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Como Daniel Vorcaro ficou rico e se transformou em pivô do maior escândalo financeiro do país
O Tempo (Renato Alves)publicada em 22/06/2026capturada em 03/09/2026Imprensa
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Reconstitui a trajetória patrimonial de Vorcaro a partir de documentos da Receita Federal, PF, Banco Central, CVM e MPF: dos R$ 2,8 milhões declarados à Receita em 2015, sua fortuna chegaria a R$ 2,64 bilhões em 2025. Registra que aos 19 anos ele administrava uma editora de livros didáticos do pai, vendida por divergências gerenciais, e que antes do banco houve um hotel de luxo para a Copa de 2014, empreendimento de R$ 200 milhões que não deu certo.
Fonte secundária: sustenta, no máximo, evidências corroboradas (C) ou alegações (A), salvo quando reproduz documento primário lido pela equipe.
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- 03/09/2026
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O que esta fonte sustenta
Evidências
- AAlegaçãoDaniel Vorcaro declarou à Receita Federal, em 2015, patrimônio de R$ 2,8 milhões — dois anos antes de contratar, em 15/09/2017, a compra de 56,87% do Banco Máxima por R$ 40 milhões. Segundo a mesma reconstituição, sua fortuna chegaria a R$ 2,64 bilhões em 2025. A desproporção entre o patrimônio declarado e o porte da operação é o ponto que o Banco Central apontaria no voto que rejeitou a transferência de controle em 2019.
- AAlegaçãoAntes de entrar no setor bancário, Vorcaro — nascido em Belo Horizonte em 1983, formado em Economia com MBA pelo Ibmec — atuou em empresas do setor imobiliário da família, entre elas a Multipar, holding fundada pelo pai, Henrique Moura Vorcaro, e originada das empresas Vorcaro Imóveis e Centro Sul Empreendimentos. Há duas versões sobre seu primeiro negócio: em perfil de 2021, ele próprio afirmou ter começado aos 19 ou 20 anos prestando consultoria a um sistema educacional e, após a morte do fundador, comprado o negócio dos herdeiros para reestruturá-lo e revendê-lo; reportagens posteriores registram que ele administrava uma editora de livros didáticos do próprio pai, vendida por divergências gerenciais. Antes do banco houve ainda um empreendimento hoteleiro de luxo para a Copa de 2014, de R$ 200 milhões, que não deu certo. O patrimônio imobiliário familiar era real e de décadas em Belo Horizonte, mas de porte incompatível com a aquisição de um banco.
Documentos
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Eventos
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Atos públicos
Nenhum.
Pessoas e organizações
Relações derivadas
Nenhuma.