique Vorcaro). Traz ainda trechos da própria oitiva de Marilson, em que ele tenta minimizar seu papel chamando as acusações de "fake news" — versão que a PF classifica como causando "extrema estranheza" por suas contradições internas —, e um capítulo extenso (37 páginas) sobre Anderson Wander da Silva Lima.
Documento obtido pelo próprio Rafael via certificado digital, parte do download completo da PET 15.978 (378 peças) — mesma política de divulgação aplicada às demais peças.
Fonte primária oficial: entra no modo "somente fontes oficiais" do grafo.
Verificação
- Verificada em
- 11/09/2026
- Por
- orquestrador (leitura dirigida por seções de maior densidade, 117 páginas)
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O que esta fonte sustenta
Evidências
- DDocumental diretoNo terminal internacional de Marilson Roseno da Silva foram encontradas, reencaminhadas para seu próprio número brasileiro, diversas imagens de consultas a sistemas internos da PF sobre André Aranha Coelho, executivo do setor financeiro (atuação em corporate banking na UBS, Banco PAN e Banco Modal, CEO da Saffe e fundador de empresa de Open Finance e inteligência artificial, segundo pesquisa em fontes abertas). O documento não identifica quem realizou a consulta.
- DDocumental diretoEm oitiva, Marilson Roseno da Silva afirmou que suas próprias mensagens de voz sobre "A Turma" — inclusive as que davam satisfação de serviços ou cobravam pagamento a Daniel Vorcaro — eram gravadas a pedido de Luiz Phillipi Mourão e não correspondiam à realidade: chamou as acusações contra si de "fake news" e disse que Mourão queria apenas receber dinheiro do banqueiro sem que os serviços fossem de fato realizados, mas não apresentou explicação para por que aceitaria gravar, sem receber nenhum benefício e sem vínculo de amizade ou trabalho com Mourão, "centenas de áudios" direcionados a Daniel Vorcaro. Negou inicialmente ter codinome para se referir a Vorcaro, mas, confrontado com mensagens já analisadas em IPJ anterior, admitiu usar o termo "SP" ou "São Paulo". Também afirmou nunca ter recebido recompensa financeira de Vorcaro, descrevendo apenas duas diligências pontuais sem vínculo — a resolução de uma restrição judicial de veículo e o levantamento do drone —, mas relatou, na mesma oitiva, que era prática recorrente, todo fim de ano, receber questionamentos de Vorcaro sobre eventual mandado de prisão contra membros da organização — hábito que, por sua própria descrição, se repetiu por ao menos dois anos.
- DDocumental diretoA análise do celular de Marilson Roseno da Silva identifica, com nome completo, CPF e matrícula, quatro policiais federais da ativa lotados em Minas Gerais que, segundo a PF, "prima facie" não integravam "A Turma" mas atenderam a pedidos de consulta a sistemas internos feitos por Marilson: André Velloso Martins (escrivão, matrícula 20.932), que localizou o processo SEI vinculado ao inquérito em que Henrique Vorcaro fora intimado (08/03/2024); Marcílio de Abreu Brito (agente, matrícula 485), que em 10/09/2025 informou não haver procedimento contra uma lista manuscrita de nomes — Henrique Moura Vorcaro, Nathalia Bueno Ribeiro Vorcaro e a empresa Milo Investimento SA; Marcos Antônio Lauria (agente, matrícula 2517), que em 31/01/2025 verificou o registro de uma arma de fogo a pedido de Marilson; e Márcio Tavares Diniz (agente, matrícula 1918), a quem Marilson pediu "ajuda" em 04/07/2023 — pedido seguido do reencaminhamento de telas de sistemas internos com dados societários completos da empresa "Clube de Benefícios Bem Protege". Ao ser questionado em oitiva se havia solicitado consultas a policiais da ativa, Marilson negou inicialmente qualquer pedido, depois admitiu apenas uma consulta isolada a uma quinta servidora (não relacionada a Vorcaro) — versão que a PF classifica como isolada e contrariada pelos próprios dados do aparelho.
- DDocumental diretoA análise do celular de Marilson Roseno da Silva revelou que ele mantinha, além do número brasileiro conhecido, uma conta secundária de WhatsApp Business associada a um número com DDI da Turquia (+905386670594), sob o codinome "MISTER", usada para se comunicar com outros integrantes da organização com o recurso de mensagens temporárias ativado — motivo pelo qual só havia, no aparelho, conversas recentes a partir de fevereiro de 2026. A PF mapeou outros terminais internacionais usados pelo grupo: "L.M" (+447529670444, Reino Unido), possivelmente de Luiz Phillipi Mourão; "Sebastião/SP PF" (+12012798461, Estados Unidos), utilizado por Sebastião Monteiro Júnior; "Top" (+573028396721, Colômbia), provavelmente de Henrique Vorcaro; e "BH" (+447508680629, Reino Unido), também aparentemente ligado a Mourão, sem certeza se é dele mesmo ou de outro integrante.
Eventos
Nenhum.
Atos públicos
Nenhum.
Pessoas e organizações
Relações derivadas
Nenhuma.