Pular para o conteúdo

Fonte · Imprensa

Caso Master: PF listou 40 perfis que atacaram o Banco Central

CNN Brasilpublicada em 2026capturada em 09/09/2026Imprensa

Acesso

A Polícia Federal mapeou cerca de 40 perfis envolvidos na campanha contra o Banco Central, entre os quais páginas de fofoca e canais de nutrição que nunca haviam publicado sobre bancos ou economia. A lista completa nunca foi divulgada publicamente.

Fonte secundária: sustenta, no máximo, evidências corroboradas (C) ou alegações (A), salvo quando reproduz documento primário lido pela equipe.

Verificação

Verificada em
09/09/2026
Por
orquestrador (captura local + leitura integral)
URL acessível
sim
Conteúdo confere com o resumo
sim

O que esta fonte sustenta

Evidências

  • CCorroboradoDimensão financeira e método do 'Projeto DV', segundo a investigação e o depoimento de Thiago Miranda: cerca de R$ 8 milhões em contratos assinados pela agência MiThi, com teto de R$ 2 milhões por perfil, faixas mensais entre R$ 30 mil e R$ 1,5 milhão e prazos de um mês a um ano; R$ 3,5 milhões efetivamente repassados entre o fim de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026. Os contratos traziam cláusula de confidencialidade com multa de R$ 800 mil. O método descrito é a distribuição de briefing com reportagem-base e roteiro de pontos a destacar, por grupos de mensagens individuais: a linha argumentativa sustentava que o Banco Central agira com pressa, que a liquidação favoreceria concorrentes interessados em ativos baratos e que havia disputa política por trás da intervenção. A Febraban identificou de forma independente um pico de volume atípico concentrado em cerca de 36 horas, entre 27 e 29 de dezembro de 2025, com mais de 4.500 publicações no auge e padrão de linguagem similar, mas declarou que seus levantamentos têm caráter interno e não os divulgou. O alvo nominal mais recorrente da campanha era Renato Dias Gomes, ex-diretor do Banco Central que havia recomendado vetar a compra do Master pelo BRB. Não foi localizada manifestação institucional do Banco Central sobre ter sido alvo de campanha paga.
  • CCorroboradoO recrutamento de influenciadores no 'Projeto DV' comporta três camadas distintas, que o corpus registra separadamente por exigirem tratamento diferente. PRIMEIRA: abordados que recusaram e tornaram o fato público por iniciativa própria, entregando documentação — o vereador Rony Gabriel (PL, Erechim/RS), procurado pela agência UNLTD em 20/12/2025; a comentarista Juliana Moreira Leite, procurada pelo Portal Group BR; e o deputado estadual Leo Siqueira (Novo-SP), procurado pela UNLTD em 21/12/2025. SEGUNDA: perfis nomeados por Thiago Miranda em depoimento à PF em 12/05/2026 como tendo recebido recursos — lista produzida por investigado, para reduzir a própria exposição, que não é decisão judicial nem lista oficial da Polícia Federal. TERCEIRA: perfis que efetivamente publicaram conteúdo crítico ao Banco Central, identificados por levantamento jornalístico com contraditório colhido de cada um — a maioria negou expressamente ter recebido pagamento, um se recusou a comentar e outro não respondeu. Registro determinante: a lista dos cerca de 40 perfis mapeados pela Polícia Federal NUNCA foi divulgada, e nenhum influenciador foi até hoje indiciado, denunciado ou alvo de medida cautelar. Nenhum jornalista aparece como contratado — jornalistas figuram no caso como alvos de monitoramento, não como beneficiários.

Documentos

Nenhum.

Eventos

Nenhum.

Atos públicos

Nenhum.

Pessoas e organizações

Nenhum.

Relações derivadas

Nenhuma.